{"id":75635,"date":"2025-09-17T20:11:14","date_gmt":"2025-09-17T20:11:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/75635\/"},"modified":"2025-09-17T20:11:14","modified_gmt":"2025-09-17T20:11:14","slug":"putin-foi-fazer-uma-aula-pratica-ao-violar-espaco-aereo-de-dois-paises-da-nato-a-europa-chumbou-nao-esta-preparada-para-uma-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/75635\/","title":{"rendered":"Putin foi fazer uma &#8220;aula pr\u00e1tica&#8221; ao violar espa\u00e7o a\u00e9reo de dois pa\u00edses da NATO. A Europa chumbou: &#8220;N\u00e3o est\u00e1 preparada para uma guerra&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\t                Em menos de uma semana, dois pa\u00edses da NATO denunciaram a entrada de drones russos nos respetivos espa\u00e7os a\u00e9reos, num &#8220;ataque direto&#8221; \u00e0 sua soberania territorial. Especialistas militares ouvidos pela CNN Portugal acreditam que estes incidentes n\u00e3o ir\u00e3o ficar por aqui e que &#8220;\u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo&#8221; at\u00e9 que a Europa entre em confronto direto com a R\u00fassia<\/p>\n<p>A viola\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o a\u00e9reo da Pol\u00f3nia e da Rom\u00e9nia em menos de uma semana n\u00e3o foi mais do que \u201cuma aula pr\u00e1tica\u201d para a R\u00fassia para \u201cmedir a capacidade de resposta operacional da NATO\u201d num eventual ataque com drones, sugerem especialistas militares ouvidos pela CNN Portugal. O \u201cteste\u201d serviu para confirmar o que j\u00e1 se temia. \u201cA Europa n\u00e3o est\u00e1 preparada para uma guerra desta natureza\u201d com a R\u00fassia, conclui o tenente-general Marco Serronha.<\/p>\n<p>Na quarta-feira passada, 19 drones, que se acredita terem sido lan\u00e7ados pela R\u00fassia, invadiram os c\u00e9us da Pol\u00f3nia. Numa opera\u00e7\u00e3o conjunta, que envolveu a mobiliza\u00e7\u00e3o de ca\u00e7as F-16 polacos e F-35 neerlandeses, um avi\u00e3o de vigil\u00e2ncia italiano, um sistema Patriot alem\u00e3o e um avi\u00e3o de reabaestecimento da NATO, foi poss\u00edvel abater tr\u00eas desses drones.<\/p>\n<p>Todo este equipamento, estimado em \u201cmilhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares\u201d, foi mobilizado para combater \u201cdrones russos baratos feitos de madeira e espuma\u201d, como descreve o <a href=\"https:\/\/www.politico.eu\/article\/russia-drone-nato-incursions-poland-gaps-western-arsenal\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">POLITICO<\/a>, referindo-se assim aos drones Gerbera, uma \u201cimita\u00e7\u00e3o\u201d dos drones Shahed iranianos que, segundo os servi\u00e7os secretos ucranianos, s\u00e3o constru\u00eddos em Yelabuga, na R\u00fassia, com materiais como contraplacado e espuma.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o POLITICO, estima-se que cada um destes drones tenha um custo de fabrico de 10 mil d\u00f3lares (cerca de 8.500 euros). Ou seja, mesmo empenhando todo aquele arsenal, a capacidade de neutraliza\u00e7\u00e3o de drones por parte da NATO foi muito menos eficaz do que a resposta habitual demonstrada pela Ucr\u00e2nia, que, segundo a mesma fonte, \u201ccostuma apresentar uma taxa de interce\u00e7\u00e3o de 80% a 90%\u201d, apesar de enfrentar ataques com drones de maior dimens\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA capacidade de defesa a\u00e9rea da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica na regi\u00e3o est\u00e1 nitidamente sobredimensionada para este tipo de alvos\u201d, conclui o tenente-general Marco Serronha, explicando que, para destruir um drone barato como os Gerbera, \u201cforam gastos m\u00edsseis que custam cerca de 700 mil euros cada um\u201d. \u201cIsto torna o combate ineficiente\u201d, sublinha o especialista militar, ressalvando que \u201cnem \u00e9 s\u00f3 o facto de ser caro\u201d, mas sim a quest\u00e3o dos recursos limitados da NATO, como m\u00edsseis ar-ar usados com os ca\u00e7as F-16, que \u201cn\u00e3o s\u00e3o facilmente substitu\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto para o Estudo da Guerra, muitos dos drones estavam equipados com dep\u00f3sitos de combust\u00edveis adicionais, que lhes permitiram aumentar o alcance de 600 quil\u00f3metros para 900 quil\u00f3metros. Al\u00e9m disso, de acordo com os especialistas militares, sabe-se agora que os drones tinham cart\u00f5es SIM polacos e lituanos. O tenente-general Marco Serronha explica que a condu\u00e7\u00e3o e a transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o destes drones para a base \u00e9 feito atrav\u00e9s de redes de telem\u00f3veis locais, o que sugere que a R\u00fassia poder\u00e1 ter usado cart\u00f5es polacos e lituanos de modo a n\u00e3o ser detetada no espa\u00e7o a\u00e9reo polaco.<\/p>\n<p>Para o major-general Jorge Saramago, o que aconteceu na Pol\u00f3nia e na Rom\u00e9nia foi \u201cum bel\u00edssimo exemplo de uma nova face da guerra a que n\u00e3o estamos habituados\u201d no campo de batalha &#8211; a guerra h\u00edbrida, em que \u00e9 \u201cdif\u00edcil determinar, de forma imediata, com rigor e exatid\u00e3o, se estamos efetivamente perante uma a\u00e7\u00e3o militar direta ou n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Nesta nova tipologia de guerra, o combate assenta sobretudo no lan\u00e7amento di\u00e1rio de \u201cmilhares\u201d de \u201cdrones pequenos\u201d na linha da frente &#8211; como, ali\u00e1s, acontece diariamente na Ucr\u00e2nia, lembram os especialistas militares. A avaliar pela resposta a estes \u201ctestes\u201d russos, \u201ca Europa n\u00e3o est\u00e1 preparada, neste momento, para uma guerra desta natureza\u201d, avisa o tenente-general Marco Serronha.<\/p>\n<p>\u201cA Europa n\u00e3o tem sistemas anti-drone que sejam minimamente eficientes e que possam fazer face a eventuais ataques na ordem daqueles que a R\u00fassia faz \u00e0 Ucr\u00e2nia, que <a href=\"https:\/\/tviplayer.iol.pt\/programa\/jornal-nacional\/63e6588b0cf2665294d4f012\/video\/68bdd9a40cf29d28d828a568\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">andam \u00e0 volta dos 800 drones<\/a> por noite\u201d, sublinha o tenente-general.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de querer \u201ctestar a forma como reagimos e preparamos a nossa defesa\u201d na Europa, a Federa\u00e7\u00e3o Russa procurou \u201ccriar divis\u00f5es\u201d na NATO com estas viola\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o a\u00e9reo polaco e romeno, teorizam os especialistas militares. As fissuras tornaram-se evidentes logo \u00e0 partida, com o presidente dos EUA, Donald Trump, a admitir que o que aconteceu \u201cpode ter sido um erro\u201d por parte da R\u00fassia, ecoando as palavras do Kremlin, que garante que n\u00e3o tencionava visar a Pol\u00f3nia com drones.<\/p>\n<p>\u201cIsto para a R\u00fassia significa que, no caso de haver uma situa\u00e7\u00e3o mais s\u00e9ria [com a R\u00fassia], muito provavelmente n\u00e3o haver\u00e1 acionamento do artigo 5.\u00ba porque os EUA poder\u00e3o ter d\u00favidas sobre a intencionalidade\u201d das a\u00e7\u00f5es da Federa\u00e7\u00e3o Russa, pressup\u00f5e o tenente-general Marco Serronha.<\/p>\n<p>Neste caso, o artigo 5.\u00ba n\u00e3o se aplica, porque o que aconteceu \u201cn\u00e3o \u00e9 configur\u00e1vel como uma viola\u00e7\u00e3o ou uma invas\u00e3o do territ\u00f3rio polaco ou romeno\u201d, uma vez que \u201cn\u00e3o h\u00e1 provas de que a R\u00fassia tivesse inten\u00e7\u00e3o de atingir alvos\u201d dentro dos respectivos territ\u00f3rios. \u201cN\u00e3o \u00e9, nesse sentido, um ataque armado que permitisse aos Estados-membros da NATO invocarem o direito de leg\u00edtima defesa coletiva\u201d, explica o comentador da CNN Portugal Jos\u00e9 Azeredo Lopes. \u00c9, no entanto, \u201cum ataque direto \u00e0 soberania territorial da Pol\u00f3nia e da Rom\u00e9nia\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, e na sequ\u00eancia da viola\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o a\u00e9reo polaco, o primeiro-ministro Donald Tusk invocou o artigo 4.\u00ba do Tratado da NATO, que prev\u00ea consultas entre todos os Estados-membros perante amea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a e integridade territorial de um dos pa\u00edses que a integram. Os l\u00edderes europeus e da NATO consideraram o ataque como uma \u201cprovoca\u00e7\u00e3o\u201d das for\u00e7as armadas russas e decidiram refor\u00e7ar a prontid\u00e3o no flanco leste da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica, que faz fronteira com a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Apesar da \u201crea\u00e7\u00e3o muito vocal e agressiva\u201d dos pa\u00edses da UE e da NATO,\u00a0 como descreve Azeredo Lopes, quatro dias depois desse incidente ocorreu um outro, desta vez na Rom\u00e9nia, que denunciou a entrada de um drone russo no seu espa\u00e7o a\u00e9reo.\u00a0<\/p>\n<p>A for\u00e7a a\u00e9rea romena enviou dois ca\u00e7as F-16 para monitorizar a situa\u00e7\u00e3o, que seguiram o drone at\u00e9 este \u201cdesaparecer do radar\u201d perto da aldeia de Chilia Veche, antes de seguir em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Ucr\u00e2nia. A R\u00fassia nega estar envolvida neste incidente, <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/russia\/romenia\/russia-nega-ter-lancado-drone-contra-a-romenia-e-responsabiliza-kiev\/20250915\/68c7cf56d34e58bc6795bc1b\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">responsabilizando Kiev pelo lan\u00e7amento do respetivo drone.<\/a> \u201cTodos os factos sugerem que se tratou de uma provoca\u00e7\u00e3o deliberada do regime de Kiev&#8221;, declarou a embaixada de Moscovo em Bucareste.\u00a0<\/p>\n<p>As palavras do Kremlin n\u00e3o convencem os l\u00edderes europeus nem os especialistas militares. \u201cEsta sucess\u00e3o de epis\u00f3dios, principalmente o que aconteceu na Pol\u00f3nia n\u00e3o pode ser apresentada como um azar\u201d, observa Jos\u00e9 Azeredo Lopes, que n\u00e3o tem d\u00favidas de que estes incidentes resultam de uma \u201ca\u00e7\u00e3o deliberada\u201d por parte da Federa\u00e7\u00e3o Russa, numa \u201caula pr\u00e1tica\u201d para tirar notas sobre os pr\u00f3ximos passos.<\/p>\n<p>&#8220;Guerra com a R\u00fassia \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo&#8221; <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que drones russos atravessam os espa\u00e7os a\u00e9reos da Pol\u00f3nia e da Rom\u00e9nia. Segundo o minist\u00e9rio romeno da Defesa, foi a 11.\u00aa vez que a for\u00e7a a\u00e9rea detetou drones russos no espa\u00e7o a\u00e9reo de Bucareste desde o in\u00edcio da invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia. As estat\u00edsticas s\u00e3o iguais na Pol\u00f3nia. A diferen\u00e7a \u00e9 que \u201ca R\u00fassia n\u00e3o entrou t\u00e3o dentro do territ\u00f3rio polaco como desta vez\u201d, explica Marco Serronha, quando ainda n\u00e3o se sabia de <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/guerra\/ucrania\/voltou-a-acontecer-polonia-abate-drone-junto-a-edificios-governamentais-ha-bielorrussos-detidos\/20250915\/68c86148d34e58bc6795c5e3\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">nova intrus\u00e3o<\/a>, essa com um drone a rondar o pal\u00e1cio presidencial, em Vars\u00f3via.<\/p>\n<p>O tenente-general Marco Serronha n\u00e3o tem d\u00favidas de que estes incidentes com drones russos no espa\u00e7o a\u00e9reo europeu \u201cn\u00e3o se ficam por aqui\u201d. \u201cO que os sistemas de informa\u00e7\u00f5es europeus e os pr\u00f3prios l\u00edderes pol\u00edticos nos dizem \u00e9 que uma eventual guerra com a R\u00fassia \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo\u201d, observa.<\/p>\n<p>Uma vez que \u201cos europeus n\u00e3o est\u00e3o preparados para essa guerra\u201d, j\u00e1 que, \u201cneste momento, n\u00e3o t\u00eam drones suficientes\u201d para travar a Federa\u00e7\u00e3o Russa, o tenente-general Marco Serronha sugere que Vladimir Putin pode \u201coptar por lan\u00e7ar uma opera\u00e7\u00e3o militar [na Europa] mais cedo, mesmo que seja limitada, do que esperar pelo fim da guerra na Ucr\u00e2nia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s fomo-nos habituando a pensar que a Ucr\u00e2nia nos \u00e9 muito \u00fatil porque enquanto a Ucr\u00e2nia estiver a defender-se n\u00e3o h\u00e1 nada que chegue para o nosso lado\u201d, come\u00e7a por dizer Azeredo Lopes. \u201cIsto se calhar \u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o podemos continuar a apostar tudo na Ucr\u00e2nia e que temos n\u00f3s pr\u00f3prios de construir a nossa pr\u00f3pria defesa no flanco leste.\u201d<\/p>\n<p>O refor\u00e7o da prontid\u00e3o no flanco leste da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica \u201c\u00e9 um bom sinal\u201d, admite Marco Serronha. \u201cMas n\u00e3o \u00e9 isso que vai atemorizar Putin\u201d, avisa o tenente-general, que considera que a solu\u00e7\u00e3o, no imediato, passa por \u201ccriar uma buffer zone\u201d, ou seja, uma zona de exclus\u00e3o a\u00e9rea, sobre a Ucr\u00e2nia de modo a proteger o territ\u00f3rio da NATO dos drones russos &#8211;<a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2025\/09\/15\/europe\/poland-nato-no-fly-zone-ukraine-russian-drones-intl\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> uma ideia proposta esta segunda-feira pelo ministro polaco dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Radoslaw Sikorski\u2019s.<\/a><\/p>\n<p>\u201cA NATO poderia criar uma linha fora da sua fronteira na Ucr\u00e2nia, a 10, 15, 20 quil\u00f3metros da fronteira, de modo a garantir que tudo o que entra dentro dessa zona \u00e9 considerado uma amea\u00e7a e \u00e9 destru\u00eddo nessa \u00e1rea, sem entrar no territ\u00f3rio da NATO\u201d, explica o tenente-general.<\/p>\n<p>Esta ideia foi inicialmente sugerida pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, logo ap\u00f3s a invas\u00e3o russa da Ucr\u00e2nia e chegou a ser discutida pelos pa\u00edses da NATO, mas acabou por ser rejeitada por receios de que um confronto direto com avi\u00f5es e drones russos pudesse fazer escalar a guerra.<\/p>\n<p>A proposta do ministro polaco dos Neg\u00f3cios Estrangeiros parece limitar a atua\u00e7\u00e3o da NATO aos drones russos que se aproximam das fronteiras da Ucr\u00e2nia com pa\u00edses da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>\u201cA prote\u00e7\u00e3o da nossa popula\u00e7\u00e3o \u2013 por exemplo, contra a queda de destro\u00e7os \u2013 seria naturalmente maior se pud\u00e9ssemos combater os drones e outros objetos voadores fora do nosso territ\u00f3rio nacional. Se a Ucr\u00e2nia nos pedisse para abater os drones sobre o seu territ\u00f3rio, isso seria vantajoso para n\u00f3s. Se me perguntarem pessoalmente, dever\u00edamos considerar&#8221;, declarou Sikorski.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os especialistas militares avisam para a urg\u00eancia de investimento nas capacidades anti-drone na NATO &#8211; \u201cmuito provavelmente com o apoio da tecnologia e conhecimento da Ucr\u00e2nia\u201d, assume Marco Serronha, sublinhando que Moscovo e Kiev \u201cs\u00e3o as duas \u00fanicas for\u00e7as armadas do mundo que est\u00e3o preparadas para este novo tipo de guerra\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s n\u00e3o podemos ter avi\u00f5es f-35 preparados de cada vez que aparecem 10 ou 20 drones\u201d, adverte Azeredo Lopes. \u201cPrecisamos de demonstrar \u00e0 R\u00fassia que temos pelo menos capacidade de nos defendermos e que, no futuro, se for necess\u00e1rio, tamb\u00e9m temos uma capacidade de dissuas\u00e3o que dependa de n\u00f3s\u201d, completa, avisando que \u201choje, infelizmente, se h\u00e1 coisa de que n\u00e3o podemos ter a certeza, \u00e9 de que, se precisarmos, os EUA vir\u00e3o longo\u201d ajudar-nos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em menos de uma semana, dois pa\u00edses da NATO denunciaram a entrada de drones russos nos respetivos espa\u00e7os&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":75636,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,413,15,16,301,830,889,14,603,25,26,570,21,22,831,833,62,3400,834,12,13,19,20,835,602,52,5300,32,23,24,17690,839,17,18,29,30,31,19782,63,64,65],"class_list":{"0":"post-75635","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-cnn","14":"tag-cnn-portugal","15":"tag-comentadores","16":"tag-costa","17":"tag-crime","18":"tag-desporto","19":"tag-direto","20":"tag-economia","21":"tag-eua","22":"tag-featured-news","23":"tag-featurednews","24":"tag-governo","25":"tag-guerra","26":"tag-guerra-na-ucrania","27":"tag-headlines","28":"tag-justica","29":"tag-latest-news","30":"tag-latestnews","31":"tag-live","32":"tag-main-news","33":"tag-mainnews","34":"tag-mais-vistas","35":"tag-marcelo","36":"tag-mundo","37":"tag-nato","38":"tag-negocios","39":"tag-news","40":"tag-noticias","41":"tag-noticias-principais","42":"tag-noticiasprincipais","43":"tag-opiniao","44":"tag-pais","45":"tag-politica","46":"tag-polonia","47":"tag-portugal","48":"tag-principais-noticias","49":"tag-principaisnoticias","50":"tag-romenia","51":"tag-russia","52":"tag-top-stories","53":"tag-topstories","54":"tag-ultimas","55":"tag-ultimas-noticias","56":"tag-ultimasnoticias","57":"tag-violacao-do-espaco-aereo","58":"tag-world","59":"tag-world-news","60":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75635","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75635"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75635\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75636"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75635"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75635"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75635"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}