{"id":74185,"date":"2025-09-16T19:08:15","date_gmt":"2025-09-16T19:08:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/74185\/"},"modified":"2025-09-16T19:08:15","modified_gmt":"2025-09-16T19:08:15","slug":"e-quase-impossivel-um-satelite-estragar-a-foto-de-outro-com-a-starlink-ja-aconteceu-2-vezes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/74185\/","title":{"rendered":"\u00c9 quase imposs\u00edvel um sat\u00e9lite &#8220;estragar&#8221; a foto de outro. Com a Starlink, j\u00e1 aconteceu 2 vezes"},"content":{"rendered":"<p>O que antes era um acontecimento astron\u00f3mico extremamente improv\u00e1vel, est\u00e1 a tornar-se um fen\u00f3meno cada vez mais comum no espa\u00e7o. A crescente constela\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites da Starlink est\u00e1 a gerar &#8216;photobombs&#8217; inesperados em imagens captadas por outros dispositivos em \u00f3rbita&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/starlink_telemoveis00.jpg\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/starlink_telemoveis00-1024x575.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"404\" class=\"alignnone size-large wp-image-975717\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Sat\u00e9lite da Starlink j\u00e1 &#8220;estragou&#8221; duas imagens<\/p>\n<p>A ideia de um sat\u00e9lite de observa\u00e7\u00e3o terrestre conseguir fotografar, por mero acaso, outro sat\u00e9lite em movimento era, at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, <strong>considerada um evento de uma raridade extraordin\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o \u00e9 vasto e os objetos em \u00f3rbita movem-se a velocidades vertiginosas. Contudo, s\u00f3 no \u00faltimo ano, este cen\u00e1rio repetiu-se por duas vezes, e em ambas as ocasi\u00f5es, <strong>o &#8220;intruso&#8221; foi um sat\u00e9lite da Starlink, operado pela SpaceX<\/strong>.<\/p>\n<p>O caso mais recente ocorreu a 21 de agosto. Um dos novos sat\u00e9lites <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/earth.esa.int\/eogateway\/missions\/worldview-legion\" rel=\"nofollow noopener\">WorldView Legion<\/a>, da empresa Maxar, sobrevoava o deserto de Gobi, na China, com a miss\u00e3o de captar imagens da base a\u00e9rea de Dingxin: uma instala\u00e7\u00e3o de alta seguran\u00e7a <strong>onde as for\u00e7as armadas chinesas testam os seus ca\u00e7as mais sofisticados<\/strong>.<\/p>\n<p>A imagem foi obtida com sucesso, mas continha um elemento surpresa: <strong>um rasto multicolorido atravessava o enquadramento<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/ucrania_starlink03.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/ucrania_starlink03-1024x576.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"alignnone size-large wp-image-1046628\"  \/><\/a><\/p>\n<p>O &#8220;mist\u00e9rio&#8221; desvendado<\/p>\n<p>O que parecia ser &#8220;arte acidental&#8221;, como descreveu uma executiva da Maxar no <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/posts\/susanne-hake-8986571a_spaceeconomy-earthobservation-spacedomainawareness-activity-7370844351616409600-6h5X\/\" rel=\"nofollow noopener\">LinkedIn<\/a>, era, na verdade, <strong>o sat\u00e9lite Starlink 33828<\/strong>. Este foi imortalizado em diferentes comprimentos de onda sobre uma das localiza\u00e7\u00f5es mais sens\u00edveis do ex\u00e9rcito chin\u00eas. A imagem exibe uma nave prateada com dois pain\u00e9is solares proeminentes, acompanhada por tr\u00eas espectros de cores.<\/p>\n<p>Este curioso efeito visual explica-se pela tecnologia das c\u00e2maras de observa\u00e7\u00e3o e pela incr\u00edvel velocidade a que os sat\u00e9lites se deslocam. Estes equipamentos n\u00e3o captam uma \u00fanica fotografia, mas sim uma sequ\u00eancia de imagens <strong>em diferentes bandas espectrais de forma quase instant\u00e2nea<\/strong>.<\/p>\n<p>Produzem uma imagem pancrom\u00e1tica (a preto e branco) de alta resolu\u00e7\u00e3o e v\u00e1rias outras de menor qualidade em diferentes cores (vermelho, verde, azul, etc.). Posteriormente, um algoritmo combina toda esta informa\u00e7\u00e3o <strong>para gerar a imagem final, n\u00edtida e a cores<\/strong>.<\/p>\n<p>O problema reside no &#8220;quase&#8221;. Quando o alvo \u00e9 a superf\u00edcie terrestre, que se encontra relativamente est\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o ao sat\u00e9lite, o sistema funciona na perfei\u00e7\u00e3o. No entanto, quando outro sat\u00e9lite cruza o campo de vis\u00e3o a uma velocidade relativa de cerca de 5000 km\/h, <strong>a c\u00e2mara regista-o numa posi\u00e7\u00e3o ligeiramente diferente em cada uma das camadas de cor<\/strong>. O resultado \u00e9 este rasto espectral com v\u00e1rias &#8220;sombras&#8221; coloridas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/maxar_satelite_starlink.webp.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/maxar_satelite_starlink.webp.webp\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"575\" class=\"alignnone size-full wp-image-1079087\"  \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o foi a primeira vez! J\u00e1 aconteceu no Google Maps<\/p>\n<p>Este incidente n\u00e3o \u00e9 um caso isolado. Em abril de 2025, um utilizador do <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.reddit.com\/r\/GoogleEarthFinds\/comments\/1jwy6gq\/satellite_captured_over_texas_what_kind_of\/\" rel=\"nofollow noopener\">Reddit<\/a> j\u00e1 tinha identificado um fen\u00f3meno semelhante <strong>numa imagem do Google Maps<\/strong>, que retratava uma \u00e1rea rural no Texas, Estados Unidos.<\/p>\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o, a fotografia tinha sido captada por um sat\u00e9lite europeu Pl\u00e9iades. O resultado foi ainda mais n\u00edtido, exibindo cinco silhuetas distintas do mesmo objeto. Cada uma correspondia a uma banda espectral diferente: infravermelho pr\u00f3ximo, vermelho, azul, verde e a pancrom\u00e1tica.<\/p>\n<p>O que antes era um evento astron\u00f3mico improv\u00e1vel est\u00e1 a transformar-se numa nova normalidade, <strong>impulsionada pela crescente densidade de sat\u00e9lites em \u00f3rbita baixa<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>\ud83d\udcdd Por que raz\u00e3o s\u00e3o sempre sat\u00e9lites Starlink?<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Primeiro, a SpaceX j\u00e1 possui mais de 8300 sat\u00e9lites Starlink em \u00f3rbita, um n\u00famero que supera o total de todas as outras constela\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites combinadas. Com planos para expandir esta rede para mais de 30.000 unidades, a probabilidade de um deles se cruzar com a objetiva de outro sat\u00e9lite s\u00f3 tende a aumentar.<\/li>\n<li>Segundo, para fornecer uma liga\u00e7\u00e3o \u00e0 internet com baixa lat\u00eancia, os sat\u00e9lites Starlink operam a aproximadamente 500 km de altitude, na chamada \u00f3rbita terrestre baixa (LEO). Esta \u00e9 precisamente a mesma &#8220;autoestrada&#8221; orbital utilizada pela maioria dos sat\u00e9lites de observa\u00e7\u00e3o, como os WorldView Legion da Maxar, que orbitam a 518 km. Com trajet\u00f3rias t\u00e3o pr\u00f3ximas, os encontros s\u00e3o inevit\u00e1veis.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para al\u00e9m da curiosidade visual, estas imagens servem como um sintoma claro <strong>de que a \u00f3rbita baixa est\u00e1 a ficar cada vez mais congestionada<\/strong>. Esta situa\u00e7\u00e3o obriga os operadores a realizar constantes manobras de evas\u00e3o para evitar colis\u00f5es potencialmente catastr\u00f3ficas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O que antes era um acontecimento astron\u00f3mico extremamente improv\u00e1vel, est\u00e1 a tornar-se um fen\u00f3meno cada vez mais comum&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":74186,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,587,585,4109,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-74185","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-satelites","25":"tag-spacex","26":"tag-starlink","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias","32":"tag-world","33":"tag-world-news","34":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74185"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74185\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}