{"id":62808,"date":"2025-09-08T09:46:07","date_gmt":"2025-09-08T09:46:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/62808\/"},"modified":"2025-09-08T09:46:07","modified_gmt":"2025-09-08T09:46:07","slug":"autoras-latino-americanas-analisam-o-extrativismo-colonial-e-o-antropocentrismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/62808\/","title":{"rendered":"Autoras latino-americanas analisam o extrativismo colonial e o antropocentrismo"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">E se a natureza resolvesse cobrar tudo o que a humanidade tem destru\u00eddo planeta afora? E se os bichos, as plantas e o mundo mineral mergulhassem numa revolta tal que fizessem a humanidade se curvar? E se os c\u00e3es fossem capazes de elaborar de forma racional todo o comportamento de seus tutores e entendessem perfeitamente que fazem parte de uma estrutura de domina\u00e7\u00e3o? A cubana Elaine Vilar Madruga e a colombiana Mar\u00eda Ospina Pizano ousaram imaginar um mundo ditado por tais regras em dois romances que olham para a humanidade com um um misto de desapre\u00e7o, repulsa e lamento.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Elaine e Maria fazem parte de uma gera\u00e7\u00e3o de autoras latino-americanas que t\u00eam colocado a natureza em primeiro plano e a atua\u00e7\u00e3o humana sobre o planeta e seus outros habitantes em evid\u00eancia. Naturalmente herdeiras de um realismo fant\u00e1stico que contaminou toda a literatura da Am\u00e9rica Latina, em maior ou menor grau, elas s\u00e3o tamb\u00e9m expoentes de uma gera\u00e7\u00e3o dedicada a escrever narrativas que mesclam situa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 ecologia, meio ambiente, destrui\u00e7\u00e3o e terror.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">S\u00e3o romances pautados pelo colonialismo ambiental, com narrativas profundamente ancoradas em no\u00e7\u00f5es como a explora\u00e7\u00e3o humana de terras e bichos e o extrativismo desenfreado. &#8220;A literatura latino-americana h\u00e1 s\u00e9culos pensa nesse tema. N\u00e3o \u00e9 algo novo, nem algo que surja a partir do realismo m\u00e1gico, embora muitos autores e autoras tenham interesse em brincar com os limites da realidade e da raz\u00e3o para narrar hist\u00f3rias do extrativismo&#8221;, avisa Maria Ospina, que hoje se divide entre a Col\u00f4mbia e os Estados Unidos. &#8220;N\u00e3o estamos diante de um novo g\u00eanero s\u00f3 porque muitas escritoras est\u00e3o interessadas nesse tema e escrevam sobre ele, embora me pare\u00e7a maravilhoso que o fa\u00e7amos e que estejamos sendo publicadas \u2014 coisa que antes n\u00e3o acontecia.&#8221; Para a autora, a literatura latina vive um novo momento de experimenta\u00e7\u00e3o rico e emocionante, capaz de renovar e ampliar uma corrente forte e heterog\u00eanea na regi\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00c9 o caso de S\u00f3 um pouco aqui, no qual Ospina d\u00e1 voz aos c\u00e3es de rua de Bogot\u00e1, a passarinhos em confus\u00e3o migrat\u00f3ria gra\u00e7as \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de bosques, a besouros perdidos e beb\u00eas porcos-espinhos \u00f3rf\u00e3os. S\u00e3o seres deslocados por variadas interven\u00e7\u00f5es humanas no cen\u00e1rio urbano e rural. E tamb\u00e9m \u00e9 o caso de O c\u00e9u da selva, romance no qual Elaine imagina uma floresta protagonista, pronta a tomar das mulheres os filhos paridos unicamente para alimentar a fome das plantas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">No romance da cubana, uma mulher foge da viol\u00eancia de uma suposta ditadura mis\u00f3gina, mas encontra, ao se esconder na selva, uma lei perversa: se quiser se beneficiar do esconderijo, ter\u00e1 que alimentar o ventre da floresta. S\u00e3o v\u00e1rios os tipos de viol\u00eancia tratados por Elaine na narrativa: h\u00e1 aquela sofrida pelas mulheres ao longo de toda a exist\u00eancia humana, h\u00e1 a proporcionada pela destrui\u00e7\u00e3o da natureza e h\u00e1, ainda, a orquestrada pelos homens e seus jogos de poder. A av\u00f3 e a bisav\u00f3 da autora serviram de inspira\u00e7\u00e3o, mas o romance vai al\u00e9m. &#8220;Tamb\u00e9m \u00e9 atravessado por um eixo da hist\u00f3ria das mulheres no mundo todo, das mulheres latino-americanas, da viol\u00eancia institucional, familiar, estatal que elas sofrem em diferentes lugares do mundo \u2014 e que n\u00e3o s\u00e3o hist\u00f3rias do passado, n\u00e3o s\u00e3o hist\u00f3rias encerradas. Mesmo que eu diga agora que s\u00e3o inspiradas nas hist\u00f3rias das minhas bisav\u00f3s, tamb\u00e9m sempre menciono que s\u00e3o hist\u00f3rias de mulheres de hoje&#8221;, explica a autora.<\/p>\n<p class=\"texto\">A selva acabou por se tornar um personagem, embora, no in\u00edcio, a autora a encarasse mais como um cen\u00e1rio de opress\u00e3o e terror ideal para contar a hist\u00f3ria de uma mulher e sua prole condenadas \u00e0 perversidade. \u00c0 medida que a escrita tomava forma, ela se deu conta dos contornos dessa personagem. &#8220;Eu queria escrever um romance que tratasse das viol\u00eancias, muitas vezes naturalizadas e normalizadas, que os humanos imp\u00f5em \u00e0 natureza \u2014 a viol\u00eancia que exercemos sobre o tecido do natural, as viol\u00eancias que exercemos sobre outras formas de vida que n\u00e3o sejam a humana&#8221;, explica.<\/p>\n<p class=\"texto\">S\u00f3 um pouco aqui, de Maria Ospina Pizano, tamb\u00e9m traz para o primeiro plano o mundo dos bichos, mas n\u00e3o \u00e9 um romance dist\u00f3pico ou apocal\u00edptico, como o de Elaine. Tem uma delicadeza na tentativa de imaginar a voz desses animais cuja conviv\u00eancia com a humanidade \u00e9 inevit\u00e1vel e, eventualmente, cruel e fatal.<\/p>\n<p>Entrevista\/\/Maria Ospina Pizano<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Como surgiu a ideia de transformar os animais em personagens em S\u00f3 um pouco aqui?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Este livro vem sendo gestado desde que, pequena, eu caminhava com minha av\u00f3, minha m\u00e3e e v\u00e1rios c\u00e3es por antigos caminhos entre bosques andinos da Col\u00f4mbia, onde cresci. Foi ali que nasceu minha curiosidade profunda pelas formas como os animais n\u00e3o humanos e outros seres participam da ampla hist\u00f3ria do mundo e de dimens\u00f5es de espa\u00e7o e tempo que nos transcendem, mas que se cruzam com as nossas. Meu deslumbramento com o movimento e as migra\u00e7\u00f5es dos p\u00e1ssaros, minha curiosidade por como atravessam o territ\u00f3rio, foi outro dos motores deste relato. H\u00e1 uma d\u00e9cada, observo aves e as busco nos bosques. Uma tangar\u00e1-escarlate, um pequeno p\u00e1ssaro migrat\u00f3rio que \u00e9 um dos personagens do livro, que encontrei exausto na minha varanda em abril, me inspirou a escrever a obra.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Por que explorar essa din\u00e2mica entre os animais, as paisagens em ru\u00ednas e os humanos em forma de fic\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">A fic\u00e7\u00e3o, para mim, \u00e9 um territ\u00f3rio f\u00e9rtil de explora\u00e7\u00e3o das possibilidades e limites da linguagem, me permitiu especular sobre as rela\u00e7\u00f5es entre esp\u00e9cies, ou seja, as complexas redes e fric\u00e7\u00f5es afetivas e materiais que surgem entre n\u00f3s e outros seres. Tamb\u00e9m a fic\u00e7\u00e3o me deu a possibilidade de me perguntar sobre a maneira profunda em que, a partir de uma racionalidade diferente da nossa, desde outras ontologias de espa\u00e7o e tempo, os animais n\u00e3o humanos concebem o mundo e testemunham o que fazemos com ele. Como o sofrimento deles est\u00e1 atado \u00e0s nossas vidas e como alguns de n\u00f3s nos comovemos com isso? Interessava-me conceb\u00ea-los como pessoas n\u00e3o humanas, e perguntar por sua subjetividade, sua vida emocional, sua forma de percorrer o mundo. Para mim, essas perguntas s\u00f3 poderiam ser feitas a partir da fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais not\u00edcias do dia no seu celular<\/a><\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Como deslocamento e transitoriedade se tornaram temas de interesse?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Especular sobre como os animais vivem a mudan\u00e7a de casa (tantas vezes provocada por n\u00f3s), o que poderia constituir um lar para eles e como seu ato de habitar complica as no\u00e7\u00f5es de propriedade e pertencimento foi a forma mais l\u00facida que encontrei para abordar esses temas, que sempre transcendem a dimens\u00e3o humana. Em qualquer reflex\u00e3o sobre o lar humano, sobre sua brevidade, est\u00e1 impl\u00edcita a pergunta: quais animais deslocamos e quais ficam? Quem testemunha nossa err\u00e2ncia? Ou seja, a pergunta pol\u00edtica de quem \u00e9 o h\u00f3spede e quem \u00e9 o anfitri\u00e3o. E h\u00e1 ainda a considera\u00e7\u00e3o sobre os direitos dos animais \u2014 refiro-me a um direito que transcende a dimens\u00e3o legal, ao direito que eles t\u00eam de considerar o mundo sua casa.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>A literatura latino-americana tem uma voca\u00e7\u00e3o particular para falar sobre devasta\u00e7\u00e3o ambiental?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">O extrativismo, em suas diversas manifesta\u00e7\u00f5es, definiu a hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina desde a \u00e9poca colonial e continua marcando a vida cotidiana da regi\u00e3o. Por isso, n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que sua literatura sempre tenha desempenhado um papel fundamental em narrar essas din\u00e2micas t\u00e3o complexas e em critic\u00e1-las, dada sua fun\u00e7\u00e3o de dar conta da hist\u00f3ria e questionar din\u00e2micas de poder. Mas em muitas regi\u00f5es do sul global \u2014 como na \u00c1frica ou no sudeste asi\u00e1tico, cujos legados coloniais tamb\u00e9m foram determinados pelo extrativismo \u2014 tamb\u00e9m houve interesse em narrar as rela\u00e7\u00f5es entre humanos e natureza. O que \u00e9 certo \u00e9 que, na Am\u00e9rica Latina, quem escreve est\u00e1 marcado por uma tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, f\u00edlmica e cultural ampla, de enorme for\u00e7a, que n\u00e3o podemos ignorar. Estamos sempre, de algum modo, respondendo a ela.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>S\u00f3 um pouco aqui<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">De Mar\u00eda Ospina Pizano. Tradu\u00e7\u00e3o: Silvia Massimini Felix. Instante, 176 p\u00e1ginas. R$ 74,90<\/p>\n<p>Entrevista\/\/Elaine Vilar Madruga<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Qual o ponto de partida de O c\u00e9u da selva?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Queria falar sobre diferentes tipos de maternidades \u2014 n\u00e3o necessariamente as maternidades tradicionais ou desejadas, por assim dizer \u2014 mas sim as maternidades consideradas preteridas, subalternas. As outras maternidades, as maternidades da alteridade, das quais n\u00e3o se fala. E, com base em todos esses eixos de sentido, nasceu a ideia de O c\u00e9u da selva, um romance que eu queria que fosse dist\u00f3pico, que abordasse o terror do corpo \u2014 a era do body horror \u2014 que falasse das maternidades for\u00e7adas como um olhar sobre o terror institucional e cultural que as mulheres sofrem. E tamb\u00e9m queria que fosse um romance que falasse sobre a Am\u00e9rica Latina, em seus cheiros profundos e tamb\u00e9m em sua beleza profunda e macabra.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>A narrativa traz uma mistura de linguagem simb\u00f3lica e poesia. Como equilibrar esses dois aspectos?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Acredito que O c\u00e9u da selva \u00e9 um excelente exemplo da mistura de g\u00eaneros que eu gosto de trabalhar na minha pr\u00e1tica liter\u00e1ria, na minha cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Eu n\u00e3o acredito nas fronteiras estipuladas dos g\u00eaneros; ao contr\u00e1rio, acredito que a literatura \u00e9 uma s\u00f3 \u2014 e que ela \u00e9 feita justamente da mistura, do mesti\u00e7o, dos cruzamentos. N\u00e3o acredito nas fronteiras liter\u00e1rias e, por isso, gosto de transitar entre territ\u00f3rios: da poesia \u00e0 narrativa, incorporando elementos do terror, do fant\u00e1stico, do sobrenatural \u2014 mas tudo isso com uma base profunda, com um contato profundo com os tecidos do real. Porque acredito, por exemplo \u2014 pensando no macabro, no terror \u2014 que os temas que nos assustam enquanto cidad\u00e3os de um mundo contempor\u00e2neo cada vez mais dist\u00f3pico, cada vez mais estranho, s\u00e3o temas que est\u00e3o enraizados, de alguma forma, no mundo que nos coube viver e que colocam em cena politicamente quest\u00f5es que importam no nosso presente: como os deslocamentos, os feminic\u00eddios, os transfeminic\u00eddios, as viol\u00eancias culturais, o terror das maternidades, o terror dos cuidados \u2014 entre tantos outros, \u00e9 claro.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>O livro prop\u00f5e uma grande quest\u00e3o: e se a natureza decidisse tirar de n\u00f3s aquilo que tiramos dela. Como chegou a essa ideia?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">O imenso cinismo do androcentrismo em que vivemos, no qual acreditamos \u2014 e a pr\u00f3pria palavra diz isso \u2014 que o homem \u00e9 o centro e a medida de todas as coisas. Que a humanidade \u00e9 o centro e a medida de tudo, e que esse crit\u00e9rio relega todas as outras formas de vida \u00e0 periferia. Me agradava uma proposta radical que trouxesse uma natureza que apresentasse a mesma ferocidade que n\u00f3s, humanos, temos em rela\u00e7\u00e3o a ela. Talvez, uma ideia de invers\u00e3o de poderes: trabalhar com essa invers\u00e3o, com essa pergunta fundamental \u2014 o que far\u00edamos se n\u00e3o estiv\u00e9ssemos na posi\u00e7\u00e3o do ca\u00e7ador, mas sim da presa? Da criatura ca\u00e7ada? Acho que esse foi um princ\u00edpio radical de explora\u00e7\u00e3o \u2014 um princ\u00edpio que nos obriga a questionar nossos pr\u00f3prios limites civilizat\u00f3rios, nossos pr\u00f3prios conceitos sobre o que significa ser humano. E, acima de tudo, nossa vis\u00e3o diante da natureza e da vida.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>O c\u00e9u da selva<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">De Elaine Vilar Madruga. Tradu\u00e7\u00e3o: Marina <br \/>Waquil. Instante 240 p\u00e1ginas. R$ 74,90<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>              <\/p>\n<ul class=\"glide__slides\">\n<li class=\"glide__slide\" wp_automatic_readability=\"-1.5\">\n                              <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Elaine Vilar Madruga, escritora cubana\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_02-elaine-vilar-madruga-credito-mauro-cantillo-58980940.jpg\" width=\"685\" height=\"470\"\/><\/p>\n<p>\n                                  Elaine Vilar Madruga, escritora cubana<br \/>\n                                  Foto:  Mauro\n                                <\/p>\n<\/li>\n<li class=\"glide__slide\" wp_automatic_readability=\"-1.5\">\n                              <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\" Mar\u00eda Ospina Pizano, escritora colombiana\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_05132021-mariaospina-julialuckettphotography-10-2-58980955.jpg\" width=\"685\" height=\"470\"\/><\/p>\n<p>\n                                   Mar\u00eda Ospina Pizano, escritora colombiana<br \/>\n                                  Foto:  JULIA LUCKETT\n                                <\/p>\n<\/li>\n<li class=\"glide__slide\" wp_automatic_readability=\"-0.5\">\n                              <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"S\u00f3 um pouco aqui&#13;&#10;De Mar\u00eda Ospina Pizano. Tradu\u00e7\u00e3o: Silvia Massimini Felix. Instante, 176 p\u00e1ginas. R$ 74,90&#13;&#10;\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_so_um_pouco_aqui-53727388.jpg\" width=\"685\" height=\"470\"\/><\/p>\n<p>\n                                  S\u00f3 um pouco aqui&#13;<br \/>\nDe Mar\u00eda Ospina Pizano. Tradu\u00e7\u00e3o: Silvia Massimini Felix. Instante, 176 p\u00e1ginas. R$ 74,90&#13;<\/p>\n<p>                                  Foto: Instante\n                                <\/p>\n<\/li>\n<li class=\"glide__slide\" wp_automatic_readability=\"-1\">\n                              <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"O c\u00e9u da selva&#13;&#10;De Elaine Vilar Madruga. Instante, 240 p\u00e1ginas. 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R$ 74,90&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>                                  Foto: Instante\n                                <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>                            <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/nahima-maciel\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/nahima_maciel-29858110.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/nahima-maciel\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/nahima_maciel-29858110.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Nahima Maciel  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Rep\u00f3rter do Correio Braziliense desde 2000 com experi\u00eancia na cobertura de Cultura, especialmente artes pl\u00e1sticas, literatura e teatro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"E se a natureza resolvesse cobrar tudo o que a humanidade tem destru\u00eddo planeta afora? 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