{"id":71123,"date":"2025-09-14T14:54:34","date_gmt":"2025-09-14T14:54:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/71123\/"},"modified":"2025-09-14T14:54:34","modified_gmt":"2025-09-14T14:54:34","slug":"no-japao-montenegro-promete-acelerar-o-tgv-mas-em-portugal-esta-ha-quase-4-meses-sem-permitir-que-concurso-avance-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/71123\/","title":{"rendered":"No Jap\u00e3o Montenegro promete acelerar o TGV, mas em Portugal est\u00e1 h\u00e1 quase 4 meses sem permitir que concurso avance"},"content":{"rendered":"<p><strong>No \u00faltimo dia de visita oficial ao Jap\u00e3o, Lu\u00eds Montenegro experimentou um dos mais avan\u00e7ados comboios de alta velocidade do mundo. Percorreu os 500 quil\u00f3metros, entre T\u00f3quio e Osaka, em cerca de duas horas. No final, deixou um compromisso: &#8220;acelerar ao m\u00e1ximo e n\u00e3o atrasar mais a execu\u00e7\u00e3o&#8221; da Alta Velocidade em Portugal. Mas o discurso de Montenegro, no Jap\u00e3o, contrasta com a realidade em Portugal. <\/strong><\/p>\n<p>A Infraestruturas de Portugal (IP) est\u00e1 <strong>h\u00e1 quase quatro meses impedida de lan\u00e7ar o concurso para o segundo tro\u00e7o da nova linha ferrovi\u00e1ria<\/strong> porque o Governo <strong>a<\/strong><strong>inda n\u00e3o autorizou a despesa<\/strong>. O concurso para o \u00faltimo tro\u00e7o da primeira fase da Linha de Alta Velocidade (LAV), entre Oi\u00e3 (concelho de Oliveira do Bairro, Aveiro) e Soure, distrito de Coimbra,<strong> foi lan\u00e7ado no ano passado, mas acabou por n\u00e3o ser adjudicado. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Em causa, o facto de o \u00fanico concorrente que se apresentou ter sido exclu\u00eddo por apresentar uma proposta totalmente diferente do caderno de encargos<\/strong>. Na segunda tentativa de lan\u00e7ar o concurso, a IP mudou os termos. Entre as altera\u00e7\u00f5es est\u00e1 o encurtamento do tro\u00e7o em cerca de 10 quil\u00f3metros, passando esta fase a terminar em Taveiro, concelho de Coimbra, e n\u00e3o em Soure, como estava inicialmente previsto. <\/p>\n<p><strong>A IP prometeu lan\u00e7ar o concurso a 31 de maio <\/strong>&#8211; data que consta no pr\u00e9-an\u00fancio das condi\u00e7\u00f5es publicado no jornal oficial da Uni\u00e3o Europeia &#8211; mas <strong>tem sido sucessivamente adiado.<\/strong> Passados tr\u00eas meses e meio sobre o dia 31 de maio, o concurso continua por lan\u00e7ar.<\/p>\n<p>\u00c0 SIC, a Infraestruturas de Portugal deixa bem claro de quem \u00e9 a responsabilidade: <strong>&#8220;o lan\u00e7amento do concurso Oi\u00e3-Soure, primeira fase da LAV Porto-Lisboa, ocorrer\u00e1 imediatamente ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da despesa associada.&#8221; <\/strong>Ou seja, o concurso n\u00e3o foi lan\u00e7ado porque o Governo ainda n\u00e3o aprovou a Resolu\u00e7\u00e3o de Conselho de Ministros que autoriza a despesa.<\/p>\n<p>A SIC pediu esclarecimentos ao Minist\u00e9rio das Infraestruturas que, numa resposta enviada por escrito, disse que <strong>&#8220;o processo de relan\u00e7amento da PPP2, referente ao tro\u00e7o da LAV entre Oi\u00e3 e Soure, encontra-se na sua fase final de aprova\u00e7\u00e3o&#8221;. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Concorrentes v\u00e3o ter menos tempo<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 SIC, o Minist\u00e9rio de Miguel Pinto Luz reiterou<strong> &#8220;o<\/strong><strong> compromisso deste Governo com o projeto de Alta Velocidade&#8221;. <\/strong>No entanto, 105 depois da data anunciada pelo Executivo para o lan\u00e7amento do concurso, <strong>ainda nem sequer foi aprovada a despesa. <\/strong><\/p>\n<p><strong>A este atraso soma-se mais um ano perdido desde o lan\u00e7amento do concurso anterior<\/strong>, o que pode comprometer o objetivo de terminar a primeira fase da obra em 2030, como estava previsto. <\/p>\n<p>Para minimizar o problema, fonte oficial da IP revelou \u00e0 SIC que, desta vez, os concorrentes ter\u00e3o menos tempo para apresentar propostas. <strong>&#8220;O prazo para a apresenta\u00e7\u00e3o de propostas ser\u00e1 de 100 dias, dado que a informa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do concurso j\u00e1 foi publicada no TED &#8211; Suplemento do Jornal Oficial da UE, em maio de 2025.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>No concurso anterior, os concorrentes tamb\u00e9m tiveram acesso \u00e0s pr\u00e9-condi\u00e7\u00f5es do contrato, publicadas no jornal da UE, <strong>mas tiveram meio ano para apresentar propostas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alta Velocidade Oi\u00e3-Taveiro e Nova Esta\u00e7\u00e3o de Coimbra<\/strong><\/p>\n<p><strong>O concurso inclui 22 quil\u00f3metros de extens\u00e3o, em via dupla e bitola ib\u00e9rica, com velocidade m\u00e1xima de 300 km\/hora. <\/strong>Prev\u00ea ainda a constru\u00e7\u00e3o da nova esta\u00e7\u00e3o de Coimbra, no local onde hoje est\u00e1 a esta\u00e7\u00e3o de Coimbra-B e a quadruplica\u00e7\u00e3o da linha do Norte entre Taveiro e a esta\u00e7\u00e3o de Coimbra. <\/p>\n<p><strong>O Governo ainda n\u00e3o confirmou o valor base do concurso, mas o ministro das Infraestruturas tinha indicado que o valor se dever\u00e1 manter nos 1,6 mil milh\u00f5es de euros a dividir pelos 30 anos do contrato<\/strong>: 5 anos e 6 meses para a fase de desenvolvimento e 24 anos e 6 meses para a fase de disponibilidade.<\/p>\n<p><strong>O projeto de Alta Velocidade promete ligar Lisboa e Porto em cerca de 1h15.<\/strong> Est\u00e3o previstas liga\u00e7\u00f5es diretas entre as duas cidades e outras com paragem em Leiria, Coimbra, Aveiro e Gaia. A linha ser\u00e1 constru\u00edda de norte para sul. At\u00e9 agora, ainda s\u00f3 foi adjudicado o primeiro tro\u00e7o entre o Porto e Oi\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No \u00faltimo dia de visita oficial ao Jap\u00e3o, Lu\u00eds Montenegro experimentou um dos mais avan\u00e7ados comboios de alta&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":71124,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-71123","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71123"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71123\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}