{"id":67643,"date":"2025-09-11T21:33:16","date_gmt":"2025-09-11T21:33:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/67643\/"},"modified":"2025-09-11T21:33:16","modified_gmt":"2025-09-11T21:33:16","slug":"motor-de-12-cilindros-do-ferrari-testarossa-continua-a-gerar-confusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/67643\/","title":{"rendered":"Motor de 12 cilindros do Ferrari Testarossa continua a gerar confus\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\n\tO Ferrari Testarossa de 1984 equipava um motor de 12 cilindros, mas afinal, era um V12 ou um 12 cilindros Boxer?\n<\/p>\n<p>A Ferrari recuperou o nome Testarossa para identificar o <a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/noticias\/apresentacao-ferrari-849-testarossa\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sucessor do SF90 Stradale<\/a>, mas, ao contr\u00e1rio do \u00faltimo Testarossa de 1984, n\u00e3o equipa um motor V12, mas sim um V8 biturbo que faz parte de um sistema h\u00edbrido plug-in.<\/p>\n<p>E aqui est\u00e1 a celeuma provocadora de coment\u00e1rios e discuss\u00f5es: n\u00e3o tem a ver com a perda de cilindros ou a eletrifica\u00e7\u00e3o do novo Testarossa, mas sim sobre ter sido afirmado que o modelo de 1984 equipa um V12 e n\u00e3o um 12 cilindros Boxer. Ok, admito que o design do novo 849 Testarossa tem sido fonte de muitos mais coment\u00e1rios e discuss\u00f5es\u2026<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/ferrari_testarossa_82.webp.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1463\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns=\" http:=\"\" alt=\"Raio X do Ferrari Testarossa\" class=\"wp-image-1079435\" data-lazy- data-lazy- data-lazy-src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/ferrari_testarossa_82.webp.webp\"\/><\/a>\u00a9 Ferrari O 12 cilindros da disc\u00f3rdia.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre qual \u00e9, efetivamente, a configura\u00e7\u00e3o do 12 cilindros do <a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/noticias\/ferrari-testarossa-restomod-officine-fioravanti\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Testarossa<\/a> \u00e9 anterior ao pr\u00f3prio carro e voltou a ganhar for\u00e7a com o regresso deste nome lend\u00e1rio. Abre-se aqui uma excelente oportunidade de esclarecer este ponto de uma vez por todas.<\/p>\n<p>Sejamos honestos, \u00e0 primeira vista o motor do Ferrari Testarossa parece ser um cl\u00e1ssico Boxer ou flat-12, isto \u00e9, um motor com 12 cilindros opostos em posi\u00e7\u00e3o horizontal. N\u00e3o se parece em nada, visualmente, com um \u201cV\u201d. Se formalmente podemos dizer que \u00e9 flat (plano), tecnicamente este motor n\u00e3o \u00e9 um verdadeiro Boxer, <strong>mas sim \u00e9 um V12 a 180\u00ba<\/strong>.<\/p>\n<p>Tudo porque h\u00e1 uma diferen\u00e7a crucial no funcionamento do motor do Testarossa, que o coloca no campo dos \u201cV\u201d e n\u00e3o dos Boxer: os moentes de biela, ou melhor, se h\u00e1 partilha ou n\u00e3o dos moentes de biela entre os pist\u00f5es.<\/p>\n<p>O que s\u00e3o moentes de biela?<\/p>\n<p>\n\t\t\t\t\tOs moentes de biela s\u00e3o as partes exc\u00eantricas da cambota onde as bielas se fixam. Para ajudar a perceber melhor, imaginem dar aos pedais numa bicicleta. Os moentes da biela funcionam como o ponto onde a pedivela da bicicleta liga ao pedal, transformando o movimento para cima e para baixo das pernas (bielas e pist\u00f5es) em rota\u00e7\u00e3o da roda (cambota).\t\t\t\t<\/p>\n<p>Num verdadeiro motor Boxer, como os que encontramos nos <a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/etiqueta\/porsche-911\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Porsche 911 <\/a>ou nos<a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/etiqueta\/porsche-911\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> Subaru<\/a>, cada pist\u00e3o tem o seu pr\u00f3prio moente de biela. Isto significa que os pist\u00f5es opostos movem-se de forma sincronizada: atingem o ponto superior e inferior ao mesmo tempo. Resultado? Equil\u00edbrio perfeito (e possibilidade de usar uma cambota mais leve) e um som muito caracter\u00edstico, como os que conhecemos desses modelos.<\/p>\n<p>O motor do <a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/noticias\/arranque-a-frio-ferrari-testarossa-neve-gelo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ferrari Testarossa<\/a> de 1984 \u00e9 diferente. Cada par de pist\u00f5es opostos partilha o mesmo moente de biela. O que \u00e9 que acontece? Quando um pist\u00e3o atinge o ponto morto superior, o seu par oposto atinge o ponto morto inferior, numa esp\u00e9cie de bra\u00e7o de ferro entre cilindros. \u00c9 o funcionamento t\u00edpico de um motor em V \u2014 , ainda que aqui as duas bancadas deste V12 formem um \u00e2ngulo de 180\u00ba.<\/p>\n<p>Apesar da diferen\u00e7a t\u00e9cnica, o V12 \u00abachatado\u00bb da Ferrari partilhava com os Boxer a vantagem de poder ser instalado numa posi\u00e7\u00e3o muito baixa no compartimento do motor, para um menor centro de gravidade. Mas no Testarossa essa vantagem n\u00e3o foi totalmente aproveitada, pois o motor estava colocado sobre a caixa de velocidades.<\/p>\n<p>Ferrari n\u00e3o ajuda<\/p>\n<p>Esta confus\u00e3o sobre que tipo de 12 cilindros \u00e9 o motor do Testarossa dura h\u00e1 d\u00e9cadas e \u00e9 at\u00e9 anterior ao pr\u00f3prio Testarossa, isto porque o motor foi lan\u00e7ado nos anos 70. Mas uma das maiores respons\u00e1veis pela confus\u00e3o \u00e9 a pr\u00f3pria Ferrari.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/ferrari_testarossa_283.webp.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1366\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns=\" http:=\"\" alt=\"\" class=\"wp-image-1079436\" data-lazy- data-lazy- data-lazy-src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/ferrari_testarossa_283.webp.webp\"\/><\/a>\u00a9 Ferrari Ao final do dia, o que interessa verdadeiramente \u00e9 apreciar mais uma obra de arte de 12 cilindros do construtor de Maranello.<\/p>\n<p>Isto porque o primeiro carro de estrada a usar este V12 a 180\u00ba foi o 365 GT4 BB, lan\u00e7ado em 1973. E na altura, \u201cBB\u201d era acr\u00f3nimo para\u2026 Berlinetta Boxer, em alus\u00e3o \u00e0 carro\u00e7aria e ao motor. Hoje sabemos que as letras BB t\u00eam, na realidade, <a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/classicos\/ferrari-365-gt4-bb-atriz-francesa\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">outro significado menos politicamente correto<\/a>, mas foi esta a justifica\u00e7\u00e3o oficial escolhida, ainda que seja enganadora. <\/p>\n<p>Depois do 365 GT4 BB, vieram os 512 BB\/BBi \u2014 mantendo o \u00abengano\u00bb na designa\u00e7\u00e3o \u2014 e, em 1984, foi ent\u00e3o lan\u00e7ado o Testarossa. Este evoluiria para o 512 TR e o F512 M, deixando de ser produzido em 1996. <\/p>\n<p>O V12 a 180\u00ba tamb\u00e9m evoluiu com cada modelo. Come\u00e7ou por ser identificado por F102 no 365 GT4 BB e derivava, em grande parte, do V12 a 60\u00ba \u2014 o famoso Colombo. Ganhou a designa\u00e7\u00e3o F110 com o 512 BB, e com o Testarossa ganhou uma cabe\u00e7a multiv\u00e1vulas e a designa\u00e7\u00e3o F113. Come\u00e7ou com 4,4 litros (F102) e 340 cv e acabou com 4,9 litros (F110, F113) e 440 cv, mas sempre naturalmente aspirado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Ferrari Testarossa de 1984 equipava um motor de 12 cilindros, mas afinal, era um V12 ou um&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":67644,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,2193,17903,6025,32,33,11172],"class_list":{"0":"post-67643","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-ferrari","12":"tag-ferrari-testarossa","13":"tag-motores","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-v12"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67643","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67643"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67643\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67644"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}