{"id":53837,"date":"2025-09-01T11:37:20","date_gmt":"2025-09-01T11:37:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/53837\/"},"modified":"2025-09-01T11:37:20","modified_gmt":"2025-09-01T11:37:20","slug":"canceres-ginecologicos-causam-mais-de-dez-mil-mortes-por-ano-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/53837\/","title":{"rendered":"C\u00c2NCERES GINECOL\u00d3GICOS CAUSAM MAIS DE DEZ MIL MORTES POR ANO NO BRASIL"},"content":{"rendered":"<p>Setembro \u00e9 o m\u00eas dedicado \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os c\u00e2nceres ginecol\u00f3gicos, que representam 19% dos diagn\u00f3sticos de neoplasias em mulheres a cada ano em todo mundo, de acordo com a Ag\u00eancia Internacional de Pesquisa em C\u00e2ncer (IARC). No Brasil, cerca de 30 mil mulheres por ano s\u00e3o diagnosticadas com um c\u00e2ncer ginecol\u00f3gico, segundo o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (INCA). \u201cA proposta da campanha realizada em setembro \u00e9 conscientizar a popula\u00e7\u00e3o feminina sobre a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o e do diagn\u00f3stico precoce dos tumores que acometem o sistema reprodutor feminino\u201d, afirma a oncologista Luciana Landeiro, da Oncocl\u00ednicas.<\/p>\n<p>Os c\u00e2nceres ginecol\u00f3gicos afetam \u00f3rg\u00e3os do sistema reprodutor feminino, como \u00fatero, ov\u00e1rios, vulva e vagina. O c\u00e2ncer de colo de \u00fatero, ou c\u00e2ncer cervical, \u00e9 o mais comum, dentre eles, com previs\u00e3o de 17 mil novos casos por ano no Brasil e representa o terceiro tipo de tumor que mais afeta as mulheres brasileiras (atr\u00e1s do c\u00e2ncer de mama e do colorretal), segundo o INCA. A Bahia, com estimativa de 1160 novos casos em 2025, \u00e9 o estado da regi\u00e3o Nordeste com maior n\u00famero de novos casos da doen\u00e7a. O c\u00e2ncer de endom\u00e9trio (c\u00e2ncer do corpo do \u00fatero) fica em segundo lugar em incid\u00eancia, dentre os c\u00e2nceres ginecol\u00f3gicos, com estimativa de 7840 novos casos em 2025 e o de ov\u00e1rio em terceiro com previs\u00e3o de 7310 novos diagn\u00f3sticos.<\/p>\n<p>\u201cAo contr\u00e1rio do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero, que j\u00e1 pode ter uma suspeita detectada no exame preventivo, n\u00e3o existe um programa de rastreamento especifico para o c\u00e2ncer de ov\u00e1rio e de endom\u00e9trio e, por isso, \u00e9 fundamental refor\u00e7ar a import\u00e2ncia do acompanhamento ginecol\u00f3gico de rotina\u201d, esclarece a oncologista Daniela Barros, da Oncocl\u00ednicas.<\/p>\n<p>\u201cMuitos tumores ginecol\u00f3gicos, especialmente os de ov\u00e1rio e de endom\u00e9tio, s\u00e3o detectados em fases avan\u00e7adas porque s\u00e3o silenciosos ou apresentam sintomas inespec\u00edficos que, muitas vezes, costumam ser confundidos com condi\u00e7\u00f5es benignas de sa\u00fade\u201d, acrescenta o oncologista Daniel Brito, da Oncocl\u00ednicas.<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 grande aliada<\/p>\n<p>A infec\u00e7\u00e3o persistente por determinados tipos de HPV (Papilomav\u00edrus humano), principalmente o HPV-16 e o HPV-18, considerados de alto risco oncog\u00eanico, \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 90% dos casos de c\u00e2ncer de colo de \u00fatero.<\/p>\n<p>Um levantamento da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do C\u00e2ncer revelou que at\u00e9 37% dos jovens e 17% dos respons\u00e1veis desconhecem que a vacina contra HPV previne o c\u00e2ncer do colo do \u00fatero. 20% acreditam que a vacina pode prejudicar a sa\u00fade e 22% que pode incentivar inicia\u00e7\u00e3o sexual precoce; entre 34% e 61% dos entrevistados n\u00e3o conheciam a popula\u00e7\u00e3o-alvo eleg\u00edvel para receber o imunizante.<\/p>\n<p>Para combater a desinforma\u00e7\u00e3o e salvar vidas, as campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o com o apoio da imprensa s\u00e3o fundamentais. O oncologista Daniel Brito lembra que a vacina contra HPV, os exames preventivos, os h\u00e1bitos saud\u00e1veis e a aten\u00e7\u00e3o aos sinais s\u00e3o os principais aliados da preven\u00e7\u00e3o dos c\u00e2nceres ginecol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o aos sinais do corpo<\/p>\n<p>Os sintomas variam de acordo com o tipo e extens\u00e3o de tumor. \u201c\u00c9 importante estar atento aos sinais e sintomas persistentes, ao notar qualquer altera\u00e7\u00e3o, a mulher deve buscar logo seu m\u00e9dico para avalia\u00e7\u00e3o\u201d, recomenda a oncologista Camila Chiodi, da Oncocl\u00ednicas. \u201c\u00c9 sempre bom lembrar que o diagn\u00f3stico precoce aumenta a chance de cura, no caso do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero, por exemplo, a cura pode chegar a 90% dos casos, quando o tumor \u00e9 detectado e tratado em sua fase inicial\u201d, refor\u00e7a a especialista.<\/p>\n<p>\u2013 Altera\u00e7\u00e3o do fluxo menstrual<\/p>\n<p>\u2013 Corrimento com sangue escuro e\/ou forte odor<\/p>\n<p>\u2013 Aumento de gases ou indigest\u00e3o<\/p>\n<p>\u2013 Dor durante rela\u00e7\u00e3o sexual<\/p>\n<p>\u2013 Perda de peso sem causa aparente<\/p>\n<p>\u2013 Incha\u00e7o abdominal<\/p>\n<p>\u2013 Dor p\u00e9lvica<\/p>\n<p>\u2013 Sensa\u00e7\u00e3o de press\u00e3o no abd\u00f4men ou pelve<\/p>\n<p>\u2013 Fadiga persistente<\/p>\n<p>Fatores de risco e estilo de vida<\/p>\n<p>Idade avan\u00e7ada, hist\u00f3rico familiar da doen\u00e7a, infec\u00e7\u00e3o por HPV, tabagismo, obesidade, menarca precoce (antes dos 12 anos) ou menopausa ap\u00f3s os 52 anos e uso prolongado de contraceptivos orais s\u00e3o alguns dos fatores que podem aumentar o risco para desenvolvimento de um c\u00e2ncer ginecol\u00f3gico. \u201cN\u00e3o ter tido filhos, multiplicidade de parceiros sexuais e reposi\u00e7\u00e3o hormonal feita de forma inadequada tamb\u00e9m s\u00e3o fatores de risco\u201d, destaca a oncologista Julia de Castro de Souza, da Oncocl\u00ednicas.<\/p>\n<p>\u201cAdotar um estilo de vida saud\u00e1vel, n\u00e3o fumar, praticar atividade f\u00edsica regular e ter uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada s\u00e3o medidas que reduzem o risco do c\u00e2ncer\u201d, afirma a oncologista Hamanda Nery, da Oncocl\u00ednicas. \u201cA pratica regular de atividade f\u00edsica est\u00e1 associada a redu\u00e7\u00e3o de 13 tipos de c\u00e2ncer, dentre eles o de endom\u00e9trio, um dos tr\u00eas c\u00e2nceres ginecol\u00f3gicos de maior incid\u00eancia no Brasil\u201d, acrescenta Luciana Landeiro.<\/p>\n<p>Imuniza\u00e7\u00e3o contra o HPV: rede p\u00fablica e privada<\/p>\n<p>A vacina reduz o risco de infec\u00e7\u00f5es pelo HPV e doen\u00e7as associadas, incluindo diversos tipos de c\u00e2ncer, como o de colo de \u00fatero. Com efic\u00e1cia superior a 90% e aplicada em dose \u00fanica, a vacina\u00e7\u00e3o quadrivalente contra o HPV, est\u00e1 dispon\u00edvel no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos e, at\u00e9 dezembro, foi estendida para jovens at\u00e9 os 19 anos, com o objetivo de \u201cresgatar\u201d adolescentes que n\u00e3o se vacinaram. De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, apenas 1,5% dos jovens entre 15 e 19 anos de idade j\u00e1 tomaram a vacina.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram incorporados como grupos priorit\u00e1rios os usu\u00e1rios de PrEP (profilaxia pr\u00e9-exposi\u00e7\u00e3o ao HIV) e indiv\u00edduos imunossuprimidos (nesses casos o esquema vacinal \u00e9 de tr\u00eas doses), de 9 a 45 anos, de ambos os sexos. Pessoas v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual, entre 9 e 45 anos e que ainda n\u00e3o foram vacinadas, tamb\u00e9m fazem parte do grupo priorit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na rede privada, al\u00e9m da vers\u00e3o quadrivalente, est\u00e1 dispon\u00edvel a vacina nonavalente, que protege contra os subtipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, ampliando a cobertura contra c\u00e2nceres associados ao HPV. Nesse caso o esquema de vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 de duas doses para crian\u00e7as e adolescentes at\u00e9 14 anos e tr\u00eas doses a partir dos 15 anos ou para imunossuprimidos. \u201cA vacina\u00e7\u00e3o contra HPV, o rastreamento e o acesso aos tratamentos fazem parte da estrat\u00e9gia global da OMS para erradica\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de colo de \u00fatero at\u00e9 2030\u201d, finaliza a oncologista Luciana Landeiro.<\/p>\n<p>Cr\u00e9dito da imagem: Freepik<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Setembro \u00e9 o m\u00eas dedicado \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os c\u00e2nceres ginecol\u00f3gicos, que representam 19% dos diagn\u00f3sticos de neoplasias&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":53838,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[15586,116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-53837","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-feminana","9":"tag-health","10":"tag-portugal","11":"tag-pt","12":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53837","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53837"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53837\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}