{"id":69412,"date":"2025-09-13T06:56:14","date_gmt":"2025-09-13T06:56:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/69412\/"},"modified":"2025-09-13T06:56:14","modified_gmt":"2025-09-13T06:56:14","slug":"no-novo-restaurante-de-pedro-pena-bastos-ha-classicos-de-autor-sem-amarras-do-fine-dining-nit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/69412\/","title":{"rendered":"No novo restaurante de Pedro Pena Bastos h\u00e1 cl\u00e1ssicos de autor sem \u201camarras do fine dining\u201d \u2014 NiT"},"content":{"rendered":"<p>Pedro Pena Bastos libertou-se das amarras do fine dining quando saiu do CURA, no Hotel Ritz, no in\u00edcio de fevereiro. O chef, de 35 anos, queria voltar a comandar uma cozinha a solo e a explorar um conceito que andava a maturar h\u00e1 v\u00e1rios anos. No final de agosto, surpreendeu ao anunciar a abertura do Broto, o novo restaurante no Chiado, com uma mesa comunit\u00e1ria onde vai trabalhar produtos locais com a leveza de uma casa portuguesa. O espa\u00e7o abre portas na segunda-feira, 15 de setembro.<\/p>\n<p>Instalado no n\u00famero 20 do Largo Rafael Bordalo Pinheiro, o Broto nasce da vontade de Pedro Pena Bastos em criar uma \u201ccozinha mais el\u00e1stica, flex\u00edvel, com capacidade para chegar a mais pessoas\u201d. \u201c<strong>Queria criar um conceito que explorasse um lado contempor\u00e2neo, com uma vertente gastron\u00f3mica sempre bastante elevada e com algum refinamento, mas sem as amarras do fine dining, de forma a tamb\u00e9m conseguirmos explorar a nossa proposta de uma forma flex\u00edvel, din\u00e2mica, com muitos produtos de \u00e9poca, que chegam de pequenos produtores.<\/strong> \u00c9 um espa\u00e7o que surge de uma vontade com muitos anos\u201d.<\/p>\n<p>Com outras ideias em mente, o chef teve de refletir sobre o conceito ideal para o espa\u00e7o que encontrou no Chiado. Estudou a concorr\u00eancia e a oferta da zona e percebeu que o Broto fazia todo o sentido ali. \u201cN\u00e3o \u00e9 o meu primeiro projeto a solo, mas \u00e9 o primeiro projeto desenhado de raiz por mim\u201d, diz, admitindo que sente alguma press\u00e3o e curiosidade por parte dos clientes. \u201cSinto que est\u00e1 tudo muito curioso para perceber o que irei apresentar neste espa\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>Ainda assim, garante que essa press\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 relacionada com a estrela Michelin que conquistou no CURA em menos de um ano. \u201cN\u00e3o estamos focados nisso. Estou muito confort\u00e1vel com o que vamos fazer, sei que vai ser um espa\u00e7o de alta qualidade, bem conquistado, bem feito, mas obviamente que a rela\u00e7\u00e3o com o Guia n\u00e3o mudar\u00e1 e ser\u00e1 sempre muito bem gerida. E acredito que possamos continuar a nossa \u00f3tima rela\u00e7\u00e3o e continuar a dar frutos, obviamente\u201d.<\/p>\n<p>O novo restaurante assenta numa \u201ccozinha de mem\u00f3rias\u201d, onde \u201ctradi\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o coexistem\u201d. Entre os pratos da carta est\u00e3o as lulas com avel\u00e3, manteiga torrada de algas e caviar Oscietra (28\u20ac). \u201c\u00c9 um prato que representa o meu percurso e j\u00e1 me acompanha h\u00e1 muitos anos. Comecei a faz\u00ea-lo no Espor\u00e3o, cresceu depois no Ceia e levei-o para o Cura. Agora tinha de traz\u00ea-lo, mas num formato maior para incentivar a partilha. Ali\u00e1s, quase todos os pratos s\u00e3o de partilha\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do prato de assinatura, h\u00e1 sugest\u00f5es como borrego assado no forno, com cuscos transmontanos, acelgas, hortel\u00e3 e p\u00eara roxa (26\u20ac); croquete de leit\u00e3o (8,50\u20ac), pataniscas de lula e alho-franc\u00eas e papada de porco (8\u20ac). Para a sobremesa, o destaque vai para as farturas servidas com leite-creme, que o chef atinge com a mistura de canela e lim\u00e3o.<\/p>\n<p>A carta de vinhos foi desenhada pelo pr\u00f3prio, com a ajuda de amigos. <strong>\u201cEscolhemos castas aut\u00f3ctones, como a Esgana-c\u00e3o, ou Rabo de Ovelha. S\u00e3o muito particulares e t\u00eam muita identidade e acabam por transmitir o conceito do Broto\u201d, explica Pedro, que escolheu o nome do restaurante por simbolizar a transi\u00e7\u00e3o entre a raiz e o fruto.<\/strong> \u201cEst\u00e1 muito ligado \u00e0s minhas ra\u00edzes e aos frutos que quero que d\u00ea origem, ou seja, \u00e0 fase seguinte. Este \u00e9 o primeiro projeto de uma s\u00e9rie de novidades\u201d.<\/p>\n<p>Apesar disso, n\u00e3o revela detalhes sobre os conceitos em desenvolvimento. \u201cO foco agora \u00e9 este espa\u00e7o, o Broto. Mas no futuro quero voltar ao fine dining, at\u00e9 porque j\u00e1 tenho saudades. Para j\u00e1 vou ficar concentrado neste espa\u00e7o que acredito que pode trazer muitas coisas boas\u201d.<\/p>\n<p>O Broto foi pensado como \u201cuma sala de estar\u201d e tem capacidade para 50 pessoas no interior e mais 30 na esplanada. A decora\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m ela pensada por Pedro Pena Bastos, aposta em tons quentes e elementos que remetem para o meio rural, com barro e cores como o verde e o terracota.<\/p>\n<p>\u201cTemos artes\u00e3os que nos trataram das madeiras e produtores que se uniram para nos ajudar com o caf\u00e9, os ch\u00e1s e at\u00e9 a entrega de vinhos e alimentos, para que tudo esteja conectado com a ess\u00eancia do Broto\u201d, diz. E conclui: \u201cL\u00e1 est\u00e1, \u00e9 um restaurante gastron\u00f3mico com um perfil e uma identidade muito pr\u00f3pria, eu quero muito que tenha essa marca vinculada de eleg\u00e2ncia, tamb\u00e9m de conforto, de descontra\u00e7\u00e3o, de uma mesa cheia para receber os amigos, fam\u00edlia, partilhar\u201d.<\/p>\n<p>Carregue na galeria para conhecer o espa\u00e7o e pratos que o chef serve no Broto.<\/p>\n<p>\tFICHA T\u00c9CNICA<\/p>\n<ul>\n<li><strong>MORADA<\/strong><br \/>Largo Rafael Bordalo Pinheiro 20A<br \/>1200-445 \u00a0Lisboa<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li><strong>HOR\u00c1RIO<\/strong><\/li>\n<li>Segunda a domingo das 12h \u00e0s 23h<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>PRE\u00c7O M\u00c9DIO<\/strong><br \/>Mais de 50\u20ac<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pedro Pena Bastos libertou-se das amarras do fine dining quando saiu do CURA, no Hotel Ritz, no in\u00edcio&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":69413,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85],"tags":[114,115,32,33],"class_list":{"0":"post-69412","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-entretenimento","8":"tag-entertainment","9":"tag-entretenimento","10":"tag-portugal","11":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69412","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69412"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69412\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69413"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}