{"id":67190,"date":"2025-09-11T14:44:48","date_gmt":"2025-09-11T14:44:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/67190\/"},"modified":"2025-09-11T14:44:48","modified_gmt":"2025-09-11T14:44:48","slug":"amamentacao-e-luto-gestacional-mais-de-79-mil-pessoas-contra-as-alteracoes-codigo-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/67190\/","title":{"rendered":"Amamenta\u00e7\u00e3o e luto gestacional: mais de 79 mil pessoas contra as altera\u00e7\u00f5es | C\u00f3digo do Trabalho"},"content":{"rendered":"<p>No dia em que arranca a concerta\u00e7\u00e3o social para discutir as cerca de 100 altera\u00e7\u00f5es ao C\u00f3digo do Trabalho propostas pelo Governo, h\u00e1 mais de 79 mil pessoas que j\u00e1 se manifestaram publicamente contra algumas das medidas, assinando duas peti\u00e7\u00f5es que contestam as mudan\u00e7as previstas \u00e0s regras da amamenta\u00e7\u00e3o, ao luto gestacional e \u00e0 flexibilidade de hor\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ao final da manh\u00e3 eram <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/01\/sociedade\/noticia\/milhares-pessoas-assinam-peticoes-mudancas-licencas-parentais-2142580\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">79.164<\/a> aqueles que pediam que n\u00e3o se avan\u00e7asse com as mudan\u00e7as previstas no C\u00f3digo do Trabalho que consideram p\u00f4r em causa direitos das mulheres, das crian\u00e7as e da vida familiar.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/peticaopublica.com\/?pi=PT126510\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">peti\u00e7\u00e3o<\/a> Retrocessos inaceit\u00e1veis nos direitos das mulheres, m\u00e3es e beb\u00e9s, lan\u00e7ada a 26 de Julho, contava com 47.505 assinaturas de pessoas que, de acordo com o documento, pedem \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica que \u201crejeite ou altere o regime proposto que limita a licen\u00e7a de amamenta\u00e7\u00e3o at\u00e9 aos dois anos [&#8230;]; rejeite a revoga\u00e7\u00e3o da norma actual de tr\u00eas dias remunerados de luto gestacional, assegurando direitos iguais ao outro progenitor; rejeite a altera\u00e7\u00e3o no hor\u00e1rio flex\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>A ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/03\/economia\/noticia\/ministra-criancas-parece-continuam-amamentadas-dar-horario-reduzido-2142756\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ros\u00e1rio da Palma Ramalho<\/a>, justificou a inten\u00e7\u00e3o de limitar a redu\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rio de duas horas di\u00e1rias para amamentar o filho at\u00e9 aos dois anos da crian\u00e7a com o que considera serem \u201cabusos\u201d de m\u00e3es que continuam a beneficiar da licen\u00e7a para l\u00e1 dessa idade, quando a crian\u00e7a n\u00e3o necessita de ser amamentada no hor\u00e1rio de trabalho. Contudo, a ministra nunca apresentou qualquer n\u00famero que justifique esta percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As duas peti\u00e7\u00f5es lembram que a recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade \u00e9 para que a crian\u00e7a seja amamentada exclusivamente at\u00e9 aos seis meses e de forma complementar at\u00e9 aos dois anos ou mais. Querer alterar isto \u00e9 promover uma medida \u201ccontr\u00e1ria \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da natalidade\u201d, bem como \u201cum obst\u00e1culo \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o entre vida profissional e familiar\u201d e \u201cum incentivo ao desmame precoce e for\u00e7ado, com potenciais impactos negativos duradouros\u201d, considera-se no texto da primeira peti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 a segunda, lan\u00e7ada a 30 de Julho, com o t\u00edtulo Carta Aberta pelos Direitos da Fam\u00edlia, e que conta com 31.659 <a href=\"https:\/\/peticaopublica.com\/pview.aspx?pi=PT126579\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">assinaturas<\/a>, considera que restringir o direito \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o pode prejudicar o \u201cv\u00ednculo estabelecido nos primeiros anos de vida\u201d entre a m\u00e3e e o beb\u00e9, e prop\u00f5e mesmo que o hor\u00e1rio reduzido \u201cdeveria ser ampliado a todas as fam\u00edlias com crian\u00e7as com idade inferior a tr\u00eas anos, independentemente de estarem a ser amamentadas, valorizando assim a presen\u00e7a parental como factor determinante para o desenvolvimento saud\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>O outro tema visado por ambas as peti\u00e7\u00f5es \u00e9 o fim do luto gestacional de tr\u00eas dias, remunerado a cem por cento, para ambos os progenitores. A argumenta\u00e7\u00e3o da ministra de que a actual norma s\u00f3 causa confus\u00e3o e que a licen\u00e7a est\u00e1 garantida pelas regras relacionadas com a interrup\u00e7\u00e3o da gravidez (volunt\u00e1ria ou n\u00e3o) n\u00e3o convencem os peticion\u00e1rios, j\u00e1 que \u00e9 apenas a progenitora que beneficia dessa medida, ficando o pai limitado a poder faltar para acompanhamento \u00e0 fam\u00edlia, mas sem remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma \u201cinjusti\u00e7a\u201d, considera-se na peti\u00e7\u00e3o de 26 de Julho, em que se refere ainda que a altera\u00e7\u00e3o \u201celimina o direito m\u00ednimo de luto, remetendo a perda gestacional para o sil\u00eancio, para o esquecimento e para a invisibilidade\u201d. Na carta aberta tamb\u00e9m se considera que \u201ca revoga\u00e7\u00e3o desta norma representaria um insens\u00edvel retrocesso, remetendo a perda gestacional para o sil\u00eancio, a invisibilidade e o isolamento, em total contradi\u00e7\u00e3o com os recentes esfor\u00e7os para acolher e dignificar estas situa\u00e7\u00f5es no plano social e legal\u201d.<\/p>\n<p>Os dois documentos tamb\u00e9m se op\u00f5em \u00e0s altera\u00e7\u00f5es ao hor\u00e1rio flex\u00edvel, com o primeiro documento a argumentar que com o novo texto legislativo \u201cdeve o trabalhador ajustar-se ao funcionamento da empresa \u2014 e n\u00e3o o contr\u00e1rio\u201d. Ou seja, no seu entender, trata-se de mais um retrocesso, uma vez que a vers\u00e3o ainda em vigor e que se pretende alterar \u201cajuda as fam\u00edlias a obter o equil\u00edbrio entre vida pessoal e profissional, e a estar presente na vida e no crescimento dos filhos\u201d.<\/p>\n<p>No mesmo sentido, a carta aberta tamb\u00e9m afirma que \u201ca invers\u00e3o da l\u00f3gica actualmente vigente, submetendo a parentalidade \u00e0s exig\u00eancias do empregador, atenta contra a tutela efectiva dos direitos das fam\u00edlias e desvaloriza o papel dos cuidadores na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade saud\u00e1vel e coesa\u201d.<\/p>\n<p>Este \u00faltimo documento pede ainda que seja rejeitada a norma em vigor que prev\u00ea \u201ca obrigatoriedade de partilha da licen\u00e7a parental para que esta seja paga a 100%, permitindo que cada fam\u00edlia possa decidir, de acordo com a sua realidade, como gerir este tempo crucial sem ser penalizada financeiramente\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No dia em que arranca a concerta\u00e7\u00e3o social para discutir as cerca de 100 altera\u00e7\u00f5es ao C\u00f3digo do&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":67191,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,847,18355,18356,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,5787,58,17,18,5791,29,30,31],"class_list":{"0":"post-67190","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-codigo-do-trabalho","11":"tag-concertacao-social","12":"tag-direitos-das-mulheres","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-headlines","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-portugal","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-pt","28":"tag-rosario-da-palma-ramalho","29":"tag-sociedade","30":"tag-top-stories","31":"tag-topstories","32":"tag-trabalho-e-emprego","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67190","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67190"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67190\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67191"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67190"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67190"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67190"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}