{"id":64155,"date":"2025-09-09T10:21:07","date_gmt":"2025-09-09T10:21:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/64155\/"},"modified":"2025-09-09T10:21:07","modified_gmt":"2025-09-09T10:21:07","slug":"sudoeste-da-europa-sofreu-terceira-maior-onda-de-calor-de-sempre-clima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/64155\/","title":{"rendered":"Sudoeste da Europa sofreu terceira maior onda de calor de sempre | Clima"},"content":{"rendered":"<p>Milhares de milh\u00f5es de medi\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites, navios, aeronaves e esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas em todo o mundo naturalmente resultam em v\u00e1rias conclus\u00f5es sobre os principais indicadores do estado do planeta, como as temperaturas globais do ar e do mar \u00e0 superf\u00edcie, a cobertura de gelo marinho e as vari\u00e1veis hidrol\u00f3gicas\u200b.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o destaque do boletim do Ver\u00e3o de 2025 \u2013 de Junho ao final do m\u00eas de Agosto \u2013\u200b do Servi\u00e7o de Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas Cop\u00e9rnico (C3S, na sigla em ingl\u00eas), divulgado esta ter\u00e7a-feira,\u200b vai para o sudoeste da Europa, que enfrentou um calor extremo durante o terceiro Agosto mais quente a n\u00edvel global. Entre 8 e 18 de Agosto os especialistas registaram a &#8220;maior extens\u00e3o espacial&#8221; da onda de calor, que afectou tanto a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica como a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cAgosto de 2025 foi o terceiro m\u00eas mais quente j\u00e1 registado globalmente. No sudoeste da Europa, o m\u00eas trouxe a terceira maior onda de calor do Ver\u00e3o, acompanhada por <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/\/multimedia\/interactivo\/viagem-por-um-pais-em-cinzas-incendios-2025\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">inc\u00eandios florestais<\/a> excepcionais\u201d, resume Samantha Burgess, directora estrat\u00e9gica para o Clima do Centro Europeu de Previs\u00f5es Meteorol\u00f3gicas de M\u00e9dio Prazo (ECMWF, na sigla em ingl\u00eas), no comunicado de imprensa do Cop\u00e9rnico.<\/p>\n<p>\u201cCom os oceanos do mundo tamb\u00e9m a permanecerem excepcionalmente quentes, estes eventos real\u00e7am n\u00e3o s\u00f3 a urg\u00eancia de reduzir as emiss\u00f5es, mas tamb\u00e9m a necessidade crucial de nos adaptarmos a extremos clim\u00e1ticos mais frequentes e intensos\u201d, acrescenta a cientista.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Temperatura m\u00e9dia m\u00e1xima di\u00e1ria do ar \u00e0 superf\u00edcie durante os 11 dias entre 8 e 18 de Agosto de 2025 (\u00e0 esquerda). Anomalias m\u00e9dias di\u00e1rias da temperatura m\u00e9dia do ar \u00e0 superf\u00edcie durante o mesmo per\u00edodo, em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de refer\u00eancia 1991-2020. (\u00e0 direita)&#13;<br \/>\nC3S \/ECMWF                    &#13;<\/p>\n<p>A onda de calor<\/p>\n<p>A Terra esteve febril em Agosto. Nos dados divulgados esta ter\u00e7a-feira, a equipa do Cop\u00e9rnico destaca na Europa a temperatura m\u00e9dia em Agosto de 2025 foi de 19,46 graus Celsius, 0,3 graus Celsius acima da m\u00e9dia de Agosto entre 1991 e 2020, deixando o m\u00eas fora dos dez Agostos mais quentes j\u00e1 registados. Por\u00e9m, o Sudoeste da Europa deixou um grande contributo para estes valores, com uma onda de calor extremo.<\/p>\n<p>\u201cA Europa Ocidental registou as temperaturas atmosf\u00e9ricas acima da m\u00e9dia mais pronunciadas da Europa. A Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e o sudoeste da Fran\u00e7a foram particularmente afectados pelas condi\u00e7\u00f5es de onda de calor\u201d, indicam os cientistas. A n\u00edvel sazonal, envolvendo os meses de Junho, Julho e Agosto, a Europa teve o quarto Ver\u00e3o mais quente j\u00e1 registado, com 0,90 graus Celsius acima da m\u00e9dia de 1991-2020.<\/p>\n<p>A n\u00edvel global, Agosto de 2025 foi o terceiro mais quente globalmente, com uma temperatura m\u00e9dia do ar \u00e0 superf\u00edcie de 16,6 graus Celsius, 0,49 graus Celsius acima da m\u00e9dia de 1991-2020 para Agosto. Confirmando as actuais e preocupantes tend\u00eancias, Agosto de 2025 ficou 1,29 graus Celsius acima da m\u00e9dia estimada de 1850-1900, usada para definir o n\u00edvel pr\u00e9-industrial.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Anomalias mensais da temperatura do ar \u00e0 superf\u00edcie global (\u00b0C) em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de refer\u00eancia pr\u00e9-industrial de 1850-1900, de Janeiro de 1940 a Agosto de 2025. O ano de 2025, bem como os dois anos civis mais quentes, s\u00e3o apresentados a cores: 2025 a vermelho escuro, 2024 a laranja e 2023 a amarelo. Todos os outros anos s\u00e3o apresentados com linhas finas a cinzento&#13;<br \/>\nC3S \/ECMWF                    &#13;<\/p>\n<p>Os \u00faltimos 12 meses<\/p>\n<p>Se quisermos olhar mais para tr\u00e1s, os cientistas do programa europeu Cop\u00e9rnico avisam que nos \u00faltimos 12 meses (entre Setembro de 2024 e Agosto de 2025) a temperatura m\u00e9dia ficou 0,64 graus Celsius acima da m\u00e9dia de 1991-2020 e 1,52 graus Celsius acima do n\u00edvel pr\u00e9-industrial. Os <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/03\/19\/azul\/noticia\/acordo-paris-acaba-termometro-global-subir-15-graus-2126317\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">famosos 1,5 graus Celsius<\/a> s\u00e3o, como sabemos, a meta do <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/acordo-de-paris\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Acordo de Paris<\/a> que parece cada vez mais improv\u00e1vel de atingir.<\/p>\n<p>Em Fevereiro de 2024, quando o mundo passou pelo primeiro per\u00edodo de 12 meses com temperaturas acima de 1,5 graus Celsius, os cientistas lembraram que isso n\u00e3o significava <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/03\/19\/azul\/noticia\/acordo-paris-acaba-termometro-global-subir-15-graus-2126317\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">o fim da meta de Paris<\/a>. Por\u00e9m, a cada m\u00eas, a cada ano que passa, este progn\u00f3stico parece cada vez menos realista.<\/p>\n<p>Hoje, os cientistas consideram prov\u00e1vel que os pr\u00f3ximos cinco anos registem, em m\u00e9dia, mais de 1,5 graus Celsius. Combinado com os \u00faltimos dois anos quentes e o aumento das temperaturas previsto ap\u00f3s 2030 isso significa que 2028 ser\u00e1 provavelmente o primeiro ano em que a temperatura m\u00e9dia a longo prazo estar\u00e1 acima do limite, explicava o climat\u00f3logo Zeke Hausfather num<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/06\/14\/azul\/analise\/devemos-ultrapassar-limite-acordo-paris-2028-importa-2136530\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"> artigo publicado<\/a> recentemente.<\/p>\n<p>Os registos dos \u00faltimos tr\u00eas meses mostram-nos um planeta de extremos e com o clima claramente a distinguir o hemisf\u00e9rio Norte do Sul. As temperaturas em todo o mundo ficaram, na sua maioria, acima da m\u00e9dia, especialmente no hemisf\u00e9rio norte. As maiores anomalias positivas foram registadas na \u00c1sia, enquanto anomalias negativas significativas ocorreram na Am\u00e9rica do Sul e na Austr\u00e1lia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Milhares de milh\u00f5es de medi\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites, navios, aeronaves e esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas em todo o mundo naturalmente resultam&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":64156,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[17718,2335,785,27,28,2834,2271,17719,353,445,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-64155","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-acordo-de-paris","9":"tag-alteracoes-climaticas","10":"tag-azul","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-calor","14":"tag-clima","15":"tag-copernico","16":"tag-em-destaque","17":"tag-europa","18":"tag-featured-news","19":"tag-featurednews","20":"tag-headlines","21":"tag-latest-news","22":"tag-latestnews","23":"tag-main-news","24":"tag-mainnews","25":"tag-mundo","26":"tag-news","27":"tag-noticias","28":"tag-noticias-principais","29":"tag-noticiasprincipais","30":"tag-principais-noticias","31":"tag-principaisnoticias","32":"tag-top-stories","33":"tag-topstories","34":"tag-ultimas","35":"tag-ultimas-noticias","36":"tag-ultimasnoticias","37":"tag-world","38":"tag-world-news","39":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64155"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64155\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}