{"id":6740,"date":"2025-07-29T10:04:12","date_gmt":"2025-07-29T10:04:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/6740\/"},"modified":"2025-07-29T10:04:12","modified_gmt":"2025-07-29T10:04:12","slug":"dados-da-aima-alteram-estatisticas-do-nivel-de-vida-nacional-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/6740\/","title":{"rendered":"Dados da AIMA alteram estat\u00edsticas do n\u00edvel de vida nacional \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo da Faculdade de Economia do Porto indica que o n\u00edvel de vida nacional face \u00e0 UE estar\u00e1 \u201cabaixo do que se pensava\u201d, pois o valor oficial \u00e9 \u201csobrestimado\u201d por falta de dados atualizados da imigra\u00e7\u00e3o da AIMA.<\/p>\n<p><strong>\u201cDe facto, o n\u00edvel de vida portugu\u00eas est\u00e1 abaixo do que se pensava<\/strong>, avaliando naturalmente por PIB [Produto Interno Bruto] per capita \u00e0 paridade dos poderes de compra. Tem estado sobrestimado por n\u00e3o contar com toda a popula\u00e7\u00e3o estrangeira residente\u201d, disse \u00e0 Lusa \u00d3scar Afonso, diretor da FEP e um dos autores de um estudo do Gabinete de Estudos Econ\u00f3micos, Empresariais e de Pol\u00edticas P\u00fablicas (G3E2P) da FEP, no caso a an\u00e1lise Flash n\u00ba.3 de 2025, divulgada esta ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>De acordo com \u00d3scar Afonso, os dados oficiais mostram que \u201cem 2023 o valor do n\u00edvel de vida correspondia a 80,7% da m\u00e9dia da Uni\u00e3o Europeia [UE]\u201d, estando Portugal na 18.\u00aa posi\u00e7\u00e3o a n\u00edvel europeu. \u201cMas se corrigirmos pelos dados da AIMA [Ag\u00eancia para a Integra\u00e7\u00e3o, Migra\u00e7\u00f5es e Asilo] passamos para 78,92%, ou seja, para a 19.\u00aa posi\u00e7\u00e3o\u201d, refere, apontando ainda que em 2024, 2025 e 2026 \u201ch\u00e1 uma revis\u00e3o em baixa de 2,4 pontos percentuais, que se mant\u00e9m\u201d. Segundo o acad\u00e9mico, se considerados os dados da AIMA e estimativas do estudo sobre evolu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, em 2024 <strong>\u201co n\u00edvel de vida estar\u00e1 a 79,18% contra os 81,6% oficiais, em 2025<\/strong> estar\u00e1 nos 79,27% contra os 81,70% que ser\u00e3o oficiais, e em 2026 79,47% contra os que ir\u00e3o ser oficiais de 81,9%\u201d.<\/p>\n<p>Em causa est\u00e1 a diferen\u00e7a entre os dados do Relat\u00f3rio intercalar sobre a Recupera\u00e7\u00e3o de processos pendentes da AIMA, revelado em abril, tendo conta \u201ca revis\u00e3o em alta da popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia que decorre dos novos n\u00fameros de estrangeiros com estatuto legal de residente\u201d, e os dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), ainda n\u00e3o revistos. <strong>\u201cA popula\u00e7\u00e3o estrangeira aumentou de forma acentuada<\/strong>. Em 2017 cresceu 4,1%. Em 2024 cresceu 14,4% e ser\u00e3o j\u00e1 1,6 milh\u00f5es de residentes\u201d, assinala \u00d3scar Afonso, falando num aumento de imigrantes de cerca de 300 mil por ano e considerando que<strong> \u201ca economia n\u00e3o precisava de tantos\u201d, apesar de necessitar dos mesmos \u201cpara crescer\u201d<\/strong>, defendendo o economista um \u201cpadr\u00e3o de especializa\u00e7\u00e3o diferente\u201d.<\/p>\n<p>Pelas contas do estudo, Portugal precisaria de receber 80 mil imigrantes por ano para estar na primeira metade dos pa\u00edses mais ricos da UE em 2033, pretendendo o documento <strong>\u201calertar para o facto de ter de haver alinhamento da imigra\u00e7\u00e3o com aquilo que a economia precisa\u201d<\/strong>. \u201cEu acho que n\u00f3s devemos tratar todos os seres humanos com toda a dignidade, esse \u00e9 o primeiro ponto. Posto isso, eu acho que este estudo faz sentido porque <strong>n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o queremos as pessoas para depois as tratar mal, e a andarem aqui a serem maltratadas e a n\u00e3o ter rendimento<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 isso que desejamos\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>O economista resume que, com os dados do estudo, <strong>\u201cPortugal n\u00e3o ultrapassa os 80% [do n\u00edvel de vida m\u00e9dio da UE] desde 2010<\/strong>, ao contr\u00e1rio do que indicam os dados oficiais da Comiss\u00e3o Europeia\u201d, estando praticamente ao n\u00edvel da Rom\u00e9nia em 2026, com 79,47% para Portugal e 79,45% para a Rom\u00e9nia. <strong>\u201cPortugal desce, ent\u00e3o, em 2026, para a 21.\u00aa posi\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 o s\u00e9timo pior da Uni\u00e3o Europeia<\/strong>, e pode cair at\u00e9 22.\u00ba, o sexto pior, caso a Rom\u00e9nia tenha um desempenho ligeiramente melhor ou n\u00f3s ligeiramente pior\u201d, alerta.<\/p>\n<p>O diretor da FEP lembra que, <strong>\u201cem 1999, a Rom\u00e9nia tinha um n\u00edvel de vida, comparado com a m\u00e9dia da Uni\u00e3o Europeia, de 26,9%, e Portugal tinha 85%\u201d<\/strong>, e que, \u201cem 2026, a Rom\u00e9nia vai estar com 79,45% e Portugal com 79,47%\u201d. \u201cOu seja, a Rom\u00e9nia passou de 26,9% para 79,45% e Portugal passou de 85% para 79,47%, <strong>sendo que n\u00f3s tivemos mais fundos e tivemos este desempenho med\u00edocre\u201d<\/strong>, contestou, referindo que a Rom\u00e9nia cresceu 4% ao ano entre 1999 e 2019 e Portugal 0,9%, e alertando que, no futuro, \u201csem reformas, Portugal ser\u00e1 ultrapassado em definitivo pela Rom\u00e9nia\u201d e \u201ccaminhar\u00e1 para a cauda da Europa\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um estudo da Faculdade de Economia do Porto indica que o n\u00edvel de vida nacional face \u00e0 UE&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6741,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[1964,27,28,445,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,2003,32,23,24,33,2004,58,17,18,29,30,31,554],"class_list":{"0":"post-6740","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-aima","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-europa","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-polu00edcia","25":"tag-portugal","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-pt","29":"tag-seguranu00e7a","30":"tag-sociedade","31":"tag-top-stories","32":"tag-topstories","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias","36":"tag-uniu00e3o-europeia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6740","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6740"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6740\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6741"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}