{"id":5605,"date":"2025-07-28T16:16:24","date_gmt":"2025-07-28T16:16:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/5605\/"},"modified":"2025-07-28T16:16:24","modified_gmt":"2025-07-28T16:16:24","slug":"trust-in-news-comunica-despedimento-dos-80-trabalhadores-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/5605\/","title":{"rendered":"Trust in News comunica despedimento dos 80 trabalhadores \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A Trust in News (TiN) comunicou na sexta-feira o despedimento coletivo dos 80 trabalhadores do grupo, dono de t\u00edtulos como a Vis\u00e3o e Caras, pedindo-lhes para \u201ccontinuarem a trabalhar sem receber\u201d, anunciou este domingo o Sindicato dos Jornalistas (SJ).<\/p>\n<p>\u201cA dire\u00e7\u00e3o do Sindicato dos Jornalistas (SJ) foi confrontada com a dram\u00e1tica not\u00edcia do despedimento, sexta-feira, 25 de julho, de todos os trabalhadores do grupo Trust in News (TiN)\u201d, l\u00ea-se num comunicado divulgado este domingo.<\/p>\n<p>De acordo com o sindicato, este \u201c\u00e9 um desfecho que come\u00e7ou a desenhar-se h\u00e1 meses e cujos reais contornos devem ser apurados em todas as dimens\u00f5es, desde a jornal\u00edstica, \u00e0 econ\u00f3mica, financeira, pol\u00edtica e at\u00e9 judicial\u201d.<\/p>\n<p>No comunicado, o SJ aponta a \u201cpostura incompreens\u00edvel e intoler\u00e1vel\u201d do administrador de insolv\u00eancia da TiN, que quando entregou, presencialmente, o pr\u00e9-aviso de despedimento aos cerca de 80 trabalhadores da empresa, lhes pediu \u201cque continuassem a trabalhar para manter vivos os t\u00edtulos, com o argumento de gerar receita, apesar de n\u00e3o ser dada qualquer garantia de remunera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTeme o SJ que se esteja a preparar uma venda a pre\u00e7o de saldo, sem \u2018o inconveniente e o inc\u00f3modo\u2019 de existirem pessoas a quem pagar sal\u00e1rios e garantir direitos\u201d, sustenta.<\/p>\n<p>Segundo explica, variando o prazo do pr\u00e9-aviso de despedimento de 30 a 75 dias, consoante a antiguidade de cada trabalhador, \u201cno fundo, foi pedido \u00e0s pessoas a quem \u00e9 devido o sal\u00e1rio de junho, e em breve o de julho, bem como os subs\u00eddios de f\u00e9rias e os subs\u00eddios de refei\u00e7\u00e3o de maio e de junho, que continuem a trabalhar sem garantia de retribui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Isto \u201cpara manter vivo um neg\u00f3cio que, desconfiamos, ser\u00e1 vendido \u2018\u00e0 25.\u00aa hora&#8217;\u201d, adverte.<\/p>\n<p>Neste sentido, o sindicato alerta que \u201ctodos os que aceitarem continuar a trabalhar poder\u00e3o estar a ajudar a salvar uma negociata cujos contornos n\u00e3o s\u00e3o claros neste momento\u201d.<\/p>\n<p>Adicionalmente, \u201cperdendo todos os direitos como trabalhadores com o despedimento agora anunciado, n\u00e3o t\u00eam qualquer garantia de vir a ser integrados numa empresa que eventualmente possa nascer\u201d.<\/p>\n<p>\u201cLembramos que, al\u00e9m de estar a ser pedido agora \u00e0s pessoas que continuem a trabalhar sem remunera\u00e7\u00e3o, o que equivale a escravatura, os trabalhadores, na esperan\u00e7a de uma venda redentora, podem estar a contribuir para salvar t\u00edtulos que, no futuro, podem ser usados para fazer um jornalismo completamente diferente do que fizeram nestes anos, em que engrandeceram a profiss\u00e3o e contribu\u00edram para uma sociedade mais esclarecida, dado o rigoroso escrut\u00ednio de que se revestiu muito do que foi feito jornalisticamente no grupo TiN, enquanto teve capacidade financeira\u201d, adverte o SJ.<\/p>\n<p>O sindicato diz viverem-se tempos em que \u201ca fragilidade do jornalismo interessa a muitos atores sociais, alguns dos quais se regozijam com o desemprego destas 80 pessoas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que h\u00e1 muita gente que deseja o fim desta profiss\u00e3o, que n\u00e3o quer ser escrutinada, que quer mentir livremente, pois n\u00e3o trabalha nem deseja uma sociedade que seja mais justa e equitativa\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, a estrutura sindical considera \u201cainda mais lament\u00e1vel e profundamente incompreens\u00edvel\u201d que, quase dois meses decorridos desde que tomou posse, o ministro da Presid\u00eancia, Leit\u00e3o Amaro, que tutela a comunica\u00e7\u00e3o social, \u201cainda n\u00e3o tenha respondido ao pedido de audi\u00eancia solicitado pelo SJ pouco ap\u00f3s a sua oficializa\u00e7\u00e3o no cargo\u201d.<\/p>\n<p>O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste chumbou em junho o plano de insolv\u00eancia apresentado pela TiN, determinando o encerramento da sua atividade: \u201cNestes termos, decido n\u00e3o homologar o plano de insolv\u00eancia apresentado pela Trust in News\u201d, l\u00ea-se num documento datado de 18 de junho, a que a ag\u00eancia Lusa teve acesso.<\/p>\n<p>Na altura, o acionista da TiN Lu\u00eds Delgado disse \u00e0 Lusa pretender recorrer da decis\u00e3o que ditava o fecho da empresa, detentora de t\u00edtulos como a Vis\u00e3o, Exame, Jornal de Letras, Activa, Telenovelas, TV Mais e Caras.<\/p>\n<p>\u201cSe poss\u00edvel, vamos recorrer da decis\u00e3o da n\u00e3o homologa\u00e7\u00e3o do plano de insolv\u00eancia que foi aprovado por 77% dos credores\u201d, afirmou ent\u00e3o o gestor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Trust in News (TiN) comunicou na sexta-feira o despedimento coletivo dos 80 trabalhadores do grupo, dono 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