{"id":72379,"date":"2025-09-15T14:06:20","date_gmt":"2025-09-15T14:06:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/72379\/"},"modified":"2025-09-15T14:06:20","modified_gmt":"2025-09-15T14:06:20","slug":"aos-68-anos-mudou-se-dos-eua-para-bali-agora-so-volto-se-ficar-louca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/72379\/","title":{"rendered":"Aos 68 anos mudou-se dos EUA para Bali: &#8220;Agora s\u00f3 volto se ficar louca&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\t                Victoria Kjos, agora com 71 anos, deixou os EUA e foi para o M\u00e9xico antes de se mudar para Bali, Indon\u00e9sia, h\u00e1 tr\u00eas anos. Cortesia de Victoria Kjos<\/p>\n<p>Ao conduzir uma scooter pelas ruas estreitas e movimentadas de Bali, com o sol a iluminar o seu rosto, Victoria Kjos tem um destino claro em vista: a praia.<\/p>\n<p>A norte-americana de 71 anos, que se mudou para a Indon\u00e9sia em 2022, \u00e9 uma presen\u00e7a constante nas areias de Sanur, que se estende ao longo da costa sudeste deste destino tropical, conhecido como a \u201cIlha dos Deuses\u201d.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o est\u00e1 a desfrutar de uma das melhores extens\u00f5es de costa de Bali, Victoria pode ser encontrada a explorar locais como Besakih, um complexo de templos conhecido como o \u201cTemplo M\u00e3e de Besakih\u201d, localizado nas encostas do Monte Agung, o vulc\u00e3o mais alto da ilha, ou a desfrutar de uma massagem num spa local.<\/p>\n<p>A vida de Victoria Kjos \u00e9 muito diferente daquela que construiu nos Estados Unidos, onde teve uma longa carreira no governo como vice-tesoureira do estado de Dakota do Norte em 1979.<\/p>\n<p>Victoria Kjos diz que agora \u00e9 feliz no destino do sudeste asi\u00e1tico, conhecido pelos campos de arroz, florestas repletas de macacos e templos antigos, e n\u00e3o se v\u00ea t\u00e3o cedo a voltar aos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cPara mim, a melhor coisa de viver em Bali \u00e9 provavelmente o clima\u201d, diz Victoria, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 CNN Travel, referindo-se ao \u201clugar m\u00e1gico\u201d que agora chama de casa. \u201c\u00c9 igual durante o ano todo. Nos tr\u00eas anos em que aqui estou, nunca precisei de uma sweater de mangas compridas nem de um casaco.\u201d<\/p>\n<p>Mas o que a levou a mudar-se para a ilha foi algo mais s\u00e9rio \u2014 a desilus\u00e3o com a vida nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cJornada espiritual\u201d <\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"750\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1757945178_956_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>    O complexo do templo Besakih, situado nas encostas do Monte Agung, \u00e9 conhecido como o \u201cTemplo M\u00e3e de Besakih\u201d. (Ketut Agus Suardika\/iStock Editorial\/Getty Images) <\/p>\n<p>\u201c\u00c0 primeira vista, para quem v\u00ea de fora, eu n\u00e3o tinha raz\u00f5es para reclamar\u201d, come\u00e7a por contar. Afinal, al\u00e9m do trabalho como vice-tesoureira, tamb\u00e9m trabalhou no setor imobili\u00e1rio, banc\u00e1rio e como instrutora de ioga, por isso conseguiu construir uma vida relativamente confort\u00e1vel em Phoenix, Arizona.<\/p>\n<p>\u201cEu tinha uma bela casa num bom bairro. Dirigia um carro desportivo convers\u00edvel. Ia ao teatro, \u00f3pera, exposi\u00e7\u00f5es de arte. Ia frequentemente almo\u00e7ar fora com amigos e familiares\u201d, recorda.<\/p>\n<p>No entanto, Victoria percebeu que estava sempre a confrontar-se com \u201ctend\u00eancias que n\u00e3o combinavam\u201d com as suas cren\u00e7as e sentiu que precisava de uma \u201cexist\u00eancia mais significativa\u201d. Ela diz que queria mais do que a \u201cexist\u00eancia de classe m\u00e9dia nos Estados Unidos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cComecei a perceber que a nossa cultura se tornou muito egoc\u00eantrica. T\u00e3o centrada em mim e no dinheiro que questionei se era ali que queria passar o resto da minha vida.\u201d<\/p>\n<p>Foram esses pensamentos, a sensa\u00e7\u00e3o de insatisfa\u00e7\u00e3o crescente, que a levaram a mudar-se para Bali. Mas a sua viagem at\u00e9 l\u00e1 chegar n\u00e3o foi nada f\u00e1cil. Na verdade,\u00a0 a ilha nem sequer era uma das suas principais op\u00e7\u00f5es quando estava a pensar em mudar-se.<\/p>\n<p>Em 2012, Victoria vendeu a sua casa no Arizona, juntamente com o seu carro, e livrou-se da maioria dos seus pertences pessoais, antes de embarcar numa \u201cviagem espiritual\u201d \u00e0 \u00cdndia, munida apenas de alguns guias tur\u00edsticos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sabia quanto tempo iria ficar. N\u00e3o sabia como seria a viagem.\u201d<\/p>\n<p>Victoria passou cerca de seis meses numa viagem \u201cincrivelmente transformadora\u201d pela \u00cdndia. Viajou por 13 estados, visitou templos, cavernas de medita\u00e7\u00e3o e jardins, e praticou ioga e medita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSou uma pessoa diferente por causa da \u00cdndia. Acredito que sou hoje um ser humano mais gentil, menos cr\u00edtico, mais paciente e atencioso.\u201d<\/p>\n<p>Nos anos seguintes, Victoria passou mais tempo na \u00c1sia, incluindo uma temporada de 18 meses na \u00cdndia em 2017 e, depois, quatro meses na Tail\u00e2ndia, na cidade costeira de Hua Hin, perto de Bangcoque. Tamb\u00e9m houve tempo para uma visita ao Nepal.<\/p>\n<p>Enquanto isso, Bali ia lentamente entrando na sua consci\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cEu encontrava sempre outros turistas que me diziam: \u2018Tu tens de ir a Bali. \u00c9 maravilhoso\u2019. E eu pensei: \u2018Porque n\u00e3o?\u2019\u201d<\/p>\n<p>\u201cQualidade m\u00e1gica\u201d <\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1664\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1757945178_537_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>    \u201cNunca tive d\u00favidas de que iria ficar\u201d, diz Victoria sobre a sua mudan\u00e7a para Bali em 2022. Cortesia de Victoria Kjos<br \/>\n   <br \/>\u00a0 <\/p>\n<p>Em 2019, Victoria finalmente viajou para Bali e apaixonou-se de imediato pela ilha. \u201cH\u00e1 quem acredite que h\u00e1 uma converg\u00eancia de v\u00e1rios v\u00f3rtices de energia em Bali, o que lhe confere uma qualidade m\u00e1gica. H\u00e1 algo muito especial aqui, e eu senti isso imediatamente.\u201d<\/p>\n<p>Quando regressou aos EUA, Victoria sentiu que finalmente era hora de criar ra\u00edzes num novo lugar, mas, apesar de estar encantada com a \u201cmagia\u201d de Bali, optou inicialmente pelo \u201cpr\u00f3ximo e conveniente\u201d M\u00e9xico, mudando-se para a cidade tur\u00edstica de Mazatl\u00e1n, no Pac\u00edfico, em 2020, onde planeava passar o resto da vida.<\/p>\n<p>Pouco mais de dois anos depois, reconsiderou. \u201cDecidi que o M\u00e9xico realmente n\u00e3o era o lugar certo para mim\u201d, confessa, explicando que n\u00e3o estava satisfeita com a reputa\u00e7\u00e3o de \u201cdestino de festa\u201d do pa\u00eds que havia escolhido para ser a sua nova casa. Victoria voltou a pensar na \u00cdndia, mas, nessa altura, Bali j\u00e1 a havia conquistado.<\/p>\n<p>\u201cE eu gostava de Bali, ent\u00e3o acabou por ser a minha escolha final.\u201d<\/p>\n<p>Outro incentivo: a Indon\u00e9sia oferece um visto para reformados, conhecido como KITAS, e Victoria cumpria os requisitos de rendimento.<\/p>\n<p>Mudar-se para um novo pa\u00eds duas vezes em poucos anos pode parecer um cen\u00e1rio assustador, mas Victoria explica que as suas circunst\u00e2ncias pessoais tornaram o processo mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p>\u201cFui casada durante um curto per\u00edodo de tempo, mas passei a maior parte da minha vida sozinha. N\u00e3o tenho filhos. Por isso, \u00e9 muito mais f\u00e1cil para mim pegar nas minhas coisas e mudar-me do que para as pessoas que t\u00eam filhos e netos que lhes tocam o cora\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Uma rece\u00e7\u00e3o calorosa <\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1248\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1757945179_42_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>    Victoria fotografada em Bali com alguns dos amigos que fez na ilha. Cortesia de Victoria Kjos <\/p>\n<p>Assim, em maio de 2022, Victoria chegou a Bali para come\u00e7ar a sua nova vida. Sentiu-se \u201cimediatamente muito confort\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNunca tive d\u00favidas de que iria ficar\u201d, acrescenta, descrevendo como rapidamente se encantou com a cultura de Bali, enraizada nas tradi\u00e7\u00f5es e na espiritualidade, e adorou a \u201cenergia calma\u201d da ilha.<\/p>\n<p>Victoria diz que os habitantes locais s\u00e3o muito acolhedores e n\u00e3o teve muita dificuldade em fazer novos amigos, apesar de n\u00e3o falar o idioma.<\/p>\n<p>Ainda assim, cometeu muitos \u201cerros\u201d nos primeiros meses em Bali, principalmente quando se tratava de encontrar um lugar para morar.<\/p>\n<p>\u201cTodos s\u00e3o corretores imobili\u00e1rios. Mas, na verdade, n\u00e3o s\u00e3o. Toda a gente tem um amigo que tem um amigo, que tem um amigo, e assim por diante\u201d, explica.<\/p>\n<p>Depois de se mudar v\u00e1rias vezes, Victoria acabou por se estabelecer em Sanur, uma pacata cidade costeira com uma forte comunidade de Bali, conhecida pelas suas belas praias. Segundo Victoria, a cidade \u00e9 apelidada de \u201cSnore\u201d (ronco, em ingl\u00eas) devido ao seu ambiente descontra\u00eddo e \u00e0 sua popularidade entre reformados e fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Victoria mora numa casa pequena e moderna, que tem portas de vidro deslizantes tradicionais ao estilo de Bali e tetos altos, com um quarto, uma sala de estar, cozinha e casa de banho.<\/p>\n<p>\u201cO latido do c\u00e3o do meu vizinho \u00e9 o \u00fanico barulho que ou\u00e7o aqui\u201d, diz, entre risos. \u201cFunciona quase como o meu despertador ou um lembrete do mundo exterior.\u201d<\/p>\n<p>Victoria, que se descreve como uma \u201cintrovertida assumida\u201d, admite que socializa ainda menos em Bali do que nos Estados Unidos, mas que isso lhe conv\u00e9m perfeitamente.<\/p>\n<p>\u201cEu era uma daquelas pessoas que adorava a covid\u201d, confessa, lembrando-se dos confinamentos durante a pandemia. \u201cEu estava no para\u00edso, porque vivo como uma esp\u00e9cie de eremita.\u201d<\/p>\n<p>Embora esteja a tentar aprender o idioma de Bali, Victoria diz que a maioria dos seus amigos que fez na ilha fala ingl\u00eas e que muitas vezes percebe que os locais preferem falar em ingl\u00eas com ela, mesmo que queira praticar.<\/p>\n<p>\u201cAcho que \u00e9 muito importante aprender a l\u00edngua de qualquer pa\u00eds estrangeiro, n\u00e3o s\u00f3 para o nosso benef\u00edcio e compreens\u00e3o, mas tamb\u00e9m como forma de respeito\u201d, defende. \u201cNa verdade, estou mais interessada em aprender a l\u00edngua para ler as placas nas ruas e outras coisas, mais do que para falar.\u201d<\/p>\n<p>Pr\u00f3s e contras <\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1500\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1757945179_41_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>    Victoria desloca-se por Bali na sua scooter. &#8220;As pessoas est\u00e3o sempre a ultrapassar-me, mas eu n\u00e3o me importo&#8221;. Cortesia de Victoria Kjos <\/p>\n<p>Embora tenha conhecido muitos outros estrangeiros que se mudaram para Bali, Victoria diz que sente maior liga\u00e7\u00e3o com o povo de Bali e que os seus amigos s\u00e3o, na sua maioria, locais.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o conheci nenhum imigrante aqui que esteja no mesmo caminho que eu. Por isso, passo o meu tempo com os locais, n\u00e3o com estrangeiros. Porque tenho mais em comum com eles espiritualmente.\u201d<\/p>\n<p>Victoria diz que admira o quanto a cultura local \u00e9 orientada para a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cSeria como no meu pa\u00eds h\u00e1 um s\u00e9culo, onde os av\u00f3s, os pais, os filhos e os netos viviam todos na mesma casa. As gera\u00e7\u00f5es moravam juntas. N\u00e3o vivemos assim nos Estados Unidos. Quando chegas aos 17 ou 18 anos, vais para a faculdade e nunca mais queres voltar para casa.\u201d<\/p>\n<p>Victoria tamb\u00e9m percebeu que a vida em Bali, uma regi\u00e3o de maioria hindu na Indon\u00e9sia, parece girar em torno de cerim\u00f3nias, que frequentemente t\u00eam prioridade sobre o trabalho ou outras atividades.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 cerim\u00f3nias para tudo. Desde o nascimento do beb\u00e9 at\u00e9 ao batismo, passando pela crema\u00e7\u00e3o e pelo anivers\u00e1rio da crema\u00e7\u00e3o. A cerim\u00f3nia vem em primeiro lugar, o que seria impens\u00e1vel no meu pa\u00eds. Exceto em feriados importantes, como o Natal, a P\u00e1scoa e o Dia de A\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p>No ano passado, Victoria foi convidada para uma cerim\u00f3nia de crema\u00e7\u00e3o de Bali, conhecida como Ngaben, e foi a \u00fanica estrangeira presente. \u201cPor isso, senti-me uma convidada de honra, testemunhando a tradicional lavagem do corpo no primeiro dia e a crema\u00e7\u00e3o propriamente dita no segundo, com rituais elaborados, tambores, m\u00fasica, refei\u00e7\u00f5es e prociss\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Bali tem naturalmente um ritmo muito mais lento do que a vida nos EUA, o que tem seus pr\u00f3s e contras, no entender de Victoria.<\/p>\n<p>\u201cPor vezes, estou na fila do supermercado e demora cerca de 15 minutos e tr\u00eas pessoas para fazer algo que nos Estados Unidos levaria cinco minutos\u201d, exemplifica. \u201cMas \u00e9 assim que as coisas s\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Como o custo de vida \u00e9 mais baixo em Bali, o dinheiro de Victoria rende mais, o que significa que ela pode comprar coisas que antes considerava um luxo.<\/p>\n<p>\u201cEncomendar servi\u00e7os de catering e entrega de comida \u00e9 t\u00e3o barato que chega a ser constrangedor\u201d, diz, acrescentando que raramente cozinha e que os seus custos com habita\u00e7\u00e3o s\u00e3o cerca de um quarto mais baixos do que eram nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o lavo roupa em casa pela mesma raz\u00e3o. \u00c9 barato lev\u00e1-la \u00e0 lavandaria ao lado, a um minuto de dist\u00e2ncia.\u201d<\/p>\n<p>Victoria desloca-se sobretudo de scooter, que aprendera a conduzir aos 65 anos, e, embora j\u00e1 tenha sofrido \u201calgumas quedas\u201d nas estradas sinuosas de Bali, prefere o transporte de duas rodas ao carro, tendo em conta os constantes engarrafamentos em Bali.<\/p>\n<p>\u201cSou cautelosa. E sou velha. Sei que os meus reflexos s\u00e3o mais lentos do que os dos jovens. Por isso, conduzo devagar para a esquerda. As pessoas ultrapassam-me constantemente, mas n\u00e3o me importo.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 volta atr\u00e1s <\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1500\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1757945180_604_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>    Victoria descreve Bali como um lugar \u201cm\u00e1gico\u201d onde se sente em paz. Cortesia de Victoria Kjos <\/p>\n<p>Embora Victoria sofra de uma condi\u00e7\u00e3o m\u00e9dica cr\u00f3nica, que causa dor e fadiga, considera que tem \u201cuma sa\u00fade relativamente boa\u201d, acrescentando que tamb\u00e9m faz v\u00e1rias caminhadas e pratica ioga regularmente.<\/p>\n<p>Victoria adianta que teve experi\u00eancias positivas com o sistema de sa\u00fade local, que consiste em prestadores de cuidados de sa\u00fade p\u00fablicos e privados.<\/p>\n<p>\u201cTenho a sorte de estar no programa de seguro de sa\u00fade do governo, que \u00e9 muito acess\u00edvel\u201d, sublinha, acrescentando que tamb\u00e9m tem um plano de seguro privado que garante a cobertura de despesas caso lhe aconte\u00e7a \u201calgo grave\u201d.<\/p>\n<p>Victoria avisa que o padr\u00e3o de cuidados de sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 o mesmo que \u201cno Ocidente ou noutros pa\u00edses\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA minha opini\u00e3o \u00e9 que, se vai viver aqui, tem de aceitar isso\u201d, argumenta. \u201cSe quiser medicina ocidental, ent\u00e3o fique num pa\u00eds ocidental. Mas, no geral, estou satisfeita.\u201d<\/p>\n<p>Centros ou lares de idosos e op\u00e7\u00f5es de vida assistida s\u00e3o \u201cinexistentes\u201d em Bali, pois as fam\u00edlias tendem a cuidar dos seus familiares na velhice, o que leva Victoria a afirmar que, \u201cse viver muito tempo\u201d, talvez n\u00e3o tenha escolha a n\u00e3o ser voltar para os EUA.<\/p>\n<p>Agora, passados tr\u00eas anos a viver na ilha indon\u00e9sia, Victoria diz que n\u00e3o consegue imaginar voltar \u00e0 vida que tinha antes.<\/p>\n<p>&#8220;Eu costumo dizer, na brincadeira, que a \u00fanica maneira de voltar aos Estados Unidos \u00e9 se ficar louca\u201d, confessa. \u201cTodas as pessoas que t\u00eam consci\u00eancia e alma nos Estados Unidos que eu conhe\u00e7o querem sair de l\u00e1 agora.\u201d<\/p>\n<p>Victoria planeia converter o seu visto atual para um visto KITAP, ou cart\u00e3o de perman\u00eancia permanente, v\u00e1lido por cinco anos, nos pr\u00f3ximos dois anos.<\/p>\n<p>No entanto, admite que sente falta de coisas simples da vida nos EUA, como poder fazer todas as suas compras num s\u00f3 lugar.<\/p>\n<p>\u201cSei que parece um bocado rid\u00edculo. Mas a diferen\u00e7a est\u00e1 nas op\u00e7\u00f5es de compras \u2013 somos um pouco mimados nos EUA. H\u00e1 sempre um grandes superf\u00edcies comerciais em cada esquina. Podemos entrar e comprar tudo num s\u00f3 lugar. Aqui, temos de ir a 10 lojas diferentes e mini-mercados. N\u00e3o temos a mesma oferta.\u201d<\/p>\n<p>Victoria tamb\u00e9m sente falta de ir regularmente \u00e0 \u00f3pera e ao teatro, mas salienta que n\u00e3o tem nada que ficar triste, pois foi \u201cuma participante ativa nessas atividades durante 40 anos\u201d.<\/p>\n<p>Embora esteja felizmente estabelecida em Bali, Victoria admite que n\u00e3o descarta a possibilidade de se mudar \u201cpara outro lugar\u201d, descrevendo-se a si pr\u00f3pria como uma \u201cvagabunda\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAprendi a nunca dizer \u2018nunca\u2019 e a ser sempre flex\u00edvel.\u201d O seu foco principal agora \u00e9 tentar \u201cviver um pouco mais conscientemente\u201d e \u201cser \u00fatil\u201d durante o que ela descreve como a \u201c\u00faltima fase\u201d da sua vida.<\/p>\n<p>\u201cA nossa vida \u00e9 enriquecida pela variedade e pela mudan\u00e7a\u201d, sublinha Victoria. \u201cE eu sinto-me incrivelmente aben\u00e7oada por terminar a minha vida num local t\u00e3o bonito e tranquilo.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Victoria Kjos, agora com 71 anos, deixou os EUA e foi para o M\u00e9xico antes de se mudar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72380,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[609,836,611,5701,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,301,830,14,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,17,18,29,30,31,19200,19199,63,64,65],"class_list":{"0":"post-72379","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-bali","12":"tag-breaking-news","13":"tag-breakingnews","14":"tag-cnn","15":"tag-cnn-portugal","16":"tag-comentadores","17":"tag-costa","18":"tag-crime","19":"tag-desporto","20":"tag-direto","21":"tag-economia","22":"tag-featured-news","23":"tag-featurednews","24":"tag-governo","25":"tag-guerra","26":"tag-headlines","27":"tag-justica","28":"tag-latest-news","29":"tag-latestnews","30":"tag-live","31":"tag-main-news","32":"tag-mainnews","33":"tag-mais-vistas","34":"tag-marcelo","35":"tag-mundo","36":"tag-negocios","37":"tag-news","38":"tag-noticias","39":"tag-noticias-principais","40":"tag-noticiasprincipais","41":"tag-opiniao","42":"tag-pais","43":"tag-politica","44":"tag-portugal","45":"tag-principais-noticias","46":"tag-principaisnoticias","47":"tag-top-stories","48":"tag-topstories","49":"tag-ultimas","50":"tag-ultimas-noticias","51":"tag-ultimasnoticias","52":"tag-victoria-kjos","53":"tag-viver-em-bali","54":"tag-world","55":"tag-world-news","56":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72379"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72379\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72380"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}