{"id":66219,"date":"2025-09-10T20:40:23","date_gmt":"2025-09-10T20:40:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/66219\/"},"modified":"2025-09-10T20:40:23","modified_gmt":"2025-09-10T20:40:23","slug":"companheira-de-dom-phillips-lanca-obra-postuma-na-feira-do-livro-em-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/66219\/","title":{"rendered":"Companheira de Dom Phillips lan\u00e7a obra p\u00f3stuma na Feira do Livro em SP"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ap\u00f3s\u00a0tr\u00eas anos <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2025-06\/dom-e-bruno-3-anos-apos-crime-vale-do-javari-continua-sob-ameaca\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">do homic\u00eddio do jornalista brit\u00e2nico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira<\/a>, a vi\u00fava de Dom, Alessandra Sampaio, promove o livro deixado inacabado pelo companheiro. <\/strong>Com o t\u00edtulo Como salvar a Amaz\u00f4nia: uma busca mortal por respostas, a\u00a0obra era o motivo pelo qual Dom apurava informa\u00e7\u00f5es na Terra Ind\u00edgena\u00a0Vale do Javari\u00a0e foi finalizada por seus amigos, sob o comando de Alessandra. O livro \u00e9\u00a0lan\u00e7ado\u00a0pela editora Companhia das Letras.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1757536821_521_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1757536822_830_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>Alessandra participa nesta quarta-feira (18) do evento A Feira do Livro, na Pra\u00e7a Charles Miller, no Pacaembu, na capital paulista, em uma atividade com Tom Phillips e Otavio Cury.<\/strong><\/p>\n<p>Alessandra trabalhou com artesanato e atualmente seu principal objetivo \u00e9 prolongar o que o companheiro iniciou. Ao fundar o Instituto Dom Phillips, ela tem buscado garantir forma\u00e7\u00e3o a jovens ind\u00edgenas comunicadores que aparecem cheios de d\u00favidas, muitas delas respondidas pela educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, \u00e1rea que amplia a compreens\u00e3o sobre temas como desinforma\u00e7\u00e3o e checagem de fatos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;O Dom era e sempre foi essa pessoa muito conectada \u00e0 natureza. Essa conex\u00e3o muito profunda, de fazer caminhadas, alguma atividade. Era bem importante para ele isso. E n\u00e3o era o tipo de jornalista que est\u00e1 na regi\u00e3o s\u00f3 para coletar informa\u00e7\u00e3o para algum trabalho. Ele se envolvia com as pessoas e suas hist\u00f3rias\u201d, contou Alessandra \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo ela, Phillips foi \u00e0 Amaz\u00f4nia pela primeira vez como turista. A partir dessa viagem, ele pensou em morar no Brasil, a partir de 2007.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;N\u00e3o tinha como n\u00e3o se envolver. Primeiro, porque a Amaz\u00f4nia \u00e9 uma causa apaixonante. Ele voltava muito impactado. Ele dizia: \u2018se as pessoas conhecessem a Amaz\u00f4nia, os povos da Amaz\u00f4nia, naturalmente iam se engajar para proteger, porque n\u00e3o tem como voc\u00ea ficar alheio \u00e0 grandiosidade da floresta e \u00e0 sabedoria dos povos\u2019&#8221;.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Carreira<\/p>\n<p>Dom Phillips iniciou a carreira com a cobertura de m\u00fasica eletr\u00f4nica para a revista Mixmag, \u00e1rea\u00a0completamente diferente daquela por meio da qual fez um nome no Brasil e no exterior.\u00a0<\/p>\n<p><strong>A primeira reportagem para o Washington Post foi sobre a Mina de Caraj\u00e1s, no Par\u00e1, uma das maiores de extra\u00e7\u00e3o de ferro.<\/strong> Os efeitos socioambientais foram o que mais desordenou o interior de Dom Phillips, segundo sua companheira.<\/p>\n<p>Alessandra conta que ele teve uma editora extremamente rigorosa no Washington Post, jornal com o qual passou a colaborar em 2015. \u201cO texto ia e voltava diversas vezes para que Dom fizesse ajustes com base nas avalia\u00e7\u00f5es e reavalia\u00e7\u00f5es da colega e, no fim das contas, ele considerou que a editora, sozinha, foi uma escola inteira de jornalismo para ele\u201d, diz.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo conta Alessandra, um l\u00edder ashaninka foi quem falou de Dom para o l\u00edder Beto Marubo, convencendo-o logo de cara a ajudar o jornalista em sua jornada no Vale do Javari. Beto, por sua vez, comentou com o indigenista Bruno a inten\u00e7\u00e3o de dar acesso ao jornalista. &#8220;O Bruno falou: \u2018ah, n\u00e3o, Beto, vai trazer um gringo para c\u00e1 e o gringo n\u00e3o sabe andar na mata. E sabe l\u00e1 se ele \u00e9 confi\u00e1vel\u2019. O Beto, conhecendo o Bruno muito bem, disse: \u2018Dom, pode ir, que o Bruno \u00e9 meio reclam\u00e3o, mas vai dar tudo certo\u2019&#8221;, relata.<\/p>\n<p>Livro<\/p>\n<p>            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/UyjlxkEuCJ39VT4I79vwianx_84=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/06\/17\/como-salvar-a-amazonia.jpg?itok=pAbcuArM\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 17\/06\/2025 - Capa do livro Como salvar a Amaz\u00f4nia. Foto: Companhia das Letras\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Companhia das Letras\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/p>\n<p>\nCapa do livro Como salvar a Amaz\u00f4nia. Foto: <strong>Companhia das Letras\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<\/p>\n<p><strong>Quando detalhou a Bruno Pereira o que esperava do livro, Dom j\u00e1 havia se agarrado ao t\u00edtulo. <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;O Dom acreditava tanto no t\u00edtulo desse livro que ele registrou. Tinha medo de algu\u00e9m roubar o nome. Falou para o Beto o nome, e ele disse: \u2018poxa, gringo, voc\u00ea t\u00e1 de brincadeira? Voc\u00ea \u00e9 estrangeiro e vem falar como \u00e9 salvar a Amaz\u00f4nia? Que prepot\u00eancia!\u2019 A\u00ed, o Dom disse: \u2018n\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 entendendo. Esse t\u00edtulo \u00e9 para provocar isso que voc\u00ea est\u00e1 sentindo. \u00c9 tamb\u00e9m uma afirma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 uma pergunta\u2019&#8221;, conta Alessandra.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&#8220;Esse t\u00edtulo tem uma coisa meio d\u00fabia, que vai deixar a pessoa intrigada, e o que eu quero, o meu papel, \u00e9 ser exatamente esse canal para voc\u00eas falarem e reportar o que est\u00e1 acontecendo, falar da experi\u00eancia de voc\u00eas. N\u00e3o \u00e9 o que eu interpreto da experi\u00eancia de voc\u00eas, mas descrever a experi\u00eancia de voc\u00eas e poder ajudar de alguma forma.&#8221;<\/p>\n<p>Para a designer e principal respons\u00e1vel por evitar que a inspiradora colabora\u00e7\u00e3o de Dom Phillips e de Bruno Pereira acabe sendo um vest\u00edgio, o jornalista brit\u00e2nico era um companheiro aut\u00eantico. &#8220;Na Amaz\u00f4nia, precisam muito de aliados, e o Dom se colocava dessa forma, de modo muito sincero.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ap\u00f3s\u00a0tr\u00eas anos do homic\u00eddio do jornalista brit\u00e2nico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, a vi\u00fava de Dom,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":66220,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,170,32,33],"class_list":{"0":"post-66219","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-livros","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66219","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66219"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66219\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66219"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66219"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66219"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}