{"id":69514,"date":"2025-09-13T09:51:09","date_gmt":"2025-09-13T09:51:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/69514\/"},"modified":"2025-09-13T09:51:09","modified_gmt":"2025-09-13T09:51:09","slug":"viloes-cardiovasculares-os-alimentos-ultraprocessados-estao-sob-analise-estudo-com-200-mil-adultos-nos-estados-unidos-revela-perigos-ocultos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/69514\/","title":{"rendered":"Vil\u00f5es cardiovasculares, os alimentos ultraprocessados est\u00e3o sob an\u00e1lise: estudo com 200 mil adultos nos Estados Unidos revela perigos ocultos"},"content":{"rendered":"<p>Por <\/p>\n<p>\t\t\t\tReda\u00e7\u00e3o R\u00e1dio Pampa\t<\/p>\n<p>\t\t\t\t | 13 de setembro de 2025<\/p>\n<p><img width=\"800\" height=\"443\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image_processing20201016-6363-cl6mtj.jpeg\" class=\"webfeedsFeaturedVisual wp-post-image\" alt=\"\" style=\"display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;\" link_thumbnail=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\"  \/><\/p>\n<p>Citar uma condi\u00e7\u00e3o comum \u2014 como doen\u00e7as card\u00edacas \u2014 j\u00e1 \u00e9 suficiente para mostrar que h\u00e1 grandes chances de que seguir uma dieta rica em alimentos ultraprocessados esteja associada a ela. Mas a categoria de alimentos ultraprocessados \u00e9 ampla e abrangente. Estima-se que represente 73% do suprimento alimentar dos Estados Unidos e inclua produtos estereotipicamente \u201cn\u00e3o saud\u00e1veis\u201d, como refrigerantes, doces e cachorros-quentes, al\u00e9m de produtos aparentemente \u201csaud\u00e1veis\u201d, como p\u00e3es integrais, cereais matinais, iogurtes saborizados e leites vegetais.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma mistura de alimentos, alguns dos quais provavelmente s\u00e3o mais prejudiciais do que outros\u201d, disse Josiemer Mattei, professora associada de nutri\u00e7\u00e3o na Escola de Sa\u00fade P\u00fablica Harvard TH Chan.<\/p>\n<p>Mattei e seus colegas publicaram um dos maiores e mais longos estudos sobre alimentos ultraprocessados e sa\u00fade card\u00edaca at\u00e9 o momento. O estudo analisou os riscos do consumo desses alimentos e identificou quais s\u00e3o os piores.<\/p>\n<p><strong>Um risco geral dos alimentos ultraprocessados<\/strong><\/p>\n<p>O estudo, publicado na revista Lancet, incluiu mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos. Os participantes preencheram question\u00e1rios detalhados sobre dieta desde o final da d\u00e9cada de 1980 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, repetindo-os a cada dois ou quatro anos por cerca de 30 anos. A maioria era branca e trabalhava como profissional de sa\u00fade. Os pesquisadores investigaram como o consumo de alimentos ultraprocessados se relacionava com o desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ajustes para fatores de risco como tabagismo, hist\u00f3rico familiar, sono e exerc\u00edcios, os pesquisadores descobriram que quem consumia mais alimentos ultraprocessados teve 11% mais chances de desenvolver doen\u00e7as cardiovasculares e 16% mais chances de desenvolver doen\u00e7a coronariana em compara\u00e7\u00e3o aos que consumiam menos. O risco de acidente vascular cerebral foi ligeiramente mais elevado, mas sem signific\u00e2ncia estat\u00edstica.<\/p>\n<p>Em uma an\u00e1lise combinada com outros 19 estudos envolvendo cerca de 1,25 milh\u00e3o de adultos, os pesquisadores encontraram que quem consumia mais ultraprocessados tinha 17% mais chances de desenvolver doen\u00e7as cardiovasculares, 23% mais chances de doen\u00e7a coronariana e 9% mais chances de sofrer um derrame, em compara\u00e7\u00e3o aos que consumiam menos.<\/p>\n<p>O tamanho do estudo e a frequ\u00eancia das verifica\u00e7\u00f5es diet\u00e9ticas fazem dele \u201cum dos estudos mais robustos\u201d sobre o tema, afirmou Niyati Parekh, professora de nutri\u00e7\u00e3o em sa\u00fade p\u00fablica na Universidade de Nova York.<\/p>\n<p>Ainda assim, o estudo tem limita\u00e7\u00f5es comuns a pesquisas nutricionais. Os question\u00e1rios n\u00e3o foram projetados para classificar o grau de processamento dos alimentos, ent\u00e3o os pesquisadores tiveram de determinar quais eram provavelmente ultraprocessados posteriormente. Al\u00e9m disso, os nutrientes de alguns produtos, como cereais matinais, podem ter mudado ao longo das d\u00e9cadas, tornando os resultados menos aplic\u00e1veis aos alimentos atuais.<\/p>\n<p>Como a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre sa\u00fade, os resultados podem n\u00e3o se aplicar a toda a popula\u00e7\u00e3o. E, como ressaltou Mattei, esses estudos n\u00e3o provam causa e efeito; mostram apenas associa\u00e7\u00e3o. O que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a consist\u00eancia global das evid\u00eancias ligando ultraprocessados \u00e0 sa\u00fade prec\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Separando os \u201cbons\u201d dos \u201cbandidos\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m investigaram se certos tipos de ultraprocessados estavam mais associados a doen\u00e7as cardiovasculares. Entre 10 categorias analisadas, duas se destacaram: bebidas a\u00e7ucaradas, como refrigerantes e ponche de frutas, e carnes, aves e peixes processados, incluindo bacon, cachorros-quentes, produtos de peixe empanados e salsichas.<\/p>\n<p>Quando essas categorias foram exclu\u00eddas, a maior parte do risco associado aos ultraprocessados desapareceu, disse Kenny Mendoza, pesquisador de p\u00f3s-doutorado na Escola de Sa\u00fade P\u00fablica Harvard TH Chan.<\/p>\n<p>Por outro lado, alguns alimentos ultraprocessados pareceram reduzir o risco de doen\u00e7as cardiovasculares, como cereais matinais, iogurtes ado\u00e7ados ou saborizados, iogurtes congelados e sorvetes, al\u00e9m de salgadinhos como pipoca e biscoitos industrializados.<\/p>\n<p>Esses resultados corroboram estudos anteriores, que indicam que carnes processadas e bebidas a\u00e7ucaradas s\u00e3o os tipos mais prejudiciais, enquanto p\u00e3es, cereais e iogurtes ultraprocessados n\u00e3o apresentam risco ou t\u00eam risco reduzido, segundo Maya Vadiveloo, professora associada de nutri\u00e7\u00e3o da Universidade de Rhode Island.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a conclus\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Entre os especialistas, h\u00e1 consenso em alguns pontos. Priorizar alimentos n\u00e3o processados ou minimamente processados \u2014 como frutas, verduras, legumes, nozes e gr\u00e3os integrais \u2014 est\u00e1 associado a melhor sa\u00fade, disse Vadiveloo.<\/p>\n<p>Carnes processadas e bebidas a\u00e7ucaradas, por sua vez, t\u00eam associa\u00e7\u00e3o consistente com problemas de sa\u00fade, disse Mattei, e devem ser evitadas ou reduzidas.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que apenas esses alimentos sejam prejudiciais, ou que seja seguro consumir \u00e0 vontade os outros ultraprocessados, explicou Mathilde Touvier, do Instituto Nacional de Sa\u00fade e Pesquisa M\u00e9dica da Fran\u00e7a. Pesquisas mostram que aditivos como ado\u00e7antes artificiais, conservantes e emulsificantes podem estar ligados a c\u00e2ncer e diabetes tipo 2, e estudos adicionais s\u00e3o necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Por enquanto, o fato de um alimento ser ultraprocessado n\u00e3o deve ser o \u00fanico crit\u00e9rio para avaliar sua sa\u00fade, concluiu Vadiveloo. Com informa\u00e7\u00f5es do portal O Globo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Reda\u00e7\u00e3o R\u00e1dio Pampa | 13 de setembro de 2025 Citar uma condi\u00e7\u00e3o comum \u2014 como doen\u00e7as card\u00edacas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":69515,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-69514","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69514"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69514\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69515"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}