{"id":58513,"date":"2025-09-04T13:34:09","date_gmt":"2025-09-04T13:34:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/58513\/"},"modified":"2025-09-04T13:34:09","modified_gmt":"2025-09-04T13:34:09","slug":"cientistas-descobrem-novas-formas-de-reprogramar-celulas-para-combater-o-cancro-campeao-das-provincias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/58513\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem novas formas de reprogramar c\u00e9lulas para combater o cancro \u2013 Campe\u00e3o das Prov\u00edncias"},"content":{"rendered":"<p><strong>Lu\u00eds Henriques-Oliveira, Ilia Kurochkin, Carlos-Filipe Pereira e Abigail Altman <\/strong>(cr\u00e9ditos: Kennet Ruona)<\/p>\n<p>Uma investiga\u00e7\u00e3o internacional, liderada pelas Universidades de Coimbra (UC) e de Lund (Su\u00e9cia), desvendou \u201creceitas\u201d para reprogramar c\u00e9lulas que podem ajudar a combater o cancro, atrav\u00e9s de tratamentos de imunoterapia mais eficazes.<\/p>\n<p>A equipa de investigadores identificou novas formas para \u201creprogramar modelos celulares e convert\u00ea-los em diferentes subtipos de c\u00e9lulas dendr\u00edticas \u2013 c\u00e9lulas do sistema imunit\u00e1rio que, por identificarem e capturarem amea\u00e7as, t\u00eam um papel determinante na resposta a doen\u00e7as\u201d, revelou a UC.<\/p>\n<p>\u201cOs cientistas acreditam que esta descoberta pode abrir caminho a tratamentos de imunoterapia mais eficazes, adaptados a cada doente e tipo de cancro, e at\u00e9 criar estrat\u00e9gias de combate a outras doen\u00e7as, como a diabetes e a artrite reumatoide\u201d.<\/p>\n<p>Durante a investiga\u00e7\u00e3o, a equipa de cientistas conseguiu identificar duas novas combina\u00e7\u00f5es de tr\u00eas factores, as quais permitem regular a identidade das c\u00e9lulas para reprogramar c\u00e9lulas da pele e c\u00e9lulas cancer\u00edgenas em subtipos de c\u00e9lulas dendr\u00edticas.<\/p>\n<p>\u201cEstas combina\u00e7\u00f5es funcionam como \u2018receitas\u2019 para converter uma c\u00e9lula noutro tipo celular, e, em concreto, a partir dos novos dados para reprograma\u00e7\u00e3o celular que revelamos neste estudo, \u00e9 poss\u00edvel gerar de forma mais eficaz dois subtipos de c\u00e9lulas dendr\u00edticas ainda pouco explorados em imunoterapia: tipo 2 e plasmocit\u00f3ides\u201d, revelou o coordenador Carlos Filipe Pereira.<\/p>\n<p>O investigador do Centro de Neuroci\u00eancias e Biologia Celular da UC e do Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Biomedicina e Biotecnologia explicou que, \u201ccomo diferentes tumores respondem de forma distinta a tratamentos, identificar as \u2018receitas\u2019 que originam cada subtipo de c\u00e9lulas dendr\u00edticas abre caminho a tratamentos personalizados de imunoterapia, adaptados a cada paciente e ao tipo de cancro que enfrenta\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEste conhecimento pode aproximar-nos de imunoterapias mais eficazes, contribuindo para reduzir a probabilidade de falha terap\u00eautica e acelerar o desenvolvimento de novas estrat\u00e9gias contra o cancro\u201d, salientou.<\/p>\n<p>Na imunoterapia, o sistema imunit\u00e1rio da pessoa que est\u00e1 doente \u00e9 ensinado a reconhecer e a atacar as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas para combater o pr\u00f3prio cancro, num processo em que as c\u00e9lulas dendr\u00edticas \u201cs\u00e3o as \u2018professoras\u2019, sendo essenciais para orientar e desencadear respostas eficazes, embora a utiliza\u00e7\u00e3o dos seus diferentes subtipos em imunoterapia seja ainda reduzida\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Carlos Filipe Pereira, na \u00e1rea da oncologia \u201cuma parte significativa dos tipos de cancro e dos doentes n\u00e3o responde\u201d ao tratamento de imunoterapia, apesar de este tratamento ser visto como uma das \u00e1reas mais importantes da medicina.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da descoberta destas novas informa\u00e7\u00f5es, os investigadores conseguiram ainda demonstrar que \u201cdiferentes subtipos de c\u00e9lulas dendr\u00edticas exercem efeitos ben\u00e9ficos distintos em modelos animais de melanoma e cancro da mama\u201d, avan\u00e7ou Carlos Filipe Pereira.<\/p>\n<p>\u201cEste estudo n\u00e3o fornece uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica, mas abre a possibilidade de adaptar a estrat\u00e9gia terap\u00eautica ao subtipo tumoral, aproximando-nos de imunoterapias mais personalizadas e eficazes\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Participaram tamb\u00e9m no estudo investigadores da Universidade de Calgary (Canad\u00e1), da Universidade T\u00e9cnica da Dinamarca, da Asgard Therapeutics (Su\u00e9cia) e do Memorial Sloan Kettering Cancer Center (Estados Unidos da Am\u00e9rica).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lu\u00eds Henriques-Oliveira, Ilia Kurochkin, Carlos-Filipe Pereira e Abigail Altman (cr\u00e9ditos: Kennet Ruona)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Lu\u00eds Henriques-Oliveira, Ilia Kurochkin, Carlos-Filipe Pereira e Abigail Altman (cr\u00e9ditos: Kennet Ruona) Uma 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