{"id":69296,"date":"2025-09-13T03:24:12","date_gmt":"2025-09-13T03:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/69296\/"},"modified":"2025-09-13T03:24:12","modified_gmt":"2025-09-13T03:24:12","slug":"escolha-sua-distopia-propoe-luiz-eduardo-soares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/69296\/","title":{"rendered":"Escolha sua Distopia, prop\u00f5e Luiz Eduardo Soares"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20200814-7169-1i3jhy5-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3113841\"  \/>Foto: Artur Renzo | Boitempo<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"377\" height=\"525\" src=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Screenshot-2025-09-12-at-16-46-37-LV538008.webp-imagem-WEBP-525-\u00d7-525-pixels.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3113840\" style=\"width:222px;height:auto\"  \/><\/p>\n<p>          Boletim Outras Palavras<\/p>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<p>          Agradecemos!<\/p>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/z3h6l4\" width=\"1\" height=\"1\" style=\"max-width:1px;max-height:1px;visibility:hidden;padding:0;margin:0;display:block\" alt=\".\" border=\"0\"\/><\/p>\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#eaeaea\"><strong>Escolha sua distopia (ou pense pelo avesso)<\/strong>, novo livro de Luiz Eduardo Soares publicado pela pela Edi\u00e7\u00f5es 70<\/p>\n<p>Os animais, como se sabe, dividem-se em embalsamados, sereias, desenhados com um fin\u00edssimo pincel de pelo de camelo, que de longe parecem moscas, e mais alguns tipos. Acredito que as complexidades dessas investiga\u00e7\u00f5es se estendam aos animais pol\u00edticos, entre os quais h\u00e1 alguns que muito dificultam os diligentes esfor\u00e7os taxion\u00f4micos e taxid\u00e9rmicos de quem se dedica \u00e0 estabiliza\u00e7\u00e3o do mundo em cat\u00e1logos capazes de anestesiar a inquieta\u00e7\u00e3o da p\u00f3lis. Luiz Eduardo Soares \u00e9 um desses seres inemapalh\u00e1veis. Quem o conhece pelo aspecto frontal de militante da seguran\u00e7a p\u00fablica, v\u00ea apenas a proje\u00e7\u00e3o em n\u00edvel pragm\u00e1tico do estudioso que chegou \u00e0 secretaria de seguran\u00e7a carioca pelo empenho de pesquisa do contexto social registrado em Viol\u00eancia e pol\u00edtica no Rio de Janeiro (1996). Mas quem observa o cruzamento do eixo da a\u00e7\u00e3o e do estudo talvez perca de vista uma dimens\u00e3o filos\u00f3fica de fundo, que, ao mesmo tempo que desenha equa\u00e7\u00f5es capazes de dar forma aos problemas, interroga cada termo posto em tela, chamando a aten\u00e7\u00e3o para a instabilidade existencial \u2013 de poderes, palavras e afetos \u2013 dos fen\u00f4menos humanos. Um bom nome para o horizonte dessa reflex\u00e3o seria \u2013 como diz o t\u00edtulo de outro antigo livro seu, ainda t\u00e3o atual \u2013, O rigor da indisciplina (1994). E talvez uma outra forma de ver toda a complexidade de vida e morte que Luiz Eduardo, a cada vez, volta a encarar, seja a da narrativa como condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da exist\u00eancia. Como s\u00e3o convocados e apresentados os personagens? Como se enredam em tramas que variam entre confrontos e suspenses e mergulhos subjetivos dos quais nem eles pr\u00f3prios conhecem o fundo que lhes contorna a figura? Que vozes comentam e conduzem a jornada? Como os eixos ag\u00f4nicos amarram esses seres em desenlaces ansiados e temidos? Quem acompanha o exerc\u00edcio de altern\u00e2ncia entre obras anal\u00edticas \u2013 como Justi\u00e7a (2011), Desmilitalizar (2019), O Brasil e seu duplo (2019) ou Dentro da noite feroz (2020) \u2013 e as de variadas matizes ficcionalizantes \u2013 de O experimento de Avelar (1997), ao rec\u00e9m-lan\u00e7ado O Cr\u00e2nio de Vidro do Selvagem Digital (2025), entremeados por sucessos como Cabe\u00e7a de Porco (2005) e Elite da Tropa (2006)\u2013, sabe que a origem teatral do autor, no m\u00edtico Asdr\u00fabal trouxe o trombone, pulsa na tens\u00e3o de contr\u00e1rios presentes em tudo que escreve, entre a capacidade de p\u00f4r em cena a intensidade de fragmentos dram\u00e1ticos precisos e o distanciamento reflexivo que revela os andaimes, luzes, sombras, bastidores e espelhos que fazem do encenado uma das infinitas possibilidades da montagem da trama social e existencial.<\/p>\n<p>Escolha sua distopia (ou pense pelo avesso) \u00e9 assim. Dizer que o livro \u00e9 multidisciplinar, j\u00e1 que mobiliza sociologia, ci\u00eancia pol\u00edtica, filosofia, antropologia, direito, psican\u00e1lise, seria um tipo de miopia reversa, que v\u00ea mal por excessiva clareza de defini\u00e7\u00e3o das bordas da constela\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos em pauta. O eixo de assuntos que encadeia suas quatro se\u00e7\u00f5es \u2013 a anatomia do poder miliciano, a hist\u00f3ria da corros\u00e3o das pol\u00edcias, a sombra de Junho de 2013 e, por fim, o plot twist do potencial pragm\u00e1tico-ut\u00f3pico dos Direitos Humanos \u2013 \u00e9 enganoso em sua linearidade sequencial, j\u00e1 que a cada conjunto de ensaios reunidos em cada se\u00e7\u00e3o, ou a cada movimento reflexivo de cada ensaio ou at\u00e9 mesmo a cada pe\u00e7a invocada para o quebra-cabe\u00e7a de nossa viol\u00eancia hist\u00f3rica, vibram dialeticamente alternativas de entendimento e de for\u00e7as que sugerem que h\u00e1 sempre uma dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao que se diz.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/apoia.se\/outraspalavras\" aria-label=\"MAT\u00c9RIA-1\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/MATERIA-1.png\" alt=\"\"   width=\"681\" height=\"171\"\/><\/a><\/p>\n<p>Nessa escrita dram\u00e1tico-ensa\u00edsta, at\u00e9 o fundamento relativista da antropologia \u00e9 virado pelo avesso, por uma reflex\u00e3o filos\u00f3fica acerca da constitui\u00e7\u00e3o sim\u00e9trica e dial\u00f3gica do sujeito moral, que n\u00e3o pode se furtar de projetar no outro o valor transcendente da dignidade humana universalizada, sob pena de perder a sua pr\u00f3pria. Uma hip\u00f3tese crucial, que v\u00ea a sempre repetida irracionalidade das pol\u00edticas de seguran\u00e7a como denega\u00e7\u00e3o do trauma das ra\u00edzes hist\u00f3ricas de nossa viol\u00eancia criminal, nos ajuda a compreender o medo paran\u00f3ico como um afeto coletivo de fundamento. A an\u00e1lise da trama social inclui uma dimens\u00e3o agon\u00edstica e de pathos, iluminando o movimento que liga o passado colonial, escravista e patriarcal, e a for\u00e7a atual do fascismo, mas tamb\u00e9m indica reversibilidades potenciais, tanto em afirma\u00e7\u00f5es vitais da diferen\u00e7a, como as inven\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas das identidades de g\u00eanero, como na afirma\u00e7\u00e3o radical dos Direitos Humanos. A vida e o pensamento pelo avesso.<\/p>\n<p>H\u00e1 por toda parte uma sensibilidade psicanal\u00edtica, acompanhada de afinidades eletivas com a boa dramaturgia. Vale o destaque para o expl\u00edcito contraponto entre a necessidade da regula\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, operada pelo Direito \u2013 que por defini\u00e7\u00e3o estabiliza identidades e causalidades, para emitir ju\u00edzos de culpa ou inoc\u00eancia \u2013 e o uso desconstrutivo da palavra por parte da psican\u00e1lise, para quem o sujeito, ser de linguagem, \u00e9 sempre um campo de virtualidades explor\u00e1veis. Os exemplos sugerem que, ao contr\u00e1rio do que pretendia Freud, a psican\u00e1lise pode, sim, ser uma vis\u00e3o de mundo, um weltanschauung, com grande rendimento para entendimento da sociedade como algo mais que um c\u00f3digo classificat\u00f3rio, ou mesmo uma din\u00e2mica de confrontos \u2013 uma rede de ambival\u00eancias, n\u00e3o s\u00f3 de conte\u00fados proposicionais (ideologias expressando l\u00f3gicas de interesses contradit\u00f3rios), mas tamb\u00e9m de afetos e sentidos que tem sempre seus avessos e complementos, que, uma vez explorados, mesmo que de forma especulativa e imaginativa, redefinem a pr\u00f3pria identidade dos sujeitos e de suas rela\u00e7\u00f5es. Talvez se possa chamar de multidimensional esse movimento ensa\u00edstico que, por exemplo, para passar em revista emp\u00edrica e te\u00f3rica as vicissitudes dos Direitos Humanos, come\u00e7a por um mergulho em Hamlet como paradigma de hesita\u00e7\u00e3o e do car\u00e1ter abismal da consci\u00eancia e inconsci\u00eancia dessa inven\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica chamada de indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>H\u00e1 algo de balan\u00e7o nesse livro a um s\u00f3 tempo de interven\u00e7\u00e3o do militante da seguran\u00e7a p\u00fablica e dos Direitos Humanos \u2013 pauta crucial no cen\u00e1rio pol\u00edtico, nacional e global, encoberto pela sombra do fascismo \u2013 e de um trabalho intelectual de longa matura\u00e7\u00e3o. S\u00e3o imprescind\u00edveis as s\u00ednteses de f\u00f4lego sobre a hist\u00f3ria de patrimonialismos, de renovados coronelismos, novas enxadas e velhos votos, que permitiram a emerg\u00eancia das m\u00e1fias milicianas, infiltradas at\u00e9 o n\u00facleo da (dita) rep\u00fablica. N\u00e3o menos importante \u00e9 a complementar disseca\u00e7\u00e3o das formas institucionais do funcionamento das pol\u00edcias e o contraponto das propostas de reforma, das quais o autor tem sido protagonista. E se os mergulhos reflexivos se tornam mais expl\u00edcitos e densos nos textos das duas se\u00e7\u00f5es finais, trata-se apenas de um movimento de concentra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 est\u00e3o presentes desde o in\u00edcio. Estudo hist\u00f3rico e estrutural, cruzamento de horizontes antropol\u00f3gicos, interroga\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e narra\u00e7\u00e3o dos dramas sociais e existenciais d\u00e3o esqueleto, corpo e esp\u00edrito para uma escrita dial\u00f3gica e interpelativa que se p\u00f5e e nos p\u00f5e na p\u00f3lis conflagrada.<\/p>\n<p>O ensaio \u201cVis\u00e3o de t\u00fanel: seguran\u00e7a p\u00fablica, \u00e9tica e justi\u00e7a no Brasil\u201d, no qual \u00e9 exposta a tese do negacionismo hist\u00f3rico como causa da irracionalidade das pol\u00edticas de seguran\u00e7a, \u00e9 um exemplo m\u00e1ximo dessa lapida\u00e7\u00e3o do pensamento, em clareza multifacetada e iluminadora de \u00e2ngulos, hist\u00f3ria, tens\u00f5es internas e potencialidades negadas e ao mesmo tempo presentes. Luiz Eduardo parte da experi\u00eancia, tida como inici\u00e1tica para os policiais cariocas, da \u201cvis\u00e3o de t\u00fanel\u201d: a ultra concentra\u00e7\u00e3o inerente ao combate armado, que abole percep\u00e7\u00e3o e ju\u00edzo para dispor \u00e0 a\u00e7\u00e3o pura, imediata e inevitavelmente letal. A\u00ed, num salto da narra\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica da experi\u00eancia do outro para a filosofia, o autor contrap\u00f5e o t\u00fanel ao universalismo contratualista na vers\u00e3o de Hannah Arendt que afirma ser condi\u00e7\u00e3o para a civiliza\u00e7\u00e3o a postula\u00e7\u00e3o de \u201cuma regi\u00e3o al\u00e9m e acima da linha de combate\u201d. O parafuso cr\u00edtico d\u00e1 outra volta, e o universalismo impl\u00edcito, de sabor especulativo kantiano, de Arendt, \u00e9 posto em quest\u00e3o, convocando como necessidade \u2013 pragm\u00e1tica, e n\u00e3o transcendental \u2013 a intencionalidade horizontal de a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas concretas, como perspectiva de supera\u00e7\u00e3o do impasse. O modo de colocar o jogo de ponto de vistas em outra regi\u00e3o \u00e9 p\u00f4r para jogo a r\u00e9gua da viol\u00eancia de grau zero e a da racionalidade abstrata, interpeladas por outras possibilidades, experi\u00eancias dial\u00f3gicas de cidadania e inven\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas de seguran\u00e7a p\u00fablica. A partir dessa conex\u00e3o inesperada, entre a inicia\u00e7\u00e3o \u201ccaveira\u201d, filosofia e pol\u00edtica dos direitos humanos, a vis\u00e3o se multiplica, se exponencia. Primeiro, por uma caracteriza\u00e7\u00e3o do fetichismo da mercadoria como indissociavelmente amalgamado ao monop\u00f3lio estatal da viol\u00eancia, reunindo dois vetores fundamentais do pensamento ocidental. E, logo, com a especifica\u00e7\u00e3o da reflex\u00e3o para o caso brasileiro, com a proje\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o de t\u00fanel na hist\u00f3ria do nosso capitalismo autorit\u00e1rio. A viol\u00eancia intransitiva e compuls\u00f3ria ganha contexto e fun\u00e7\u00e3o, revelando-se um operador crucial da nossa sociedade, tanto na naturalizada repress\u00e3o e recorrente elimina\u00e7\u00e3o dos setores rebeldes ao arranjo de poder, como na denega\u00e7\u00e3o desse trauma brutal constantemente reencenado, expresso em discursos moralizantes obsessivamente repetidos, vazios e mortais, sobre seguran\u00e7a p\u00fablica \u2013 esp\u00e9cie de aleph, ou segredo sujo da na\u00e7\u00e3o que nunca supera seu fundamento traum\u00e1tico. A n\u00e3o ser que tenhamos a coragem de olhar o trauma no fundo de nossa noite feroz, deslocando a energia da viol\u00eancia como sintoma para uma energia de constru\u00e7\u00e3o inaugural da rep\u00fablica sempre adiada.<\/p>\n<p>Escolha sua distopia. Ou pense pelo avesso.<\/p>\n<p>Sem publicidade ou patroc\u00ednio, dependemos de voc\u00ea. Fa\u00e7a parte do nosso grupo de apoiadores e ajude a manter nossa voz livre e plural: <a href=\"https:\/\/apoia.se\/outraspalavras\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>apoia.se\/outraspalavras<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Foto: Artur Renzo | Boitempo Boletim Outras Palavras Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site Agradecemos!&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":69297,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,18709,170,18710,32,33,18711,18712],"class_list":{"0":"post-69296","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-escolha-sua-distopia","12":"tag-livros","13":"tag-luiz-eduardo-soares","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-seguranca-publica","17":"tag-violencia-policial"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69296","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69296"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69296\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69297"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69296"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}