{"id":65889,"date":"2025-09-10T16:11:23","date_gmt":"2025-09-10T16:11:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/65889\/"},"modified":"2025-09-10T16:11:23","modified_gmt":"2025-09-10T16:11:23","slug":"professores-ganham-mais-que-outros-diplomados-do-superior-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/65889\/","title":{"rendered":"Professores ganham mais que outros diplomados do superior \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Os professores portugueses t\u00eam sal\u00e1rios mais elevados do que a m\u00e9dia dos trabalhadores com forma\u00e7\u00e3o superior, mas perderam poder de compra na \u00faltima d\u00e9cada, segundo um relat\u00f3rio da OCDE divulgado esta ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>\u201cEm Portugal, os sal\u00e1rios dos professores do ensino prim\u00e1rio (equivalente aos 1.\u00ba e 2.\u00ba ciclos) s\u00e3o 28% superiores aos dos trabalhadores com forma\u00e7\u00e3o superior\u201d, refere o relat\u00f3rio \u201cEducation at a Glance 2025\u201d, da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE).<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o mais recente do relat\u00f3rio anual, com estat\u00edsticas sobre os sistemas educativos dos 38 Estados-membros, mostra que <strong>Portugal \u00e9 um dos poucos pa\u00edses onde os professores ganham, em m\u00e9dia, mais do que outros diplomados do ensino superior.<\/strong><\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00e3o id\u00eantica\u00a0est\u00e3o apenas Peru, Costa Rica e Rom\u00e9nia, mas o relat\u00f3rio aponta uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o: \u201cA percentagem de professores com mais de 50 anos aumentou significativamente em Portugal (de 31% em 2013 para 56% em 2023) e, consequentemente, uma grande parte dos professores pode estar mais pr\u00f3xima do topo da carreira\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"zwaHbsOd1X\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/09\/09\/mais-de-metade-dos-professores-em-portugal-tem-mais-de-50-anos-e-maior-parte-dos-adultos-so-consegue-realizar-operacoes-matematicas-simples\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Mais de metade dos professores em Portugal tem mais de 50 anos. E maior parte dos adultos s\u00f3 consegue realizar opera\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas simples<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>De acordo com os dados da OCDE, em 2024, <strong>um professor (entre os 25 e 64 anos) ganhava cerca de 50.083 euros anuais,<\/strong> num cen\u00e1rio em que o sal\u00e1rio estatut\u00e1rio de um docente no topo da carreira rondava os 74.378 euros, e cerca de 35.178 euros no in\u00edcio da carreira.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise feita pela OCDE mostra, no entanto, que apesar da aparente vantagem em rela\u00e7\u00e3o aos restantes trabalhadores com forma\u00e7\u00e3o superior, os professores perderam poder de compra na \u00faltima d\u00e9cada e a carreira tornou-se, em particular, menos atrativa para aqueles que est\u00e3o a come\u00e7ar.<\/p>\n<p>No ano passado, a que se referem os dados mais recentes, <strong>o sal\u00e1rio real de um professor com 15 anos de experi\u00eancia tinha ca\u00eddo 4% em rela\u00e7\u00e3o a 2015<\/strong>, mas a diferen\u00e7a \u00e9 maior entre os docentes no in\u00edcio da carreira, cujo poder de compra diminuiu 10% em nove anos.<\/p>\n<p>Por outro lado, num contexto em que o sal\u00e1rio m\u00e9dio de um professor aumentou 14,6% no mesmo per\u00edodo na m\u00e9dia dos pa\u00edses da OCDE, em Portugal diminuiu 1,8%.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio esta ter\u00e7a-feira divulgado, a OCDE volta a chamar \u00e0 aten\u00e7\u00e3o para a crescente falta de professores, um problema comum na maioria dos estados-membros e ao qual Portugal n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre 2018 e 2022, a percentagem de diretores escolares que consideram que <strong>o ensino \u00e9 prejudicado pela falta de docentes aumentou mais de 30 pontos percentuais<\/strong> e o relat\u00f3rio alerta que <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/09\/09\/mais-de-metade-dos-professores-em-portugal-tem-mais-de-50-anos-e-maior-parte-dos-adultos-so-consegue-realizar-operacoes-matematicas-simples\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">o envelhecimento da classe docente poder\u00e1 agravar as car\u00eancias num futuro pr\u00f3ximo.<\/a><\/p>\n<p>Em Portugal, as respostas ao problema t\u00eam passado tamb\u00e9m por facilitar a contrata\u00e7\u00e3o de professores com habilita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, ou seja, docentes que t\u00eam forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea cient\u00edfica das disciplinas, mas n\u00e3o t\u00eam habilita\u00e7\u00e3o profissional, conferida por mestrados em ensino.<\/p>\n<p>Em resultado, entre os anos letivos 2014\/2015 e 2022\/2023, a percentagem de docentes sem habilita\u00e7\u00e3o profissional passou de 1,6% para 6,5%.<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano, a OCDE j\u00e1 recomendava a valoriza\u00e7\u00e3o da carreira e dos sal\u00e1rios dos professores para fazer face \u00e0 falta de profissionais. Volta agora a insistir: \u201cSal\u00e1rios competitivos podem tornar a profiss\u00e3o docente mais atrativa\u201d.<\/p>\n<p>Mais de 80% dos trabalhadores com ensino superior t\u00eam um rendimento acima da m\u00e9dia em Portugal e cerca de um ter\u00e7o ganha mais do dobro, segundo o mesmo relat\u00f3rio, reiterando as vantagens de chegar ao mercado de trabalho com um diploma de ensino superior.<\/p>\n<p>De acordo com os dados mais recentes, referentes a 2023, 83% dos adultos\u00a0entre 25 e 64 anos e com, pelo menos, uma licenciatura, auferiam um sal\u00e1rio acima do rendimento m\u00e9dio.<\/p>\n<p>A realidade dos trabalhadores mais qualificados em Portugal contrasta com as condi\u00e7\u00f5es salariais daqueles com habilita\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas mais baixas: entre os adultos que conclu\u00edram apenas o ensino secund\u00e1rio, 53% ganhavam abaixo do sal\u00e1rio m\u00e9dio, percentagem ainda maior entre os trabalhadores que n\u00e3o terminaram o 12.\u00ba ano (66%).<\/p>\n<p>Por outro lado, n\u00e3o chegam a 10% aqueles que\u00a0n\u00e3o tendo chegado ao ensino superior\u00a0recebem mais do dobro do sal\u00e1rio m\u00e9dio. A percentagem \u00e9 significativamente mais alta entre os diplomados e atinge os 36%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da vantagem salarial, o Education at a Glance 2025 destaca tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o entre a taxa de emprego e as qualifica\u00e7\u00f5es, sendo que tamb\u00e9m neste aspeto s\u00e3o claras as mais-valias do ensino superior.<\/p>\n<p>Com dados de 2024, o relat\u00f3rio da OCDE revela que nove em cada 10 diplomados estavam empregados naquele ano (91%).<\/p>\n<p><strong>A taxa de emprego entre os adultos com 12.\u00ba ano \u00e9 ligeiramente mais baixa (86%) e mais baixa ainda entre aqueles que n\u00e3o conclu\u00edram o ensino secund\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\n<p>Ainda assim, e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 facilidade em conseguir trabalho, <strong>as diferen\u00e7as entre ter ou n\u00e3o ensino superior n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o acentuadas em Portugal quanto na m\u00e9dia dos pa\u00edses da OCDE.<\/strong><\/p>\n<p>Em Portugal, apenas cinco pontos percentuais separam a taxa de emprego entre os dois graus acad\u00e9micos, diferen\u00e7a que chega aos nove\u00a0pontos percentuais na m\u00e9dia da OCDE.<\/p>\n<p>S\u00e3o sobretudo as mulheres que beneficiam da forma\u00e7\u00e3o superior no mercado de trabalho e os dados mostram que as diferen\u00e7as de g\u00e9nero na facilidade em arranjar emprego esbatem-se \u00e0\u00a0medida que aumenta o n\u00edvel das\u00a0qualifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com os dados, em 2024, 66% das mulheres entre os 25 e 64 anos sem ensino secund\u00e1rio estavam empregadas. Entre os homens com o mesmo grau de ensino, a taxa era 79%.<\/p>\n<p>Com o ensino secund\u00e1rio, a taxa de emprego era de 82% entre as mulheres e 88% entre os homens e chegando ao ensino superior n\u00e3o existe qualquer diferen\u00e7a: 89% nos dois casos.<\/p>\n<p>Os ganhos mant\u00eam-se tamb\u00e9m \u00e0 medida que os estudantes prosseguem os estudos no ensino superior, com maior facilidade em arranjar trabalho para os trabalhadores com mestrado e, sobretudo, doutoramento, em rela\u00e7\u00e3o aos que tiraram apenas licenciatura.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, houve cada vez mais jovens a ingressar no ensino superior e entre 2019 e 2024 a percentagem de jovens dos 25 aos 35 anos com ensino superior passou de 38% para 43%.<\/p>\n<p>Ainda assim, Portugal continua a ser um dos pa\u00edses com maior percentagem da popula\u00e7\u00e3o adulta que n\u00e3o tem sequer o 12.\u00ba ano (38%).<\/p>\n<p>As licenciaturas continuam a ser a principal porta de entrada no ensino superior e os novos alunos s\u00e3o maioritariamente mulheres, que representam pouco mais de metade.<\/p>\n<p><strong>Por g\u00e9nero, as mulheres t\u00eam tamb\u00e9m mais facilidade em concluir o curso em at\u00e9 tr\u00eas anos ap\u00f3s o tempo esperado.<\/strong><\/p>\n<p>Quanto ao abandono escolar, <strong>Portugal parece estar melhor do que a m\u00e9dia da OCDE, com uma percentagem de 8% de abandono ap\u00f3s o primeiro ano do curso, comparativamente a 13% da m\u00e9dia dos estados-membros.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os professores portugueses t\u00eam sal\u00e1rios mais elevados do que a m\u00e9dia dos trabalhadores com forma\u00e7\u00e3o superior, mas perderam&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":65890,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,476,2023,618,18113,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,16214,32,23,24,4221,33,58,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-65889","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-economia","11":"tag-educau00e7u00e3o","12":"tag-emprego","13":"tag-estatu00edsticas","14":"tag-featured-news","15":"tag-featurednews","16":"tag-headlines","17":"tag-latest-news","18":"tag-latestnews","19":"tag-main-news","20":"tag-mainnews","21":"tag-mundo","22":"tag-news","23":"tag-noticias","24":"tag-noticias-principais","25":"tag-noticiasprincipais","26":"tag-ocde","27":"tag-portugal","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-professores","31":"tag-pt","32":"tag-sociedade","33":"tag-top-stories","34":"tag-topstories","35":"tag-ultimas","36":"tag-ultimas-noticias","37":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65889\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65890"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}