{"id":74310,"date":"2025-09-16T20:40:34","date_gmt":"2025-09-16T20:40:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/74310\/"},"modified":"2025-09-16T20:40:34","modified_gmt":"2025-09-16T20:40:34","slug":"gnr-na-estrada-para-travar-mistura-de-granel-espanhol-nos-vinhos-portugueses-vindimas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/74310\/","title":{"rendered":"GNR na estrada para travar mistura de granel espanhol nos vinhos portugueses | Vindimas"},"content":{"rendered":"<p>A entrada de vinho estrangeiro, nomeadamente oriundo de Espanha, em Portugal \u00e9 legal, mas a sua incorpora\u00e7\u00e3o nos nossos vinhos com denomina\u00e7\u00e3o de origem ou indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica protegidas n\u00e3o. A Guarda Nacional Republicana (GNR) iniciou nesta ter\u00e7a-feira uma opera\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o, com especial enfoque nas fronteiras terrestres e junto dos operadores vitivin\u00edcolas, para reprimir a entrada e a circula\u00e7\u00e3o irregular de vinho no mercado portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Em comunicado, a GNR refere que a opera\u00e7\u00e3o Dion\u00edsio, que s\u00f3 terminar\u00e1 a 31 de Outubro, visa \u201crecolher informa\u00e7\u00e3o e prevenir a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/17\/economia\/noticia\/gnr-nao-fez-qualquer-apreensao-vinho-tranquilo-ilegal-ultimos-tres-anos-2143879\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">introdu\u00e7\u00e3o ilegal de vinho<\/a> no mercado portugu\u00eas, contribuindo para a tranquilidade dos operadores e para o regular funcionamento deste sector\u201d.<\/p>\n<p>Portugal apresenta-se geralmente como <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/07\/05\/economia\/noticia\/douro-excesso-oferta-vinho-nao-producao-uvas-2096457\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">deficit\u00e1rio em termos de produ\u00e7\u00e3o<\/a>, refere a GNR, motivo pelo qual <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/03\/terroir\/reportagem\/portugal-gastou-785-milhoes-euros-queimar-vinho-ja-importou-8212-milhoes-litros-espanha-2142007\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">importa vinhos a granel com origem em Espanha<\/a>. E isso \u00e9 legal, sublinha esta autoridade, acrescentando tratar-se de vinho com designa\u00e7\u00e3o \u201cespanhol\u201d ou da Uni\u00e3o Europeia (UE).<\/p>\n<p>O que configura uma \u201csitua\u00e7\u00e3o ilegal\u201d \u00e9 o vinho, movimentado \u201cem cisternas ou cubas, [ser] introduzido nas contas correntes dos vinhos com denomina\u00e7\u00e3o de origem protegida (DOP) e com indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica protegida (IGP)\u201d, explica a Guarda Nacional Republicana. \u201cOs vinhos podem entrar legalmente, mas s\u00e3o misturados com vinhos portugueses.\u201d<\/p>\n<p>A GNR lembra que na altura da vindima, e at\u00e9 30 de Novembro, ocorre uma maior entrada de massa de vinhos (mostos ou vinhos a granel), aumentando assim a probabilidade de entrada nos entrepostos sem documenta\u00e7\u00e3o e\/ou de forma fraudulenta.<\/p>\n<p>O Douro, por causa dos seus <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/09\/15\/terroir\/noticia\/viticultores-douro-dez-dias-pedir-apoio-uva-excedentaria-2147282\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">excedentes v\u00ednicos<\/a>, \u00e9 uma das regi\u00f5es vitivin\u00edcolas portuguesas sob maior escrut\u00ednio nesta campanha. Na \u00faltima semana, o presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) deu conta de que haviam sido refor\u00e7adas as ac\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Uma dessas ac\u00e7\u00f5es decorreu precisamente h\u00e1 uma semana, no passado dia 9, em Lamego e juntou militares da GNR e v\u00e1rios elementos do IVDP e da Autoridade de Seguran\u00e7a Alimentar e Econ\u00f3mica (ASAE). Aos condutores das viaturas que transportavam uvas e\/ou vinho, e que a GNR mandou parar na rotunda que d\u00e1 acesso \u00e0 ponte de liga\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade do Peso da R\u00e9gua, foram pedidos documentos, como a autoriza\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o que deve acompanhar o transporte das uvas no Douro, e onde est\u00e1 toda a informa\u00e7\u00e3o sobre o viticultor, o local de produ\u00e7\u00e3o e para onde v\u00e3o as uvas.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o ac\u00e7\u00f5es que fazemos com muita frequ\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 nesta altura de vindima, mas tamb\u00e9m no controlo, depois, do produto que est\u00e1 no mercado. Esta ac\u00e7\u00e3o tem a preocupa\u00e7\u00e3o de acompanhar desde a vinha at\u00e9 aos centros que recebem as uvas, para verificarmos a autenticidade dos produtos\u201d, real\u00e7ou, na altura, Lu\u00eds Louren\u00e7o, inspector-chefe da ASAE, que acompanhou a ac\u00e7\u00e3o. Como sublinhou o respons\u00e1vel da ASAE, \u00e9 tamb\u00e9m importante que \u201cn\u00e3o haja concorr\u00eancia desleal e que os operadores estejam nas mesmas circunst\u00e2ncias, a trabalhar todos por igual\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO IVDP est\u00e1 no territ\u00f3rio de forma quotidiana, levando a cabo fiscaliza\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de centros e instala\u00e7\u00f5es v\u00ednicas, e ao n\u00edvel do controlo que \u00e9 efectuado nas pr\u00f3prias parcelas de vinha, assegurando, precisamente, aquilo que \u00e9 o controlo da regi\u00e3o demarcada do Douro e a certifica\u00e7\u00e3o dos nossos produtos e as nossas denomina\u00e7\u00f5es de origem protegida\u201d, assegurou, por seu turno, o presidente daquele instituto, Gilberto Igrejas, acrescentado que tais ac\u00e7\u00f5es tem ainda um efeito pedag\u00f3gico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A entrada de vinho estrangeiro, nomeadamente oriundo de Espanha, em Portugal \u00e9 legal, mas a sua incorpora\u00e7\u00e3o nos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":74311,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,476,15,16,287,2002,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,58,5689,17,18,29,30,31,19534,5690],"class_list":{"0":"post-74310","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-economia","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-fugas","14":"tag-gnr","15":"tag-headlines","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-portugal","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-pt","28":"tag-sociedade","29":"tag-terroir","30":"tag-top-stories","31":"tag-topstories","32":"tag-ultimas","33":"tag-ultimas-noticias","34":"tag-ultimasnoticias","35":"tag-vindimas","36":"tag-vinhos"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74310\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74311"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}