{"id":544539,"date":"2026-10-04T17:12:24","date_gmt":"2026-10-04T17:12:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/544539\/"},"modified":"2026-10-04T17:12:24","modified_gmt":"2026-10-04T17:12:24","slug":"comer-sozinho-pode-literalmente-alterar-a-forma-como-o-seu-corpo-processa-a-glicose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/544539\/","title":{"rendered":"Comer sozinho pode literalmente alterar a forma como o seu corpo processa a glicose"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/close-woman-eats-appetizing-burger-french-fries-cafe-blurred-background-593865968.html\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">puhimec  \/ Depositphotos <\/a><\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-694435 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/c4ca4238a0b923820dcc509a6f75849b-6-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>O corpo humano funciona melhor acompanhado. Quando comemos ao lado de algu\u00e9m de quem gostamos, o a\u00e7\u00facar no sangue sobe menos e normaliza mais depressa.<\/strong><\/p>\n<p>Um novo <a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.aeg4937?referrer=https%3A%2F%2Fwww.sciencealert.com%2F\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">estudo<\/a>, publicado o m\u00eas passado na Science Advances, encontrou evid\u00eancias de que a presen\u00e7a de uma pessoa pr\u00f3xima pode ajudar o organismo a regular de forma mais eficiente os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue ap\u00f3s uma refei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em uma das experi\u00eancias, 108 participantes consumiram 102 gramas de p\u00e3o branco de trigo. Durante as duas horas seguintes, os investigadores acompanharam a sua resposta glic\u00e9mica.<\/p>\n<p>Os participantes realizaram o teste em duas condi\u00e7\u00f5es: numa, comeram sozinhos; noutra, comeram na presen\u00e7a do respetivo parceiro rom\u00e2ntico. Na condi\u00e7\u00e3o social, a subida da glicemia foi menor e a recupera\u00e7\u00e3o para os valores de refer\u00eancia foi mais r\u00e1pida do que quando os participantes estavam sozinhos.<\/p>\n<p>Segundo o <a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/science-says-who-you-eat-dinner-with-matters-as-much-as-whats-on-your-plate\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">ScienceAlert<\/a>, os autores interpretam estes resultados como evid\u00eancia a favor de um princ\u00edpio a que chamam \u201cfisiologia social\u201d: a ideia de que a proximidade de pessoas com quem temos uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima pode tornar mais eficiente a regula\u00e7\u00e3o de diferentes fun\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>\u201cA regula\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar no sangue n\u00e3o se resume apenas ao que comemos, mas tamb\u00e9m a com quem comemos\u201d, explicou a autora principal do estudo <strong>Shir Atzil<\/strong>.<br \/>Os investigadores baseiam esta hip\u00f3tese, em parte, em trabalhos anteriores que mostram que as rela\u00e7\u00f5es sociais podem influenciar diversos processos fisiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Em v\u00e1rias esp\u00e9cies animais, o isolamento social foi associado a altera\u00e7\u00f5es na resposta ao stress, na fun\u00e7\u00e3o imunit\u00e1ria e no metabolismo. No entanto, os efeitos n\u00e3o s\u00e3o uniformes entre esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Neste estudo, os cientistas procuraram testar diretamente se a presen\u00e7a de uma pessoa pr\u00f3xima poderia alterar a resposta do organismo \u00e0 mesma situa\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Numa segunda experi\u00eancia, envolvendo 116 participantes, estudaram a regula\u00e7\u00e3o da temperatura corporal durante a exposi\u00e7\u00e3o ao frio. Quando o parceiro estava presente, a resposta termorreguladora foi mais eficiente, particularmente quando existia contacto f\u00edsico. No entanto, tamb\u00e9m foram observados efeitos na aus\u00eancia de contacto f\u00edsico.<\/p>\n<p>Noutro conjunto de experi\u00eancias, envolvendo 115 adultos, os participantes foram submetidos a um desafio destinado a provocar uma resposta de stress. A resposta do sistema nervoso simp\u00e1tico, avaliada atrav\u00e9s de indicadores como a condut\u00e2ncia da pele, foi menor quando outra pessoa estava presente. A recupera\u00e7\u00e3o da resposta fisiol\u00f3gica tamb\u00e9m foi mais r\u00e1pida na condi\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Os investigadores realizaram ainda uma experi\u00eancia com 56 beb\u00e9s e as respetivas m\u00e3es. Tamb\u00e9m neste caso, a presen\u00e7a da m\u00e3e esteve associada a uma resposta menor do sistema nervoso simp\u00e1tico durante o desafio experimental.<\/p>\n<p>Em conjunto, os resultados sugerem que a presen\u00e7a de uma pessoa com quem existe uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima pode influenciar a forma como o organismo responde a diferentes desafios \u2014 metab\u00f3licos, t\u00e9rmicos e relacionados com o stress.<\/p>\n<p>Por fim, os autores prop\u00f5em que este padr\u00e3o poder\u00e1 representar um princ\u00edpio mais geral de regula\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica, embora sejam necess\u00e1rios estudos adicionais para determinar a dimens\u00e3o, os mecanismos e a relev\u00e2ncia cl\u00ednica destes efeitos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"puhimec \/ Depositphotos O corpo humano funciona melhor acompanhado. Quando comemos ao lado de algu\u00e9m de quem gostamos,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":544540,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[2369,27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,1863,23,24,117,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-544539","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-alimentacao","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-nutricao","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-saude","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117383760809930848","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/544539","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=544539"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/544539\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/544540"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=544539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=544539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=544539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}