{"id":64027,"date":"2025-09-09T08:20:17","date_gmt":"2025-09-09T08:20:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/64027\/"},"modified":"2025-09-09T08:20:17","modified_gmt":"2025-09-09T08:20:17","slug":"romance-morramos-ao-menos-no-porto-vence-premio-jose-saramago","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/64027\/","title":{"rendered":"Romance &#8216;Morramos ao menos no porto&#8217; vence Pr\u00e9mio Jos\u00e9 Saramago"},"content":{"rendered":"<p>O conceito de Nau Catrineta atravessa todo o romance\u00a0Morramos ao menos no porto\u00a0do escritor Francisco Mota Saraiva, que com esta obra foi o vencedor da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio Jos\u00e9 Saramago. N\u00e3o ser\u00e1 por acaso que a Catrineta tem essas apari\u00e7\u00f5es frequentes, demasiado reais em vez de corresponder ao universo on\u00edrico que impregna a narrativa total que a obra exp\u00f5e sob v\u00e1rias f\u00f3rmulas. Em princ\u00edpio, o adjetivo on\u00edrico n\u00e3o seria o mais adequado para definir o rumo dessa Nau porque se refere a sonhos e \u00e9 sin\u00f3nimo de imagin\u00e1rio, ilus\u00f3rio ou surreal, no entanto, \u00e9 disso que em muito este\u00a0Morramos\u00a0\u00e9 composto na sua ess\u00eancia.<\/p>\n<p>A Nau Catrineta \u00e9 um poema de autor desconhecido que, felizmente, Almeida Garrett recuperou no seu\u00a0Romanceiro e Cancioneiro Geral\u00a0(1843) e que d\u00e1 voz \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o oral de uma viagem mar\u00edtima tenebrosa entre o Brasil e Lisboa. Tal como essas trevas vividas pelos tripulantes de uma nau, tamb\u00e9m neste romance de Francisco Mota Saraiva os personagens n\u00e3o escapam ao drama do que \u00e9 viver sob certas condi\u00e7\u00f5es de desespero. Se no poema se dizia \u00abL\u00e1 vem a Nau Catrineta \/ que tem muito que contar!\u00bb,\u00a0tamb\u00e9m em\u00a0Morramos, esse drama de uma luta pela sobreviv\u00eancia \u00e9 o tema principal daqueles que o autor chama para preencher as mais de duzentas p\u00e1ginas do livro e deixar registada uma condi\u00e7\u00e3o social indesejada.<\/p>\n<p>Pergunta-se ao escritor se pretendeu fazer\u00a0um retrato n\u00e3o oficial do pa\u00eds que nos rodeia ou se a inten\u00e7\u00e3o era apenas a de apelar \u00e0 fic\u00e7\u00e3o. Francisco Mota Saraiva aceita que \u00abeste \u00e9 um retrato nosso, de Portugal e das suas gentes\u00bb e que que o seu desejo se clarifica por via de um \u00abPa\u00eds admoestado e adormecido, uma\u00a0quase\u00a0distopia de um Portugal que n\u00e3o fez as pazes com a ditadura e que ainda n\u00e3o tem debaixo da l\u00edngua o verdadeiro travo da democracia e do desenvolvimento do mundo ocidental\u00bb. N\u00e3o que fosse essa a inten\u00e7\u00e3o inicial: \u00abQuerer pintar o retrato de um certo pa\u00eds ou de uma certa gente \u00e9 apenas uma decorr\u00eancia de quem nele vive e que constata as dores e as situa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas do lugar, da sociedade e da realidade que conhece.\u00bb Da\u00ed que assuma que todo o escritor deve ter \u00abum apego \u00e0 sua l\u00edngua, a sua p\u00e1tria no dizer do\u00a0Outro, e que o bom escritor apenas poder\u00e1 escrever bem na l\u00edngua que lhe vem do ventre da m\u00e3e &#8211; o que \u00e9 diferente da l\u00edngua-m\u00e3e -, motivo pelo qual que toda a sua cria\u00e7\u00e3o e toda a sua dor art\u00edstica estar\u00e3o sempre em plena comunh\u00e3o com aquelas que s\u00e3o tamb\u00e9m as dores e os anseios onde se fala a sua l\u00edngua, e onde, com espontaneidade, entra no caf\u00e9, no consult\u00f3rio m\u00e9dico, na bilheteira da esta\u00e7\u00e3o, e diz boa tarde, obrigado, at\u00e9 j\u00e1\u00bb.\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo um escritor de idade avan\u00e7ada, tem 36 anos, o cen\u00e1rio do romance est\u00e1 em muito dominado por personagens de uma idade em muito distante da sua. Questiona-se o porqu\u00ea da escolha desta tem\u00e1tica e porque faz dessa \u00e9poca da vida humana um t\u00f3pico importante na sua escrita. Nega que tenha tido uma inf\u00e2ncia infeliz, pelo contr\u00e1rio, e assegura que os ver\u00f5es da juventude tornaram essa felicidade ainda maior. Contudo, n\u00e3o refere esta esta\u00e7\u00e3o por acaso: \u00abAinda muito novo, um desses dias imensos de agosto foi interrompido pela visita a um parente afastado que estava num lar, onde tudo me pareceu sujo e perturb\u00e1vel: os corpos, as loi\u00e7as, os assentos, os rostos dos velhos. N\u00e3o sei o que mais me impressionou: se a express\u00e3o deserta dos velhos, se a amabilidade indiferente dos familiares; ou se aquele jogo de dan\u00e7a de quase vida e de quase morte. Da\u00ed, n\u00e3o tendo medo de morrer, fiquei com um profundo horror em ser velho, em ser um jeito abandonado de gente, uma\u00a0coisa\u00a0sumida para um canto. Tenho medo de tornar-me o medo dos outros ou o meu pr\u00f3prio medo.\u00bb\u00a0<\/p>\n<p>A sociedade que o leitor observa na leitura n\u00e3o ser\u00e1 a do pr\u00f3prio tempo do escritor. Ser\u00e3o mem\u00f3rias ou testemunhos reais? A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 mais liter\u00e1ria: \u00abH\u00e1 muito que retiro aos livros e \u00e0 experi\u00eancia de leitura compulsiva &#8211; est\u00e1 tudo em Shakespeare ou em S\u00f3focles, tamb\u00e9m em Proust, ainda que de uma forma diferente \u2013 essa observa\u00e7\u00e3o de ideias, de pessoas e de acontecimentos que me foram pr\u00f3ximos, embora com a dist\u00e2ncia devida de quem imagina e transcende. Se a Agustina Bessa-Lu\u00eds dizia, \u201co bom escritor \u00e9 aquele que escreve sobre o que sabe e o que conhece\u201d, todavia n\u00e3o consta que J\u00falio Verne tenha cruzado o centro da Terra ou descido ao fundo do mar, nem que V\u00edtor Hugo tenha sido alguma esp\u00e9cie de\u00a0miser\u00e1vel, ou que Kafka se tenha transformado num inseto, e n\u00e3o precisamos de fazer como Zola para escrever\u00a0Germinal. A mem\u00f3ria, a tergiversa\u00e7\u00e3o, a mentira, apuram os sentidos que observam e decalcam. \u00c9 tudo verdade. \u00c9 tudo mentira. \u00c9 cria\u00e7\u00e3o.\u00bb <\/p>\n<p>Sendo a resposta mais liter\u00e1ria do que realista, Mota Saraiva n\u00e3o deixa de esclarecer como edifica a galeria de personagens que se v\u00e3o alternando pelos cap\u00edtulos. Que \u00e9 muito popular: maridos em abandono, militares trapalh\u00f5es, jovens de gravidez indesejada e muita canalha. Onde foi recolher essa mat\u00e9ria-prima e porque a elege como principal? A explica\u00e7\u00e3o surge r\u00e1pida: \u00abPrendo-me aos detalhes das pessoas que v\u00e3o entrando na minha vida, ainda que n\u00e3o dela pr\u00f3xima. Assisti, com a dist\u00e2ncia privilegiada, mas com o olhar pegado e atento de um espectador, aos maiores traumas da cidade: a droga, a prostitui\u00e7\u00e3o, a pol\u00edtica, etc.. Todos esses galhos da mesma \u00e1rvore de que todos ca\u00edmos\u00bb.<\/p>\n<p>N\u00e3o resiste a dar um bom exemplo do que diz: \u00abUm dia, o pai de um amigo, advogado, ao sair do carro, virou-se para um arrumador toxicodependente e disse-lhe: \u201cDou-te esta moeda, com a qual ir\u00e1s comprar hoje a droga de que precisas para a ressaca, moeda essa que ir\u00e1 para um traficante que amanh\u00e3 se ver\u00e1 metido numa alhada e que vir\u00e1, depois de amanh\u00e3, at\u00e9 ao meu escrit\u00f3rio pedindo-me para que eu o defenda, e a tua moeda voltar\u00e1 para mim, com os juros de tr\u00eas dias; portanto, toma l\u00e1 a moeda\u201d. Este \u00e9 o ciclo da cidade suja e nojenta a que me habituei, dos seus protagonistas indigentes, pobres e ricos, analfabetos e letrados, v\u00edtimas e verdugos, todos indigentes. A mim, cabe-me o privil\u00e9gio de lhes inventar uma vida que n\u00e3o se pode sequer imaginar.\u00bb\u00a0<\/p>\n<p>A estrutura de\u00a0Morramos ao menos no porto\u00a0vive muito de uma constru\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria como a de um caleidosc\u00f3pio, em que a luz &#8211; protagonizada pelo olhar do escritor &#8211; gera reflexos diversos que colam os peda\u00e7os soltos dos personagens uns aos outros. Como foi espalhar essa cola para os reunir num \u00fanico livro \u00e9 a quest\u00e3o que se lhe p\u00f5e. Responde: \u00abTodo o livro e a sua constru\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria \u00e9 uma manta de retalhos a que vou atando as pontas. Do m\u00ednimo detalhe, colo aqui e ali, e tudo se vai criando a partir da m\u00ednima luz at\u00e9 alcan\u00e7ar o resplendor completo ou aquele que me parece existir, iluminando o redor daquilo a que o livro se prop\u00f5e. Por isso, as vozes sucedem-se e atropelam-se at\u00e9 que, todas juntas e sobrepostas, d\u00e3o origem a uma \u00fanica camada, a um s\u00f3 ch\u00e3o. Pode resultar de um ou de v\u00e1rios acasos, mas depois de trabalhados o que replica \u00e9 o que sucede com toda a vida e qualquer constru\u00e7\u00e3o art\u00edstica.\u00bb<\/p>\n<p>Estranha-se em muito a chamada constante \u00e0 narrativa de termos muito pouco usuais na atual linguagem da nossa sociedade. Para o escritor a explica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: \u00abSou um apaixonado pelas palavras, principalmente pela sua fon\u00e9tica e pelo seu cheiro, pois muitas delas est\u00e3o impregnadas de lembran\u00e7as que ecoam em mim a dado lugar e momento. Por exemplo, o vocabul\u00e1rio da minha av\u00f3. Que, com pouco mais que a quarta classe, \u00e9 t\u00e3o rico quanto o do maior dos acad\u00e9micos. Ent\u00e3o, fa\u00e7o anota\u00e7\u00f5es,  classifico e recordo-o. Procuro tamb\u00e9m linguajares nas not\u00edcias, nas viagens pelo pa\u00eds, no Aquilino Ribeiro, na mesa do lado do caf\u00e9 e, porque n\u00e3o, tamb\u00e9m em livros obscuros. Mais uma vez anoto, classifico e recordo. Ao tom\u00e1-los para a minha escrita e tamb\u00e9m para a minha forma de falar quando poss\u00edvel, faz com que minha pretens\u00e3o de escrever seja a de como se toca um trompete de jazz ou de como o algoz da Inquisi\u00e7\u00e3o ditava a senten\u00e7a ao condenado.\u00bb<\/p>\n<p>Quanto ao cen\u00e1rio principal de\u00a0Morramos, ele tem como ponto de partida um pr\u00e9dio. Ao centralizar em muito a a\u00e7\u00e3o do romance, o edif\u00edcio transforma-se num sumidouro de tudo o que empesta\u00a0o mundo deste romance. Mota Saraiva revela que o romance parte de um detalhe m\u00ednimo: \u00abEstava a olhar para o ch\u00e3o de uma casa em que vivi, com tetos altos, sobrado antigo em madeira, que, sendo uma casa era tamb\u00e9m de gente viva e de gente morta, repleta de sons. Ent\u00e3o, imaginei que debaixo desse mesmo sobrado antigo de madeira existiram gentes e recorda\u00e7\u00f5es e o meu ch\u00e3o era tamb\u00e9m comum a diferentes vizinhos: clandestinos, doutores, novos, velhos, laboriosos e madra\u00e7os. Ou seja, uma pequen\u00edssima babel de vozes e anseios que se atropelavam nas escadas do mesmo pr\u00e9dio, em que todos se escondiam uns dos outros, mesmo que se espreitassem, apegados aos seus sil\u00eancios e gritos. Que eram as \u00fanicas formas que tinham de se relacionarem uns com os outros por n\u00e3o encontrarem uma situa\u00e7\u00e3o interm\u00e9dia. Creio que todos os pr\u00e9dios ser\u00e3o iguais, da\u00ed este do romance tamb\u00e9m o ser assim.\u00bb<\/p>\n<p>H\u00e1 no in\u00edcio uma ep\u00edgrafe de S\u00e9neca de que Francisco Mota Saraiva retira o t\u00edtulo do livro. At\u00e9 que ponto as palavras do fil\u00f3sofo na sua\u00a0Carta a Luc\u00edlio\u00a0continuam inspiradoras \u00e9 a pergunta que se lhe coloca e a que responde: \u00abS\u00e9neca \u00e9 atual e inspirador, porque \u00e9 exato e expl\u00edcito, sem conceder naquilo que nos atormenta enquanto indiv\u00edduos. Entre os pensadores que\u00a0conheci, est\u00e1 S\u00e9neca e tamb\u00e9m Shakespeare: o primeiro, trabalhou pelo lado da alma; o segundo, pelo lado do corpo. Quanto \u00e0s\u00a0Cartas a Luc\u00edlio, h\u00e1 muito que se tornaram para mim um exerc\u00edcio quase b\u00edblico. S\u00e3o como um apontamento de livro de cabeceira com o qual divido os meus interesses \u00e9ticos e morais, n\u00e3o porque procure retirar delas os seus ensinamentos filos\u00f3ficos ou porque seja devoto aos ensinamentos estoicos, antes pela sua dimens\u00e3o anacr\u00f3nica, transcendental e intemporal, que vivem e se propagam para l\u00e1 das gera\u00e7\u00f5es. Tudo nele \u00e9 presente e tudo \u00e9 atual, sendo um \u201canti\u201d-tudo da sociedade que habitamos h\u00e1 mais de dois mil anos; portanto, como qualquer \u201canti\u201d, \u00e9\u00a0um\u00a0revelador das nossas maiores fraquezas e das nossas mais evidentes certezas.\u00bb<\/p>\n<p>N\u00e3o se abandona este\u00a0Morramos ao menos no porto\u00a0sem se inquirir sobre a exist\u00eancia de um aroma a Ant\u00f3nio Lobo Antunes que o envolve. \u00c9 intencional, existe ou \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o errada? Francisco Mota Saraiva n\u00e3o foge e explica: \u00abSei bem o que o Lobo Antunes diria sobre isso: \u201cToda a gente, hoje em dia, escreve como eu\u201d, e aos escritores que amamos \u00e9 preciso mat\u00e1-los (\u201cescrever contra\u201d). Quanto a mim, vou matando, \u201cescrevendo contra\u201d, uns aqui e outros ali. Uma das coisas que mais me diverte nesta coisa de entrar no of\u00edcio de escritor \u00e9 dizerem que sou parecido com este e com aquele, ou que n\u00e3o tenho nada deste e daquele. Os estere\u00f3tipos s\u00e3o absolutamente necess\u00e1rios: os acad\u00e9micos, os cr\u00edticos, os leitores precisam disso. N\u00f3s, cidad\u00e3os, infelizmente, precisamos disso para tudo na nossa vida. Por\u00e9m, o que talvez n\u00e3o entendamos nesta coisa da escrita \u00e9 que os\u00a0aromas\u00a0v\u00eam todos de Homero &#8211; que nem sabemos ao certo quem foi, sequer se existiu \u2013 e que todos os escritores t\u00eam um pouco dele e, no nosso caso, portugueses, tamb\u00e9m de Cam\u00f5es. O resto, os outros v\u00edcios, vamos matando e \u201cescrevendo contra\u201d at\u00e9 que um dia os calemos e digam \u201csinto um\u00a0aroma\u00a0a Francisco Mota Saraiva\u201d.\u00bb\u00a0<\/p>\n<p>O que ser\u00e1 preciso para que um escritor que se est\u00e1 a estrear n\u00e3o morra pr\u00f3ximo do porto a que quer chegar neste cen\u00e1rio editorial em que vivemos? Para Francisco Mota Saraiva s\u00f3 h\u00e1 uma condi\u00e7\u00e3o: \u00abNunca abdicar de escrever uma palavra. Diz-se que Deus s\u00f3 nos d\u00e1 at\u00e9 onde podemos aguentar. Eu quero escrever para l\u00e1 disso.\u00bb\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O conceito de Nau Catrineta atravessa todo o romance\u00a0Morramos ao menos no porto\u00a0do escritor Francisco Mota Saraiva, que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":64028,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,306,114,115,170,8467,32,33],"class_list":{"0":"post-64027","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-edicao-impressa","10":"tag-entertainment","11":"tag-entretenimento","12":"tag-livros","13":"tag-livros-da-semana","14":"tag-portugal","15":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64027","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64027"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64027\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64028"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64027"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64027"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64027"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}