{"id":576,"date":"2025-07-25T10:47:17","date_gmt":"2025-07-25T10:47:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/576\/"},"modified":"2025-07-25T10:47:17","modified_gmt":"2025-07-25T10:47:17","slug":"alice-dos-reis-explora-narrativas-e-lactacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/576\/","title":{"rendered":"Alice dos Reis Explora Narrativas e Lacta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Para Alice dos Reis, a tape\u00e7aria \u00e9 um lugar muito meditativo\u201d, permite \u201cdeixar a m\u00e3o ir, deixar a pe\u00e7a acontecer\u201d. No entanto, aponta, h\u00e1 um ponto de liga\u00e7\u00e3o entre a tape\u00e7aria e o filme<strong>. \u201cA n\u00edvel conceptual h\u00e1 uma l\u00f3gica que aproxima bastante a tape\u00e7aria ao cinema, ou \u00e0 imagem em movimento. Eu penso de forma narrativa. Uma coisa que eu aprendi sobre mim pr\u00f3pria \u00e9 que n\u00e3o consigo pensar de forma abstrata, \u00e9 muito dif\u00edcil. Penso em hist\u00f3rias, em in\u00edcios, meios, fins, ciclos.<\/strong>\u201d<\/p>\n<p>E tanto a tape\u00e7aria como o cinema permitem-lhe contar hist\u00f3rias. \u201cNos filmes eu consigo trazer narrativas que se concretizam de forma mais linear. E fazer tape\u00e7arias \u00e0 medida que vou fazendo estes filmes, permite-me trazer personagens e imagens que potenciam as hist\u00f3rias dos filmes, mas n\u00e3o de forma direta ou t\u00e3o linear.\u201d<\/p>\n<p><strong>A base narrativa da sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, diz Alice dos Reis, \u00e9 bem vis\u00edvel na obra que lhe valeu o Pr\u00e9mio Novos Artistas Funda\u00e7\u00e3o EDP. \u201cQuem for ver o meu trabalho no MAAT vai sentir isso<\/strong>, porque \u00e9 mesmo sobre ciclos, sobre narrativas que se repetem ou que se acumulam. E a tape\u00e7aria tamb\u00e9m \u00e9 tradicionalmente um medium narrativo. Se formos ver as tape\u00e7arias do s\u00e9culo XIII em Fran\u00e7a, temos a tape\u00e7aria de Bayeux, que s\u00e3o 70 metros de batalhas francesas .\u201d<\/p>\n<p>Neste momento, adianta a jovem artista, est\u00e1 a trabalhar numa sequ\u00eancia de tape\u00e7arias de m\u00e9dio formato e a escrever um gui\u00e3o para um novo filme. N\u00e3o necessariamente relacionados\u201d. <\/p>\n<p>A faceta de realizadora \u2013 as suas pel\u00edculas j\u00e1 foram exibidas em festivais de cinema como o IndieLisboa, DocLisboa, Curtas Vila do Conde e Sheffield DocFest\u2013 \u00e9 para continuar. \u201cSim, tenho essa ambi\u00e7\u00e3o. <strong>Eu fa\u00e7o filmes que funcionam tanto em contextos de arte contempor\u00e2nea como do cinema.<\/strong> Tal como outros realizadores \u2013 temos v\u00e1rios exemplos emPortugal \u2013 vamos tocando nestes dois mundos, que se v\u00e3o diluindo cada vez mais.\u201d<\/p>\n<p>Alice dos Reis vive e trabalha fora de Portugal h\u00e1 alguns anos e n\u00e3o se v\u00ea a regressar, mas diz que o seu trabalho tem sido reconhecido no pa\u00eds, tendo exposto no Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Serralves e em galerias em Lisboa e Porto. <strong>Em 2019 foi a vencedora do Pr\u00e9mio Novo Banco Revela\u00e7\u00e3o e agora o Pr\u00e9mio Novos Artistas Funda\u00e7\u00e3o EDP vem contribuir ainda mais para essa afirma\u00e7\u00e3o.<\/strong> Trata-se de um pr\u00e9mio ganho em edi\u00e7\u00f5es anteriores por artistas que hoje s\u00e3o consagrados a n\u00edvel nacional e internacional, como Joana Vasconcelos \u2013 que ganhou a primeira edi\u00e7\u00e3o, em 2000 \u2013 Carlos Bunga (2003) ou Diana Policarpo (2019).  <\/p>\n<p><strong>\u201cEste pr\u00e9mio \u00e9 muito significativo, \u00e9 um pr\u00e9mio que j\u00e1 \u00e9 hist\u00f3rico. Permite-me continuar essa liga\u00e7\u00e3o com Portugal, sempre foi uma ambi\u00e7\u00e3o do meu percurso enquanto artista portuguesa.<\/strong> Sinto-me muito afortunada. Apesar de tudo, o meu trabalho tem sido sempre bem recebido em Portugal e eu tenho tido oportunidades.\u201d <\/p>\n<p>\u00c0 15\u00aa edi\u00e7\u00e3o do pr\u00e9mio da Funda\u00e7\u00e3o EDP, que \u00e9 bienal, concorreram mais de 800 novos artistas. Ap\u00f3s um processo de sele\u00e7\u00e3o, foram escolhidos seis finalistas. <strong>Al\u00e9m de Alice dos Reis, chegaram \u00e0 fase final Evy Jokhova, Francisco Tr\u00eapa, In\u00eas Brites, Maja Escher e Sara Chang Yan<\/strong>. A obra Entre Vidas de Alice dos Reis foi a preferida do  j\u00fari, que incluiu Nuria Enguita, diretora art\u00edstica do MAC\/CCB, Fran\u00e7ois Piron, curador do Centro de Arte Contempor\u00e2nea Palais de Tokyo, e o artista pl\u00e1stico Francisco Tropa.  <\/p>\n<p>No an\u00fancio do vencedor da edi\u00e7\u00e3o de 2024, no passado dia 26 de junho, o <strong>j\u00fari destacou \u201ca narrativa criativa forte que conjuga uma imagina\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, social e po\u00e9tica com uma dimens\u00e3o pessoal muito interessante, e um vocabul\u00e1rio pr\u00f3prio que explora diversos <\/strong><strong>media<\/strong><strong>\u201d<\/strong>. <\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o no MAAT Central que re\u00fane as obras destes seis artistas pode ser visitada at\u00e9 dia 8 de setembro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Para Alice dos Reis, a tape\u00e7aria \u00e9 um lugar muito meditativo\u201d, permite \u201cdeixar a m\u00e3o ir, deixar a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":577,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[144],"tags":[561,207,205,206,559,203,201,202,204,306,114,115,32,560,33],"class_list":{"0":"post-576","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-arte-e-design","8":"tag-alice-dos-reis","9":"tag-arte","10":"tag-arte-e-design","11":"tag-artedesign","12":"tag-artes-plasticas","13":"tag-arts","14":"tag-arts-and-design","15":"tag-artsanddesign","16":"tag-design","17":"tag-edicao-impressa","18":"tag-entertainment","19":"tag-entretenimento","20":"tag-portugal","21":"tag-premio-novos-artistas-fundacao-edp","22":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=576"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/576\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/577"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}