{"id":54690,"date":"2025-09-01T22:46:07","date_gmt":"2025-09-01T22:46:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/54690\/"},"modified":"2025-09-01T22:46:07","modified_gmt":"2025-09-01T22:46:07","slug":"a-menina-prodigio-da-pintura-que-ja-expos-em-nova-iorque-veneza-e-rio-de-janeiro-new-in-oeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/54690\/","title":{"rendered":"A menina-prod\u00edgio da pintura que j\u00e1 exp\u00f4s em Nova Iorque, Veneza e Rio de Janeiro \u2014 New in Oeste"},"content":{"rendered":"<p>Layla Luna tem apenas 20 anos, mas a sua arte j\u00e1 passou por grandes galerias de Veneza, de Nova Iorque ou de S\u00e3o Paulo. A brasileira natural de S\u00e3o Paulo, que viveu quatro anos nas Caldas da Rainha, entre os 13 e os 15, est\u00e1 agora nos Pa\u00edses Baixos (Arnhem), para estudar Belas Artes na universidade dos seus sonhos.<\/p>\n<p>Layla descobriu a sua paix\u00e3o pelas artes e, em particular, a pintura com uma idade muito precoce. \u201cQuando era pequena, n\u00e3o gostava de bonecas, de nada. Para os meus pais foi muito complicado no in\u00edcio, porque compravam-me brinquedos e eu simplesmente olhava, dizia que era legal, mas n\u00e3o brincava nunca mais\u201d, conta. At\u00e9 que a m\u00e3e descobriu que Layla era apaixonada por desenhar e pintar. \u201cSe pudesse, eu passava o dia inteiro a pintar, conta-me a minha m\u00e3e. Ainda sou assim\u201d, confessa.<\/p>\n<p>Empreendedora, registou a sua marca \u201cLayla Luna\u201d com 15 anos, depois de j\u00e1 vender as suas pinturas desde a viragem dos 13 para os 14 anos. Ao criar a sua empresa, come\u00e7ou a participar em feiras aos fins de semana ou nas f\u00e9rias. Nos dias de semana, \u00e0 noite, trabalhava nos quadros que lhe encomendavam, maioritariamente retratos. \u201cIsso permitiu-me melhorar a minha t\u00e9cnica, e ent\u00e3o comecei a trabalhar nos meus pr\u00f3prios quadros autorais\u201d, durante o seu ano sab\u00e1tico, os quais exp\u00f4s em bares-galerias. <\/p>\n<p>Foi nessa altura, com 19 anos, que deu o grande salto, quando realizou a sua primeira exposi\u00e7\u00e3o internacional, \u201cTerra: Pr\u00e9-Bienal Amaz\u00f4nia\u201d, na Venice Art Biennale 2024, em Veneza. \u201cExpus tr\u00eas obras minhas, e gra\u00e7as a isso recebi um \u00f3timo convite, o de participar noutras duas exposi\u00e7\u00f5es, a G20 Brasil 2024, no Rio de Janeiro, e a outra em Nova Iorque, em parceria com uma das galerias que expunham em Veneza, a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/saphiraventuragallery\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Saphira<\/a> &amp; Ventura Gallery\u201d, continua. E as suas pinturas continuam pela Big Apple, onde j\u00e1 estiveram em duas exposi\u00e7\u00f5es, \u201ce est\u00e3o a caminho da terceira\u201d, anuncia a jovem e promissora artista, que tamb\u00e9m j\u00e1 exp\u00f4s em S\u00e3o Paulo. De resto, n\u00e3o h\u00e1 nenhum quadro escondido em casa. \u201cGra\u00e7as a Deus todas as minhas obras est\u00e3o em galerias agora\u201d, revela.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, agora \u00e9 tempo de \u201cpausar a vida profissional\u201d, para \u201cpoder crescer ainda mais\u201d. Layla est\u00e1 h\u00e1 um m\u00eas nos Pa\u00edses Baixos e come\u00e7a esta semana as aulas na ArtEZ \u2013 University of the Arts, em Arnhem, uma cidade a cerca de 40 minutos de Amesterd\u00e3o. \u201cSempre sonhei ir para a faculdade, e os artistas que conheci nas exposi\u00e7\u00f5es em que participei ainda me deram mais for\u00e7a para o fazer, porque me diziam que para um artista \u00e9 muito importante ter um diploma\u201d, conta.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cComecei a pesquisar faculdades em Portugal, e tamb\u00e9m visitei algumas com a escola, mas nenhuma me fez sentir que, Uau, \u00e9 esta!\u201d, e ent\u00e3o \u201cvamos procurar l\u00e1 fora\u201d, recorda. \u201cComecei por pesquisar faculdades nos pa\u00edses do Sul da Europa, porque, como brasileira, sofro com o frio. Fui ver It\u00e1lia, mas os cursos eram todos em italiano, fui ver a Espanha, os cursos eram todos em espanhol. Ent\u00e3o, disse para mim pr\u00f3pria, vou ter de prescindir desse mimo\u201d, continua. E ent\u00e3o, \u201cdepois de dois anos a procurar, encontrei a faculdade dos meus sonhos, a ArtEZ\u201d.<\/p>\n<p>\u201cVi que o meu curso tinha sido premiado, fui analisar os antigos estudantes e atualmente est\u00e3o todos a trabalhar\u00a0em galerias conhecidas e valorizadas no mercado de arte, e eles voltam muitas vezes \u00e0 faculdade para dinamizarem workshops, para falarem da experi\u00eancia\u201d, partilha.<\/p>\n<p>\u201cPreciso entrar nessa faculdade\u201d<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o perdi tempo, fiz a minha candidatura\u201d, continua Layla. Eis chegado o t\u00e3o ansiado momento de fazer as provas\u2026 E uma febre de 38 graus e meio tamb\u00e9m. As provas de admiss\u00e3o consistiam em seis trabalhos, de pintura, escultura, escrita, m\u00fasica, v\u00eddeo, etc., que Layla teve de realizar num prazo de uma semana e meia. \u201cTenho a alegria de ter tido a ajuda e o apoio emocional da minha fam\u00edlia, em especial da minha m\u00e3e, que me esteve sempre a dizer: \u2018Filha, s\u00f3 faz que d\u00e1 certo&#8217;\u201d.<\/p>\n<p>E deu mesmo. Layla seguiu para a fase das entrevistas, que foram tr\u00eas. Mas desta vez a sorte esteve do seu lado. \u201cOs nossos entrevistadores s\u00e3o-nos atribu\u00eddos aleatoriamente, e eu tive o prazer de falar com a coordenadora do curso que eu queria fazer, que, por acaso, \u00e9 portuguesa. Eu fiquei maravilhada, n\u00e9? Sa\u00edmos do nosso pa\u00eds, vamos \u00e0 luta, trabalhamos, e ela est\u00e1 como chefe do departamento mais concorrido da faculdade\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O ano acad\u00e9mico de Layla est\u00e1 prestes a ter in\u00edcio. \u201cEstou animad\u00edssima para come\u00e7ar as aulas\u201d, todas em ingl\u00eas, exclama. Afinal, o seu curso, Fine Arts (ou Belas-Artes, em portugu\u00eas), oferece uma pan\u00f3plia de op\u00e7\u00f5es para explorar. \u201cVou ter aulas de desenho, pintura, cer\u00e2mica, fotografia, aula 3D, enfim, um monte de coisas novas\u201d, conta, entusiasmada.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 duas semanas que estou a ter dias introdut\u00f3rios, em que vamos para a faculdade, conversamos com os professores, com antigos e atuais alunos, e a maioria das pessoas entra assim como, falando que v\u00e3o ser pintoras, e saem dan\u00e7arinos, ou noutro ramo de arte totalmente diferente. Ent\u00e3o estou muito curiosa para poder experimentar\u201d, at\u00e9 porque \u201csempre gostei muito de cer\u00e2mica e de esculturas\u201d, conta. <\/p>\n<p>\u201cAcho important\u00edssimo ser vers\u00e1til,\u00a0at\u00e9 nas galerias com quem eu tenho trabalhado t\u00eam-me dito, olha, \u00e9 interessante para o artista trazer pinturas, mas tamb\u00e9m outros tipos de arte\u201d. Al\u00e9m de que Layla estudou teatro durante v\u00e1rios anos no Brasil, seguindo as pisadas da m\u00e3e, que era produtora de cinema. E a artista garante: \u201cQuando concluir a licenciatura, vou fazer o mestrado, e por a\u00ed em diante\u201d.<\/p>\n<p>Uma trabalhadora-estudante internacional<\/p>\n<p>Layla est\u00e1 decidida a aproveitar ao m\u00e1ximo estes tempos nos Pa\u00edses Baixos e a dar o seu melhor, seja na faculdade, seja no trabalho, em part-time. \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser imigrante pela segunda vez, mas vamos nessa, \u00e9 vida que segue! Estou animad\u00edssima para trabalhar!\u201d, garante.<\/p>\n<p>A artista est\u00e1 a trabalhar na cafetaria do museu oficial de arte da sua cidade, durante os fins de semana, das 9 \u00e0s 18 horas. \u201cL\u00e1 disseram-me que posso passar para a \u00e1rea de informa\u00e7\u00f5es, crescer. As atuais guias come\u00e7aram na cafeteria. H\u00e1 quem v\u00e1\u00a0direto, mas como ainda n\u00e3o falo holand\u00eas, n\u00e3o posso ir ainda para a rece\u00e7\u00e3o do museu\u201d, explica, acrescentando que est\u00e1 cheia de vontade de aprender a l\u00edngua.\u00a0<\/p>\n<p>No meio de tantos planos, Layla garante que n\u00e3o vai abandonar o seu projeto pessoal. \u201cN\u00e3o vou ter tanto tempo para me dedicar ao meu projeto profissional, mas vou continuar a criar conte\u00fados para o Instagram; quero falar dessa vida de artista, porque eu costumava seguir, quando era crian\u00e7a, muitos artistas que iam para a faculdade, e eu amava, eu sempre sonhei ir para a faculdade. Ent\u00e3o, agora eu tamb\u00e9m quero falar sobre a faculdade\u201d, revela.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o quero parar de criar, porque, querendo ou n\u00e3o, trabalhei quatro, quase cinco anos j\u00e1 na minha pr\u00f3pria empresa, e n\u00e3o vou deix\u00e1-la de lado. E o Instagram vai ser uma forma de eu continuar. N\u00e3o \u00e9 abdicar a 100 por cento da minha vida profissional, mas sim dar um espa\u00e7o para poder crescer mais, para depois voltar com tudo.\u201d<\/p>\n<p>Layla afirma, feliz, que desde este ano que j\u00e1 \u00e9 oficialmente portuguesa. Brasileira e portuguesa. \u201cO meu lado portugu\u00eas fica muito feliz. Tenho toda uma trajet\u00f3ria em Portugal,, o\u00a0meu pa\u00eds de conforto por muitos anos, onde iniciei a minha carreira de artista, e onde recebi muito apoio de portugueses maravilhosos, tanto artistas quanto clientes, que at\u00e9 hoje me acompanham\u201d, diz, agradecida.<\/p>\n<p>Aos 20 anos, Layla Luna tem o mundo na m\u00e3o, e promete continuar a surpreender-nos, com a sua arte que \u00e9 melhor mesmo verem por v\u00f3s, no seu <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/laylaaa.lunaaa\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Instagram<\/a>. \u201cEu acredito que vai dar tudo certo.\u00a0Melhor do que como planejado\u201d, remata.<\/p>\n<p>Carregue na galeria para conhecer o incr\u00edvel trabalho da Layla Luna.<\/p>\n<p>\t\t\t\t<script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Layla Luna tem apenas 20 anos, mas a sua arte j\u00e1 passou por grandes galerias de Veneza, de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":54691,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[144],"tags":[207,205,206,203,201,202,204,114,115,32,33],"class_list":{"0":"post-54690","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-arte-e-design","8":"tag-arte","9":"tag-arte-e-design","10":"tag-artedesign","11":"tag-arts","12":"tag-arts-and-design","13":"tag-artsanddesign","14":"tag-design","15":"tag-entertainment","16":"tag-entretenimento","17":"tag-portugal","18":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54690","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54690"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54690\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54691"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54690"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54690"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54690"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}