{"id":64485,"date":"2025-09-09T14:44:09","date_gmt":"2025-09-09T14:44:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/64485\/"},"modified":"2025-09-09T14:44:09","modified_gmt":"2025-09-09T14:44:09","slug":"como-diagnosticar-a-esclerose-multipla-doenca-autoimune-que-atinge-mais-mulheres-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/64485\/","title":{"rendered":"Como diagnosticar a Esclerose M\u00faltipla, doen\u00e7a autoimune que atinge mais mulheres jovens"},"content":{"rendered":"<p>\n                                                A Esclerose M\u00faltipla \u00e9 uma patologia neurol\u00f3gica que afeta a chamada bainha de mielina, uma camada que protege os neur\u00f4nios, atrapalhando a transmiss\u00e3o dos impulsos nervosos. Essa disfun\u00e7\u00e3o provoca diversos sintomas, ou \u201csurtos\u201d, per\u00edodos em que o desconforto se torna mais acentuado. A neurologista brasileira Juliana Santiago, coordenadora do Centro de Tratamento de Esclerose M\u00faltipla (CTEM) da Rede\u00a0Mater Dei\u00a0de Sa\u00fade, explica como diagnostic\u00e1-la e quais sinais devem alertar os pacientes.                    <\/p>\n<p><strong>Ta\u00edssa Stivanin, <\/strong>da<strong> RFI <\/strong>em<strong> Paris<\/strong><\/p>\n<p>A estimativa \u00e9 que cerca de 3 milh\u00f5es de pessoas convivam com a doen\u00e7a no mundo, segundo dados do <a href=\"https:\/\/www.msif.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/AtlasOfMS_3rdEdition_traduzidoPTBR-CM-report.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Atlas da Esclerose M\u00faltipla<\/a>, publicado pela\u00a0Multiple Sclerosis International Federation (Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Esclerose M\u00faltipla), em parceria com a\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>Um dos maiores mitos que envolvem a doen\u00e7a, explica Juliana Santiago, \u00e9 a idade. \u201cQuando falamos de esclerose, as pessoas associam a uma doen\u00e7a de pacientes idosos. Na verdade, a Esclerose M\u00faltipla \u00e9 mais comum entre jovens de 20 a 40 anos. Os sintomas geralmente ocorrem nessa faixa et\u00e1ria, em pessoas saud\u00e1veis, e s\u00e3o mais frequentes em mulheres do que em homens.\u201d<\/p>\n<p>Os sintomas n\u00e3o s\u00e3o necessariamente graves e variam de pessoa para pessoa, diz a m\u00e9dica, coordenadora do Centro de Tratamento de Esclerose M\u00faltipla (CTEM) da Rede Mater Dei, em Belo Horizonte. Mas ela chama a aten\u00e7\u00e3o para alguns sinais que podem parecer banais e indicam a necessidade de uma consulta com um especialista.<\/p>\n<p>\u201cAcordar com o bra\u00e7o direito formigando, por exemplo. Pode ser um formigamento leve, que n\u00e3o apresenta necessariamente altera\u00e7\u00e3o de for\u00e7a. O paciente costuma achar que dormiu em cima do bra\u00e7o ou que fez um exerc\u00edcio diferente na academia. Mas as altera\u00e7\u00f5es sensitivas s\u00e3o um sintoma comum da Esclerose M\u00faltipla\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Problemas de vis\u00e3o, como dores nos olhos, emba\u00e7amento visual e dor de cabe\u00e7a, tamb\u00e9m s\u00e3o comuns e muitas vezes passam despercebidos ou desaparecem espontaneamente. \u201cPode haver perda de for\u00e7a, tontura, que \u00e9 confundida com labirintite, desequil\u00edbrio ao andar, entre outros. Mas os mais comuns s\u00e3o altera\u00e7\u00f5es sensitivas, de for\u00e7a e visuais.\u201d<\/p>\n<p> Por que as mulheres s\u00e3o mais afetadas? <\/p>\n<p>Em geral, explica a neurologista, doen\u00e7as autoimunes, como a Esclerose M\u00faltipla, predominam no sexo feminino. Fatores gen\u00e9ticos e hormonais, associados a gatilhos ambientais, tornam as mulheres mais propensas a desenvolver patologias causadas por uma rea\u00e7\u00e3o exacerbada do sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Mas, al\u00e9m de todos esses fatores que favorecem a doen\u00e7a, a neurologista destaca o ritmo de vida das mulheres e o estresse, que pode desencadear surtos. N\u00e3o existe um exame espec\u00edfico para diagnosticar a Esclerose M\u00faltipla, ressalta a especialista, que mant\u00e9m um canal <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dra.juliana.santiago\/?hl=fr\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">nas redes sociais <\/a>com diversas informa\u00e7\u00f5es sobre a condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Sans-titre-14.png\"   alt=\"Juliana Santiago, neurologista\" style=\"max-height:478px\" loading=\"lazy\" class=\"a-img \"\/><\/p>\n<p>                Juliana Santiago, neurologista                \u00a9 Arquivo Pessoal            <\/p>\n<p>\u201cO diagn\u00f3stico da Esclerose M\u00faltipla \u00e9 como montar um quebra-cabe\u00e7a. O m\u00e9dico precisa colher cuidadosamente a hist\u00f3ria do paciente, realizar o exame neurol\u00f3gico, analisar os achados da resson\u00e2ncia e outros exames que excluam outras doen\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com a especialista, a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica do enc\u00e9falo e da medula \u00e9 um exame fundamental e pode mostrar altera\u00e7\u00f5es, como manchas esbranqui\u00e7adas, que sugerem a exist\u00eancia da doen\u00e7a. Mas o exame, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 suficiente para determinar o diagn\u00f3stico. \u201cEu monto o &#8216;quebra-cabe\u00e7a&#8217; com a resson\u00e2ncia, a hist\u00f3ria cl\u00ednica e o exame neurol\u00f3gico, e excluo outras doen\u00e7as que imitam a Esclerose M\u00faltipla\u201d, explica Juliana Camargo.<\/p>\n<p> Tratamento pode controlar evolu\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico \u00e9 essencial para dar in\u00edcio ao tratamento precoce e retardar a evolu\u00e7\u00e3o da inflama\u00e7\u00e3o. \u201cA pista para pacientes e m\u00e9dicos \u00e9 desconfiar e considerar a possibilidade da doen\u00e7a. \u00c0s vezes, a paciente \u00e9 saud\u00e1vel, jovem, est\u00e1 em um contexto estressante e come\u00e7a a apresentar sintomas como um simples formigamento no bra\u00e7o. Qual \u00e9 a chave? Suspeitar.\u201d<\/p>\n<p>Desde 1993, a Esclerose M\u00faltipla pode ser tratada com medicamentos que controlam a doen\u00e7a e a inflama\u00e7\u00e3o. Os imunomoduladores ou imunossupressores protegem os neur\u00f4nios porque suprimem ou inibem a resposta do sistema imunol\u00f3gico contra o pr\u00f3prio organismo, prevenindo os ataques \u00e0 bainha de mielina, que, na doen\u00e7a, \u00e9 danificada e afeta os neur\u00f4nios.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 evitar os surtos, que podem deixar sequelas, e interferir na evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. \u201cTenho que pensar em como a paciente estar\u00e1 daqui a 20 anos, porque s\u00e3o jovens, e o tratamento vai impactar diretamente em sua vida\u201d, conclui a neurologista.<\/p>\n<p>                <script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Esclerose M\u00faltipla \u00e9 uma patologia neurol\u00f3gica que afeta a chamada bainha de mielina, uma camada que protege&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":64486,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[17777,4357,116,7654,32,33,117,17778,1130],"class_list":{"0":"post-64485","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ciencias","9":"tag-doenca","10":"tag-health","11":"tag-neurologia","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-saude","15":"tag-saude-em-dia","16":"tag-tratamento"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64485"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64485\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64486"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}