{"id":57235,"date":"2025-09-03T14:57:12","date_gmt":"2025-09-03T14:57:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/57235\/"},"modified":"2025-09-03T14:57:12","modified_gmt":"2025-09-03T14:57:12","slug":"6-estrategias-cientificamente-comprovadas-para-melhorar-a-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/57235\/","title":{"rendered":"6 estrat\u00e9gias \u2013 cientificamente comprovadas \u2013 para melhorar a mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\">Assine a revista National Geographic agora por apenas <b>1\u20ac por m\u00eas<\/b>.<\/p>\n<p>O esquecimento \u00e9 normal, mas pode dificultar-lhe a vida. Talvez se esque\u00e7a do nome de uma pessoa segundos depois de a conhecer, n\u00e3o fa\u00e7a ideia onde deixou as chaves ou lhe passe ao lado a data de um anivers\u00e1rio importante.<\/p>\n<p><strong>As mem\u00f3rias s\u00e3o fal\u00edveis por alguma raz\u00e3o. <\/strong>Sem um mecanismo para nos esquecermos, ser\u00edamos incapazes de filtrar informa\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria quando estamos a tentar lembrar-nos de algo. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o vai querer encher o seu c\u00e9rebro com tralha\u201d, diz <a href=\"https:\/\/scholar.google.com\/citations?user=ptWkt1wAAAAJ&amp;hl=en\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Charan Ranganath<\/a>, neurocientista da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Davis, e autor de O Mundo Misterioso da Mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Para melhorar a mem\u00f3ria, por\u00e9m, a maioria dos m\u00e9dicos recomenda algumas mudan\u00e7as de vida muito simples. Para come\u00e7ar, \u00e9 particularmente importante <strong>dormir o suficiente,<\/strong> porque o c\u00e9rebro demora tempo a rever aquilo que aprendeu e a armazen\u00e1-lo na mem\u00f3ria de longo prazo, diz <a href=\"https:\/\/scholar.google.com\/citations?user=quuUO9AAAAAJ&amp;hl=en\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Michael Hasselmo<\/a>, neurocientista da Universidade de Boston. Coisas como a <strong>pr\u00e1tica de exerc\u00edcio<\/strong> e uma <strong>alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel<\/strong> tamb\u00e9m ajudam, diz ele.<\/p>\n<p>No entanto, se tem dificuldades em lembrar-se da sua lista de supermercado, a boa not\u00edcia \u00e9 que, segundo os especialistas, <strong>existem v\u00e1rias estrat\u00e9gias comprovadas pela ci\u00eancia que podem melhorar a sua capacidade de memorizar e reter informa\u00e7\u00e3o<\/strong>. A melhor estrat\u00e9gia para si depende da sua maneira de ser, daquilo que estiver a tentar lembrar-se e porqu\u00ea.<\/p>\n<p>Fal\u00e1mos com especialistas em mem\u00f3ria sobre as seis melhores estrat\u00e9gias para melhor\u00e1-la \u2013 e como come\u00e7ar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/ilustracao_19728668_250728162127_800x800.webp.webp\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o\" class=\"image lazyload\"\/><strong>Estrat\u00e9gia 1: Criar liga\u00e7\u00f5es com significado<\/strong><\/p>\n<p><strong>Indicada para:\u00a0<\/strong>Recordar qualquer nova informa\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0at\u00e9 factos aleat\u00f3rios e desconexos<\/p>\n<p>Quando estamos a aprender algo novo, o c\u00e9rebro associa os pormenores \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 tem armazenada, diz Ranganath. Por isso, a forma mais f\u00e1cil de nos lembrarmos de algo \u00e9 atribuir-lhe um significado, diz ele. Com efeito, <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S002253717280001X\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">d\u00e9cadas de investiga\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da ci\u00eancia cognitiva<\/a> mostram que <strong>a informa\u00e7\u00e3o importante \u00e9 mais f\u00e1cil de recordar do que factos aleat\u00f3rios e desconexos<\/strong>.<\/p>\n<p>Quando falamos em \u201catribuir-lhe um significado\u201d, queremos dizer que<strong> a informa\u00e7\u00e3o tem mais facilidade em ligar-se \u00e0quilo que j\u00e1 sabemos<\/strong>, que faz sentido num determinado<a href=\"http:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/9136641\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> contexto ou que tem alguma import\u00e2ncia para a pessoa<\/a>. Por exemplo, <a href=\"http:\/\/publicationsncte.org\/content\/journals\/10.58680\/rte198615607\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudos<\/a> mostram que as pessoas t\u00eam mais facilidade em lembrar-se de vocabul\u00e1rio novo se traduzirem os conceitos utilizando as suas pr\u00f3prias palavras. Ou, se estiver a tentar aprender o nome de algu\u00e9m, associ\u00e1-lo mentalmente a outra pessoa que conhe\u00e7a com o mesmo nome pode ser \u00fatil.<\/p>\n<p>No entanto, para se lembrar de coisas sem qualquer significado inerente \u2013 como uma lista de n\u00fameros ou datas \u2013 criar um <strong>significado artificial<\/strong> pode ajudar. \u00c9 esta \u00e9 a ideia por tr\u00e1s das <strong>mnem\u00f3nicas<\/strong>\u00a0\u2013 acr\u00f3nimos, rimas, alitera\u00e7\u00f5es ou can\u00e7\u00f5es que criem associa\u00e7\u00f5es entre a informa\u00e7\u00e3o nova e o conhecimento j\u00e1 existente ou imagens visuais, diz <a href=\"http:\/\/www.danielwillingham.com\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Daniel Willingham<\/a>, psic\u00f3logo na Universidade da Virg\u00ednia.<\/p>\n<p>\u201cImagine que conhece algu\u00e9m chamado Neil que tem um nariz grande ou outra caracter\u00edstica diferenciadora\u201d, diz Ranganath. \u201cPoder\u00e1 pensar, \u2018Ah \u00e9 o Neil Narigudo\u2019 e isso far\u00e1 com que tenha mais facilidade em lembrar-se do nome dele.<\/p>\n<p><strong>As imagens v\u00edvidas ou narrativas interessantes tamb\u00e9m podem dar significado \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. <\/strong>Tentar memorizar a ordem de todos os planetas do planeta solar? Existe uma narrativa em l\u00edngua inglesa que pode ajudar: My Very Educated Mother Just Served Us Noodles.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/ilustracao_218d8c2c_250721160350_800x800.webp.webp\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o\" class=\"image lazyload\"\/><strong>Estrat\u00e9gia 2: Intervale as suas sess\u00f5es de estudo \u2014 e esforce-se para se lembrar das coisas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Indicada para: <\/strong>Estudar para um teste, aprender um novo idioma, recordar factos com pormenores<\/p>\n<p>Se estiver a marrar para um teste, um <a href=\"http:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/16719566\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudo<\/a> sugere que <a href=\"http:\/\/www.researchgate.net\/signup.SignUp.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">intervalar<\/a> as sess\u00f5es de estudo nas quais est\u00e1 a rever vocabul\u00e1rio de uma <a href=\"http:\/\/utppublishing.com\/doi\/abs\/10.1558\/cj.v33i3.26055\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">l\u00edngua estrangeira<\/a> ou a decorar f<a href=\"http:\/\/asmepublications.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1111\/tct.13798\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ichas de estudo pode ajudar o seu c\u00e9rebro a armazenar as mem\u00f3rias<\/a> de forma mais eficiente. Esta t\u00e9cnica chamada <strong>repeti\u00e7\u00e3o espa\u00e7ada <\/strong>implica revisitar a informa\u00e7\u00e3o em intervalos crescentes.<\/p>\n<p>A repeti\u00e7\u00e3o espa\u00e7ada funciona porque, quando aprendemos uma coisa, armazenamo-la primeiro na noss<strong>a mem\u00f3ria de curto prazo<\/strong>, diz Ranganath. O processo para consolidar a informa\u00e7\u00e3o na<strong> mem\u00f3ria de longo prazo <\/strong>demora algum tempo e decorre \u201coffline\u201d, durante os per\u00edodos de descanso, acrescenta.<\/p>\n<p>Outra vantagem da repeti\u00e7\u00e3o espa\u00e7ada \u00e9 que pode ajud\u00e1-lo a <strong>recuperar a mem\u00f3ria quando precisar dela mais tarde<\/strong>. Como os seres humanos s\u00e3o melhores a recordar coisas no seu contexto original, temos frequentemente dificuldades em lembrar-nos de coisas quando j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o nesse contexto \u2013 como aquele cafezinho onde estud\u00e1mos para um teste e que cheirava a caf\u00e9 torrado, diz Ranganath. \u201cAo intervalar a aprendizagem, das mem\u00f3rias libertam-se de um espa\u00e7o e de um tempo em particular, tornando-se mais f\u00e1cil lembrar-se delas quando precisar\u201d, diz Ranganath.<\/p>\n<p>Outra forma de arquivar uma mem\u00f3ria \u00e9 <strong>p\u00f4r-se \u00e0 prova e esfor\u00e7ar-se para se lembrar<\/strong>, diz Ranganath. Por exemplo, em vez de reler o manual enquanto est\u00e1 a estudar para um teste, experimente questionar-se primeiro. <a href=\"http:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/20951630\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Estudos<\/a> demonstram que este processo de tentar lembrar-se, chamado <strong><a href=\"http:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/25150680\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">treino de recupera\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>, pode ajudar a consolidar a informa\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro. Esfor\u00e7ar-se para se lembrar de algo antes de encontrar a resposta pode dar ao seu c\u00e9rebro uma oportunidade de restaurar a mem\u00f3ria e formar as liga\u00e7\u00f5es neuronais necess\u00e1rias para fixar a nova informa\u00e7\u00e3o, diz Ranganath.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que, <strong>se tiver dificuldades com nomes, talvez seja ben\u00e9fico tentar adivinhar o nome de algu\u00e9m antes de o aprender<\/strong>, diz Ranganath. \u201cSe eu dedicar algum tempo a pensar no seu nome e me corrigir sozinho, quando voc\u00ea me dar a resposta, o meu c\u00e9rebro ter\u00e1 menos probabilidades de fazer associa\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias e incorrectas.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gia 3: Ler em voz alta<\/strong><\/p>\n<p><strong>Indicada para: <\/strong>Memorizar a curto prazo, como uma lista de supermercado<\/p>\n<p>Estudos mostram que ler em voz alta, ou <a href=\"http:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/abs\/10.1080\/09658211.2013.766754\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cantar as palavras<\/a>, pode contribuir para recordar melhor a informa\u00e7\u00e3o do que l\u00ea-la em sil\u00eancio, um fen\u00f3meno conhecido como <strong><a href=\"http:\/\/uwaterloo.ca\/memory-attention-cognition-lab\/sites\/default\/files\/uploads\/files\/jep10.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">efeito de produ\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>. Isto pode dever-se ao facto de falar em voz alta activar mais sentidos do que ler em sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Quando dizemos as coisas em voz alta, activamos neur\u00f3nios nas <strong>zonas <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0278262621000774\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">motora e auditiva<\/a> do nosso c\u00e9rebro<\/strong>. Quanto mais liga\u00e7\u00f5es neuronais uma mem\u00f3ria tiver com diferentes regi\u00f5es do c\u00e9rebro, mais diferenciada e f\u00e1cil de lembrar ser\u00e1, diz Hasselmo.<\/p>\n<p>Contudo, Hasselmo diz que o efeito de produ\u00e7\u00e3o <strong>pode n\u00e3o ser t\u00e3o indicado para criar mem\u00f3rias de longo prazo<\/strong> como outros m\u00e9todos, como as mnem\u00f3nicas e a recorda\u00e7\u00e3o activa. Al\u00e9m disso, um <a href=\"http:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/37440162\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudo<\/a> publicado em Janeiro de 2024 mostrou que, embora<strong> ler textos em voz alta ajude a memorizar, n\u00e3o contribui para a compreens\u00e3o<\/strong>. Por isso, esta t\u00e9cnica poder\u00e1 ser melhor para se lembrar da sua<strong> lista de supermercado<\/strong> e n\u00e3o para estudar para um teste, dizem os especialistas.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gia 4: Envolva os seus sentidos <\/strong><\/p>\n<p><strong>Indicada para:<\/strong> Lembrar-se de um momento da sua pr\u00f3pria vida<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ler em voz alta, envolver os outros sentidos na aprendizagem pode ajudar-nos a <strong>formar mem\u00f3rias v\u00edvidas de uma experi\u00eancia<\/strong>. Vejamos, por exemplo o s\u00edtio onde deix\u00e1mos as chaves. Para encontr\u00e1-las, a mem\u00f3ria tem de competir com todas as outras vezes em que pous\u00e1mos as chaves, diz Ranganath.<\/p>\n<p>Para combater isto, na pr\u00f3xima vez que pousar as chaves, poder\u00e1 \u201cfocar-se nos aspectos \u00fanicos deste momento espec\u00edfico que criam uma mem\u00f3ria diferente, como <strong>vistas, sons e cheiros<\/strong>\u201d, diz Ranganath. Essas experi\u00eancias sensoriais ir\u00e3o criar uma mem\u00f3ria distinta \u2013 e ajud\u00e1-lo a<strong> encontrar as chaves<\/strong> mais tarde.<\/p>\n<p>O segredo para fortalecer as mem\u00f3rias \u00e9 aumentar o seu n\u00famero de associa\u00e7\u00f5es com o c\u00e9rebro, diz Hasselmo. Concentrar-se na informa\u00e7\u00e3o sensorial pode activar mais partes do c\u00e9rebro, criando <strong>mem\u00f3rias mais distribu\u00eddas<\/strong>. \u201cUma imagem visual rica de uma mem\u00f3ria espec\u00edfica aumenta o n\u00famero de neur\u00f3nios activados e o n\u00famero de sinapses modificadas\u201d, diz ele, tornando a mem\u00f3ria mais forte.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gia 5: Navegar pelo pal\u00e1cio da mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p><strong>Indicada para: <\/strong>Memorizar uma lista longa ou material para um discurso<\/p>\n<p>O pal\u00e1cio da mem\u00f3ria \u2013 tamb\u00e9m conhecido como <strong>m\u00e9todo de loci <\/strong>\u2014 \u00e9 uma t\u00e9cnica de mnem\u00f3nica antiga cujos efeitos sobre a reten\u00e7\u00e3o e memoriza\u00e7\u00e3o foram <a href=\"http:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.abc7606\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">comprovados por estudos<\/a>. Esta t\u00e9cnica \u00e9 uma das preferidas dos <strong>atletas da mem\u00f3ria<\/strong> \u2013 alguns usam-na para se <a href=\"http:\/\/www.wamc.org\/new-york-news\/2017-03-29\/pi-try-greenwich-man-goes-for-world-record\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">lembrarem de dezenas de milhares de <strong>algarismos de pi<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>\u201cSe o objectivo for memorizar uma lista ou material para um discurso, o m\u00e9todo de loci \u00e9, provavelmente, a maneira mais f\u00e1cil de o fazer\u201d, diz Hasselmo.<\/p>\n<p>Comece por visualizar um espa\u00e7o familiar, como a sua casa. \u00c0 medida que circula por esse espa\u00e7o, v\u00e1 criando liga\u00e7\u00f5es entre a informa\u00e7\u00e3o de que se quer lembrar e uma localiza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica dentro desse espa\u00e7o. <strong>Quanto mais invulgar e bizarra for a associa\u00e7\u00e3o, melhor<\/strong>, diz Hasselmo \u2014 o mesmo se aplica a acrescentar informa\u00e7\u00e3o sensorial como cheiros ou texturas.<\/p>\n<p>Para se lembrar de uma <strong>lista de compras<\/strong> composta por uma banana, espargos e gelo, por exemplo, pode imaginar-se a entrar em casa e esmagar uma banana junto \u00e0 porta, depois atirar um molho de espargos para as escadas e, por fim, despejar uma pilha de gelo na cama. Em seguida, para se lembrar dos tr\u00eas itens, imagine-se a refazer o trajecto para apanh\u00e1-los.<\/p>\n<p><strong>O pal\u00e1cio da mem\u00f3ria funciona porque cria rela\u00e7\u00f5es entre informa\u00e7\u00e3o de que queremos lembrar-nos e imagens existentes e bem enraizadas<\/strong>, explica Hasselmo. Os cientistas teorizam que as mesmas \u00e1reas do c\u00e9rebro envolvidas na mem\u00f3ria, nomeadamente o <strong>hipocampo<\/strong>, tamb\u00e9m nos ajudam a perceber a nossa localiza\u00e7\u00e3o no mundo \u2013 e \u00e9 por isso que andarmos num <strong>espa\u00e7o familiar<\/strong> \u00e9 um m\u00e9todo poderoso para nos lembrarmos das coisas, diz ele.<\/p>\n<p>No entanto, a efic\u00e1cia do m\u00e9todo de loci n\u00e3o est\u00e1 explicada cientificamente. Alguns cientistas n\u00e3o acham que seja mais eficiente do que outros m\u00e9todos de mnem\u00f3nicas. \u201c\u00c9 apenas mais uma forma de atribuir significado a algo e organizar a informa\u00e7\u00e3o de que precisamos\u201d, diz Ranganath.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 apenas um enquadramento\u201d, diz Willingham, em concord\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gia 6: Crie mem\u00f3rias intencionalmente <\/strong><\/p>\n<p><strong>Indicada para: <\/strong>Momentos que sabe que vai querer recordar vividamente<\/p>\n<p>Ranganath sabe que as coisas de que muitas pessoas querem lembrar se n\u00e3o s\u00e3o factos e pormenores, mas <strong>momentos importantes<\/strong> das suas vidas.<\/p>\n<p>Para tirar o m\u00e1ximo partido da sua mem\u00f3ria de um acontecimento importante, Ranganath diz que poder\u00e1 <strong>pensar, de forma consciente e com anteced\u00eancia, naquilo que reter da experi\u00eancia<\/strong>. Dessa forma, conseguir\u00e1 estar presente e focar-se na experi\u00eancia e nas suas emo\u00e7\u00f5es. \u201cFrequentemente, vamos a uma festa e esperamos ficar com mem\u00f3rias dela sem qualquer esfor\u00e7o. N\u00e3o \u00e9 assim que as coisas funcionam\u201d, diz Ranganath. \u201cPor isso, o conselho que eu daria \u00e9 pensar naquilo que realmente quer reter de uma experi\u00eancia.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Assine a revista National Geographic agora por apenas 1\u20ac por m\u00eas. 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