{"id":73451,"date":"2025-09-16T07:24:12","date_gmt":"2025-09-16T07:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/73451\/"},"modified":"2025-09-16T07:24:12","modified_gmt":"2025-09-16T07:24:12","slug":"contra-inflamacoes-dieta-mediterranea-e-aliada-da-boca-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/73451\/","title":{"rendered":"Contra inflama\u00e7\u00f5es, dieta mediterr\u00e2nea \u00e9 aliada da boca, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Reconhecida pelos benef\u00edcios cardiovasculares, metab\u00f3licos e neurol\u00f3gicos, a dieta mediterr\u00e2nea tamb\u00e9m desempenha um importante papel na sa\u00fade bucal. Um estudo conduzido por pesquisadores do King&#8217;s College London, no Reino Unido, e da Universidade de Cat\u00e2nia, na It\u00e1lia, mostra que pessoas que seguem esse padr\u00e3o alimentar t\u00eam menor risco de desenvolver periodontite grave, doen\u00e7a inflamat\u00f3ria cr\u00f4nica que afeta as gengivas e pode levar \u00e0 perda dent\u00e1ria. O artigo foi publicado no Journal of Periodontology.<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo os autores, que avaliaram 200 pacientes atendidos em hospitais do Reino Unido entre 2023 e 2024, o consumo frequente de carne vermelha est\u00e1 associado a quadros mais severos de periodontite. Por outro lado, frutas, legumes e leguminosas demonstraram efeito protetor, reduzindo marcadores de inflama\u00e7\u00e3o no organismo. O estudo brit\u00e2nico confirma os resultados de um artigo de revis\u00e3o publicado no ano passado no Journal of Oral Microbiology, que incluiu dados de milhares de pessoas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Na pesquisa atual, os cientistas mediram desde a profundidade de bolsas periodontais \u2014 espa\u00e7os entre a gengiva e o dente, resultantes da inflama\u00e7\u00e3o \u2014 at\u00e9 n\u00edveis de prote\u00ednas inflamat\u00f3rias, como interleucina-6 (IL-6) e prote\u00edna C-reativa (PCR). Em seguida, aplicaram modelos estat\u00edsticos para verificar associa\u00e7\u00f5es entre h\u00e1bitos alimentares, marcadores biol\u00f3gicos e sa\u00fade gengival.<\/p>\n<p>Gravidade<\/p>\n<p class=\"texto\">A an\u00e1lise revelou que seguir um padr\u00e3o alimentar condizente com a dieta mediterr\u00e2nea reduziu em cerca de 65% o risco de formas severas de periodontite. J\u00e1 o consumo frequente de carne vermelha e derivados praticamente triplicou a probabilidade de gengivite grave.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">A periodontite \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o microbiana e inflamat\u00f3ria que destr\u00f3i os tecidos de sustenta\u00e7\u00e3o dos dentes. J\u00e1 \u00e9 bem conhecido que os efeitos da doen\u00e7a extrapolam a boca: estudos associam o problema a doen\u00e7as cardiovasculares, diabetes e at\u00e9 quadros neurol\u00f3gicos. Na pesquisa brit\u00e2nica, a interleucina-6, um marcador inflamat\u00f3rio, apareceu em n\u00edveis mais altos em pessoas com doen\u00e7a periodontal avan\u00e7ada. Segundo os autores, os dados refor\u00e7am que a inflama\u00e7\u00e3o periodontal tem impacto al\u00e9m da cavidade oral \u2014 e que a alimenta\u00e7\u00e3o pode modular essa resposta.<\/p>\n<p class=\"texto\">A dieta mediterr\u00e2nea \u00e9 caracterizada por alto consumo de frutas, verduras, legumes, gr\u00e3os integrais, azeite de oliva e oleaginosas; ingest\u00e3o moderada de peixes, latic\u00ednios e vinho; e baixo consumo de carnes vermelhas e processadas. Esse padr\u00e3o alimentar \u00e9 rico em fibras, antioxidantes e \u00e1cidos graxos insaturados, compostos que reduzem o estresse oxidativo e regulam a produ\u00e7\u00e3o de citocinas inflamat\u00f3rias.\u00a0<\/p>\n<p>Cr\u00f4nicas\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">No estudo, o consumo frequente de vegetais e leguminosas esteve inversamente relacionado a biomarcadores inflamat\u00f3rios como IL-6, IL-1, IL-10 e IL-17. Isso sugere que os efeitos ben\u00e9ficos v\u00e3o al\u00e9m da boca, fortalecendo a hip\u00f3tese de que a nutri\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel protege contra inflama\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas sist\u00eamicas.<\/p>\n<p class=\"texto\">J\u00e1 a carne vermelha, especialmente em excesso, pode aumentar o risco de inflama\u00e7\u00e3o devido \u00e0 presen\u00e7a de ferro heme, que favorece a forma\u00e7\u00e3o de radicais livres. Al\u00e9m disso, ambientes ricos em prote\u00ednas e ligeiramente alcalinos \u2014 t\u00edpicos de quem consome muita prote\u00edna de origem animal \u2014 favorecem o crescimento de bact\u00e9rias periodontopatog\u00eanicas, como Porphyromonas gingivalis, associada \u00e0 progress\u00e3o da periodontite.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais not\u00edcias do dia no seu celular<\/a><\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;O microbioma da boca \u00e9 formado por trilh\u00f5es de microrganismos que, quando em desequil\u00edbrio, podem favorecer o surgimento de doen\u00e7as periodontais. A dieta mediterr\u00e2nea contribui para manter o equil\u00edbrio por ser rica em alimentos com propriedades anti-inflamat\u00f3rias e antioxidantes&#8221;, esclarece o nutricionista Guilherme Lopes, do Grupo Mantevida.\u00a0 &#8220;Frutas, vegetais, azeite de oliva, gr\u00e3os integrais, nozes e peixes ajudam a modular a composi\u00e7\u00e3o bacteriana da boca, fortalecendo a imunidade local e reduzindo a inflama\u00e7\u00e3o gengival.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Da mesma forma, a alimenta\u00e7\u00e3o pode prejudicar a sa\u00fade bucal, lembra o cirurgi\u00e3o-dentista Gustavo Delmondes, de Bras\u00edlia. &#8220;Os alimentos que consumimos impactam tanto na integridade dos dentes quanto na sa\u00fade da gengiva. Uma dieta rica em a\u00e7\u00facares simples e ultraprocessados favorece a forma\u00e7\u00e3o de placa bacteriana e aumenta o risco de c\u00e1ries. Al\u00e9m disso, car\u00eancias nutricionais podem comprometer a imunidade e deixar a boca mais suscet\u00edvel a inflama\u00e7\u00f5es, como a gengivite e a periodontite.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>Tr\u00eas perguntas para <\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Ilana Marques, cirurgi\u00e3-dentista da IGM Odontologia para Fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Como os h\u00e1bitos alimentares influenciam a sa\u00fade da boca?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os h\u00e1bitos alimentares est\u00e3o diretamente ligados ao desenvolvimento da doen\u00e7a c\u00e1rie e das doen\u00e7as gengivais. Isso porque determinados alimentos \u2014 especialmente os ricos em a\u00e7\u00facares simples e ultraprocessados \u2014 favorecem bact\u00e9rias que desestabilizam o microbioma oral, levando \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos que atacam o esmalte.\u00a0Por outro lado, existem alimentos chamados neutralizadores, como queijos, iogurte natural sem a\u00e7\u00facar, nozes e vegetais fibrosos, que estimulam a saliva\u00e7\u00e3o e ajudam a restabelecer o pH da boca ap\u00f3s a ingest\u00e3o de alimentos \u00e1cidos ou a\u00e7ucarados. Esse equil\u00edbrio entre o que agride e o que protege \u00e9 fundamental para manter a sa\u00fade bucal.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>A chamada dieta mediterr\u00e2nea pode ajudar a prevenir doen\u00e7as bucais?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sim. O padr\u00e3o mediterr\u00e2neo \u00e9 considerado um dos mais protetores para a sa\u00fade, inclusive bucal. Ele se caracteriza pelo baixo consumo de ultraprocessados e a\u00e7\u00facares e pela abund\u00e2ncia de frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, oleaginosas e peixes ricos em \u00f4mega-3. Embora inclua alimentos naturalmente \u00e1cidos, como frutas c\u00edtricas e vinho tinto, a dieta mediterr\u00e2nea tamb\u00e9m oferece uma variedade de alimentos neutralizadores, que reduzem o impacto da acidez e ajudam a preservar o esmalte dental. Al\u00e9m disso, seu perfil anti-inflamat\u00f3rio contribui para a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as gengivais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Que tipo de pesquisa ainda falta para um avan\u00e7o na compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre dieta, microbioma e sa\u00fade bucal?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ainda faltam estudos longitudinais que avaliem n\u00e3o apenas o impacto do a\u00e7\u00facar ou da frequ\u00eancia alimentar, mas tamb\u00e9m o papel dos alimentos neutralizadores no reequil\u00edbrio do pH oral ap\u00f3s refei\u00e7\u00f5es \u00e1cidas.\u00a0Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio mapear como diferentes padr\u00f5es alimentares modulam o microbioma oral a longo prazo e identificar a propor\u00e7\u00e3o ideal entre alimentos potencialmente prejudiciais (\u00e1cidos e ferment\u00e1veis) e os alimentos que ajudam a neutralizar seus efeitos. Esse tipo de dado permitir\u00e1 recomenda\u00e7\u00f5es ainda mais espec\u00edficas para a preven\u00e7\u00e3o de les\u00f5es de c\u00e1rie e doen\u00e7as gengivais.\u00a0<strong>(PO)<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0<\/p>\n<p>Trabalho em conjunto <\/p>\n<p class=\"texto\">Apesar dos resultados consistentes do estudo que investigou a associa\u00e7\u00e3o entre a dieta mediterr\u00e2nea e a sa\u00fade bucal, os autores alertam que a pesquisa \u00e9 observacional, ou seja, n\u00e3o demostra uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito. Outra limita\u00e7\u00e3o destacada \u00e9 o fator do tabagismo: pessoas com alta ades\u00e3o \u00e0 dieta mediterr\u00e2nea eram, em sua maioria, n\u00e3o fumantes, o que tamb\u00e9m influencia a sa\u00fade periodontal.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ainda assim, os autores afirmam que os resultados refor\u00e7am uma linha crescente de pesquisas que vinculam h\u00e1bitos alimentares e doen\u00e7as da gengiva. Para os cientistas, \u00e9 hora de considerar a nutri\u00e7\u00e3o como parte integrante da preven\u00e7\u00e3o e do tratamento odontol\u00f3gico. &#8220;O que comemos n\u00e3o afeta apenas o cora\u00e7\u00e3o ou o c\u00e9rebro, mas tamb\u00e9m a sa\u00fade da boca. Uma alimenta\u00e7\u00e3o baseada em plantas, azeite e peixe pode reduzir tanto a inflama\u00e7\u00e3o periodontal quanto a sist\u00eamica&#8221;, afirmou, em nota, Luigi Nibali, do King&#8217;s College London e autor correspondente.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Para Giuseppe Grosso, coautor da Universidade de Cat\u00e2nia, o trabalho refor\u00e7a que estrat\u00e9gias alimentares devem ganhar espa\u00e7o no consult\u00f3rio odontol\u00f3gico. &#8220;Dentistas e nutricionistas podem trabalhar juntos para orientar pacientes com risco de periodontite&#8221;, defende. A dentista L\u00edlan Carvalho, de Bras\u00edlia, concorda. &#8220;Hoje j\u00e1 entendemos que sa\u00fade bucal vai al\u00e9m da escova\u00e7\u00e3o e do fio dental. A alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um pilar essencial para manter dentes e gengivas saud\u00e1veis. Por isso, \u00e9 fundamental que o dentista tamb\u00e9m oriente seus pacientes sobre escolhas alimentares que protegem a boca, integrando a nutri\u00e7\u00e3o \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es de higiene di\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Evid\u00eancias<\/p>\n<p class=\"texto\">Os pesquisadores recomendam que novos estudos, com amostras maiores e de longo prazo, sejam conduzidos para confirmar associa\u00e7\u00f5es. Eles acreditam que, se comprovadas, as evid\u00eancias podem levar a diretrizes alimentares espec\u00edficas para preven\u00e7\u00e3o e manejo da periodontite, colocando a dieta mediterr\u00e2nea no arsenal terap\u00eautico da odontologia preventiva. (PO)<\/p>\n<p>                            <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Paloma Oliveto  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter s\u00eanior<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Formada na Universidade de Bras\u00edlia, \u00e9 especializada na cobertura de ci\u00eancia e sa\u00fade h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Entre as premia\u00e7\u00f5es recebidas, est\u00e3o primeiro lugar no Grande Pr\u00eamio Ayrton Senna e men\u00e7\u00e3o honrosa no Pr\u00eamio Esso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Reconhecida pelos benef\u00edcios cardiovasculares, metab\u00f3licos e neurol\u00f3gicos, a dieta mediterr\u00e2nea tamb\u00e9m desempenha um importante papel na sa\u00fade bucal.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":73452,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[109,4124,11992,1347,116,1348,32,33,117],"class_list":{"0":"post-73451","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ciencia","9":"tag-dieta","10":"tag-dieta-mediterranea","11":"tag-estudo","12":"tag-health","13":"tag-pesquisa","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73451","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73451"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73451\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73452"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}