{"id":65432,"date":"2025-09-10T08:46:09","date_gmt":"2025-09-10T08:46:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/65432\/"},"modified":"2025-09-10T08:46:09","modified_gmt":"2025-09-10T08:46:09","slug":"nao-e-um-filme-panfletario-e-uma-fabula-diz-anna-muylaert-sobre-geni-e-o-zepelim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/65432\/","title":{"rendered":"\u2018N\u00e3o \u00e9 um filme panflet\u00e1rio, \u00e9 uma f\u00e1bula\u2019, diz Anna Muylaert sobre \u2018Geni e o Zepelim\u2019"},"content":{"rendered":"<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Com uma carreira marcada por filmes que desafiam conven\u00e7\u00f5es sociais e familiares, <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/anna-muylaert\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/anna-muylaert\/\"><strong>Anna Muylaert<\/strong><\/a> (Que Horas Ela Volta?) j\u00e1 trabalha na p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o de Geni e o Zepelim, seu novo longa-metragem inspirado na can\u00e7\u00e3o hom\u00f4nima de <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/chico-buarque\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/chico-buarque\/\">Chico Buarque<\/a>, lan\u00e7ada em 1978. Longe de adaptar a pe\u00e7a \u00d3pera do Malandro, da qual a m\u00fasica faz parte, o filme se apoia exclusivamente na letra da can\u00e7\u00e3o para construir uma narrativa original \u2014 com liberdade po\u00e9tica e desfecho pr\u00f3prio. \u201cDiferentemente da m\u00fasica, a nossa Geni ter\u00e1 um final feliz\u201d, antecipa a diretora.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Ao <strong>Estad\u00e3o<\/strong>, Muylaert define o longa como \u201cuma f\u00e1bula de guerra\u201d, com forte apelo simb\u00f3lico e dram\u00e1tico, mas que evita o didatismo. \u201cEu acho que n\u00e3o \u00e9 um filme panflet\u00e1rio, \u00e9 uma f\u00e1bula de guerra\u201d, afirma a diretora e roteirista. \u201cComo o conto Bola de Sebo e a m\u00fasica tamb\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 panflet\u00e1ria, ela \u00e9 dramaturgia.\u201d<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>A diretora Anna Muylaert nos bastidores das filmagens de &#8216;Geni e o Zepelim&#8217;, em Cruzeiro do Sul, no Acre\u00a0Foto:  Migdal Filmes\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Quem d\u00e1 vida \u00e0 nova Geni \u00e9 a atriz trans <strong>Ayla Gabriela<\/strong>, escolhida ap\u00f3s uma primeira escala\u00e7\u00e3o de uma atriz cis que acabou gerando pol\u00eamica. Para Muylaert, a presen\u00e7a de Ayla foi central na recomposi\u00e7\u00e3o do filme. \u201cO cinema \u00e9 essa coisa m\u00faltipla, s\u00e3o os atores, e a Ayla contribuiu tremendamente. A c\u00e2mera, o elenco, futuramente a trilha. Ele \u00e9 tudo isso junto. Em todas as formas que o cinema abrange\u201d, resume.<\/p>\n<p>As filmagens aconteceram entre abril e junho em plena floresta amaz\u00f4nica, na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, uma escolha que surpreendeu at\u00e9 a pr\u00f3pria equipe. \u201cQuando a Anna falou que queria fazer na floresta, eu levei um susto. Eu falei: \u2018calma a\u00ed, na floresta?\u2019\u201d, lembra a produtora <strong>Iafa Britz<\/strong>. \u201cMas a Anna falou: \u2018tem que ser floresta, a Geni \u00e9 floresta\u2019. E ela trouxe um novo lugar para a Geni. A gente sai da Lapa e coloca a Geni num outro espa\u00e7o de debate.\u201d O encantamento com o cen\u00e1rio foi imediato. A floresta de Cruzeiro do Sul, segundo Iafa, \u201cla\u00e7ou\u201d a equipe. \u201c\u00c9 uma floresta encantada, muito afastada, de dif\u00edcil acesso. Mas, uma vez que colocamos o p\u00e9 l\u00e1, a gente n\u00e3o cogitou mais ir para lugar nenhum. Foi ali que o filme nasceu de verdade.\u201d<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Ayla Gabriela, protagonista de &#8216;Geni e o Zepelim&#8217;, durante as filmagens que aconteceram entre abril e junho na floresta amaz\u00f4nica\u00a0Foto:  Migdal Filmes\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Al\u00e9m de dirigir o filme, Anna Muylaert tamb\u00e9m assina o roteiro, escrito a partir das experi\u00eancias reais nas loca\u00e7\u00f5es. \u201cN\u00e3o foi um roteiro imaginado, foi um roteiro que saiu de l\u00e1 para o papel e depois voltou para a pel\u00edcula\u201d, diz. Com a equipe e elenco vivendo intensamente o ambiente, como as tr\u00eas semanas que passaram a bordo de um barco, o processo ganhou contornos de imers\u00e3o total. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Mesmo com os perrengues \u2014 incluindo uma gripe forte que pegou toda a equipe e uma tor\u00e7\u00e3o no p\u00e9 da protagonista Ayla Gabriela na reta final \u2014 a diretora descreve a experi\u00eancia como m\u00e1gica. \u201cFoi bem. N\u00f3s fomos corajosos. Mas, ao mesmo tempo, eram 24 horas vendo aquelas belezas, aquele p\u00f4r do sol, aquele nascer do sol, aquela bruma, aquelas borboletas. Foi um neg\u00f3cio bem encantado.\u201d<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Seu Jorge ser\u00e1 o Comandante do Zepelim no filme &#8216;Geni e o Zepelim&#8217;, dirigido por Anna Muylaert\u00a0Foto:  Dan Behr\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Apesar de baseado em uma m\u00fasica e de contar com o ator e cantor <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/seu-jorge\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/seu-jorge\/\"><strong>Seu Jorge<\/strong><\/a> no papel do Comandante do Zepelim, o filme n\u00e3o \u00e9 um musical. A trilha sonora, no entanto, ter\u00e1 papel importante na atmosfera da obra. \u201c\u00c9 um drama, n\u00e3o tem atores cantando. A gente vai utilizar na trilha stems da pr\u00f3pria m\u00fasica do Chico. E tem atriz dan\u00e7ando. Mas \u00e9 um piseiro, m\u00fasicas de l\u00e1. Mas cantando, n\u00e3o\u201d, esclarece a diretora.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Para garantir fluidez e sensibilidade ao processo, a escolha da equipe t\u00e9cnica de Geni e o Zepelim seguiu dois crit\u00e9rios centrais: experi\u00eancia e generosidade. \u201cQuer\u00edamos gente acima de 40 anos e acabamos com todo mundo acima de 50, com v\u00e1rias pessoas de 60, o que foi incr\u00edvel\u201d, diz Muylaert. \u201cO segundo [crit\u00e9rio] foi que fossem pessoas boas, gente colaborativa. Em alguns casos, pode n\u00e3o ter sido o melhor curr\u00edculo, mas foi a melhor pessoa. E isso fez toda a diferen\u00e7a, tanto a experi\u00eancia dos profissionais nas cabe\u00e7as, quanto serem pessoas que estavam afim de fazer um jogo amoroso, e foi um filme muito amoroso.\u201d<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Al\u00e9m da dire\u00e7\u00e3o, Anna Muylaert assina o roteiro do filme &#8216;Geni e o Zepelim&#8217;\u00a0Foto:  Migdal Filmes\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Para Iafa, essa uni\u00e3o em torno de um filme coletivo \u2014 imerso na floresta, longe dos grandes centros, com todos confinados e concentrados \u2014 foi um reencontro raro com o esp\u00edrito do cinema brasileiro. \u201cH\u00e1 muito tempo eu falava com a Anna que a gente n\u00e3o fazia um filme assim, coletivamente. Mas ali foi poss\u00edvel. E deu certo. A floresta nos encantou.\u201d<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Ainda sem data de estreia definida, o filme Geni e o Zepelim prop\u00f5e uma nova leitura para uma das personagens mais ic\u00f4nicas e feridas da MPB \u2014 agora, reimaginada em meio \u00e0 Amaz\u00f4nia, e com a chance de finalmente ser amada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com uma carreira marcada por filmes que desafiam conven\u00e7\u00f5es sociais e familiares, Anna Muylaert (Que Horas Ela Volta?)&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":65433,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140],"tags":[114,115,147,148,146,32,18017,33],"class_list":{"0":"post-65432","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-filmes","8":"tag-entertainment","9":"tag-entretenimento","10":"tag-film","11":"tag-filmes","12":"tag-movies","13":"tag-portugal","14":"tag-primeiro-de-maio-cazuza","15":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65432","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65432"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65432\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65433"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}