{"id":68049,"date":"2025-09-12T05:57:06","date_gmt":"2025-09-12T05:57:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/68049\/"},"modified":"2025-09-12T05:57:06","modified_gmt":"2025-09-12T05:57:06","slug":"a-insonia-cronica-pode-acelerar-o-envelhecimento-do-cerebro-mas-ate-que-ponto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/68049\/","title":{"rendered":"A ins\u00f3nia cr\u00f3nica pode acelerar o envelhecimento do c\u00e9rebro. Mas at\u00e9 que ponto?"},"content":{"rendered":"<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>A ins\u00f3nia cr\u00f3nica pode prejudicar mais do que o seu ritmo de sono &#8211; ela pode acelerar o envelhecimento cerebral, segundo uma nova pesquisa.<\/p>\n<p>As pessoas com ins\u00f3nia cr\u00f3nica, ou que t\u00eam dificuldade em dormir pelo menos tr\u00eas noites por semana durante tr\u00eas meses ou mais, t\u00eam 40% mais probabilidades de desenvolver dem\u00eancia ou problemas cognitivos ligeiros do que as pessoas que dormem normalmente, de acordo com o estudo publicado na <a href=\"https:\/\/www.neurology.org\/doi\/10.1212\/WNL.0000000000214155\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\"><strong>revista Neurology.<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Isto traduz-se em 3,5 anos adicionais de envelhecimento do c\u00e9rebro, segundo o estudo.<\/p>\n<p>Os resultados &#8220;juntam-se a um conjunto crescente de provas de que o sono n\u00e3o tem apenas a ver com o descanso &#8211; tem tamb\u00e9m a ver com a resili\u00eancia do c\u00e9rebro&#8221;, afirmou num comunicado Diego Z. Carvalho, um dos autores do estudo e neurologista da Cl\u00ednica Mayo, nos EUA.<\/p>\n<p>A equipa de Carvalho acompanhou 2.750 idosos americanos cognitivamente saud\u00e1veis durante uma m\u00e9dia de quase seis anos. Os participantes &#8211; 16% dos quais foram diagnosticados com ins\u00f3nia &#8211; foram submetidos a testes regulares de mem\u00f3ria e racioc\u00ednio, e alguns fizeram exames ao c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Em geral, 14% das pessoas com ins\u00f3nia desenvolveram dem\u00eancia ou defici\u00eancia cognitiva ligeira, em compara\u00e7\u00e3o com 10% das pessoas sem ins\u00f3nia. As pessoas com ins\u00f3nia cr\u00f3nica tamb\u00e9m registaram decl\u00ednios mais acentuados nos testes de racioc\u00ednio ao longo dos anos.<\/p>\n<p>&#8220;Assistimos a um decl\u00ednio mais r\u00e1pido das capacidades de racioc\u00ednio e a altera\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro que sugerem que a ins\u00f3nia cr\u00f3nica pode ser um sinal de alerta precoce ou mesmo um fator que contribui para futuros problemas cognitivos&#8221;, afirmou Carvalho.<\/p>\n<p>Os resultados mantiveram-se mesmo depois de os investigadores terem tido em conta factores como a idade, a hipertens\u00e3o arterial, a apneia do sono e o uso de medicamentos para dormir.<\/p>\n<p>No entanto, os investigadores n\u00e3o provaram que a ins\u00f3nia causa problemas de sa\u00fade cerebral, apenas que os dois est\u00e3o relacionados. Ser\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos para compreender exatamente por que raz\u00e3o parecem estar ligados.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m concluiu que a ins\u00f3nia cr\u00f3nica parece afetar mais a sa\u00fade cerebral de algumas pessoas do que de outras.<\/p>\n<p>Os participantes que afirmaram dormir menos do que o habitual apresentavam mais hiperintensidades da subst\u00e2ncia branca, ou pontos brilhantes nos exames cerebrais que indicam danos, e placas amil\u00f3ides, ou prote\u00ednas que se podem acumular no c\u00e9rebro e que t\u00eam sido associadas \u00e0 doen\u00e7a de Alzheimer.<\/p>\n<p>Os seus n\u00edveis de placas amil\u00f3ides eram semelhantes aos normalmente observados em pessoas portadoras da variante do gene APOE4, que aumenta o risco de Alzheimer, segundo o estudo.<\/p>\n<p>Os participantes com a variante APOE4 tamb\u00e9m registaram maiores decl\u00ednios na mem\u00f3ria e nas capacidades de pensamento.<\/p>\n<p>&#8220;Os nossos resultados sugerem que as ins\u00f3nias podem afetar o c\u00e9rebro de diferentes formas, envolvendo n\u00e3o s\u00f3 as placas amil\u00f3ides, mas tamb\u00e9m os pequenos vasos que fornecem sangue ao c\u00e9rebro&#8221;, afirmou Carvalho.<\/p>\n<p>Os resultados s\u00e3o os mais recentes a encontrar uma liga\u00e7\u00e3o entre o sono e a sa\u00fade do c\u00e9rebro. A ins\u00f3nia cr\u00f3nica e a m\u00e1 qualidade do sono tamb\u00e9m aumentam o risco de hipertens\u00e3o arterial, doen\u00e7as card\u00edacas, diabetes, depress\u00e3o e obesidade.<\/p>\n<p>A dem\u00eancia afeta cerca de 57 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). A ins\u00f3nia afeta cerca de 16,2 por cento das pessoas nos pa\u00edses com dados de qualidade dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>O estudo mais recente &#8220;refor\u00e7a a import\u00e2ncia do tratamento da ins\u00f3nia cr\u00f3nica, n\u00e3o s\u00f3 para melhorar a qualidade do sono, mas tamb\u00e9m para proteger a sa\u00fade do c\u00e9rebro \u00e0 medida que envelhecemos&#8221;, afirmou Carvalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"PUBLICIDADE A ins\u00f3nia cr\u00f3nica pode prejudicar mais do que o seu ritmo de sono &#8211; ela pode acelerar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":68050,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,118,9683,32,33,117],"class_list":{"0":"post-68049","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-mal-de-alzheimer","10":"tag-perturbacoes-do-sono","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68049","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68049"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68049\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}