{"id":56708,"date":"2025-09-03T06:40:08","date_gmt":"2025-09-03T06:40:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/56708\/"},"modified":"2025-09-03T06:40:08","modified_gmt":"2025-09-03T06:40:08","slug":"pescoco-de-texto-os-smartphones-estao-a-provocar-um-novo-problema-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/56708\/","title":{"rendered":"&#8220;Pesco\u00e7o de texto&#8221;: os smartphones est\u00e3o a provocar um novo problema de sa\u00fade?"},"content":{"rendered":"<p>\n         Publicado a<br \/>\n            03\/09\/2025 &#8211; 8:07 GMT+2\n            <\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>Basta uma pesquisa na internet por &#8220;s\u00edndrome de pesco\u00e7o de texto&#8221; ou &#8220;pesco\u00e7o tecnol\u00f3gico&#8221; para encontrar uma s\u00e9rie de avisos.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 simples: as horas que passamos a olhar para os nossos telem\u00f3veis est\u00e3o a provocar um aumento das dores no pesco\u00e7o, com algumas fontes a sugerir que podem provocar les\u00f5es cr\u00f3nicas, problemas de postura a longo prazo e at\u00e9 degenera\u00e7\u00e3o da coluna vertebral.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de admirar, tendo em conta os nossos h\u00e1bitos de utiliza\u00e7\u00e3o de ecr\u00e3s. <a href=\"https:\/\/explodingtopics.com\/blog\/screen-time-stats\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\"><strong>Dados recentes<\/strong><\/a> mostram que uma pessoa passa, em m\u00e9dia, 4 horas e 37 minutos ao telem\u00f3vel todos os dias, o que equivale a mais de um dia inteiro por semana, ou seis dias por m\u00eas. O tempo de ecr\u00e3 di\u00e1rio aumentou 7,9% desde 2013, aumentando quase meia hora por dia.<\/p>\n<p>Do ponto de vista biomec\u00e2nico, faz sentido que a express\u00e3o &#8220;pesco\u00e7o de texto&#8221; tenha pegado: incline a cabe\u00e7a 60 graus para a frente e o peso efetivo sobre o pesco\u00e7o aumenta de cerca de <a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC11372284\/#:~:text=neck%20flexion%20and%20increased%20head,26\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\"><strong>5 kg para mais de 27 kg<\/strong><\/a>, impondo mais tens\u00e3o \u00e0 coluna cervical e \u00e0s estruturas circundantes.<\/p>\n<p>V\u00e1rios estudos recentes sugeriram liga\u00e7\u00f5es entre a utiliza\u00e7\u00e3o intensiva de smartphones e a dor m\u00fasculoesquel\u00e9tica, com inqu\u00e9ritos que indicam que entre 50 a 84% dos utilizadores sentem desconforto no pesco\u00e7o, nos ombros ou na parte superior das costas. At\u00e9 70% das crian\u00e7as que passam 5 a 8 horas por dia nos ecr\u00e3s queixam-se de dores no pesco\u00e7o.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que a s\u00edndrome do pesco\u00e7o de texto \u00e9 de facto uma nova doen\u00e7a?<\/p>\n<p>N\u00e3o, segundo o Professor Jan Hartvigsen, epidemiologista da Universidade do Sul da Dinamarca e um dos principais investigadores mundiais sobre dor na coluna. &#8220;A resposta curta \u00e9 que n\u00e3o a vejo como uma verdadeira doen\u00e7a. \u00c9 uma palavra da moda&#8221;, afirma \u00e0 Euronews Health.<\/p>\n<p>Hartvigsen argumenta que muitas das provas que sustentam a s\u00edndrome do pesco\u00e7o de texto s\u00e3o fracas. Muitos estudos t\u00eam amostras pequenas, baseiam-se em inqu\u00e9ritos auto-relatados ou t\u00eam um modelo de investiga\u00e7\u00e3o transversal, n\u00e3o podendo demonstrar causa e efeito.<\/p>\n<p>O investigador diz que a s\u00edndrome do pesco\u00e7o de texto faz parte de uma longa tradi\u00e7\u00e3o de p\u00e2nicos de sa\u00fade ligados \u00e0s novas tecnologias. &#8220;Por exemplo, quando foram constru\u00eddos os primeiros caminhos-de-ferro, considerou-se que n\u00e3o era saud\u00e1vel para as costas viajar a velocidades t\u00e3o elevadas. E quando toda a gente come\u00e7ou a ter computadores nos anos 90 e t\u00ednhamos um rato, de repente, tivemos uma epidemia de problemas no pesco\u00e7o e na coluna e problemas nos bra\u00e7os devido \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do rato. Atualmente, j\u00e1 quase n\u00e3o se fala disso. Simplesmente desapareceu&#8221;.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o quer dizer que a dor no pesco\u00e7o n\u00e3o seja real. \u00c9 uma das queixas m\u00fasculoesquel\u00e9ticas mais comuns em todo o mundo, sobretudo entre os trabalhadores de escrit\u00f3rio e os estudantes. Os especialistas recomendam que se fa\u00e7am pausas regulares no trabalho sedent\u00e1rio e que se mantenha um estilo de vida ativo fora do trabalho para ajudar a reduzir o desconforto e evitar a tens\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas Hartvigsen sublinha que a dor \u00e9 multifatorial &#8211; ligada ao stress, ao sono e ao comportamento sedent\u00e1rio &#8211; e n\u00e3o \u00e9 simplesmente causada por olhar para o telem\u00f3vel. &#8220;O pesco\u00e7o \u00e9 uma estrutura forte, moldada por milh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 particularmente vulner\u00e1vel. Os traumatismos provocados por acidentes de via\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia ou desportos de contacto podem lesionar o pesco\u00e7o, mas as atividades quotidianas geralmente n\u00e3o o fazem&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a recente revis\u00e3o sistem\u00e1tica da sua equipa no <a href=\"https:\/\/bjsm.bmj.com\/content\/59\/6\/409.info\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\"><strong>British Journal of Sports Medicine<\/strong><\/a> analisou mais de 100 estudos e n\u00e3o encontrou provas de que a dor no pesco\u00e7o esteja a aumentar entre os jovens, apesar dos n\u00edveis sem precedentes de tempo de ecr\u00e3.<\/p>\n<p>Assim, embora a express\u00e3o &#8220;s\u00edndrome de pesco\u00e7o de texto&#8221; seja um t\u00edtulo apelativo, n\u00e3o \u00e9 sustentada pela ci\u00eancia. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Publicado a 03\/09\/2025 &#8211; 8:07 GMT+2 PUBLICIDADE Basta uma pesquisa na internet por &#8220;s\u00edndrome de pesco\u00e7o de texto&#8221;&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":56709,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[4357,116,249,32,33,117,1007],"class_list":{"0":"post-56708","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-doenca","9":"tag-health","10":"tag-iphone","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-saude","14":"tag-smartphone"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56708","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56708"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56708\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56709"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56708"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56708"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56708"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}