{"id":55749,"date":"2025-09-02T15:24:12","date_gmt":"2025-09-02T15:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/55749\/"},"modified":"2025-09-02T15:24:12","modified_gmt":"2025-09-02T15:24:12","slug":"dormir-como-um-homem-das-cavernas-a-redefinicao-do-sono-de-acordo-com-o-psicologo-merijn-van-de-laar-atualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/55749\/","title":{"rendered":"\u201cDormir como um Homem das Cavernas\u201d. A redefini\u00e7\u00e3o do sono de acordo com o psic\u00f3logo Merijn van de Laar &#8211; Atualidade"},"content":{"rendered":"<p>Num tempo em que o sono se tornou uma das maiores fragilidades da vida moderna \u2014 pressionado pelo trabalho, pelos ecr\u00e3s e pela ansiedade \u2014 Merijn van de Laar lan\u00e7a um desafio inesperado. O psic\u00f3logo e cientista do sono neerland\u00eas sugere que o problema pode n\u00e3o estar na falta de disciplina, mas sim no afastamento da forma como os seres humanos sempre dormiram.<\/p>\n<p>O livro\u00a0Dormir como um Homem das Cavernas, publicado em Portugal pela Ideias de Ler, parte de uma premissa central: o nosso corpo conserva um sistema de sono moldado por milhares de anos de evolu\u00e7\u00e3o, que entra em conflito com os h\u00e1bitos contempor\u00e2neos. A luz artificial, os hor\u00e1rios r\u00edgidos e a obsess\u00e3o pelas chamadas \u201cboas pr\u00e1ticas\u201d criaram expectativas dif\u00edceis \u2014 e muitas vezes contraproducentes.<\/p>\n<p>Van de Laar escreve tamb\u00e9m a partir da sua experi\u00eancia pessoal. Durante anos, enquanto trabalhava como terapeuta em dist\u00farbios do sono, enfrentou ins\u00f3nias persistentes. Sabia explicar aos pacientes como adormecer, mas n\u00e3o conseguia aplicar as pr\u00f3prias estrat\u00e9gias. Essa contradi\u00e7\u00e3o levou-o a investigar o sono para al\u00e9m das recomenda\u00e7\u00f5es convencionais, recorrendo a exemplos antropol\u00f3gicos de povos ca\u00e7adores-recolectores.<\/p>\n<p>Entre as suas conclus\u00f5es est\u00e1 a desconstru\u00e7\u00e3o da famosa \u201cregra das oito horas\u201d, que n\u00e3o \u00e9 uma norma universal. Para muitas pessoas, sete ou at\u00e9 seis horas podem ser suficientes, desde que haja recupera\u00e7\u00e3o e vitalidade ao longo do dia. Outra provoca\u00e7\u00e3o do autor \u00e9 a naturalidade de acordar durante a noite. Estudos etnogr\u00e1ficos sugerem que per\u00edodos de vig\u00edlia noturna sempre fizeram parte da experi\u00eancia humana.<\/p>\n<p>A abordagem do autor combina ci\u00eancia cl\u00ednica, psicologia evolutiva e viv\u00eancias pessoais. No livro, defende t\u00e9cnicas pr\u00e1ticas como a\u00a0restri\u00e7\u00e3o de sono\u00a0\u2014 passar menos tempo na cama para aumentar a press\u00e3o natural para adormecer \u2014 e o\u00a0controlo de est\u00edmulos, que limita a associa\u00e7\u00e3o da cama a atividades de vig\u00edlia. Van de Laar rejeita, contudo, a depend\u00eancia de aplica\u00e7\u00f5es e rastreadores de sono, que considera potencialmente geradores de ansiedade. Em alternativa, recomenda o uso de di\u00e1rios de sono \u2014 simples, acess\u00edveis e mais fi\u00e1veis do ponto de vista cl\u00ednico.<\/p>\n<p>O livro organiza-se em tr\u00eas semanas de reflex\u00e3o e pr\u00e1tica. O leitor \u00e9 guiado por exerc\u00edcios que procuram reconectar o corpo e a mente \u00e0 respira\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz natural e aos ritmos circadianos. N\u00e3o se trata de um regresso literal \u00e0 caverna, mas de uma reaproxima\u00e7\u00e3o a h\u00e1bitos alinhados com a nossa biologia.<\/p>\n<p>O tom n\u00e3o \u00e9 o de um manual r\u00edgido, mas sim o de uma explora\u00e7\u00e3o aberta que desmonta mitos e convida \u00e0 redescoberta do sono como um fen\u00f3meno natural, imperfeito e essencial. \u201cO nosso corpo sabe dormir\u201d, escreve Van de Laar. \u201cFomos n\u00f3s que desaprendemos.\u201d<\/p>\n<p>Merijn van de Laar \u00e9 psic\u00f3logo, doutorado em dist\u00farbios do sono e personalidade. Trabalhou durante v\u00e1rios anos no centro de medicina do sono Kempenhaeghe, nos Pa\u00edses Baixos, e \u00e9 atualmente professor e respons\u00e1vel por programas de forma\u00e7\u00e3o em Medicina Geral e Familiar na Universidade de Maastricht. Publicou diversos artigos cient\u00edficos e \u00e9 reconhecido internacionalmente como terapeuta especializado em ins\u00f3nia.<\/p>\n<p>O livro, j\u00e1 traduzido em mais de 20 l\u00ednguas, teve edi\u00e7\u00f5es nos Pa\u00edses Baixos, nos Estados Unidos e em diversos mercados europeus antes de chegar a Portugal.<\/p>\n<p>Do livro, publicamos o excerto abaixo:<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O sono e\u0301 um fen\u00f3meno m\u00e1gico. Quando dormimos bem, fechamos os olhos e, sem darmos por isso, viajamos at\u00e9 um mundo maravilhoso para l\u00e1 da consci\u00eancia. Quando dormimos mal, a noite parece um castigo. Todas as noites se transformam num supl\u00edcio, conduzindo frequentemente a pensamentos negativos e a um desespero profundo. E assim que o sol nasce, tememos o dia que parece n\u00e3o ter fim. Os problemas de concentra\u00e7\u00e3o e de mem\u00f3ria, as altera\u00e7\u00f5es de humor e a falta de energia podem ser uma consequ\u00eancia de noites mal dormidas.<\/p>\n<p>Trabalhando como terapeuta do sono, decidi investigar as causas da ins\u00f3nia. No meu consult\u00f3rio, constatei que toda a gente perceciona o sono de maneira diferente. Conheci pessoas que mal conseguiam p\u00f4r um p\u00e9 a\u0300 frente do outro depois de dormirem sete horas, e outras que se sentiam perfeitamente revigoradas ao fim de cinco horas. Algumas deste \u00faltimo grupo nem sequer achavam que tinham problemas de sono, embora os seus parceiros jurassem o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia subjetiva do sono e dos problemas de sono parecia ser um fator importante, mas vago, nas suas v\u00e1rias disfun\u00e7\u00f5es diurnas e noturnas. Foi gra\u00e7as a estas experi\u00eancias que dei in\u00edcio a uma investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica com o objetivo de desvendar alguns dos segredos do sono. Em particular, queria saber que fatores psicol\u00f3gicos contribuem para os problemas de sono. Os meus pacientes expressavam frequentemente preocupa\u00e7\u00e3o por n\u00e3o dormirem o suficiente e sentiam-se incapazes de resolver a quest\u00e3o. Poderiam tra\u00e7os de personalidade espec\u00edficos explicar estas experi\u00eancias? Seriam estes indiv\u00edduos mais perfecionistas ou compulsivos, talvez? Preocupar-se-iam mais, de uma forma geral, ou seriam mais ansiosos?<\/p>\n<p>Felizmente, as pessoas que sofrem de ins\u00f3nia n\u00e3o diferem muito diferentes das que n\u00e3o as t\u00eam. Digo felizmente porque fiquei secretamente satisfeito com esta descoberta. Afinal de contas, eu pr\u00f3prio j\u00e1 passei por longos per\u00edodos de sono insuficiente, e gosto de pensar que n\u00e3o sou diferente das outras pessoas por causa disso.<\/p>\n<p>Os meus problemas de sono come\u00e7aram numa idade muito precoce. Quando era bebe\u0301, dormia mal. A minha m\u00e3e andava exausta \u00e0 custa das noites passadas em claro por causa dos meus gritos. Desesperada, decidiu consultar o m\u00e9dico de fam\u00edlia, que me encaminhou para o hospital, onde fiquei dois dias em observa\u00e7\u00e3o. La\u0301, dormi como uma pedra desde a primeira noite. No entanto, assim que cheguei a casa, voltei a chorar constantemente. Os m\u00e9dicos e as enfermeiras acabaram por aconselhar: \u00abDeixe o mi\u00fado chorar at\u00e9 adormecer.\u00bb<\/p>\n<p>  <a href=\"https:\/\/mb.web.sapo.io\/c6d1cebf98494bc912a82f38208c7c3cc5f215b5.jpg\" title=\"\u201cDormir como um Homem das Cavernas\u201d. A redefini\u00e7\u00e3o do sono de acordo com o psic\u00f3logo Merijn van de Laar\" data-ps-trigger=\"\" data-index=\"1\" data-ps-single-photo=\"true\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">  \u201cDormir como um Homem das Cavernas\u201d. A redefini\u00e7\u00e3o do sono de acordo com o psic\u00f3logo Merijn van de Laar<\/p>\n<p>cr\u00e9ditos: Ideias de Ler<\/p>\n<p>&#8221; data-title=&#8221;\u201cDormir como um Homem das Cavernas\u201d. A redefini\u00e7\u00e3o do sono de acordo com o psic\u00f3logo Merijn van de Laar &#8211; \u201cDormir como um Homem das Cavernas\u201d. A redefini\u00e7\u00e3o do sono de acordo com o psic\u00f3logo Merijn van de Laar &#8211; SAPO Lifestyle&#8221;&gt;                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/nlGmTtzQptTKEoP+yGBfx4=.jpeg\" alt=\"\u201cDormir como um Homem das Cavernas\u201d. A redefini\u00e7\u00e3o do sono de acordo com o psic\u00f3logo Merijn van de Laar\" title=\"\u201cDormir como um Homem das Cavernas\u201d. A redefini\u00e7\u00e3o do sono de acordo com o psic\u00f3logo Merijn van de Laar\"\/>   <\/a>     \u201cDormir como um Homem das Cavernas\u201d. A redefini\u00e7\u00e3o do sono de acordo com o psic\u00f3logo Merijn van de Laar    cr\u00e9ditos: Ideias de Ler     <\/p>\n<p>O truque funcionou, e a verdade \u00e9 que dormi bem durante anos depois desse dia. Olhando para tr\u00e1s, percebo que o hospital recorreu ao M\u00e9todo Ferber, que consiste em deixar um bebe\u0301 chorar sem qualquer interven\u00e7\u00e3o para que aprenda a acalmar-se e a adormecer sozinho. Hoje, este m\u00e9todo e\u0301 controverso para alguns, mas, na altura, funcionou \u00e0s mil maravilhas comigo.<\/p>\n<p>Aos 28 anos, as coisas descarrilaram. Estava a trabalhar como terapeuta numa cl\u00ednica do sono e voltei a ser atormentado por noites mal dormidas. Demorava horas a adormecer e acordava de hora a hora, vendo o tempo passar no rel\u00f3gio. Durante a noite, n\u00e3o conseguia deixar de pensar que, assim que sa\u00edsse de cama, me esperava um dia de trabalho terr\u00edvel, porque n\u00e3o ia conseguir estar a 100%. Sentia-me profundamente envergonhado; durante o dia, tratava pessoas com ins\u00f3nias, e a\u0300 noite n\u00e3o conseguia dormir. N\u00e3o seguia as minhas pr\u00f3prias recomenda\u00e7\u00f5es. Sentia-me como um pneumologista que aconselha os doentes a n\u00e3o fumar e, depois, secretamente, acende um cigarro. N\u00e3o conseguia perceber porque e\u0301 que, de repente, andava a dormir t\u00e3o mal, e tinha dificuldade em aceitar essa realidade.<\/p>\n<p>Um m\u00eas depois, o meu m\u00e9dico de fam\u00edlia encaminhou-me para um psicoterapeuta. No in\u00edcio, senti-me pouco a\u0300 vontade nas sess\u00f5es: sentava-me literalmente de costas para ele enquanto ele me fazia perguntas sobre a minha inf\u00e2ncia. Anda assim, ao fim de algumas sess\u00f5es, comecei a dormir melhor. Tamb\u00e9m ajudou o facto de um colega meu me ter incentivado a p\u00f4r em pr\u00e1tica determinados aspetos da terapia do sono que eu pr\u00f3prio ensinava aos meus pacientes. A ideia de qualquer pessoa poder subitamente desenvolver um problema de sono intrigou-me. Comecei a investigar os mecanismos de um bom sono. Queria perceber por que raz\u00e3o os tratamentos regulares do sono n\u00e3o funcionavam com toda a gente.<\/p>\n<p>S\u00f3 anos mais tarde \u00e9 que vim a saber o que desencadeou as minhas ins\u00f3nias, quando descobri que alguns processos b\u00e1sicos, desenvolvidos nos prim\u00f3rdios da evolu\u00e7\u00e3o humana, estavam a dificultar o meu descanso noturno. Para al\u00e9m de me surpreender, a ideia de que algo de tempos t\u00e3o remotos pudesse explicar muitas das atuais teorias sobre o sono despertou a minha curiosidade. J\u00e1 tinha um grande interesse pela evolu\u00e7\u00e3o, algo que ficou comigo desde o final da adolesc\u00eancia, quando estudei psicologia. Apesar de ter achado aborrecidos muitos aspetos da disciplina, os m\u00f3dulos de psicologia evolutiva despertaram em mim uma grande vontade de aprender mais sobre o assunto. Fiquei entusiasmado ao descobrir que perdemos o conhecimento sobre o funcionamento do nosso corpo em circunst\u00e2ncias naturais e que os princ\u00edpios evolutivos podem explicar a express\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es como medo, raiva e tristeza.<\/p>\n<p>Muitos anos mais tarde, quando trabalhei como terapeuta do sono, descobri que acordar durante a noite n\u00e3o tem necessariamente de ser algo mau, porque os humanos antigos provavelmente passavam mais tempo acordados do que n\u00f3s. No entanto, a forma como nos sentimos quando acordamos durante a noite e\u0301 importante, e aprofundarei este t\u00f3pico mais \u00e0 frente. Provavelmente fazia sentido acordar com mais frequ\u00eancia durante a noite e ter per\u00edodos de vig\u00edlia maiores no caso de existir uma amea\u00e7a noturna de predadores ou tribos hostis. Desta forma, a nossa tribo conseguiria reagir mais rapidamente e fugir para um lugar seguro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, percebi que, para compreender a natureza do sono, temos de recuar ate\u0301 aos tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos, quando o corpo humano estava muito mais adaptado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es naturais. O que e\u0301 que os homens primitivos faziam para terem uma boa noite de sono? Como era o nosso sono primitivo? Os homens das cavernas preocupavam-se sempre com a qualidade do seu sono, ou, por vezes, envolviam-se em atividades que interferiam com ele, como o consumo de subst\u00e2ncias? Sentiam preocupa\u00e7\u00f5es ou medos em rela\u00e7\u00e3o ao sono? O que comiam e como e\u0301 que a alimenta\u00e7\u00e3o afetava o seu sono?<\/p>\n<p>Este livro responde a quest\u00f5es como: por que raz\u00e3o a evolu\u00e7\u00e3o pode ter levado a um sono melhor nas pessoas que se apaixonam, porque e\u0301 que o sexo nos pode ajudar a adormecer, e como \u00e9 que uma boa noite de descanso nos torna mais atraentes. Qual e\u0301 a rela\u00e7\u00e3o entre os antigos predadores noturnos e as preocupa\u00e7\u00f5es modernas, e qual e\u0301 o efeito do estado de esp\u00edrito no sono, e vice-versa? Vou falar sobre a fun\u00e7\u00e3o dos sonhos, o sono fragmentado e outras experi\u00eancias noturnas, como o sonambulismo. Que papel desempenham os sonhos nas emo\u00e7\u00f5es e como podem ter ajudado o Homo sapiens a sobreviver ao longo de mil\u00e9nios? Vou falar sobre o efeito dos estimulantes no sono. O que dizer, por exemplo, dos medicamentos para dormir? O que fazem exatamente ao nosso sono? Este livro centra-se, tamb\u00e9m, no efeito do sono na mortalidade, na sa\u00fade e nas doen\u00e7as cr\u00f3nicas. Como podemos manter-nos saud\u00e1veis?<\/p>\n<p>S\u00e3o muitos os livros que falam do que devemos ou n\u00e3o fazer para promover o sono. D\u00e3o todo o tipo de dicas sobre como pensar, agir e ate\u0301 sentir. Muitas vezes, essas dicas ajudam, ainda que n\u00e3o se perceba porque\u0302. Neste livro, quero dar um passo em frente e ajuda\u0301-lo a compreender melhor o que s\u00e3o noites repousantes, porque e\u0301 que precisa delas e porque e\u0301 que tem um sono bom ou mau. Ao analisar a forma como provavelmente viv\u00edamos h\u00e1 centenas de milhares de anos, espero dar-lhe uma ideia do contexto evolutivo do sono e de como o pode utilizar a seu favor. Quero, tamb\u00e9m, desmistificar v\u00e1rios mitos in\u00fateis sobre o descanso noturno. Um exemplo e\u0301 o mito das oito horas, que n\u00e3o esta\u0301 de acordo com as evid\u00eancias da investiga\u00e7\u00e3o sobre as vidas prov\u00e1veis dos nossos antepassados. Com isto, pretendo reconfortar as pessoas que atualmente sofrem de ins\u00f3nia, ajuda\u0301-las a dormir melhor e a relaxarem quando n\u00e3o conseguem dormir.<\/p>\n<p><strong>Imagem de abertura do artigo cedida por <a href=\"https:\/\/www.freepik.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Freepik<\/a>.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Num tempo em que o sono se tornou uma das maiores fragilidades da vida moderna \u2014 pressionado pelo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":55750,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-55749","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55749","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55749"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55749\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55750"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55749"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55749"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55749"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}