{"id":58596,"date":"2025-09-04T14:53:09","date_gmt":"2025-09-04T14:53:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/58596\/"},"modified":"2025-09-04T14:53:09","modified_gmt":"2025-09-04T14:53:09","slug":"mapa-global-mostra-onde-o-plastico-representa-a-maior-ameaca-para-os-mares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/58596\/","title":{"rendered":"Mapa global mostra onde o pl\u00e1stico representa a maior amea\u00e7a para os mares"},"content":{"rendered":"<p>As latitudes m\u00e9dias dos oceanos Pac\u00edfico Norte e Atl\u00e2ntico Norte, partes do oceano \u00cdndico Norte e a costa da \u00c1sia Oriental representam os maiores riscos ecol\u00f3gicos devido \u00e0 polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1stico, segundo um estudo.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Cientistas da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, publicaram a primeira avalia\u00e7\u00e3o global de uma das amea\u00e7as ambientais mais urgentes do planeta, a acumula\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico nos oceanos.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O estudo revelou que as \u00e1reas de maior risco nem sempre s\u00e3o \u201cmanchas de lixo\u201d onde os pl\u00e1sticos se acumulam visivelmente, mas frequentemente locais onde se sobrep\u00f5em \u00e0 densa vida marinha e aos poluentes.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Segundo os investigadores, isto significa que mesmo as \u00e1guas com n\u00edveis relativamente baixos de pl\u00e1stico podem enfrentar s\u00e9rias amea\u00e7as ecol\u00f3gicas.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O estudo, publicado na Nature Sustainability e citado na quarta-feira pela ag\u00eancia Europa Press, vai al\u00e9m da simples medi\u00e7\u00e3o de onde se acumulam os pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Em vez disso, mapeia \u201cpontos cr\u00edticos de risco ecol\u00f3gico\u201d a n\u00edvel global, avaliando quatro vias principais de danos na vida marinha: ingest\u00e3o, emaranhamento, transporte de poluentes t\u00f3xicos e lixivia\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos nocivos \u00e0 medida que os pl\u00e1sticos se decomp\u00f5em.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cA polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica no oceano \u00e9 amplamente reconhecida como uma preocupa\u00e7\u00e3o global, mas os riscos ecol\u00f3gicos que representa permanecem pouco compreendidos\u201d, destacou Yanxu Zhang, autor do estudo e professor associado de Ci\u00eancias da Terra e Ambientais na Faculdade de Ci\u00eancias e Engenharia de Tulane.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cQuer\u00edamos preencher esta lacuna de conhecimento avaliando sistematicamente como os pl\u00e1sticos interagem com a vida marinha e os ecossistemas atrav\u00e9s de m\u00faltiplas vias de risco\u201d, sublinhou.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">A equipa utilizou m\u00e9todos computacionais rec\u00e9m-desenvolvidos para avaliar o risco. Ao integrar modelos globais de pl\u00e1sticos oce\u00e2nicos, distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies marinhas e n\u00edveis de poluentes, criaram uma nova estrutura abrangente para avaliar as amea\u00e7as ecol\u00f3gicas.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">As conclus\u00f5es destacaram a necessidade de priorizar a limpeza e a preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 em \u00e1reas com acumula\u00e7\u00e3o vis\u00edvel de pl\u00e1stico, mas tamb\u00e9m em regi\u00f5es onde a vida marinha \u00e9 mais vulner\u00e1vel, apontou Zhang.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">As \u00e1reas de alto risco incluem as latitudes m\u00e9dias dos oceanos Pac\u00edfico Norte e Atl\u00e2ntico Norte, partes do oceano \u00cdndico Norte e a costa da \u00c1sia Oriental.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u00c1guas ricas em nutrientes com vida marinha abundante aumentam o risco em alguns casos, mesmo quando os n\u00edveis de pl\u00e1stico n\u00e3o est\u00e3o nos seus n\u00edveis mais elevados.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">As zonas costeiras pr\u00f3ximas de zonas de pesca movimentadas s\u00e3o particularmente vulner\u00e1veis aos riscos de enredamento causados pelo \u201cpetr\u00f3leo fantasma\u201d, termo que se refere a equipamento de pesca abandonado na \u00e1gua, como redes de emalhar, armadilhas, linhas de pesca e redes de arrasto.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O estudo identificou ainda o papel dos pl\u00e1sticos como \u2018transportador\u2019 de poluentes como o neurot\u00f3xico metilmerc\u00fario e os chamados \u201cprodutos qu\u00edmicos eternos\u201d (PFOS), dois poluentes que se podem acumular nas cadeias alimentares marinhas e amea\u00e7ar a sa\u00fade humana.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Os riscos s\u00e3o maiores nas regi\u00f5es onde os pl\u00e1sticos contaminados t\u00eam maior probabilidade de serem ingeridos pelos organismos marinhos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As latitudes m\u00e9dias dos oceanos Pac\u00edfico Norte e Atl\u00e2ntico Norte, partes do oceano \u00cdndico Norte e a costa&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20173,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-58596","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58596","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58596"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58596\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20173"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}