{"id":56868,"date":"2025-09-03T09:54:07","date_gmt":"2025-09-03T09:54:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/56868\/"},"modified":"2025-09-03T09:54:07","modified_gmt":"2025-09-03T09:54:07","slug":"os-portugueses-estao-a-ler-mais-sobretudo-os-mais-jovens-mas-a-comprar-menos-livros-livros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/56868\/","title":{"rendered":"Os portugueses est\u00e3o a ler mais, sobretudo os mais jovens, mas a comprar menos livros | Livros"},"content":{"rendered":"<p>Em 2024, 76% dos portugueses leu pelo menos um livro, um acr\u00e9scimo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 percentagem medida no ano anterior. No entanto, a quantidade de livros lidos desceu para uma m\u00e9dia de 5,3, e a percentagem de portugueses que compraram um tamb\u00e9m caiu. As conclus\u00f5es s\u00e3o do estudo \u201cH\u00e1bitos de Compra e Leitura em Portugal\u201d, apresentado esta quarta-feira pela Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) na confer\u00eancia BOOK 2.0 \u2013 O Futuro da Leitura.<\/p>\n<p>Cerca de 60% dos portugueses com 15 ou mais anos incluem a leitura nas suas actividades de lazer, com as mulheres a terem mais h\u00e1bitos de leitura (64%) do que os homens (54%), sobretudo entre os 35 e os 54 anos (71% s\u00e3o leitoras). Ainda assim, e em geral, os livros continuam a n\u00e3o ser uma prioridade face outras actividades, como conviver com amigos (mais de 90%), estar nas redes sociais (84%), ver televis\u00e3o (72%), assistir a eventos culturais ou desportivos (72%) ou praticar desporto (63%). Mais de metade dos portugueses (53%) afirma que o gosto pela leitura \u00e9 a principal motiva\u00e7\u00e3o para a sua pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A faixa et\u00e1ria dos 25-34 anos passou a ser o grupo com maior \u00edndice de leitura (91% afirmou ter lido no \u00faltimo ano), seguido de perto pelos adultos entre os 35 e os 54 anos (86%). J\u00e1 os mais jovens, entre os 15-24 anos, s\u00e3o o grupo et\u00e1rio que revela o maior crescimento nos h\u00e1bitos de leitura face ao estudo anterior, de 58% para 76%. A popula\u00e7\u00e3o acima dos 75 anos \u00e9 a que apresenta n\u00edveis de leitura mais baixos.<\/p>\n<p>As raz\u00f5es mais citadas para a escassez de h\u00e1bitos de leitura s\u00e3o a falta de interesse (46%), a falta de tempo (39%) e a prefer\u00eancia por outras actividades de lazer (35%). 40% dos n\u00e3o leitores considera que a escola tem um papel fundamental no refor\u00e7o dos h\u00e1bitos de leitura praticados em casa.<\/p>\n<p>J\u00e1 no que toca \u00e0 compra de livros, o inqu\u00e9rito da APEL indica que 58% dos portugueses adquiriram-nos em 2024, num recuo significativo face aos 65% reportados em 2023, com uma m\u00e9dia de 3,9 exemplares adquiridos por pessoa (tamb\u00e9m menos do que em 2023, ano em que foram contabilizados 4,8 livros comprados por leitor. Ainda assim, o mercado editorial portugu\u00eas registou, em 2024, um crescimento de 9%, atingindo os 204 milh\u00f5es de euros, em compara\u00e7\u00e3o com os 187 milh\u00f5es de euros registados em 2023. Os dados, interpreta a APEL, sugerem que h\u00e1 uma maior concentra\u00e7\u00e3o de compra de livros num menor grupo de leitores.<\/p>\n<p>O papel continua a liderar as prefer\u00eancias dos entusiastas liter\u00e1rios em territ\u00f3rio nacional, com 92% dos portugueses a escolher ler em suporte f\u00edsico. Ainda assim, a percentagem est\u00e1 ligeiramente abaixo da que se registou em 2023 (93%), e desce para 84% na faixa et\u00e1ria entre os 15 e os 24 anos.<\/p>\n<p>O estudo revela que o digital tem vindo a ganhar terreno entre os leitores portugueses: 22% dos portugueses l\u00ea livros em formato digital, um aumento de 5% em rela\u00e7\u00e3o a 2023, em que se registou uma percentagem de 17%. A percentagem eleva-se para 32% na faixa et\u00e1ria entre os 25 e os 34 anos. Os dispositivos favoritos continuam a ser os e-readers (45%), seguidos pelos tablets (37%) e pelos telem\u00f3veis (35%). Estes \u00faltimos registaram o maior crescimento em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado (+6 p.p.).<\/p>\n<p>O papel mant\u00e9m-se o formato dominante, com 92% dos portugueses a preferirem ler em suporte f\u00edsico, ligeiramente abaixo dos 93% registados em 2023. Esta percentagem desce para os 84% na faixa et\u00e1ria entre os 15 e os 24 anos. O digital, contudo, tem vindo a ganhar espa\u00e7o: 22% dos portugueses j\u00e1 l\u00ea livros em formato digital, contra 17% em 2023. Esta percentagem sobe para os 32% na faixa et\u00e1ria entre os 25 e os 24 anos. Relativamente ao dispositivo de leitura mais usado, os e-readers lideram (45%), seguido pelo tablet (37%) e pelo telem\u00f3vel (35%), que registou o maior crescimento face ao ano anterior (+6 p.p.).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 2024, 76% dos portugueses leu pelo menos um livro, um acr\u00e9scimo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 percentagem medida no&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":56869,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[16168,169,1413,353,114,115,879,864,170,542,32,33],"class_list":{"0":"post-56868","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-apel-associacao-de-editores-e-livreiros","9":"tag-books","10":"tag-cultura-ipsilon","11":"tag-em-destaque","12":"tag-entertainment","13":"tag-entretenimento","14":"tag-leitura","15":"tag-literatura","16":"tag-livros","17":"tag-para-redes","18":"tag-portugal","19":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56868","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56868"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56868\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56869"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56868"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56868"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56868"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}