{"id":71056,"date":"2025-09-14T13:42:19","date_gmt":"2025-09-14T13:42:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/71056\/"},"modified":"2025-09-14T13:42:19","modified_gmt":"2025-09-14T13:42:19","slug":"comprou-o-navio-de-passageiros-mais-antigo-do-mundo-e-gastou-15-milhoes-para-o-transformar-num-hotel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/71056\/","title":{"rendered":"Comprou o navio de passageiros mais antigo do mundo e gastou 15 milh\u00f5es para o transformar num hotel"},"content":{"rendered":"<p>\t                Depois de ser desativado, o navio, que foi fabricado nos EUA e era conhecido como SS Medina, foi renovado e transformado em hotel. Est\u00e1 agora em terra firme<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Em 1914, dois anos depois de o Titanic ter embarcado na sua malfadada viagem inaugural, o SS Medina, movido a vapor, saiu do estaleiro em Newport News, Virg\u00ednia, Estados Unidos da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, este navio teve muitas vidas \u2014 e muitos nomes. Foi uma carreira que acabou por torn\u00e1-lo no navio de passageiros mais antigo em atividade nos oceanos. Contudo, a mais recente miss\u00e3o deste barco com 111 anos \u00e9, talvez, a mais improv\u00e1vel de todas.<\/p>\n<p>O Medina foi originalmente usado para transportar cebolas e outras mercadorias, acabando por ser recrutado para ajudar nos esfor\u00e7os dos Estados Unidos da Am\u00e9rica durante a Segunda Guerra Mundial. Foi depois convertido num navio de passageiros, o SS Roma, e equipado com um motor a diesel, antes de servir como navio de cruzeiro sob o nome MS Franca C. Em 1977, foi adquirido por uma organiza\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e batizado com um novo nome, MV Doulos, operando como um navio mission\u00e1rio e uma biblioteca flutuante.<\/p>\n<p>Nas tr\u00eas d\u00e9cadas seguintes, navegou mais de 360 mil milhas n\u00e1uticas e atracou em mais de 100 pa\u00edses. Chegou mesmo a ser atacado com granadas por separatistas mu\u00e7ulmanos nas Filipinas, num incidente terrorista em 1991, que causou a morte de dois mission\u00e1rios.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pbg4f1-1.jpg\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   O SS Medina passa em frente da Est\u00e1tua da Liberdade durante a sua viagem inaugural em 1914 (Alamy) <\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">\u00a0<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/gettyimages-72929614.jpg\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   Visitantes fazem fila para entrar no navio, na altura conhecido como MV Doulos, nas Filipinas, em 2007 (Jay Directo\/AFP\/Getty Images) <\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Agora, depois de mais de um s\u00e9culo no mar, o navio chegou ao seu destino final. Em terra firme, em Bintan, uma ilha tropical da Indon\u00e9sia, que \u00e9 conhecida pelos seus resorts de praia com tudo inclu\u00eddo. O empres\u00e1rio Eric Saw, natural de Singapura, \u00e9 o mais recente propriet\u00e1rio desta hist\u00f3rica embarca\u00e7\u00e3o. Prefere ser conhecido como o seu \u201cadministrador\u201d. Passou os \u00faltimos 15 anos, gastando 23 milh\u00f5es de d\u00f3lares de Singapura, cerca de 15 milh\u00f5es de euros, do pr\u00f3prio bolso, para transformar o navio num hotel de luxo.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o tivesse tido este projeto, talvez tivesse um Ferrari e um Lamborghini em casa, ou estivesse a navegar pelo mundo todos os anos com a minha fam\u00edlia\u201d, reflete o empres\u00e1rio de 74 anos durante um almo\u00e7o no restaurante do hotel, que faz parte de uma nova estrutura de dois andares constru\u00edda na proa do navio. A gigantesca tarefa de comprar, renovar e transportar o navio hist\u00f3rico para terra foi, diz, \u201cuma chamada de Deus\u201d.<\/p>\n<p>O navio agora chama-se Doulos Phos, o que quer dizer \u201cServo da Luz\u201d em grego. E est\u00e1 instalado numa l\u00edngua de terra que tem forma de \u00e2ncora e que foi recuperada do Mar da China Meridional especificamente para o empreendimento de Saw. A enorme h\u00e9lice, que passou muito escondida tempo escondida na \u00e1gua, est\u00e1 hoje totalmente vis\u00edvel. O mesmo acontece com a parte inferior do casco, com 130 metros de comprimento, que, tal como o do Titanic, foi constru\u00eddo com placas de a\u00e7o unidas com rebites. Recorde-se que a soldadura n\u00e3o era amplamente utilizada na constru\u00e7\u00e3o naval at\u00e9 \u00e0 d\u00e9cada de 1930.<\/p>\n<p>No interior, corredores com tetos baixos conduzem a cerca de uma centena de quartos e su\u00edtes. Alguns ainda t\u00eam vigias circulares como janelas. Outros t\u00eam pesadas portas de metal, com ma\u00e7anetas para puxar, que se abrem para conveses laterais que antes eram usados pelos marinheiros para se deslocarem\u00a0pelo navio. Contudo, esses conveses est\u00e3o agora subdivididos em varandas privadas com vista para o mar.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/dji-0570-pano.jpg\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   O Doulos Phos The Ship Hotel ocupa uma faixa de terra artificial em forma de \u00e2ncora, recuperada especificamente para o empreendimento (Doulos Phos The Ship Hotel) <\/p>\n<p>A primeira inaugura\u00e7\u00e3o do hotel, em 2019, revelou-se uma falsa partida. As duras restri\u00e7\u00f5es \u00e0s viagens impostas pela Indon\u00e9sia e pela vizinha Singapura, cujos turistas abastados sustentam a economia de Bintan, que assenta no turismo, acabaram por paralisar as opera\u00e7\u00f5es. Singapura s\u00f3 p\u00f4s fim \u00e0s medidas relativas \u00e0s fronteiras em 2023. Contudo, ultrapassadas essas barreiras, Saw espera atrair fam\u00edlias jovens e entusiastas da hist\u00f3ria mar\u00edtima.<\/p>\n<p>Fica claro que o empres\u00e1rio aprecia proporcionar uma experi\u00eancia mar\u00edtima aos visitantes. Na hora de mostrar o navio \u00e1 CNN, est\u00e1 sempre a repetir as express\u00f5es associadas aos hot\u00e9is convencionais. Aqui, os funcion\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o \u201cpessoal\u201d, s\u00e3o \u201ctripula\u00e7\u00e3o\u201d. Os h\u00f3spedes n\u00e3o dormem em quartos, mas sim em \u201ccabines\u201d. E n\u00e3o se pode falar em andar, mas sim em \u201cconv\u00e9s\u201d.<\/p>\n<p>Esta embarca\u00e7\u00e3o pode agora, em termos legais, ser classificado como um edif\u00edcio. Contudo, Saw garante que a vida aqui \u00e9 t\u00e3o aut\u00eantica como num navio. Alguns h\u00f3spedes, conta, sentem mesmo \u201cum pouco de enjoo, especialmente quando olham pelas vigias e veem as ondas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAinda assim, depois de algumas horas, habituam-se\u201d, brinca.<\/p>\n<p>Salvo do ferro-velho <\/p>\n<p>Antes de Saw se tornar dono do navio em 2010, o futuro da embarca\u00e7\u00e3o parecia algo sombrio. O MV Doulos j\u00e1 n\u00e3o era considerado apto para navegar. Al\u00e9m disso, o cumprimento dos novos regulamentos mar\u00edtimos sobre seguran\u00e7a dos passageiros e preven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios iria exigir milh\u00f5es de d\u00f3lares em investimentos adicionais.<\/p>\n<p>O antigo propriet\u00e1rio do barco enviou-o para uma doca seca em Singapura, aguardando propostas de potenciais compradores. Entre os interessados estiveram empresas de demoli\u00e7\u00e3o naval, que planeavam desmantelar o navio para sucata, segundo Saw. Este empres\u00e1rio, que na altura geria um restaurante num barco a vapor de tr\u00eas andares na ilha de Sentosa, tinha o sonho de transformar o navio num empreendimento que pudesse apoiar causas crist\u00e3s de caridade. Por isso, apesar de n\u00e3o ter um plano fechado, apresentou a proposta vencedora, de 900 mil euros.<\/p>\n<p>Este valor \u00e9 apenas uma fatia daquilo que custou o projeto. Ao longo de tr\u00eas anos, Saw gastou muito dinheiro em taxas de docagem e em manuten\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, pressionava as autoridades da sua terra natal, Singapura, para que lhe fornecessem um local permanente para instalar o navio. Como as negocia\u00e7\u00f5es falharam, teve de ir procurar uma solu\u00e7\u00e3o mais longe.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/img-20160125-wa0015.jpg\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   O navio est\u00e1 sobre uma plataforma de bet\u00e3o, com 130 por 16 metros, sustentada por estacas cravadas no fundo do mar (Doulos Phos The Ship Hotel) <\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Saw encontrou maior recetividade em Bintan, uma \u00e1rea tur\u00edstica criada na d\u00e9cada de 1990, que resulta de uma parceria entre os governos da Indon\u00e9sia e de Singapura. Apesar de ter considerado transformar o navio num hotel flutuante, o empres\u00e1rio rapidamente tomou consci\u00eancia de que \u201ca manuten\u00e7\u00e3o seria uma grande dor de cabe\u00e7a\u201d. Foi ent\u00e3o que prop\u00f4s um hotel em terra firme.<\/p>\n<p>Houve um promotor imobili\u00e1rio que se ofereceu para recuperar mais de um hectare na costa norte de Bintan, onde Saw poderia levar a cabo um arrendamento de longo prazo. \u201cFoi ent\u00e3o que eu tive a ousadia de lhe pedir uma ilha em forma de \u00e2ncora, em vez de termos apenas um peda\u00e7o de terra retangular\u201d, recorda, com um sorriso.<\/p>\n<p>O desejo foi concedido, com a constru\u00e7\u00e3o da pen\u00ednsula artificial a come\u00e7ar em 2014. Entretanto, o navio, que estava em mau estado, com os motores j\u00e1 desativados, foi rebocado para a ilha vizinha de Batam, onde foi remodelado. Todavia, o maior desafio t\u00e9cnico ainda estava para acontecer: i\u00e7ar o navio de 6.800 toneladas para terra.<\/p>\n<p>Em outubro de 2015, o MV Doulos Phos, na altura com 101 anos, fez a sua \u00faltima viagem oce\u00e2nica, de Batam a Bintan. O solo marinho junto ao seu destino final foi escavado, de modo a criar uma bacia, a partir da qual o navio acabaria por ser puxado para terra.<\/p>\n<p>Como a terra recuperada costuma levar anos, ou mesmo d\u00e9cadas, para assentar completamente, os engenheiros de Saw projetaram uma plataforma de bet\u00e3o de 75 por 16 metros \u2013 sustentadas por estacas cravas no solo, algumas a mais de 40 metros de profundidade \u2013 sobre a qual o navio acabaria por repousar.<\/p>\n<p>Com gigantescos \u201cairbags\u201d a funcionar como rolos, houve uma s\u00e9rie de guinchos mec\u00e2nicos e arrastar a embarca\u00e7\u00e3o, ao longo de 167 metros, at\u00e9 uma rampa tempor\u00e1ria. Foi um processo que demorou sete semanas \u2013 o triplo do previsto &#8211; e que deixava todos a \u201croer as unhas\u201d, recorda Saw. O progresso era, muitas vezes, dolorosamente lento. \u201cNum dia bom, cinco metros. Num dia mau, nem um metro sequer\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 medida que o processo se arrastava, confesso que fiquei desanimado. Ainda assim, agarrei-me sempre \u00e0 esperan\u00e7a de que dev\u00edamos cumprir a vis\u00e3o que tinha sido colocada nos nossos cora\u00e7\u00f5es\u201d, refere.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">\u00a0<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/20250818-doulos-phos-the-ship-hotel-split-3-ways.jpg\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   Eric Saw, dono do Doulos Phos The Ship Hotel, conta que queria preservar o patrim\u00f3nio do navio (Doulos Phos The Ship Hotel) <\/p>\n<p>Manter o patrim\u00f3nio <\/p>\n<p>Esvaziar o navio e convert\u00ea-lo num hotel de cinco estrelas revelou ser outro conjunto de obst\u00e1culos. Reconfigurar os interiores exigiu arquitetos convencionais, mas tamb\u00e9m arquitetos navais, para garantir que o barco permanecia estruturalmente s\u00f3lido.<\/p>\n<p>\u201cAs cabines eram muito pequenas, muito espartanas\u201d, diz Saw, que segue com rigor a tradi\u00e7\u00e3o mar\u00edtima de atribuir pronomes femininos \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es. \u201cMuitas das vigias eram s\u00f3 pequenos orif\u00edcios, colocados no topo, porque n\u00e3o queriam que a \u00e1gua entrasse. Normalmente, uma cabine tinha dois beliches duplos. Costumavam ser divididas por quatro pessoas\u201d.<\/p>\n<p>As principais obras estruturais implicaram remover tanques de combust\u00edvel e anteparas, para conseguir expandir os apertados aposentos. Muitas das 93 cabines deste hotel t\u00eam agora janelas grandes, distribu\u00eddas por v\u00e1rios compartimentos. Uma noite aqui pode custar entre 1,7 milh\u00f5es e 3,8 milh\u00f5es de rupias indon\u00e9sias (entre 90 e 200 euros). Foram instalados novos sistemas el\u00e9tricos e hidr\u00e1ulicos em todo o navio, bem como elevadores, escadas de inc\u00eandio e outros recursos necess\u00e1rios para cumprir as regras de constru\u00e7\u00e3o e de seguran\u00e7a fixadas pelo governo.<\/p>\n<p>H\u00e1, no entanto, muitos vest\u00edgios do passado mar\u00edtimo deste navio que permanecem intactos, desde um eixo de h\u00e9lice que promove a claustrofobia, passando por seis botes salva-vidas originais, que est\u00e3o pendurados em roldanas nos dois lados da embarca\u00e7\u00e3o. A antiga sala de m\u00e1quinas, que j\u00e1 n\u00e3o serve as suas fun\u00e7\u00f5es, foi deixada praticamente intacta e est\u00e1 aberta aos visitantes. Algumas cabines originais foram tamb\u00e9m mantidas, funcionando agora como \u201ccabines de experi\u00eancia\u201d. Por sua vez, os conveses superiores est\u00e3o sempre abertos aos h\u00f3spedes. Saw diz que os convidados gostam de recriar a famosa pose de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet no filme \u201cTitanic\u201d na proa do navio.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m refer\u00eancias \u00e0 hist\u00f3ria nos interiores do navio. Os rebites originais recuperados durante a remodela\u00e7\u00e3o s\u00e3o um elemento recorrente nos m\u00f3veis e acess\u00f3rios. \u201cSentimos que pod\u00edamos manter o patrim\u00f3nio do navio\u201d, diz Saw, que se refere carinhosamente \u00e0 embarca\u00e7\u00e3o como uma \u201cgrande senhora dos mares\u201d.<\/p>\n<p>Saw explica que todas as altera\u00e7\u00f5es feitas ao navio s\u00e3o revers\u00edveis, caso um futuro propriet\u00e1rio deseje devolver o navio aos oceanos. Essa possibilidade, embora improv\u00e1vel, \u00e9 uma prova do trabalho dos construtores navais originais, refere. \u201cPoderia aguentar mais 111 anos, mas n\u00e3o estou t\u00e3o certo quanto a mim\u201d.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">\u00a0<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/ship-20250813152237363.jpeg\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   As cabines neste hotel podem custar entre os 90 e os 200 euros por noite (Doulos Phos The Ship Hotel) <\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Ainda assim, a ferrugem foi \u2013 e continua a ser \u2013 um grande desafio. \u201cOs problemas com a ferrugem est\u00e3o sempre presentes, mesmo quando se est\u00e1 em terra\u201d, refere. E junta: \u201cSe come\u00e7ar a pintar da proa at\u00e9 \u00e0 popa, quando chegar \u00e0 popa \u00e9 novamente altura de come\u00e7ar na proa\u201d.<\/p>\n<p>Para Saw, \u00e9 mais do que um projeto de paix\u00e3o ou do que um ato de conserva\u00e7\u00e3o: \u00e9 uma miss\u00e3o. O empres\u00e1rio conta que s\u00f3 recebe um sal\u00e1rio simb\u00f3lico de um d\u00f3lar por ano. Todos os lucros da opera\u00e7\u00e3o do hotel v\u00e3o para causas crist\u00e3s de caridade, independentemente de recuperar ou n\u00e3o o investimento que fez nesta embarca\u00e7\u00e3o, \u00e0 volta de 15 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 s\u00f3 a\u00e7o. \u00c9 o que fazemos com ela que lhe d\u00e1 significado\u201d, reflete.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Depois de ser desativado, o navio, que foi fabricado nos EUA e era conhecido como SS Medina, foi&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":71057,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,301,830,14,4063,603,25,26,570,8759,21,22,831,833,62,4489,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-71056","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-cnn","14":"tag-cnn-portugal","15":"tag-comentadores","16":"tag-costa","17":"tag-crime","18":"tag-desporto","19":"tag-direto","20":"tag-economia","21":"tag-featured-news","22":"tag-featurednews","23":"tag-governo","24":"tag-guerra","25":"tag-headlines","26":"tag-hotel","27":"tag-justica","28":"tag-latest-news","29":"tag-latestnews","30":"tag-live","31":"tag-luxo","32":"tag-main-news","33":"tag-mainnews","34":"tag-mais-vistas","35":"tag-marcelo","36":"tag-mundo","37":"tag-navio","38":"tag-negocios","39":"tag-news","40":"tag-noticias","41":"tag-noticias-principais","42":"tag-noticiasprincipais","43":"tag-opiniao","44":"tag-pais","45":"tag-politica","46":"tag-portugal","47":"tag-principais-noticias","48":"tag-principaisnoticias","49":"tag-top-stories","50":"tag-topstories","51":"tag-ultimas","52":"tag-ultimas-noticias","53":"tag-ultimasnoticias","54":"tag-world","55":"tag-world-news","56":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71056","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71056"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71056\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71057"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71056"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71056"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71056"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}