{"id":68274,"date":"2025-09-12T11:01:11","date_gmt":"2025-09-12T11:01:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/68274\/"},"modified":"2025-09-12T11:01:11","modified_gmt":"2025-09-12T11:01:11","slug":"livro-cointeligencia-e-manual-util-para-trabalhar-com-ia-12-09-2025-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/68274\/","title":{"rendered":"Livro &#8216;Cointelig\u00eancia&#8217; \u00e9 manual \u00fatil para trabalhar com IA &#8211; 12\/09\/2025 &#8211; Mercado"},"content":{"rendered":"<p>Em <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/helioschwartsman\/2024\/12\/cointeligencia.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">&#8220;Cointelig\u00eancia&#8221;<\/a>, o americano <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2024\/08\/ia-esta-perdendo-o-hype-mas-isso-pode-significar-sucesso.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Ethan Mollick<\/a> evita o que tantos livros sobre <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/inteligencia-artificial\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">intelig\u00eancia artificial<\/a> fazem: olhar demasiadamente para o futuro, elaborando cen\u00e1rios ut\u00f3picos \u2014ou catastrofistas.<\/p>\n<p>O professor de criatividade e neg\u00f3cios da Universidade de Wharton prefere encarar o presente, focando a potencial utilidade da IA, definida logo como uma &#8220;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/tecnologia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">tecnologia<\/a> de prop\u00f3sito geral&#8221; \u2014como o vapor ou a internet.<\/p>\n<p>Presente em v\u00e1rias listas de melhores livros sobre o assunto desde que foi lan\u00e7ado nos Estados Unidos, h\u00e1 cerca de um ano, ele tem uma linguagem bastante acess\u00edvel, sem ser superficial.<\/p>\n<p>Apesar de ser muito bem embasado em estudos cient\u00edficos, revis\u00f5es hist\u00f3ricas e defini\u00e7\u00e3o de conceitos, o livro funciona menos como uma introdu\u00e7\u00e3o ao assunto e mais como uma esp\u00e9cie de manual para quem quer participar ativamente da revolu\u00e7\u00e3o. Logo no princ\u00edpio ele define quatro regras pr\u00e1ticas para o bom uso da tecnologia:<\/p>\n<p>1) &#8220;Sempre convidar a IA para participar&#8221;: experiment\u00e1-la em tudo que for legal e \u00e9tico, para entender onde ajuda \u2014e onde amea\u00e7a seu trabalho; 2) ser o humano do processo: usar a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/sobretudo\/carreiras\/2025\/02\/ia-no-trabalho-como-incorporar-ferramentas-de-forma-responsavel.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">IA como ferramenta<\/a>, n\u00e3o muleta; delegar sem abdicar de julgamento; 3) tratar a IA como uma &#8220;pessoa&#8221; alien\u00edgena \u2014e diga que &#8220;pessoa&#8221; ela \u00e9 (defina persona, contexto, crit\u00e9rios), porque isso melhora a colabora\u00e7\u00e3o; 4) assuma que esta \u00e9 a pior IA que voc\u00ea usar\u00e1: os sistemas v\u00e3o melhorar, ent\u00e3o construa processos que aprendam r\u00e1pido com eles.<\/p>\n<p>Esses mandamentos s\u00e3o embasados n\u00e3o apenas em sua pr\u00f3pria experi\u00eancia \u2014Mollick fez o <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/chatgpt\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ChatGPT<\/a> assumir diferentes &#8220;personas&#8221; para revisar e criticar seu pr\u00f3prio livro\u2014, mas em estudos que ele mesmo vem conduzindo sobre o impacto da IA na produtividade das empresas.<\/p>\n<p>Tudo \u00e9 amplamente ilustrado com exemplos pr\u00e1ticos, acess\u00edveis e \u00fateis para todo mundo que trabalha na frente do computador a maior parte do dia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de dicas para pessoas f\u00edsicas, Mollick tenta explicar por que os prometidos ganhos incr\u00edveis de produtividade ainda n\u00e3o apareceram nos balan\u00e7os financeiros. Ele diz que &#8220;inovar \u00e9 caro para empresas e barato para indiv\u00edduos&#8221;: um profissional pode testar e iterar sozinho hoje; j\u00e1 transformar isso em produto ou processo exige tempo, equipe e risco.<\/p>\n<p>    Tudo a Ler<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Receba no seu email uma sele\u00e7\u00e3o com lan\u00e7amentos, cl\u00e1ssicos e curiosidades liter\u00e1rias<\/p>\n<p>Enquanto isso, o autor percebe a &#8220;automa\u00e7\u00e3o secreta&#8221; de tarefas: gente usando IA \u00e0s escondidas, por medo de puni\u00e7\u00e3o ou de &#8220;treinar o pr\u00f3prio substituto&#8221;.<\/p>\n<p>Para resolver isso, a receita para l\u00edderes de organiza\u00e7\u00f5es seria reduzir o medo, incentivar explicitamente quem descobre bons usos (ele sugere pr\u00eamios robustos em dinheiro, por exemplo) e ampliar o acesso com diretrizes claras.<\/p>\n<p>Se alguns conselhos podem parecer apenas aplica\u00e7\u00e3o do senso comum, o livro brilha ao criar analogias para explicar as formas emergentes de trabalhar com IA. Por exemplo na diferencia\u00e7\u00e3o entre centauros e ciborgues. No modo centauro, a pessoa divide o trabalho: deixa \u00e0 IA o que ela faz melhor (por exemplo, sumarizar estudos ou papers) e fica com a interpreta\u00e7\u00e3o e as decis\u00f5es.<\/p>\n<p>No modo ciborgue, h\u00e1 integra\u00e7\u00e3o cont\u00ednua \u2014a pessoa e a IA coescrevem, coanalisam, cocria\u00adm, com ciclos curtos de edi\u00e7\u00e3o. A habilidade-chave para os pr\u00f3ximos anos \u00e9 escolher quando assumir cada papel.<\/p>\n<p>Um ano ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o original \u2014uma eternidade no assunto que avan\u00e7a a cada semana\u2014, &#8220;Cointelig\u00eancia&#8221; continua sendo um manual bastante \u00fatil. Por sorte n\u00e3o promete certezas, preferindo oferecer heur\u00edsticas e pr\u00e1ticas test\u00e1veis. \u00c9 o tipo de livro que melhora quando lido com um ChatGPT do lado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em &#8220;Cointelig\u00eancia&#8221;, o americano Ethan Mollick evita o que tantos livros sobre intelig\u00eancia artificial fazem: olhar demasiadamente para&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":68275,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,1907,236,933,864,237,170,32,33,110],"class_list":{"0":"post-68274","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-escritores","12":"tag-folha","13":"tag-inteligencia-artificial","14":"tag-literatura","15":"tag-livro","16":"tag-livros","17":"tag-portugal","18":"tag-pt","19":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68274"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68274\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68275"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}