{"id":74422,"date":"2025-09-16T22:17:16","date_gmt":"2025-09-16T22:17:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/74422\/"},"modified":"2025-09-16T22:17:16","modified_gmt":"2025-09-16T22:17:16","slug":"documentario-do-bdf-sahel-patria-ou-morte-estreia-nesta-terca-feira-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/74422\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio do BdF &#8216;Sahel: P\u00e1tria ou Morte&#8217; estreia nesta ter\u00e7a-feira em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>Estreia nesta ter\u00e7a-feira (16) o filme Sahel: P\u00e1tria ou Morte, uma produ\u00e7\u00e3o do <strong>Brasil de Fato<\/strong> que aborda a resist\u00eancia popular e os novos caminhos de desenvolvimento trilhados por <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/08\/17\/a-revolucao-de-ibrahim-traore-o-que-esta-acontecendo-em-burkina-faso\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Burkina Faso<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/09\/05\/niger-alavanca-economia-com-apoio-popular-mas-fmi-e-banco-mundial-sao-entraves-diz-analista\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">N\u00edger <\/a>e Mali ap\u00f3s passarem por levantes civis e militares nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>O filme ser\u00e1 exibido no Armaz\u00e9m do Campo e Livraria Express\u00e3o Popular, em S\u00e3o Paulo (SP), como parte da programa\u00e7\u00e3o do evento <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/09\/10\/liderancas-populares-do-sahel-se-reunem-em-sp-para-debater-caminhos-da-revolucao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Vozes da \u00c1frica: Revolu\u00e7\u00f5es Pan-Africanas Hoje e o Legado de Thomas Sankara<\/a>.<\/p>\n<p>O <strong>Brasil de Fato<\/strong> percorreu a regi\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/correspondente\/sahel\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Sahel <\/a>por dois meses e apresenta, neste documento, os pilares que sustentam \u201ca independ\u00eancia real\u201d desses pa\u00edses. Com dire\u00e7\u00e3o do jornalista Pedro Stropasolas, enviado especial \u00e0 regi\u00e3o, o filme aborda a resist\u00eancia popular que sustenta a revolu\u00e7\u00e3o, e foi realizado ap\u00f3s uma cobertura intensa sobre as din\u00e2micas sociais e disputas geopol\u00edticas na \u00e1rea.<\/p>\n<p>\u201cTemos uma revolu\u00e7\u00e3o em curso no continente africano e as forcas progressistas da Am\u00e9rica Latina n\u00e3o conhecem o processo a fundo. O filme ajuda a quebrar essa dist\u00e2ncia entre a \u00c1frica e a Am\u00e9rica Latina\u201d, destaca Stropasolas. <\/p>\n<p>Povo nas ruas<\/p>\n<p>H\u00e1 d\u00e9cadas, os pa\u00edses da regi\u00e3o africana do Sahel s\u00e3o alvos do colonialismo e explora\u00e7\u00e3o por parte da Fran\u00e7a e outras pot\u00eancias ocidentais. A express\u00e3o \u00c0 bas la Fran\u00e7afrique reflete o sentimento crescente nesses pa\u00edses, cuja popula\u00e7\u00e3o saiu em peso \u00e0s ruas para pedir a sa\u00edda das tropas francesas e apoiar seus novos governantes.<\/p>\n<p>Com apoio da Assembleia Internacional dos Povos (AIP), o filme entrevistou 23 lideran\u00e7as populares do Mali, de Burkina Faso, N\u00edger e do Benin que est\u00e3o na linha de frente do movimento de liberta\u00e7\u00e3o patri\u00f3tico e da luta por soberania na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Stropasolas ressalta que a produ\u00e7\u00e3o faz um esfor\u00e7o para contribuir com a visibiliza\u00e7\u00e3o das lutas em curso hoje no Sahel, desmistificando a propaganda francesa apresentada em ve\u00edculos hegem\u00f4nico de que Burkina Faso, Mali e Niger passam por processos autorit\u00e1rios e sem suporte popular. <\/p>\n<p>\u201cAo trazer um conjunto de iniciativas populares de suporte a esses processos patri\u00f3ticos, e o rosto e a voz da popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 liderando esse processo, buscamos mostrar que a revolu\u00e7\u00e3o anticolonial est\u00e1 viva no povo. A popula\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal ferramenta para que esses pa\u00edses mantenham seus caminhos de ruptura com o Ocidente e n\u00e3o sucumbam aos ataques e amea\u00e7as de interven\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a e seus pa\u00edses aliados atualmente\u201d, afirma o diretor.<\/p>\n<p>O enredo aborda a hist\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o francesa na \u00c1frica do Oeste. O filme trata tamb\u00e9m do contexto de surgimento do terrorismo na regi\u00e3o e da forma\u00e7\u00e3o da Alian\u00e7as dos Estados do Sahel (AES), um pacto militar e econ\u00f4mico que se consolidou, desde 16 de setembro de 2023, como a principal for\u00e7a de enfrentamento aos grupos jihadistas que atuam no Sahel.<\/p>\n<p>\u201cA AES se constitui como uma entidade revolucion\u00e1ria que todos os dias tenta libertar-se das garras do imperialismo monet\u00e1rio, financeiro, infraestrutural e ideol\u00f3gico\u201d, completa Damiba.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-15-at-15.16.33-1024x576.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-752062 lazy\"  data-\/>Popula\u00e7\u00e3o foi \u00e0s ruas em apoio aos novos governantes \u2013 Pedro Stropasolas\/Brasil de Fato<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento do filme se d\u00e1 no dia em que a AES completa dois anos de hist\u00f3ria. \u201cAinda h\u00e1 ataques, ainda n\u00e3o est\u00e1 tudo livre, mas estamos a avan\u00e7ar para o fim da guerra em toda a regi\u00e3o, n\u00e3o apenas em Burkina Faso, porque j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma guerra apenas para o Burkina Faso, \u00e9 uma guerra em todos os pa\u00edses da AES\u201d, explica Luc Damiba, conselheiro especial do Primeiro Ministro de Burkina Faso.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o apresenta os motivos que levaram a tomada de poder por setores progressistas das for\u00e7as armadas nos tr\u00eas pa\u00edses, destacando a expuls\u00e3o dos militares franceses e o encerramento de acordos neocoloniais implantados pela Fran\u00e7a desde a independ\u00eancia de 1960.<\/p>\n<p>\u201cA Fran\u00e7a \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds colonizador que fez na \u00c1frica, e continua a fazer, o que nenhum outro pa\u00eds ousa fazer. Nem a It\u00e1lia, nem a Espanha, nem a Inglaterra, nem mesmo os Estados Unidos com toda sua pot\u00eancia. Os africanos trabalham para a Fran\u00e7a desde a suposta independ\u00eancia. N\u00f3s n\u00e3o somos independentes\u201d, explica L\u00e9obard Houenou, arquiteto e analista pol\u00edtico do Benin.<\/p>\n<p>Panafricanismo<\/p>\n<p>O filme tamb\u00e9m aborda a rela\u00e7\u00e3o das atuais lutas no Sahel com a revolu\u00e7\u00e3o panafricanista liderada por Thomas Sankara nos anos 1980, em Burkina Faso. Assim como na d\u00e9cada de 1980, o novo l\u00edder burkinab\u00e9 Ibrahim Traor\u00e9m coloca em pr\u00e1tica um audacioso plano de industrializa\u00e7\u00e3o e autossufici\u00eancia alimentar . E, para isso, conta com suporte popular massivo, principalmente dos jovens at\u00e9 30 anos, que representam quase 70% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO legado de Sankara chegou, porque Sankara anunciou que assim que o matassem iriam nascer milh\u00f5es de Sankara no outro dia. Existem milh\u00f5es de Sankara ao redor do mundo. E Ibrahim Traor\u00e9 \u00e9 uma possibilidade para implementar o sankarismo pr\u00e1tico. Hoje o povo est\u00e1 pronto para apoi\u00e1-lo\u201d, analisa o multiartista burkinab\u00e9 Sawadogo Pasmamde (Oce\u00e1n), membro do Centro Thomas Sankara pela Liberdade e Uni\u00e3o Africana.<\/p>\n<p>Sahel: P\u00e1tria ou Morte traz ainda depoimentos in\u00e9ditos sobre a mobiliza\u00e7\u00e3o popular de apoio \u00e0s revolu\u00e7\u00f5es. O filme aborda como s\u00e3o feitos os mutir\u00f5es populares para a pavimenta\u00e7\u00e3o de ruas e estradas e tamb\u00e9m vivencia a rotina das vig\u00edlias cidad\u00e3s noturnas, que s\u00e3o realizadas diariamente em mais de 20 rotat\u00f3rias da capital Uagadudu, com o objetivo de proteger Traor\u00e9 e o pa\u00eds de poss\u00edveis atentados e golpes de Estado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-15-at-15.17.42-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-752063 lazy\"  data-\/>\u201cSomos n\u00f3s mesmos que fazemos nossas estradas. Fazemos pavimenta\u00e7\u00f5es, consertamos nossas estradas, fazemos tudo\u201d, destaca o analista pol\u00edtico burkinab\u00e9 Bayala Lianhou\u00e9 Imhotep \u2013 Pedro Stropasolas\/Brasil de Fato<\/p>\n<p>\u201cToda a \u00c1frica tamb\u00e9m ser\u00e1 integrada nesta revolu\u00e7\u00e3o, porque o povo n\u00e3o \u00e9 como era antes. Os pa\u00edses nunca poder\u00e3o se desenvolver se n\u00e3o houver revolu\u00e7\u00e3o. Atualmente, em todas as 45 prov\u00edncias, onde h\u00e1 rotat\u00f3rias a popula\u00e7\u00e3o fica sentada ali para defender seu presidente, porque \u00e9 um presidente que atende o povo, \u00e9 uma presid\u00eancia com a qual n\u00f3s vamos ter uma liberdade total\u201d, coloca Amad\u00e9 Maiga, da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional das Veias Cidad\u00e3s de Burkina Faso.<\/p>\n<p>Por fim, o filme aponta os desafios para que o movimento de liberta\u00e7\u00e3o se expanda para outros pa\u00edses do continente africano.<\/p>\n<p>\u201cA \u00c1frica caminha para a soberania. O patriotismo \u00e9 o \u00fanico fator que permitir\u00e1 que a \u00c1frica se una em um grande continente unificado. Portanto, para nos libertarmos, necessariamente, \u00e9 preciso que nos libertemos dos pa\u00edses que nos dominam para alcan\u00e7ar o pan-africanismo. E convido todos os povos de outros continentes a ajudarem a \u00c1frica a alcan\u00e7ar esse objetivo\u201d, finaliza Philippe Toyo Noudjenoume, presidente da Organiza\u00e7\u00e3o dos Povos da \u00c1frica do Oeste (WAPO).<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sahel: P\u00e1tria ou Morte<\/strong><br \/><strong>Data<\/strong>: ter\u00e7a-feira, 16 de setembro de 2025<br \/><strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 18h30<br \/><strong>Local<\/strong>: Armaz\u00e9m do Campo e Livraria Express\u00e3o Popular \u2013 Alameda Nothmann, 806, Campos El\u00edseos, S\u00e3o Paulo (SP)<br \/>Entrada gratuita<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Estreia nesta ter\u00e7a-feira (16) o filme Sahel: P\u00e1tria ou Morte, uma produ\u00e7\u00e3o do Brasil de Fato que aborda&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":74423,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140],"tags":[114,115,147,148,146,32,33],"class_list":{"0":"post-74422","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-filmes","8":"tag-entertainment","9":"tag-entretenimento","10":"tag-film","11":"tag-filmes","12":"tag-movies","13":"tag-portugal","14":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74422"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74422\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74423"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}