{"id":72838,"date":"2025-09-15T20:09:08","date_gmt":"2025-09-15T20:09:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/72838\/"},"modified":"2025-09-15T20:09:08","modified_gmt":"2025-09-15T20:09:08","slug":"dentes-de-dinossauro-revelam-o-clima-da-terra-ha-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/72838\/","title":{"rendered":"Dentes de dinossauro revelam o clima da Terra h\u00e1 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<p>Investigadores das universidades de G\u00f6ttingen, Mainz e Bochum descobriram uma nova forma de estudar o clima da Terra durante a era dos dinossauros: atrav\u00e9s do exame de dentes fossilizados. A an\u00e1lise do esmalte dent\u00e1rio permitiu reconstruir os n\u00edveis de di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) e a atividade fotossint\u00e9tica das plantas entre 252 e 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Os resultados, publicados na revista PNAS, indicam que a atmosfera do Mesozoico continha muito mais CO\u2082 do que atualmente, e que a fotoss\u00edntese global era o dobro da atual.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pic_9344f3c93e20250804164505-1024x768.jpg.webp.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-23145\"  \/>@Thomas T\u00fctken<\/p>\n<p>O estudo concentrou-se em dentes do Jur\u00e1ssico Superior e do Cret\u00e1cico Superior encontrados na Am\u00e9rica do Norte, \u00c1frica e Europa. O esmalte dent\u00e1rio \u00e9 extremamente resistente e conserva a propor\u00e7\u00e3o de is\u00f3topos de oxig\u00e9nio, refletindo a composi\u00e7\u00e3o da atmosfera inalada pelos dinossauros. Esta rela\u00e7\u00e3o permite inferir mudan\u00e7as nos n\u00edveis de CO\u2082 e na produtividade das plantas, fornecendo uma janela \u00fanica para o clima e a vegeta\u00e7\u00e3o do passado.<\/p>\n<p>Durante o Jur\u00e1ssico Superior, h\u00e1 cerca de 150 milh\u00f5es de anos, a concentra\u00e7\u00e3o de CO\u2082 era aproximadamente quatro vezes superior \u00e0 da era pr\u00e9-industrial. No Cret\u00e1cico Superior, entre 73 e 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, os n\u00edveis eram cerca de tr\u00eas vezes superiores. Dentes de esp\u00e9cies como Tyrannosaurus rex e Kaatedocus siberi revelaram is\u00f3topos de oxig\u00e9nio que sugerem picos de CO\u2082 possivelmente ligados a grandes erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, como as dos Trapps do Dec\u00e3o, no final do Cret\u00e1cico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a maior atividade fotossint\u00e9tica das plantas coincide com as elevadas concentra\u00e7\u00f5es de CO\u2082 e com temperaturas m\u00e9dias anuais mais altas, ajudando a explicar o clima din\u00e2mico da era dos dinossauros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/pic_0be2969d8c20250804164646-1024x683.jpg.webp.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-23143 lazyload\"  data- style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/683;\"\/>@Thomas T\u00fctken<\/p>\n<p>Segundo a primeira autora, a geocientista Dingsu Feng, da Universidade de G\u00f6ttingen, \u201cos dentes dos dinossauros registaram o clima h\u00e1 150 milh\u00f5es de anos \u2014 agora podemos finalmente ouvi-los\u201d. Esta abordagem \u00e9 considerada um marco na paleoclimatologia, pois at\u00e9 agora as reconstru\u00e7\u00f5es do clima antigo baseavam-se principalmente em carbonatos do solo ou em proxies marinhos, m\u00e9todos que apresentam maior incerteza.<\/p>\n<p>O estudo foi financiado pela Funda\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 de Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (DFG) e pelo cons\u00f3rcio VeWA, no \u00e2mbito do programa LOEWE do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Investiga\u00e7\u00e3o do Hesse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Investigadores das universidades de G\u00f6ttingen, Mainz e Bochum descobriram uma nova forma de estudar o clima da Terra&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72839,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-72838","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72838","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72838"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72838\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}