{"id":72446,"date":"2025-09-15T14:49:18","date_gmt":"2025-09-15T14:49:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/72446\/"},"modified":"2025-09-15T14:49:18","modified_gmt":"2025-09-15T14:49:18","slug":"um-terco-das-empresas-britanicas-usa-bossware-para-vigiar-os-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/72446\/","title":{"rendered":"Um ter\u00e7o das empresas brit\u00e2nicas usa &#8220;bossware&#8221; para vigiar os trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/pixabay.com\/en\/coffee-break-conference-women-1177540\/\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" class=\"ext-link\">Cozendo \/ pixabay <\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-150102\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/810f59a4e95f9d464cd1944b10a3f3f2-783x450.jpeg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Um estudo recentemente divulgado no Reino Unido aponta para o aumento da vigil\u00e2ncia no local de trabalho, tend\u00eancia que alguns gestores afirmam prejudicar a confian\u00e7a entre chefias e funcion\u00e1rios.<\/strong><\/p>\n<p>Um ter\u00e7o dos empregadores no Reino Unido est\u00e1 a utilizar tecnologia de \u201c<strong>bossware<\/strong>\u201d para monitorizar a atividade dos trabalhadores, sendo as pr\u00e1ticas mais comuns a vigil\u00e2ncia de <strong>emails e da navega\u00e7\u00e3o<\/strong> na internet.<\/p>\n<p>As <strong>empresas privadas<\/strong> s\u00e3o as que mais recorrem \u00e0 vigil\u00e2ncia no local de trabalho e, segundo um inqu\u00e9rito realizado a n\u00edvel nacional, cerca de um em cada sete empregadores est\u00e1 a gravar ou a rever a atividade nos ecr\u00e3s dos trabalhadores, numa estimativa da dimens\u00e3o da vigil\u00e2ncia em contexto de escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Os resultados, que foram partilhados com o <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2025\/sep\/14\/uk-firms-bossware-monitor-workers-activity\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">The Guardian<\/a> pelo Chartered Management Institute (<a href=\"https:\/\/www.managers.org.uk\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">CMI<\/a>), baseiam-se em<strong> respostas de centenas de gestores<\/strong> brit\u00e2nicos e sugerem que tem havido um<strong> crescimento recente<\/strong> da monitoriza\u00e7\u00e3o digital do trabalho.<\/p>\n<p>Em 2023, <strong>menos de 1\/5 dos trabalhadores acreditava estar a ser vigiado<\/strong> pelo empregador. O facto de cerca de 173 dos gestores afirmar que as suas organiza\u00e7\u00f5es monitorizam a atividade online dos trabalhadores em dispositivos da empresa poder\u00e1 at\u00e9 <strong>estar subestimado<\/strong>, j\u00e1 que uma propor\u00e7\u00e3o semelhante diz n\u00e3o saber que tipo de rastreio \u00e9 feito.<\/p>\n<p>Muitos destes sistemas de vigil\u00e2ncia<strong> visam prevenir amea\u00e7as internas<\/strong> e proteger informa\u00e7\u00e3o sens\u00edvel, bem como detetar quebras de produtividade.<\/p>\n<p>Mas <strong>a tend\u00eancia parece estar a gerar desconfort<\/strong>o. Quase metade dos gestores op\u00f5e-se \u00e0 pr\u00e1tica, considerando que<strong> mina a confian\u00e7a<\/strong> entre chefias e funcion\u00e1rios e invade a privacidade pessoal, segundo o CMI.<\/p>\n<p>Um gestor de uma companhia de seguros, que est\u00e1 a desenvolver sistemas de IA para monitorizar a atividade nos ecr\u00e3s dos trabalhadores e avaliar o seu desempenho, disse que ao The Guardian que a<strong> ideia era \u201cinquietante\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o confiam que os funcion\u00e1rios fa\u00e7am o seu trabalho e est\u00e3o a pensar substitu\u00ed-los por IA?\u201d, questionou.<\/p>\n<p>Uma das aplica\u00e7\u00f5es utilizadas para vigiar a atividade dos funcion\u00e1rios oferece relat\u00f3rios sobre<strong> \u201ctempo inativo\u201d, \u201crastreio de produtividade\u201d<\/strong>, utiliza\u00e7\u00e3o de redes sociais ou de ferramentas de IA n\u00e3o autorizadas, bem como \u201cinforma\u00e7\u00f5es em tempo real sobre o comportamento dos funcion\u00e1rios,<strong> incluindo capturas de ecr\u00e3<\/strong>, grava\u00e7\u00f5es video de ecr\u00e3, <strong>registo de teclas e utiliza\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00f5es<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Em resposta \u00e0s conclus\u00f5es do estudo, a ICO salientou que os empregadores \u201ct\u00eam de <strong>informar os trabalhadores sobre a natureza<\/strong>, extens\u00e3o e motivos da monitoriza\u00e7\u00e3o\u201d e alertou que a vigil\u00e2ncia excessiva \u201cpode comprometer a privacidade, especialmente no trabalho remoto\u201d. A entidade avisou ainda que \u201ctomar\u00e1 medidas, se necess\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>No ano passado, a ICO impediu a empresa de outsourcing Serco de usar tecnologia de <strong>reconhecimento facial e leitura de impress\u00f5es digitais<\/strong> para controlar a assiduidade dos trabalhadores numa cadeia de centros desportivos.<\/p>\n<p>Segundo o CMI, a monitoriza\u00e7\u00e3o muitas vezes resume-se a garantir que n\u00e3o est\u00e1 a ser <strong>acedido conte\u00fado impr\u00f3prio<\/strong>. No entanto, a institui\u00e7\u00e3o alerta que \u201ch\u00e1 um impacto a longo prazo quando se sente que existe <strong>um \u2018Big Brother\u2019 a vigiar\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cSe for usada, \u00e9 absolutamente crucial que os empregadores sejam <strong>transparentes<\/strong>, caso contr\u00e1rio isso vai criar s\u00e9rios problemas ao n\u00edvel da privacidade e da prote\u00e7\u00e3o de dados\u201d, afirma<strong> Petra Wilton<\/strong>, diretora de pol\u00edticas e assuntos externos do CMI.<\/p>\n<p>Outros exemplos recentes de tecnologia de vigil\u00e2ncia no trabalho incluem os planos do HSBC para <strong>instalar um grande n\u00famero de c\u00e2maras de seguran\u00e7a<\/strong> e leitores biom\u00e9tricos que usam <strong>impress\u00f5es da palma da m\u00e3o<\/strong> para aceder a zonas do novo quartel-general do banco em Londres.<\/p>\n<p>A consultora PwC introduziu recentemente <strong>um sistema de \u201csem\u00e1foro\u201d<\/strong> que usa dados de cart\u00f5es de acesso e liga\u00e7\u00f5es wifi para verificar se os funcion\u00e1rios cumprem a exig\u00eancia de <strong>ir ao escrit\u00f3rio pelo menos tr\u00eas dias por seman<\/strong>a. Um porta-voz da PwC disse que o sistema foi \u201c<strong>aceite pela esmagadora maioria<\/strong> dos trabalhadores\u201d.<\/p>\n<p>Um antigo quadro de uma autoridade de transportes p\u00fablicos, que pediu anonimato, descreveu a vigil\u00e2ncia a que foi sujeito, incluindo a do seu calend\u00e1rio online, como \u201c<strong>intrusiva e puro ass\u00e9dio<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Come\u00e7ou com vigil\u00e2ncia e acabou comigo a sair<\/strong>, de t\u00e3o revoltado que estava\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Um em cada seis gestores disse tamb\u00e9m aos investigadores do CMI que consideraria <strong>procurar outro emprego<\/strong> caso a sua organiza\u00e7\u00e3o come\u00e7asse a monitorizar a atividade online dos trabalhadores em dispositivos da empresa.<\/p>\n<p>Entre os gestores que sabiam que as suas organiza\u00e7\u00f5es faziam vigil\u00e2ncia, 35% afirmaram que <strong>estavam a monitorizar emails<\/strong>. No geral, o controlo dos hor\u00e1rios de in\u00edcio e fim de sess\u00e3o e do acesso aos sistemas foi a forma mais comum de vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O estudo revelou que <strong>53% dos gestores apoiam a monitoriza\u00e7\u00e3o<\/strong> da atividade online dos trabalhadores em dispositivos da empresa.<\/p>\n<p>No entanto, <strong>42% dos gestores op\u00f5em-se<\/strong>, sobretudo por acreditarem que a pr\u00e1tica mina a confian\u00e7a, mas tamb\u00e9m porque consideram que <strong>n\u00e3o melhora o desempenho<\/strong> e pode ser mal utilizada ou levar a ju\u00edzos errados e a\u00e7\u00f5es disciplinares injustas.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cozendo \/ pixabay Um estudo recentemente divulgado no Reino Unido aponta para o aumento da vigil\u00e2ncia no local&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72447,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,16213,19216,618,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,552,713,17,18,849,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-72446","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-direitos-do-trabalho","11":"tag-direitos-laborais","12":"tag-emprego","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-headlines","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-privacidade","28":"tag-reino-unido","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-trabalho","32":"tag-ultimas","33":"tag-ultimas-noticias","34":"tag-ultimasnoticias","35":"tag-world","36":"tag-world-news","37":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72446","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72446"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72446\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72447"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}