{"id":76736,"date":"2025-09-18T16:09:06","date_gmt":"2025-09-18T16:09:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/76736\/"},"modified":"2025-09-18T16:09:06","modified_gmt":"2025-09-18T16:09:06","slug":"a-crise-da-habitacao-explicadas-as-criancas-capicua-conta-a-historia-de-um-caracol-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/76736\/","title":{"rendered":"A crise da habita\u00e7\u00e3o explicadas \u00e0s crian\u00e7as: Capicua conta a hist\u00f3ria de um caracol | Crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>Capicua tem um novo livro para crian\u00e7as, ilustrado por Matilde Horta, que \u00e9 uma forma de retribuir aquilo que a literatura e a l\u00edngua portuguesa lhe deram na inf\u00e2ncia, conta \u00e0 Lusa a artista do Porto.<\/p>\n<p>Como \u00e9 que um caracol foge de casa?, que chega \u00e0s livrarias na pr\u00f3xima segunda-feira, 22, \u00e9 o segundo livro para crian\u00e7as que a rapper Capicua, o nome art\u00edstico de Ana Fernandes, publica, depois de Cor-de-Margarida (2023), tamb\u00e9m ilustrado por Matilde Horta.<\/p>\n<p>Desta vez, o conto \u00e9 protagonizado por um caracol, farto de andar com a casa \u00e0s costas, que, a caminho de umas f\u00e9rias no mar para visitar os primos caramujos, se vai cruzando com outros animais com dificuldade em conseguirem uma casa, seja um ninho, uma toca, uma teia.<\/p>\n<p>&#8220;Vivemos num mundo com muitas desigualdades e n\u00e3o temos essa capacidade de olhar para a nossa situa\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio e de valorizar aquilo que temos, num contexto em que h\u00e1 tantas pessoas a passar dificuldades, que \u00e9 o tema de fundo desta narrativa que \u00e9 a quest\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Capicua.<\/p>\n<p>No final desta hist\u00f3ria, em prosa marcada por humor e ironia, este caracol &#8220;vai perceber que afinal \u00e9 um afortunado e h\u00e1 muito quem inveje a sua situa\u00e7\u00e3o&#8221; de ter direito a uma casa s\u00f3 para ele, acrescenta.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>                        &#13;<br \/>\n                            &#13;<\/p>\n<p>Autor: Capicua<br \/>&#13;<br \/>\nIlustra\u00e7\u00e3o:\u00a0Matilde Horta<br \/>&#13;<br \/>\nEditora: Nuvem de Letras 48 p\u00e1gs., 13,46\u20ac<br \/>&#13;<br \/>\n<a href=\"http:\/\/https:\/\/www.fnac.pt\/Como-e-que-Um-Caracol-Foge-de-Casa-Capicua\/a13310128? origin=disp_publico_livros\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">Comprar<\/a><\/p>\n<p>            &#13;<\/p>\n<p>O livro \u00e9 recomendado para crian\u00e7as a partir dos 3 anos, pr\u00e9-leitoras, o que significa que convida a uma leitura partilhada e, espera a autora, a um di\u00e1logo entre adultos e crian\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;Interessa-me cruzar gera\u00e7\u00f5es e diferentes capacidades de entendimentos; \u00e9 mais interessante quando partilhamos a leitura, porque temos algu\u00e9m com quem conversar sobre o livro e as pessoas captam sentidos diferentes nas mesmas frases&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Para Capicua, h\u00e1 um desafio acrescido em escrever prosa, saindo da m\u00e9trica que lhe \u00e9 conhecida no rap ou no projecto M\u00e3o Verde, dirigido aos mais novos, mas tenta manter a mesma l\u00f3gica: &#8220;N\u00e3o infantilizar, n\u00e3o simplificar o vocabul\u00e1rio.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Quanto mais enriquecermos o texto e o discurso com coisas que podem parecer exigentes, com palavras que podem parecer rebuscadas, mais perguntas e mais interesses suscitamos nas crian\u00e7as&#8221;, defende.<\/p>\n<p>Rela\u00e7\u00e3o com as palavras<\/p>\n<p>Segundo Capicua, os seus dois livros ilustrados est\u00e3o interligados. Ambos falam &#8220;um bocadinho sobre aceita\u00e7\u00e3o de quem somos e de encontrarmos um certo conforto nas nossas circunst\u00e2ncias&#8221;.<\/p>\n<p>Ana Fernandes, natural do Porto, formada em Sociologia e na cultura pop e hip hop dos anos 1990, conta que teve uma inf\u00e2ncia privilegiada na rela\u00e7\u00e3o com o livro e com a leitura.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre tive muito acesso a livros e muita gente dispon\u00edvel para ler quando eu ainda n\u00e3o sabia ler&#8221;, recorda. &#8220;Gostava muito de poesia, de lengalengas, encontrava uma rela\u00e7\u00e3o muito l\u00fadica com as palavras e tenho uma mem\u00f3ria muito boa do patrim\u00f3nio da tradi\u00e7\u00e3o oral transmitido na primeira inf\u00e2ncia&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Dessa inf\u00e2ncia, Capicua recorda-se ainda, em particular, de um livro com selec\u00e7\u00e3o de poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen. &#8220;Foi um portal que se abriu para mim, perceber que era poss\u00edvel falar sobre o intang\u00edvel e o emocional e sobre todos esses mist\u00e9rios a partir dos versos e das palavras. Foi uma grande descoberta. Para mim essa rela\u00e7\u00e3o com as palavras vem da inf\u00e2ncia e \u00e9 quase uma retribui\u00e7\u00e3o eu poder contribuir para a literatura infantil e l\u00edngua portuguesa&#8221;, declara.<\/p>\n<p>O livro Como \u00e9 que um caracol foge de casa?, da Nuvem de Letras, vai ser apresentado neste s\u00e1bado, dia 20, na Casa do Jardim da Estrela, em Lisboa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Capicua tem um novo livro para crian\u00e7as, ilustrado por Matilde Horta, que \u00e9 uma forma de retribuir aquilo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":76737,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,20039,838,539,114,115,708,18736,170,150,32,33,291],"class_list":{"0":"post-76736","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-capicua","10":"tag-criancas","11":"tag-educacao","12":"tag-entertainment","13":"tag-entretenimento","14":"tag-impar","15":"tag-literatura-infantil","16":"tag-livros","17":"tag-musica","18":"tag-portugal","19":"tag-pt","20":"tag-relaxar"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76736","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76736"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76736\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76736"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76736"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}