{"id":76979,"date":"2025-09-18T19:27:13","date_gmt":"2025-09-18T19:27:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/76979\/"},"modified":"2025-09-18T19:27:13","modified_gmt":"2025-09-18T19:27:13","slug":"renault-clio-nao-tinha-um-motor-tao-grande-ha-quase-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/76979\/","title":{"rendered":"Renault Clio n\u00e3o tinha um motor t\u00e3o grande h\u00e1 quase 20 anos"},"content":{"rendered":"<p>\n\tOs motores de combust\u00e3o est\u00e3o cada vez maiores mas consomem cada vez menos. O novo Renault Clio 2026 \u00e9 um claro exemplo desta tend\u00eancia.\n<\/p>\n<p>\u00c9 interessante observar como o tamanho e a arquitetura dos motores de combust\u00e3o na Europa mudaram radicalmente nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas \u2014 explicaremos os motivos mais adiante. Falamos sobretudo da cilindrada (volume do motor) e da arquitetura (n\u00famero de cilindros).<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/?s=RENAULT+CLIO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Renault Clio <\/a>\u00e9 um excelente exemplo dessa varia\u00e7\u00e3o. Em 2006, a terceira gera\u00e7\u00e3o recebia o \u00abenorme\u00bb 2.0 litros atmosf\u00e9rico de 200 cv na saudosa vers\u00e3o RS. Apenas seis anos depois, a quarta gera\u00e7\u00e3o estreava, no extremo oposto, o \u00abpequeno\u00bb 0.9 TCe de tr\u00eas cilindros com 90 cv, que gra\u00e7as \u00e0 tecnologia turbo compensava as dimens\u00f5es reduzidas.<\/p>\n<p>Agora, volvidos 20 anos desde a apresenta\u00e7\u00e3o do saudoso Clio RS com o c\u00e9lebre motor 2.0 F4R, a sexta gera\u00e7\u00e3o deste modelo traz de volta os motores de maior capacidade \u00e0 gama Clio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns=\" http:=\"\" alt=\"\" class=\"wp-image-1083859\" width=\"840\" height=\"559\" data-lazy- data-lazy- data-lazy-src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/RENAULT-CLIO-RS-3-\u2013-grande.jpeg.webp.webp\"\/>\u00a9 Renault Sport Renault Clio RS (2006). Coloc\u00e1mos aqui esta imagem apenas para \u00abmatar saudades\u00bb. N\u00e3o existem planos para o regresso do Clio RS nesta sexta gera\u00e7\u00e3o. Devia ser crime Renault\u2026<\/p>\n<p>Motor \u00e0 grande e \u00e0 francesa<\/p>\n<p>Esque\u00e7am as vers\u00f5es RS \u2014 n\u00f3s sabemos, tamb\u00e9m nos custa. Mas agora o foco \u00e9 sobretudo na efici\u00eancia, ainda que os n\u00fameros de pot\u00eancia continuem interessantes. Isto porque o Renault Clio 2026 E-Tech Full Hybrid 1.8 combina um motor a gasolina de 1.8 L (ciclo Atkinson) com dois motores el\u00e9tricos para uma pot\u00eancia total combinada de 160 cv.<\/p>\n<p>Mas como escrevemos mais acima, o foco est\u00e1 na efici\u00eancia. Este novo Clio h\u00edbrido anuncia consumos m\u00e9dios de 3,9 l\/100 km, emite 89 g\/km de CO\u2082 e acelera dos 0 a 100 km\/h em apenas 8,3 s. <\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, trata-se de uma evolu\u00e7\u00e3o profunda do anterior motor E-Tech Full Hybrid 1.6 que entrou para a reforma. O motor a gasolina cresceu mas as emiss\u00f5es diminu\u00edram 10% e os consumos reduziram 7,1%. Em sentido oposto, a pot\u00eancia combinada aumentou 12% face \u00e0 anterior gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por que raz\u00e3o os motores est\u00e3o a crescer?<\/p>\n<p>A resposta est\u00e1 nas normas de emiss\u00f5es. O antigo ciclo NEDC, em vigor desde os anos 80, media consumos e emiss\u00f5es em condi\u00e7\u00f5es de laborat\u00f3rio demasiado brandas. Com o avan\u00e7o da eletr\u00f3nica, os construtores come\u00e7aram a desenvolver motores muito pequenos que brilhavam nesses testes \u2014 n\u00e3o confundir com o esc\u00e2ndalo Dieselgate \u2014 mas que em uso real estavam longe da efici\u00eancia anunciada.<\/p>\n<p>Tudo mudou em 2017, com a chegada do WLTP (Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Procedure), um protocolo muito mais pr\u00f3ximo da condu\u00e7\u00e3o real. Foi o ponto final para a tend\u00eancia dos \u201cmini-motores\u201d.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o mudou foi a fiscalidade portuguesa. O c\u00e1lculo do ISV continua a penalizar sobretudo a cilindrada, mesmo quando esta vem acompanhada de emiss\u00f5es mais baixas. Resultado: no caso do Clio, a vers\u00e3o h\u00edbrida mais ecol\u00f3gica paga em Portugal cerca de <a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/opiniao\/hibridos-impostos-isv\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">dez vezes mais imposto do que a vers\u00e3o a gasolina convencional<\/a>.<\/p>\n<p>Em suma, a ind\u00fastria ajustou-se \u00e0s novas regras e a tecnologia evoluiu, mas a fiscalidade nacional permanece im\u00f3vel \u2014 e nada indica que o Or\u00e7amento do Estado para 2026 v\u00e1 corrigir esse desfasamento.<\/p>\n<p>\t\t\tSabe esta resposta?<br \/>\n\t\t\tQuantas motoriza\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas traz o novo Peugeot e-3008?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os motores de combust\u00e3o est\u00e3o cada vez maiores mas consomem cada vez menos. 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