{"id":77781,"date":"2025-09-19T09:40:09","date_gmt":"2025-09-19T09:40:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/77781\/"},"modified":"2025-09-19T09:40:09","modified_gmt":"2025-09-19T09:40:09","slug":"lisboa-ganha-maior-centro-de-testes-de-fibra-otica-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/77781\/","title":{"rendered":"Lisboa ganha maior centro de testes de fibra \u00f3tica do mundo"},"content":{"rendered":"<p>        Alem\u00e3es e italianos em parceria com Iscte v\u00e3o testar fibra \u00f3tica multin\u00facleo no Metro de Lisboa. Iniciativa posiciona Europa na corrida global com EUA e Jap\u00e3o pela certifica\u00e7\u00e3o da tecnologia.    <\/p>\n<p>O Iscte est\u00e1 a instalar o maior banco de testes terrestre de fibra \u00f3tica multin\u00facleo do mundo na Linha Amarela do Metro de Lisboa. A novidade, \u00e9 avan\u00e7ada por Jorge Costa, vice-reitor do Iscte para a Investiga\u00e7\u00e3o, ao Jornal Econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>\u201cEste banco de ensaios cria condi\u00e7\u00f5es \u00fanicas para estudar e validar a nova tecnologia de fibras \u00f3ticas em condi\u00e7\u00f5es reais, numa escala e num contexto que n\u00e3o est\u00e1 montado em mais nenhum lugar do mundo\u201d.<\/p>\n<p>O banco de testes que o JE d\u00e1 a conhecer em primeira m\u00e3o nesta edi\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 impacto direto no posicionamento internacional de Portugal na \u00e1rea das comunica\u00e7\u00f5es \u00f3ticas e no posicionamento da Europa em termos globais. Estamos numa corrida em que passa a haver tr\u00eas contendores: Estados Unidos, Jap\u00e3o e\u2026 Europa.<\/p>\n<p>\u201cO que n\u00f3s conseguimos com este banco de ensaios \u00e9 jogar trunfos \u00fanicos para que a solu\u00e7\u00e3o europeia fique em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis na estandardiza\u00e7\u00e3o mundial deste tipo de fibras, porque temos aqui condi\u00e7\u00f5es de testes que os concorrentes americanos e japoneses ainda n\u00e3o t\u00eam\u201d, explica Jorge Costa ao JE.<\/p>\n<p>O ponto de partida das fibras \u00e9 o edif\u00edcio do Iscte na Avenida das For\u00e7as Armadas, onde fica localizado o laborat\u00f3rio de monitoriza\u00e7\u00e3o dos testes. Da\u00ed, as fibras seguir\u00e3o para um respirador do metro junto ao campus do Iscte, o qual liga diretamente aos t\u00faneis do Metropolitano de Lisboa: ser\u00e1 a\u00ed que as fibras come\u00e7ar\u00e3o a ser estendidas entre Odivelas e o Largo do Rato.<\/p>\n<p>Assim, a nova gera\u00e7\u00e3o de fibras com quatro e sete n\u00facleos \u00f3ticos ser\u00e1 testada em ambiente real \u2013 com vibra\u00e7\u00e3o, varia\u00e7\u00f5es de temperatura, humidade, ru\u00eddo e movimento constante. Pela primeira, portanto, ser\u00e1 poss\u00edvel analisar o desempenho da transmiss\u00e3o de dados atrav\u00e9s desta nova gera\u00e7\u00e3o de fibra em condi\u00e7\u00f5es reais, replicadas pelo ambiente adverso do metro.<\/p>\n<p>As fibras a testar em Lisboa s\u00e3o concebidas e fabricadas pelo grupo alem\u00e3o Heraeus Covantics, l\u00edder global em produtos de quartzo de alta pureza para a produ\u00e7\u00e3o de fibra \u00f3tica. Os outros parceiros do projeto s\u00e3o a Telcabo, instaladora do cabo de fibra multin\u00facleo, e o grupo italiano Tratos Cavi, respons\u00e1vel pelo cabo que envolve as fibras multin\u00facleo.<\/p>\n<p>Jorge Costa salienta ao JE a import\u00e2ncia do banco de ensaios terrestre como catapulta para atrair investimentos em em tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o, em Intelig\u00eancia Artificial e em transforma\u00e7\u00e3o digital.<\/p>\n<p>\u201cO Iscte e o pa\u00eds v\u00e3o atrair investigadores de todas as partes e produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de alta qualidade, assim como investimento de operadoras globais como a norte-americana AT&amp;T, a Deustche Telekom ou a Vodafone, que est\u00e3o em fase de investimento para aumentar a capacidade das suas redes\u201d. Tudo isto, acrescenta, significa empregos altamente qualificados para Lisboa. Na mesma linha, tamb\u00e9m gigantes como a Google ou a Meta vir\u00e3o at\u00e9 n\u00f3s para testarem produtos novos adaptados ao aumento de capacidade proporcionado pelas fibras multin\u00facleo.<\/p>\n<p>Sem contabilizar as fibras doadas pelos alem\u00e3es, o projeto envolve 2,3 milh\u00f5es de euros, dos quais 588 mil s\u00e3o fundos europeus do Programa Lisboa 2030. O restante \u00e9 garantido pelo Iscte.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Testes de 728 quil\u00f3metros<\/strong><\/p>\n<p>O \u201ctest-bed\u201d que o Iscte vai instalar ter\u00e1 um cabo com 74 fibras \u00f3ticas multi-n\u00facleo: 64 das quais com quatro n\u00facleos e dez fibras com sete n\u00facleos, totalizando 326 canais de transmiss\u00e3o de dados. Como as fibras ser\u00e3o ligadas entre si, atingir\u00e3o os 728 quil\u00f3metros que representam 28 voltas completas ao longo de 26 Km de anel, uma vez que a Linha Amarela tem 13 Km entre as esta\u00e7\u00f5es de Odivelas e do Largo do Rato.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Investimentos milion\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, 99% da transmiss\u00e3o mundial de dados, cruzando continentes e oceanos, \u00e9 feita em cabos com fibras \u00f3ticas de um s\u00f3 n\u00facleo. A Business Research avalia o investimento global na nova<br \/>gera\u00e7\u00e3o de fibras multi-n\u00facleo em 4,5 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares em 2025, prevendo-se que atinja os 40 mil milh\u00f5es em 2033. De acordo com os dados, estima-se uma taxa de crescimento m\u00e9dia anual de 32,3% entre 2025 e 2033.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Alem\u00e3es e italianos em parceria com Iscte v\u00e3o testar fibra \u00f3tica multin\u00facleo no Metro de Lisboa. 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