{"id":76150,"date":"2025-09-18T05:52:07","date_gmt":"2025-09-18T05:52:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/76150\/"},"modified":"2025-09-18T05:52:07","modified_gmt":"2025-09-18T05:52:07","slug":"consultora-diz-que-ha-chances-minimas-da-lufthansa-apresentar-proposta-pela-tap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/76150\/","title":{"rendered":"Consultora diz que h\u00e1 &#8220;chances m\u00ednimas&#8221; da Lufthansa apresentar proposta pela TAP"},"content":{"rendered":"<p>        SkyExpert considera que h\u00e1 v\u00e1rias raz\u00f5es para a companhia alem\u00e3 n\u00e3o ir at\u00e9 ao fim do processo de privatiza\u00e7\u00e3o, incluindo quest\u00f5es concorrenciais na Europa e EUA e a aposta na italiana ITA.    <\/p>\n<p>A consultora de avia\u00e7\u00e3o SkyExpert acredita que h\u00e1 \u201cchances m\u00ednimas da Lufthansa apresentar uma proposta vinculativa pela TAP\u201d.<\/p>\n<p>Entre os riscos identificados est\u00e3o os rem\u00e9dios que seriam impostos pelas autoridades da concorr\u00eancia europeia e norte-americana sobre este neg\u00f3cio \u201cque o tornariam invi\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA Lufthansa j\u00e1 se retirou de processos semelhantes sem apresentar proposta como aconteceu recentemente com a Air Europa, mas obviamente ficar\u00e1 nesta corrida pela TAP at\u00e9 ao fim para perceber melhor e em detalhe que companhia \u00e9 que os seus rivais est\u00e3o a comprar\u201d, disse em comunicado Pedro Castro, diretor da consultora portuguesa.<\/p>\n<p>Em particular, a consultora aponta que a companhia alem\u00e3 pretende antecipar para 2026 o aumento da participa\u00e7\u00e3o na italiana ITA Airways. \u201c\u00c9 um sinal inequ\u00edvoco de que a TAP n\u00e3o far\u00e1 parte da estrat\u00e9gia de crescimento do grupo alem\u00e3o, sendo que o plano germ\u00e2nico para a ITA Airways \u00e9 justamente expandir para o Brasil e \u00c1frica \u2013 os mercados da TAP\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 outra quest\u00e3o a ponderar, segundo a consultora: a partir de janeiro, o grupo Lufthansa vai centralizar ainda mais todos os servi\u00e7os comuns a todas as suas companhias em Frankfurt o que \u00e9 \u201cincompat\u00edvel com o modelo acionista previsto para a TAP semi-p\u00fablica e com a vis\u00e3o do Estado portugu\u00eas, acionista maiorit\u00e1rio, de manter o centro decis\u00f3rio em Lisboa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs 44,9% da TAP e a incerteza sobre uma aquisi\u00e7\u00e3o total seriam um retrocesso no modelo que o grupo alem\u00e3o vai seguir em 2026 com as suas companhias e que \u00e9 um caminho que faz todo o sentido para a Lufthansa e suas sucursais\u201d, segundo o analista.<\/p>\n<p>Nos temas concorrenciais, a SkyExpert aponta que uma eventual consolida\u00e7\u00e3o entre as duas empresas ir\u00e1 ser o que \u201clevantar\u00e1 mais obst\u00e1culos na Europa e na Am\u00e9rica do Norte\u201d, face ao acordo entre a United e a Air Canada.<\/p>\n<p>A consultora sublinha que na Europa, TAP e Lufthansa \u201cseriam monopolistas nas rotas Lisboa-Bruxelas, Lisboa-Frankfurt e Lisboa Munique, e tenderiam a s\u00ea-lo nas liga\u00e7\u00f5es Lisboa-Zurique, Lisboa-Viena e Lisboa-Roma\u201d: \u201cisto implicaria uma maior ced\u00eancia de slots em Lisboa e nos aeroportos de destino numa dimens\u00e3o incompat\u00edvel com o objetivo do Governo portugu\u00eas de refor\u00e7ar a opera\u00e7\u00e3o da TAP no aeroporto da Portela\u201d.<\/p>\n<p>Face a outros grupos europeus, estes teriam \u201capenas uma rota europeia em situa\u00e7\u00e3o monopolista\u201d.<\/p>\n<p>\u201cIndependentemente da situa\u00e7\u00e3o de rotas espec\u00edficas, qualquer consolida\u00e7\u00e3o implicar\u00e1 sempre concess\u00f5es de slots na Portela, mas no caso da Lufthansa o cen\u00e1rio \u00e9 pior\u201d, esclarece Pedro Castro.<\/p>\n<p>No outro lado do Atl\u00e2ntico, a consultora conclui que \u201ctanto a administra\u00e7\u00e3o Biden como a de Trump j\u00e1 demonstraram elevada sensibilidade ao acesso das transportadoras americanas a aeroportos congestionados\u201d, como no caso recente da JetBlue que admite recorrer \u00e0 justi\u00e7a para contestar a falta de acesso a slots em Lisboa.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o torna-se ainda mais complexa pelo facto da United e a Air Canada \u2013 parceiras transatl\u00e2nticas da Lufthansa \u2013 serem as transportadoras norte-americanas com maior presen\u00e7a em Portugal\u201d, com um total de 9 voos di\u00e1rios para at\u00e9 5 aeroportos nacionais, face aos dois voos di\u00e1rios da Delta (em alian\u00e7a com Air France-KLM) e o voo di\u00e1rio da American Airlines (em parceria com a IAG).<\/p>\n<p>\u201cO mesmo tipo de condicionamento que foi imposto \u00e0 ITA, ao ser proibida de aderir \u00e0 alian\u00e7a transatl\u00e2ntica da Lufthansa, seria inevitavelmente replicado na TAP, mas com um grau ainda mais severo de ced\u00eancia de slots espec\u00edficos para determinadas rotas e com a TAP de fora desta alian\u00e7a comercial sobre o Atl\u00e2ntico Norte, as dificuldades nas rotas do Atl\u00e2ntico Norte ser\u00e3o muitas\u201d, alerta Pedro Castro.<\/p>\n<p>Tendo em conta o peso e rentabilidade do Brasil e da \u00c1frica lus\u00f3fona, a SkyExpert conclui que a TAP \u201crepresentaria essencialmente um fardo para a Lufthansa: preju\u00edzos financeiros, de ajuste organizacional e operacional com o resto das empresas e com a alian\u00e7a Atl\u00e2ntica, para al\u00e9m dos potenciais impactos de reputa\u00e7\u00e3o, de cota\u00e7\u00e3o em bolsa e de governan\u00e7a devido ao comportamento do acionista maiorit\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Sobre o investimento recente da Lufthansa Technik em Portugal, o consultor afasta uma rela\u00e7\u00e3o com o processo de privatiza\u00e7\u00e3o da TAP, pois tem investimentos semelhantes em Malta, Bulg\u00e1ria e Hungria, mas a Lufthansa n\u00e3o investiu no capital de companhias locais. \u201cEsses investimentos continuam a fazer sentido mesmo se a TAP pertencer a outro grupo aeron\u00e1utico\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"SkyExpert considera que h\u00e1 v\u00e1rias raz\u00f5es para a companhia alem\u00e3 n\u00e3o ir at\u00e9 ao fim do processo 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