{"id":65372,"date":"2025-09-10T07:26:13","date_gmt":"2025-09-10T07:26:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/65372\/"},"modified":"2025-09-10T07:26:13","modified_gmt":"2025-09-10T07:26:13","slug":"franceses-querem-bloquear-tudo-ja-hoje-a-situacao-em-franca-e-caotica-e-e-perigosa-para-a-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/65372\/","title":{"rendered":"Franceses querem &#8220;bloquear tudo&#8221; j\u00e1 hoje. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o em Fran\u00e7a \u00e9 ca\u00f3tica e \u00e9 perigosa para a Europa&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;A Europa est\u00e1 assim, a administrar esta decad\u00eancia. A injetar dinheiro e a achar que injetar dinheiro resolve o problema, mas n\u00e3o resolve. Isto \u00e9 exatamente aquela coisa de algu\u00e9m que gasta, gasta, gasta, gasta, mas est\u00e3o sempre a injetar-lhe mais dinheiro que vai continuando a gastar, vai gastando, at\u00e9 entrar numa espiral de cr\u00e9dito total que n\u00e3o tem qualquer possibilidade de se resolver.\u00a0E esta decad\u00eancia pol\u00edtica, tamb\u00e9m j\u00e1 entrou numa espiral de decad\u00eancia que n\u00e3o h\u00e1 nada que neste momento que se possa oferecer aos Estados e aos europeus a dizer &#8211; &#8216;ora muito bem, n\u00f3s batemos no fundo, mas agora vamos reconstruir a Europa desta forma'&#8221;, aponta.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">E foi a avers\u00e3o a esta mesma ideia de cr\u00e9dito sobre cr\u00e9dito que levou \u00e0 queda de\u00a0Fran\u00e7ois Bayrou. A ideia do ex-primeiro-ministro era que &#8220;todos devem contribuir para o esfor\u00e7o\u201d e isso implicaria medidas como um congelamento nos apoios sociais ou uma nova \u201ccontribui\u00e7\u00e3o de solidariedade\u201d para os mais ricos, bem como o\u00a0corte de dois feriados: a segunda-feira da P\u00e1scoa e 8 de Maio, em que se comemorava a vit\u00f3ria na Segunda Guerra Mundial. A verdade por vezes d\u00f3i e, neste caso, foi o ex-primeiro-ministro franc\u00eas quem mais sofreu, mas certo \u00e9 que quanto mais vezes for a Fran\u00e7a obrigada a financiar-se &#8211; a pedir empr\u00e9stimos &#8211; mais juros ter\u00e1 de pagar, mais a crise se agrava e, por sua vez, mais as avalia\u00e7\u00f5es das ag\u00eancias de nota\u00e7\u00e3o financeira caem. Posto isto, vem a troika, o FMI e a austeridade como todos o que em Portugal viviam em 2008 ainda se devem de recordar.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">&#8220;Injeta-se dinheiro para tentar matar o problema que n\u00e3o se resolve e para o qual n\u00e3o se olha. \u00c9 um bocado aquela coisa: anda-se a tentar curar uma doen\u00e7a grave como as aspirinas&#8221;, resume.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Se ela n\u00e3o concorrer, ser\u00e1 o Bardel\u00e1 e o Bardel\u00e1 ter\u00e1 o caminho livre, caminho esse\u00a0(9:48)\u00a0que muito dele foi pavimentado pelo p\u00e9ssimo governo e pela p\u00e9ssima presid\u00eancia que o\u00a0(9:54)\u00a0Macron fez, n\u00e3o em termos internacionais, em termos internacionais o Macron tem tentado\u00a0(9:57)\u00a0ser um l\u00edder e tem sido um l\u00edder importante para o projeto de salvaguarda e de prote\u00e7\u00e3o\u00a0(10:02)\u00a0e de defesa da Ucr\u00e2nia.Mas internamente, como nunca teve um objeto, como nunca teve\u00a0(10:08)\u00a0uma defini\u00e7\u00e3o de uma reconstru\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e da import\u00e2ncia da Fran\u00e7a no mundo, est\u00e1\u00a0(10:15)\u00a0pavimentado. E, portanto, mais tarde ou mais cedo, em 27, teremos a Le Pen ou o Bardel\u00e1\u00a0(10:22)\u00a0no poder. O que vai ser um teste enorme, o que vai ser um teste enorme ao projeto europeu.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Porque a Le Pen, j\u00e1 o pai dela o tinha defendido, mas a Le Pen defende tamb\u00e9m, digamos, um\u00a0(10:38)\u00a0exit para a Fran\u00e7a, um freizeit, neste caso. Outra coisa, por exemplo, \u00e9 tamb\u00e9m a quest\u00e3o\u00a0(10:46)\u00a0do pr\u00f3prio euro. Continuam a achar que n\u00e3o se deve garantir a seguran\u00e7a da Ucr\u00e2nia,\u00a0(10:52)\u00a0nem continuar a apoiar a Ucr\u00e2nia ad eternum, mas que teria que haver, efetivamente, negocia\u00e7\u00f5es\u00a0(10:58)\u00a0diretas com Moscovo.<\/p>\n<p>elei\u00e7\u00f5es em Inglaterra, em que o Farrage poder\u00e1 ganhar as elei\u00e7\u00f5es.\u00a0ns aqui dois pa\u00edses, que s\u00e3o um eixo important\u00edssimo, que vais ficar com a Alemanha\u00a0(11:20)\u00a0sozinha a tentar assegurar uma Europa unida.<\/p>\n<p>a coes\u00e3o da Europa ser\u00e1, isto \u00e9 inevit\u00e1vel tamb\u00e9m, Nuno, ser\u00e1 uma\u00a0(11:34)\u00a0v\u00edtima colateral da guerra da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Se formos voltar ao Tratado de Mastres, vengamos que o Tratado de Mastres\u00a0(12:18)\u00a0era o grande futuro e era o grande projeto da Uni\u00e3o Europeia.Depois, no final dos anos\u00a0(12:24)\u00a090, disseram-nos que o Euro era o grande projeto da Uni\u00e3o Europeia. Hoje, mais tarde, veio\u00a0(12:30)\u00a0a quest\u00e3o, e principalmente depois das crises do subprime, que a coes\u00e3o europeia passava\u00a0(12:40)\u00a0efetivamente, depois tivemos o Tratado de Lisboa e o Tratado de Lisboa ia resolver tudo,\u00a0(12:46)\u00a0e depois veio a ideia daquela bazuca para a reconstru\u00e7\u00e3o europeia. Mas tu n\u00e3o tens\u00a0(12:50)\u00a0um projeto hoje que liga os europeus.Qual \u00e9 o futuro da Europa? Qual \u00e9 que \u00e9 o projeto europeu? Um jovem olha para a Europa e questiona: o que \u00e9 que a Europa me oferece para o meu futuro?<\/p>\n<p>Depois se se olhar para Portugal, Espanha, Fran\u00e7a, Holanda, Alemanha, v\u00ea-se que s\u00e3o pa\u00edses que est\u00e3o\u00a0\u00a0em crise econ\u00f3mica, em crise pol\u00edtica, com jovens cada vez mais empobrecidos, os\u00a0(13:28)\u00a0velhos cada vez mais sozinhos, problemas nos hospitais, problemas de pens\u00f5es, a seguran\u00e7a\u00a0(13:37)\u00a0e tal. E depois, esta f\u00faria alucinada que \u00e9 o problema \u00e9 todo dos imigrantes.\u00a0O problema\u00a0(13:43)\u00a0n\u00e3o \u00e9 todos os imigrantes, tomara a n\u00f3s que os imigrantes v\u00e3o embora porque sen\u00e3o\u00a0(13:48)\u00a0quem \u00e9 que vai apanhar as batatas e as laranjas e tal.<\/p>\n<p>a Europa est\u00e1 assim: a administrar esta decad\u00eancia, injetando dinheiro, achar que o injetar dinheiro que resolve o problema, mas\u00a0(14:10)\u00a0n\u00e3o resolve.\u00a0sto \u00e9 exatamente aquela coisa que \u00e9 o tipo que gasta, gasta, gasta, gasta,\u00a0(14:15)\u00a0mas est\u00e3o sempre a injetar dinheiro e ele vai gastando, vai gastando, at\u00e9 entrar numa\u00a0(14:19)\u00a0espiral de cr\u00e9dito total que n\u00e3o tem qualquer possibilidade de se resolver.\u00a0E esta decad\u00eancia\u00a0(14:26)\u00a0pol\u00edtica j\u00e1 entrou numa espiral de decad\u00eancia que n\u00e3o h\u00e1 nada que neste momento tu possas\u00a0(14:34)\u00a0oferecer aos Estados e por consequente aos europeus a dizer, ora muito bem, n\u00f3s batemos\u00a0(14:41)\u00a0no fundo, mas agora vamos reconstruir a Europa desta forma.\u00a0A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o era se n\u00f3s\u00a0(14:47)\u00a0tiv\u00e9ssemos feito frente aos Estados Unidos na quest\u00e3o das tarifas, era se n\u00f3s tiv\u00e9ssemos\u00a0(14:53)\u00a0aproveitado e volt\u00e1ssemos a olhar para o sul global.A Europa n\u00e3o faz nada com a \u00c1frica,\u00a0(15:00)\u00a0saiu completamente da \u00c1frica.<\/p>\n<p>N\u00f3s n\u00e3o olhamos para mercado nenhum e estamos\u00a0(15:22)\u00a0ref\u00e9ns completamente dos Estados Unidos e n\u00e3o nos afirmamos nem econ\u00f4mica nem politicamente\u00a0(15:27)\u00a0e portanto, e mesmo na \u00e1rea da defesa, agora vamos ter que fazer um outsourcing de defesa\u00a0(15:32)\u00a0com a Ucr\u00e2nia, ou seja, injetar dinheiro na Ucr\u00e2nia para que a Ucr\u00e2nia mantenha a linha\u00a0(15:38)\u00a0de seguran\u00e7a e a linha de guerra l\u00e1 bem para longe, que \u00e9 para os problemas n\u00e3o\u00a0(15:45)\u00a0chegarem \u00e0 Europa.<\/p>\n<p>tu injetas\u00a0(15:50)\u00a0dinheiro para tentar matar o problema que tu n\u00e3o resolves, n\u00e3o olhas. \u00c9 um bocado\u00a0(15:55)\u00a0a cada coisa que \u00e9. Tu andas a tentar curar uma doen\u00e7a grave como as aspirinas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>janeiro a audi\u00eancia de tribunal que vai decidir se a Marine Le Pen pode ou n\u00e3o pode concorrer e, nestes momento,\u00a0obviamente que o que mais a Frente\u00a0(4:04)\u00a0Nacional queria neste momento era ter aqui umas elei\u00e7\u00f5es que lhe permitissem ser a\u00a0(4:10)\u00a0antec\u00e2mara das elei\u00e7\u00f5es presidenciais e a antec\u00e2mbra para a decis\u00e3o de janeiro,\u00a0(4:16)\u00a0ou seja, que a sociedade, que as urnas pressionassem o Judici\u00e1rio,<\/p>\n<p>\t                Protestos desta quarta-feira v\u00e3o juntar mais de 100 mil pessoas e podem tornar-se um &#8220;cocktail molotov explosivo&#8221;. O especialista em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, Miguel Baumgartner, teme que este seja o princ\u00edpio do fim da coes\u00e3o europeia<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">A crise econ\u00f3mica francesa deu origem a uma crise pol\u00edtica e est\u00e1 a um passo de se tornar uma crise social. Milhares de franceses v\u00e3o manifestar-se esta quarta-feira nas ruas do pa\u00eds e nem a nomea\u00e7\u00e3o do novo primeiro-ministro na v\u00e9spera &#8211; a quarta em menos de dois anos &#8211; demoveu os protestos. S\u00e3o esperadas mais de 100 mil pessoas, foram destacados mais de 80 mil pol\u00edcias.<\/p>\n<p>&#8220;A situa\u00e7\u00e3o em Fran\u00e7a \u00e9 ca\u00f3tica e \u00e9 perigosa para a Europa. Est\u00e1 a ferro e fogo e, infelizmente, este presidente n\u00e3o tem mais m\u00e3o, e pior ainda \u00e9 que n\u00e3o tem um projeto para Fran\u00e7a, n\u00e3o tem nada para oferecer&#8221;, diz \u00e0 CNN Portugal Miguel Baumgartner, especialista em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais.<\/p>\n<p>Podemos, por isso, esperar &#8220;caixotes do lixo incendiados e carros virados ao contr\u00e1rio&#8221;, um\u00a0&#8220;cocktail molotov explosivo&#8221;, porque a\u00a0&#8220;a\u00a0sociedade francesa est\u00e1 polarizada de uma forma cada vez mais brutal&#8221;. \u201cTanto este protesto como a greve geral prevista para a pr\u00f3xima semana v\u00e3o paralisar Fran\u00e7a. E como Fran\u00e7a \u00e9 um pa\u00eds que est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o do continente vai paralisar parte da Europa\u201d, antecipa o comentador da CNN Portugal.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia noticiosa Reuters avan\u00e7a que os protestos podem atingir aeroportos, esta\u00e7\u00f5es de comboios e autoestradas com bloqueios ou atos de sabotagem.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">A catadupa de acontecimentos que levou aos protestos teve in\u00edcio na d\u00edvida francesa \u2013 que j\u00e1 est\u00e1 nos 114% do PIB e \u00e9 a terceira mais alta da Uni\u00e3o Europeia depois da grega e italiana. Perante este cen\u00e1rio, o at\u00e9 ent\u00e3o primeiro-ministro Fran\u00e7ois Bayrou apresentou um plano de austeridade com cortes a ascender a 44 mil milh\u00f5es de euros, acompanhado de uma mo\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a no parlamento que acabou por correr mal. O governo franc\u00eas caiu uma vez mais, Macron recusou convocar elei\u00e7\u00f5es ou nomear um primeiro-ministro mais \u00e0 esquerda, o que os analistas esperavam que acontecesse desta vez para apaziguar os \u00e2nimos dos Socialistas na Assembleia Nacional.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">De nada valeu e de nada valeria. &#8220;Bloquear tudo&#8221; \u00e9 o mote para a contesta\u00e7\u00e3o desta quarta-feira.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Em Fran\u00e7a, os protestos t\u00eam e sempre tiveram uma dimens\u00e3o diferente e, por isso, v\u00e3o &#8220;ser um problema s\u00e9rio&#8221;, acredita Miguel Baumgartner. Na noite de 31 de maio, por exemplo, nem sequer havia uma contesta\u00e7\u00e3o marcada e a situa\u00e7\u00e3o rapidamente escalou quando o PSG conquistou a primeira Liga dos Campe\u00f5es da sua hist\u00f3ria. A noite que deveria ter sido de festa deu lugar a uma madrugada de not\u00edcias que davam conta de dois mortos, 192 feridos e 559 detidos nos festejos.<\/p>\n<p>Macron \u00e9 o alvo <\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">A segunda maior economia da Europa est\u00e1 a afundar-se e h\u00e1 cada vez mais franceses ansiosos por uma mudan\u00e7a, por verem &#8220;efetivamente algo a mudar&#8221;, cansados das &#8220;perdas de tempo&#8221; de Emmanuel Macron \u00e0 frente dos destinos do pa\u00eds. S\u00e3o eles os rostos dos milhares de manifestantes mas n\u00e3o s\u00f3. Atr\u00e1s dos descontentes vem ainda\u00a0&#8220;toda a extrema-direita de\u00a0Marine Le Pen e Jordan Bardella&#8221;, parte da extrema-esquerda e, claro, os jovens, antev\u00ea Miguel\u00a0Baumgartner.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">A revolta \u00e9 o culminar da jun\u00e7\u00e3o &#8220;da recess\u00e3o econ\u00f3mica, da obrigatoriedade de aumentar os impostos &#8211; num pa\u00eds que j\u00e1 tem os maiores impostos da Uni\u00e3o Europeia -, do facto de se falar que n\u00e3o existe dinheiro suficiente nos pr\u00f3ximos meses para pagar aos funcion\u00e1rios p\u00fablicos, sendo que a Fran\u00e7a \u00e9 o pa\u00eds da Europa que tem mais funcion\u00e1rios p\u00fablicos, e da possibilidade da Fran\u00e7a ter de pedir um regaste ao FMI, como aconteceu com S\u00f3crates&#8221;, diz o especialista em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, sublinhando, por\u00e9m, que este n\u00e3o \u00e9 um problema exclusivamente franc\u00eas: &#8220;Est\u00e1 a acontecer em toda a Europa, mas Fran\u00e7a tem sempre uma forma mais brutal e mais especial de o mostrar, \u00e9 o cansa\u00e7o das pessoas para pol\u00edticos e pol\u00edticas fracassadas.&#8221;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">&#8220;Os jovens n\u00e3o t\u00eam perspectivas em Fran\u00e7a, saem cada vez mais tarde de casa dos pais &#8211; tal como em Portugal -, n\u00e3o conseguem trabalhos dignos, existe desemprego no pa\u00eds, existe uma popula\u00e7\u00e3o descontente porque n\u00e3o consegue ver um crescimento econ\u00f3mico do pa\u00eds&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Com a nomea\u00e7\u00e3o do quarto primeiro-ministro desde que foi reeleito, h\u00e1 dois anos, \u00e9 claro para Miguel Baumgartner que &#8220;Macron hoje n\u00e3o tem mais nada para oferecer e, neste momento, \u00e9 efetivamente um presidente mas n\u00e3o \u00e9 mais o\u00a0presidente que toma decis\u00f5es, est\u00e1 morto politicamente&#8221;. No entanto, o mandato do presidente franc\u00eas s\u00f3 termina em 2027, pelo que &#8220;os protestos v\u00e3o aumentar&#8221; e, esta quarta-feira, vamos assistir\u00a0ao &#8220;descalabro de tudo isto&#8221;.<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira, ali\u00e1s, em pelo menos nove mesquitas francesas surgiram cabe\u00e7as de porco, algumas com a inscri\u00e7\u00e3o Macron. A\u00a0associa\u00e7\u00e3o entre o presidente e os su\u00ednos n\u00e3o \u00e9 nova e j\u00e1 tinha sido utilizada pelos descontentes nos protestos de 2023, quando Macron tentou for\u00e7ar a reforma do sistema de pens\u00f5es.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/68c079e7d34e58bc67958374.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   &#8220;Macron esvazia os porquinhos mealheiros para enriquecer os seus amigos, &#8216;os porcos gordos'&#8221;, pode ler-se no cartaz visto nos protestos de 2023 em Fran\u00e7a (Getty) <\/p>\n<p>Mas Miguel Baumgartner acredita que\u00a0&#8220;Macron vai resistir&#8221;, &#8220;n\u00e3o se vai demitir, n\u00e3o vai abandonar o cargo, porque seria o \u00fanico presidente da Quinta Rep\u00fablica a faz\u00ea-lo&#8221;. E antecipa outro cen\u00e1rio: &#8220;Vai tentar fazer um golpe de for\u00e7a, possivelmente ao final do dia vai fazer uma declara\u00e7\u00e3o aos franceses, vai dizer que h\u00e1 dist\u00farbios na rua, que isto \u00e9 extrema-direita e extrema-esquerda, que ele \u00e9 a \u00fanica pessoa que pode trazer ordem e vai tentar convencer os socialistas franceses a fazer um governo de uma grande coliga\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0pelo menos para resistir at\u00e9 2027.&#8221;<\/p>\n<p>Primeiro Fran\u00e7a, depois UE <\/p>\n<p>O presidente franc\u00eas, neste momento, n\u00e3o\u00a0tem o parlamento consigo e isto \u00e9 um risco para a Fran\u00e7a, para a Uni\u00e3o Europeia e tamb\u00e9m para a Ucr\u00e2nia. &#8220;Se Macron quiser aprovar um novo pacote de financiamento para a Ucr\u00e2nia ou quiser aprovar o envio de tropas para a Ucr\u00e2nia &#8211; todos aqueles princ\u00edpios das garantias de seguran\u00e7a &#8211; n\u00e3o o vai conseguir fazer, porque como isto ter\u00e1 de passar pela Assembleia Nacional, onde Macron n\u00e3o tem maioria, depois deste descalabro pol\u00edtico, vamos ter o presidente de Fran\u00e7a a dizer que apoiamos a Ucr\u00e2nia, mas depois a Assembleia Nacional a n\u00e3o votar o apoio \u00e0 Ucr\u00e2nia.&#8221;<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 UE, a\u00a0chegada de Le Pen, Jordan Bardella e do Reagrupamento Nacional ao poder &#8220;\u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo&#8221;. Miguel Baumgartner recorda que Le Pen defende um Frexit, n\u00e3o gosta assim tanto da moeda comum e continua a defender que Bruxelas\u00a0n\u00e3o deve continuar a apoiar a Ucr\u00e2nia ad aeternum.\u00a0Um cen\u00e1rio que se complica ainda mais perante a possibilidade de Nigel Farage chegar ao poder no Reino Unido e de os Pa\u00edses Baixos se virarem para a extrema-direita.<\/p>\n<p>&#8220;A Alemanha sozinha a tentar assegurar uma Europa unida&#8230;&#8221;, teoriza\u00a0Baumgartner, antecipando: &#8220;Isto \u00e9 inevit\u00e1vel, a coes\u00e3o da Europa ser\u00e1 uma v\u00edtima colateral da guerra na Ucr\u00e2nia.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;A Europa est\u00e1 assim, a administrar esta decad\u00eancia. 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