{"id":57162,"date":"2025-09-03T14:04:36","date_gmt":"2025-09-03T14:04:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/57162\/"},"modified":"2025-09-03T14:04:36","modified_gmt":"2025-09-03T14:04:36","slug":"como-o-excesso-do-medo-materno-influencia-as-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/57162\/","title":{"rendered":"como o excesso do medo materno influencia as crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">O livro &#8216;A rainha da Torre&#8217; conta a emocionante hist\u00f3ria de uma menina que vive com a m\u00e3e e o pai e encara, de perto, os medos constantes da m\u00e3e. Sempre por perto, zelando e exercendo o m\u00e1ximo cuidado com a filha, a m\u00e3e prefere n\u00e3o sair de casa e vive aprisionada aos pr\u00f3prios medos. A menina v\u00ea na m\u00e3e uma rainha e na casa da fam\u00edlia um castelo com altas torres. N\u00e3o uma masmorra tenebrosa, mas um castelo cheio de amor. E de medo.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais not\u00edcias do dia no seu celular<\/a><\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Para evitar os perigos do mundo e os riscos da inf\u00e2ncia \u2014 como cair e se machucar \u2014 a m\u00e3e leva a menina a ficar em casa lendo os livros e praticando atividades seguras. A menina s\u00f3 brinca l\u00e1 fora quando o pai a leva.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>&#8220;Mam\u00e3e sente muito medo do mundo l\u00e1 fora. Ela \u00e9 como uma rainha presa em uma torre. E s\u00f3 eu sei como resgat\u00e1-la&#8221;\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">A obra de\u00a0Kari de la Vega e F\u00e1tima Ordinola, lan\u00e7ada em 2025 no Brasil pela Companhia das Letrinhas, levanta a reflex\u00e3o sobre como o medo extremo dos pais \u2014 e neste caso em especial da m\u00e3e \u2014 pode impactar no desenvolvimento das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Quando o medo se torna um obst\u00e1culo para o desenvolvimento das crian\u00e7as\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Juliana Gebrim, psic\u00f3loga cl\u00ednica e neuropsic\u00f3loga pelo Instituto de Psicologia Aplicada e Forma\u00e7\u00e3o de Portugal (IPAF) comenta que a\u00a0inf\u00e2ncia \u00e9 a fase de explorar e se arriscar de forma saud\u00e1vel. A priva\u00e7\u00e3o dessas experi\u00eancias em fun\u00e7\u00e3o da inseguran\u00e7a dos pais pode gerar impactos a longo prazo.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Quando a crian\u00e7a \u00e9 privada dessas experi\u00eancias por medo dos pais, ela pode crescer mais insegura, com dificuldade de lidar com frustra\u00e7\u00f5es e at\u00e9 com baixa autoconfian\u00e7a para enfrentar desafios. \u00c9 claro que todo pai ou m\u00e3e sente medo, mas quando esse medo paralisa a rotina, deixa de ser prote\u00e7\u00e3o e passa a ser um obst\u00e1culo. A crian\u00e7a aprende, pelo exemplo, que o mundo \u00e9 perigoso demais, e isso pode gerar ansiedade, retraimento social e dificuldade de autonomia&#8221;, explica a psic\u00f3loga.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Seguindo esse entendimento, Leninha Wagner, PhD em neuroci\u00eancias, doutora em psicologia e mestre em psican\u00e1lise avalia que o brincar na inf\u00e2ncia \u00e9 fundamental para garantir o crescimento saud\u00e1vel f\u00edsica e emocionalmente para as crian\u00e7as e a aus\u00eancia dessa atividade.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Quando uma m\u00e3e vive dominada pelo medo, a crian\u00e7a aprende a ver o mundo como uma amea\u00e7a constante. O que deveria ser espa\u00e7o de descoberta vira territ\u00f3rio proibido. O brincar, que \u00e9 a forma mais natural de a inf\u00e2ncia se expressar, passa a ser censurado \u2014 e isso tem um peso enorme no desenvolvimento. Para crian\u00e7a brincar \u00e9 um treino para o c\u00e9rebro: fortalece coordena\u00e7\u00e3o, criatividade, linguagem, autonomia e at\u00e9 fun\u00e7\u00f5es cognitivas ligadas \u00e0 aten\u00e7\u00e3o e ao planejamento. Al\u00e9m do mais, brincar \u00e9 elaborar emo\u00e7\u00f5es, enfrentar medos e ensaiar pequenos rituais de independ\u00eancia. Sem isso, a crian\u00e7a cresce insegura, ansiosa, sem confian\u00e7a em si mesma e no mundo&#8221;, avalia a especialista.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">As duas psic\u00f3logas alertam que os pais precisam\u00a0questionar certos posicionamentos para n\u00e3o prejudicar o desenvolvimento dos filhos e, se identificarem que os medos paralisam, vale procurar atendimento especializado.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;O cuidado vira problema quando se transforma em pris\u00e3o.\u00a0Muitas vezes, esse medo n\u00e3o nasce no presente, mas \u00e9 um medo herdado, transmitido de forma invis\u00edvel de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. A psicoterapia ajuda a interromper esse ciclo: a m\u00e3e elabora suas ansiedades, devolve liberdade ao filho e ambos conquistam novos espa\u00e7os de vida.?Procurar tratamento n\u00e3o \u00e9 admitir fraqueza, mas sim dar um passo de coragem&#8221;, aponta Leninha Wagner.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Juliana Gebrim tamb\u00e9m avalia que deve-se observar as atividades da crian\u00e7as e caso se identifique comportamentos de isolamento \u00e9 preciso reprogramar a abordagem. &#8220;Esse comportamento se torna um problema quando a fam\u00edlia percebe que as atividades normais da inf\u00e2ncia est\u00e3o sendo constantemente evitadas e substitu\u00eddas pelo isolamento. Nesses casos, \u00e9 importante buscar ajuda psicol\u00f3gica para que a m\u00e3e (ou o pai) trabalhe suas pr\u00f3prias ansiedades e permita que a crian\u00e7a viva experi\u00eancias fundamentais para o seu desenvolvimento saud\u00e1vel&#8221;, alerta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>                            <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/jaqueline-fonseca\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/jaqueline_fonseca-36492065.jpeg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/jaqueline-fonseca\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/jaqueline_fonseca-36492065.jpeg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Jaqueline Fonseca  <strong class=\"entryStrongAuthor\">SUB-EDITOR I<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">P\u00f3s-graduada em jornalismo investigativo com 10 anos de experi\u00eancia na cobertura pol\u00edtica, econ\u00f4mica, judicial e local. Vencedora dos pr\u00eamios: Fenacor 2017,  Fiero 2017 e MPRO 2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O livro &#8216;A rainha da Torre&#8217; conta a emocionante hist\u00f3ria de uma menina que vive com a m\u00e3e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":57163,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,1929,170,2558,7309,32,33,16195],"class_list":{"0":"post-57162","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-livro-infantil","12":"tag-livros","13":"tag-maternidade","14":"tag-medo","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-superprotecao"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57162","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57162"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57162\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57163"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}