{"id":61963,"date":"2025-09-07T10:17:14","date_gmt":"2025-09-07T10:17:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/61963\/"},"modified":"2025-09-07T10:17:14","modified_gmt":"2025-09-07T10:17:14","slug":"o-eclipse-lunar-deste-domingo-e-visivel-em-portugal-e-o-ultimo-do-ano-multimedia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/61963\/","title":{"rendered":"O eclipse lunar deste domingo \u00e9 vis\u00edvel em Portugal. \u00c9 o \u00faltimo do ano | Multim\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p>Os 82 minutos que o fen\u00f3meno ter\u00e1 na fase de totalidade \u2013 ou seja, uma hora e 22 minutos \u2013 poder\u00e3o ser apreciados na Europa Central. Em Portugal, n\u00e3o ser\u00e1 vis\u00edvel a primeira fase do eclipse. M\u00e1ximo Ferreira, astr\u00f3nomo e director do Centro Ci\u00eancia Viva de Const\u00e2ncia &#8211; Parque de Astronomia esclarece: \u201cA fase de totalidade termina \u00e0s 19h52, quando a Lua come\u00e7a a sair da sombra. A Lua s\u00f3 surge no horizonte [em Lisboa] \u2013 ligeiramente a sul do ponto cardeal Este \u2013 cinco minutos depois [\u00e0s 19h57].\u201d <\/p>\n<p>        <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/eclipse-portugal.JPG\" alt=\"Eclipse Lisboa\"\/><\/p>\n<p class=\"credit\">Lisboa minutos antes do eclipse lunar, Mar\u00e7o de 2025. Pedro Nunes\/Reuters <\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em Lisboa, s\u00f3 cinco minutos depois do eclipse total terminar \u00e9 que a Lua surgir\u00e1 no horizonte, o que significa que subir\u00e1 j\u00e1 eclipsada. No entanto, ainda ser\u00e1 poss\u00edvel observar grande parte do fen\u00f3meno, embora como eclipse parcial. Poder\u00e1 contemplar este fen\u00f3meno sem qualquer equipamento, no entanto, \u201cum bin\u00f3culo tornar\u00e1 a observa\u00e7\u00e3o mais interessante\u201d. <\/p>\n<p class=\"infog-titulo\">Hora do eclipse lunar&#13;\n        <\/p>\n<p>Os eclipses lunares acontecem ao mesmo tempo em todo o mundo, mas a hora exacta varia consoante o fuso hor\u00e1rio local. O eclipse lunar que ocorrer\u00e1 este domingo tem in\u00edcio \u00e0s 16h28 e dura at\u00e9 \u00e0s 21h55 (hora de Lisboa) &#8211; mas, em Portugal, h\u00e1 locais (Aveiro, Lisboa, Viana do Castelo e Madeira) em que s\u00f3 poder\u00e1 ser visto depois da fase da totalidade, j\u00e1 como eclipse parcial. <\/p>\n<p>           <img decoding=\"async\" class=\"infog-desktop\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/static.publicocdn.com\/Multimedia\/Infografias\/870\/img\/hora-eclipse-desktop.svg\" alt=\"hora-eclipse-portugal\"\/><\/p>\n<p>           <img decoding=\"async\" class=\"infog-mobile\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/static.publicocdn.com\/Multimedia\/Infografias\/870\/img\/hora-eclipse-mobile.svg\" alt=\"hora-eclipse-portugal\"\/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>No restante territ\u00f3rio, poder\u00e1 ser observado um eclipse completo, ainda que durante poucos minutos, j\u00e1 que a Lua sobe mais cedo em certas regi\u00f5es. Segundo o Planet\u00e1rio do Porto, os s\u00edtios com melhor visibilidade ser\u00e3o  <b>Miranda do Douro, Freixo de Espada \u00e0 Cinta, Vilar Formoso, Termas de Monfortinho, Campo Maior, Barrancos e Vila Real de S. Ant\u00f3nio<\/b> &#8211; em todos o eclipse ser\u00e1 vis\u00edvel apenas cerca de cinco minutos.    <\/p>\n<p>           <img decoding=\"async\" class=\"infog-desktop\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/static.publicocdn.com\/Multimedia\/Infografias\/870\/img\/mapa-pt-desktop.svg\" alt=\"hora-eclipse-portugal\"\/><br \/>\n           <img decoding=\"async\" class=\"infog-mobile\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/static.publicocdn.com\/Multimedia\/Infografias\/870\/img\/mapa-pt-mobile.svg\" alt=\"hora-eclipse-portugal\"\/><\/p>\n<p class=\"infog-titulo\">E no mundo&#13;\n        <\/p>\n<p>Este eclipse lunar \u201cn\u00e3o \u00e9 dos mais longos\u201d, explica o astr\u00f3nomo M\u00e1ximo Ferreira. \u201cA totalidade de um eclipse pode durar at\u00e9 uma hora e 45 minutos, quando a Lua atravessa a parte central da sombra da Terra. Se incluirmos todo o processo \u2014 desde a entrada na penumbra, a passagem pela sombra principal, a fase total e, finalmente, a sa\u00edda da penumbra \u2014 o fen\u00f3meno pode estender-se at\u00e9 cerca de seis horas\u201d, acrescenta. Neste caso, o \u00faltimo eclipse total lunar de 2025 ter\u00e1 cinco horas e 27 minutos. &#13;\n   <\/p>\n<p>           <img decoding=\"async\" class=\"infog-desktop\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/static.publicocdn.com\/Multimedia\/Infografias\/870\/img\/eclipse-mundo-desktop.svg\" alt=\"hora-eclipse-portugal\"\/><\/p>\n<p>           <img decoding=\"async\" class=\"infog-mobile\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/static.publicocdn.com\/Multimedia\/Infografias\/870\/img\/eclipse-mundo-mobile.svg\" alt=\"hora-eclipse-portugal\"\/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n        Durante este evento, a Lua Cheia \u2014 fase em que os eclipses lunares acontecem \u2014 ganhar\u00e1 uma tonalidade avermelhada, conhecida como \u201cLua de Sangue\u201d (blood moon). A cor n\u00e3o \u00e9 provocada pela Lua, mas sim pela luz solar que atravessa e \u00e9 desviada (refractada) na atmosfera terrestre. Quanto maior for a presen\u00e7a de poeiras ou nuvens, mais intensa ser\u00e1 a tonalidade avermelhada que observamos no nosso sat\u00e9lite.&#13;\n        <\/p>\n<p class=\"infog-titulo\">&#13;<br \/>\n        Como acontece um eclipse lunar?&#13;\n        <\/p>\n<p>           <img decoding=\"async\" class=\"infog-desktop\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/static.publicocdn.com\/Multimedia\/Infografias\/870\/img\/eclipse-lunar.svg\" alt=\"hora-eclipse-portugal\"\/><\/p>\n<p>           <img decoding=\"async\" class=\"infog-mobile\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/static.publicocdn.com\/Multimedia\/Infografias\/870\/img\/eclipse-lunar-mobile.svg\" alt=\"hora-eclipse-portugal\"\/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O termo \u201ceclipse\u201d \u00e9 utilizado maioritariamente para se referir ao alinhamento da Terra com os dois principais astros do c\u00e9u: o Sol e a Lua. Segundo a ag\u00eancia espacial norte-americana NASA, quando a posi\u00e7\u00e3o de um destes objectos celestes se interp\u00f5e com a de outro, provoca um bloqueio total ou parcial da luz que ilumina o astro mais distante, ocultando-o. <\/p>\n<p>Da perspectiva terrestre, podemos observar dois tipos de eclipses: lunares e solares. Um eclipse lunar ocorre quando a Terra se posiciona exactamente entre a Lua e o Sol e projecta a sua sombra sobre a superf\u00edcie lunar, escurecendo-a e conferindo-lhe um tom avermelhado.&#13;\n        <\/p>\n<p>            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/africa-sul.JPG\" alt=\"eclipse lunar africa do sul\"\/><\/p>\n<p class=\"credit\">\u00c1frica do Sul, Mar\u00e7o de 2025. Esa Alexander\/Reuters<\/p>\n<p>            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/super-lua.jpg\" alt=\"super lua\"\/><\/p>\n<p class=\"credit\">Mar\u00e7o de 2025. John Vizcaino\/Reuters <\/p>\n<p class=\"infog-titulo\">Tr\u00eas tipos de eclipses lunares&#13;\n        <\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" class=\"infog-mao\" src=\"https:\/\/static.publicocdn.com\/Multimedia\/Infografias\/596\/img\/interactive_hand2.svg\"\/><br \/>\n\t\tInteractivo<\/p>\n<p class=\"infog-titulo\">Porque n\u00e3o est\u00e3o sempre a ocorrer&#13;\n        <\/p>\n<p>Os eclipses n\u00e3o acontecem todos os meses porque a \u00f3rbita da Lua tem uma inclina\u00e7\u00e3o de cerca de 5\u00ba em rela\u00e7\u00e3o ao plano da \u00f3rbita da Terra em torno do Sol (a ecl\u00edptica). Isso faz com que, na maior parte das Luas novas e cheias (quando ocorrem os eclipses solares e lunares, respectivamente), a Lua passe acima ou abaixo do alinhamento perfeito entre o Sol e a Terra, o que leva a que a sombra n\u00e3o se projecte da forma correta para criar um eclipse. S\u00f3 quando a Lua cruza os chamados nodos lunares \u2013 os pontos onde a sua \u00f3rbita cruza a ecl\u00edptica \u2013 e est\u00e1 numa dessas fases \u00e9 que o fen\u00f3meno acontece, nas chamadas temporadas de eclipse, que ocorrem aproximadamente duas vezes por ano.&#13;<br \/>\n&#13;\n        <\/p>\n<p>            <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/venezuela.JPG\" alt=\"venezuela eclipse lunar\"\/><\/p>\n<p class=\"credit\">Venezuela, Mar\u00e7o de 2025. Leonardo Fernandez Viloria\/Reuters <\/p>\n<p>            <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/reuters.JPG\" alt=\"eclipse \"\/><\/p>\n<p class=\"credit\">LUCY NICHOLSON\/Reuters <\/p>\n<p>            <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/observatorio-lisboa.jpg\" alt=\"eclipse \"\/><\/p>\n<p class=\"credit\">Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico de Lisboa, Junho de 2011. Pedro Cunha <\/p>\n<p>            <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/salvador.JPG\" alt=\"EUA eclipse lunar\"\/><\/p>\n<p class=\"credit\">El salvador, Mar\u00e7o de 2025. Jose Cabeza\/Reuters<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os 82 minutos que o fen\u00f3meno ter\u00e1 na fase de totalidade \u2013 ou seja, uma hora e 22&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":61964,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-61963","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61963"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61963\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}