{"id":60219,"date":"2025-09-05T20:33:07","date_gmt":"2025-09-05T20:33:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/60219\/"},"modified":"2025-09-05T20:33:07","modified_gmt":"2025-09-05T20:33:07","slug":"leo-goncalves-lanca-marselha-para-sangues-impuros-em-bh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/60219\/","title":{"rendered":"Leo Gon\u00e7alves lan\u00e7a &#8216;Marselha para Sangues Impuros&#8217; em BH"},"content":{"rendered":"<p>O poeta e tradutor Leo Gon\u00e7alves lan\u00e7a, pela editora Urutau, na pr\u00f3xima sexta-feira (12\/9), seu livro &#8220;Marselha para Sangues Impuros&#8221;. O lan\u00e7amento acontecer\u00e1 no Territ\u00f3rio Kitutu de Aquilombamento e contar\u00e1 tamb\u00e9m com um bate-papo com o poeta, performer e artista visual Ricardo Aleixo, <strong><a href=\"https:\/\/www.otempo.com.br\/entretenimento\/2024\/6\/1\/ricardo-aleixo-assume-cadeira-na-academia-mineira-de-letras---e-\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">membro da Academia Mineira de Letras<\/a><\/strong>. A conversa promete aprofundar as quest\u00f5es abordadas no livro e ampliar os di\u00e1logos sobre poesia, identidade e experimenta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica.<\/p>\n<p>&#8220;Marselha para Sangues Impuros&#8221; \u00e9 um projeto que busca apontar para um lugar de destino: os povos mistos e multicoloridos que expandem as muitas l\u00ednguas e linguagens que habitam o planeta na contemporaneidade. O livro \u00e9 tamb\u00e9m uma declara\u00e7\u00e3o de lugar de enuncia\u00e7\u00e3o, a ideia de que o poeta deve ter consci\u00eancia de sua aldeia, \u201chabitar\u201d o planeta como se fosse sua pr\u00f3pria cidade, enfrentando suas contradi\u00e7\u00f5es e buscando reatar os v\u00ednculos entre os diferentes povos separados pelo colonialismo.<\/p>\n<p>Segundo o poeta angolano Abreu Paxe, o livro \u00e9 uma proposta s\u00e9ria e um testemunho de experimenta\u00e7\u00e3o po\u00e9tica que remexe e recombina as profundezas da cultura em textos-espelho que \u201cvocossonorizam, tactiabilizam, cromatizam e gestualizam\u201d.<\/p>\n<p>Ao longo dos seus 29 poemas, o livro prop\u00f5e movimentos em vai-e-vem com linguagens ancestrais, tra\u00e7adas em zigue-zague, como resist\u00eancia vibrante e exemplar dos ovissungus, manifesta\u00e7\u00f5es que ecoam a for\u00e7a de um povo que, mesmo sob o a\u00e7oite da opress\u00e3o, transforma a dor em luta, em gestos de f\u00e9, m\u00fasica, dan\u00e7a, narrativa, sexualidade, eroticidade, ludicidade e alegria, em mir\u00edades expandidas.<\/p>\n<p>\u201cO livro \u00e9 uma orquestra\u00e7\u00e3o de vozes e ritmos, onde o sagrado e o profano se encontram; onde a alegria, o l\u00fadico e o er\u00f3tico se manifestam de forma multiforme, agregando v\u00e1rias temporalidades, como o ref\u00fagio de buscas constantes, das encruzilhadas do blues aos tambores ancestrais, da di\u00e1spora \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da negritude. Esses ovissungus de Leo Gon\u00e7alves pulsam com a vida que insiste em florescer em meio ao caos, \u00e0 seda e \u00e0 ternura\u201d, escreve Paxe na orelha do livro.<\/p>\n<p>O projeto foi gestado ao longo de anos, mas Gon\u00e7alves acredita que os poemas deste livro nasceram de sua tomada de consci\u00eancia de que o mundo \u00e9 multicolorido e que, como dizia o poeta africano Tchicaya U\u2019Tamsi, \u201cbranco \u00e9 cor de circunst\u00e2ncia, negro \u00e9 a cor de todos os dias\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTer andado por Marselha e encontrado ali uma Fran\u00e7a m\u00faltipla tem algo a ver. Ter me dedicado, nos \u00faltimos 20 anos, ao ensino da l\u00edngua francesa tamb\u00e9m. Trabalhar em tradu\u00e7\u00f5es de autores como Aim\u00e9 C\u00e9saire, L\u00e9opold S\u00e9dar Senghor e \u00c9douard Glissant \u00e9 outro fator que contribui para essa minha busca por uma escrita anticolonial ou que, ao menos, aponte para isso\u201d, declara o autor.<\/p>\n<p>Sobre Leo Gon\u00e7alves\u00a0<\/p>\n<p>Contando as publica\u00e7\u00f5es em formato de livro, Marselha para sangues impuros \u00e9 o terceiro t\u00edtulo de Leo Gon\u00e7alves. No entanto, outros trabalhos v\u00eam sendo publicados ao longo dos 21 anos desde a estreia com das infimidades (2004).<\/p>\n<p>Gon\u00e7alves tamb\u00e9m \u00e9 tradutor de nomes como Aim\u00e9 C\u00e9saire, Langston Hughes, Juan Gelman, William Blake, entre outros, atuando profissionalmente para editoras como Bazar do Tempo, Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, entre outras. Seus poemas est\u00e3o presentes em diversas antologias, tanto no Brasil quanto no exterior.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o <\/strong><\/p>\n<p>Lan\u00e7amento do livro Marselha para sangues impuros, de Leo Gon\u00e7alves (Editora Urutau)\u00a0<\/p>\n<p><strong>Onde.<\/strong> Territ\u00f3rio Kitutu de Aquilombamento \u2013 Rua Aar\u00e3o Reis, 496A &#8211; Centro, Belo Horizonte\u00a0<\/p>\n<p><strong>Quando<\/strong>. 12 de setembro, \u00e0s 19h\u00a0<\/p>\n<p><strong>Quanto. <\/strong>Gratuito\u00a0<\/p>\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es<\/strong>: @salamalandro e @kitutugastronomiafrobrasileira\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O poeta e tradutor Leo Gon\u00e7alves lan\u00e7a, pela editora Urutau, na pr\u00f3xima sexta-feira (12\/9), seu livro &#8220;Marselha para&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":60220,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[6846,169,114,115,16954,237,170,32,33],"class_list":{"0":"post-60219","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-belo-horizonte","9":"tag-books","10":"tag-entertainment","11":"tag-entretenimento","12":"tag-leo-goncalves","13":"tag-livro","14":"tag-livros","15":"tag-portugal","16":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60219","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60219"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60219\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60219"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60219"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60219"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}