{"id":77882,"date":"2025-09-19T11:24:24","date_gmt":"2025-09-19T11:24:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/77882\/"},"modified":"2025-09-19T11:24:24","modified_gmt":"2025-09-19T11:24:24","slug":"refinaria-de-estarreja-ja-fala-com-bmw-stellantis-e-catl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/77882\/","title":{"rendered":"Refinaria de Estarreja j\u00e1 fala com BMW, Stellantis e CATL"},"content":{"rendered":"<p>        Unidade vale 450 milh\u00f5es. Decis\u00e3o final ser\u00e1 tomada em dezembro. J\u00e1 houve conversas com potenciais clientes, como marcas autom\u00f3veis europeias ou fabricantes chineses de baterias.    <\/p>\n<p>A refinaria em Set\u00fabal da Northvolt\/Galp caiu e s\u00f3 dois projetos para refinar l\u00edtio continuam ativos em Portugal. Um deles \u00e9 o LiftOne que promete refinar l\u00edtio, um mineral essencial para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, cuja procura vai disparar nos pr\u00f3ximos anos com a vaga de carros el\u00e9tricos e de baterias para armazenar eletricidade.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 um investimento de cerca de 450 milh\u00f5es de euros. Neste momento, estamos a prever tomar a decis\u00e3o final de investimento [FID] em dezembro deste ano\u201d, disse ao JE o diretor da \u00e1rea tecnol\u00f3gica da Lifthium, Bart Packer.<\/p>\n<p>A unidade de produ\u00e7\u00e3o de hidr\u00f3xido de l\u00edtio vai ficar localizada em Estarreja, distrito de Aveiro, estando previstos a cria\u00e7\u00e3o de 150 postos de trabalho.<\/p>\n<p>E quais os potenciais clientes desta refinaria? J\u00e1 houve conversas com v\u00e1rias companhias autom\u00f3veis e de baterias. \u201cEstamos a falar com todos. Temos uma grande lista, \u00e9 muito extensa, incluindo a BMW e a Stellantis, at\u00e9 \u00e0 CATL [produtora chinesa de baterias]\u201d, afirmou, em declara\u00e7\u00f5es ao JE \u00e0 margem da confer\u00eancia da Fastmarkets que decorreu em Lisboa.<\/p>\n<p>O projeto visa a produ\u00e7\u00e3o de 28 mil toneladas por ano de hidr\u00f3xido de l\u00edtio, essencial para fabricar baterias de l\u00edtio para equipar os carros el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Sobre o financiamento, disse que a empresa est\u00e1 \u201cnuma fase avan\u00e7ada da discuss\u00e3o com os bancos. Temos vindo a falar com v\u00e1rios bancos desde h\u00e1 dois anos, como o Santander e tamb\u00e9m o Banco Europeu de Investimento e alguns nacionais\u201d. Al\u00e9m dos bancos, outra parte do financiamento vai ter origem em capital dos acionistas da Lifthium, o Grupo Jos\u00e9 de Mello e a Bondalti.<\/p>\n<p>O norte-americano explicou que quanto mais longos os contratos de fornecimento, melhor ser\u00e1 para obter financiamento.<br \/>\u201cQuanto mais longos forem os contratos, melhor para n\u00f3s, porque o financiamento est\u00e1 relacionado com a dura\u00e7\u00e3o das receitas previstas. Se tivermos receitas para 10 anos, podemos pagar o financiamento em 10 anos. Se for de 3, pagamos em 3 anos. Quanto maior, melhor para n\u00f3s\u201d,<br \/>Questionado se os projetos mineiros de l\u00edtio previstos para Portugal (Boticas e Montalegre) s\u00e3o importantes para a refinaria, o respons\u00e1vel explicou que estes dois projetos tem por base a espumodena e o sulfato de l\u00edtio e que a refinaria de Estarreja vai focar-se no hidr\u00f3xido de l\u00edtio sustent\u00e1vel, n\u00e3o estando previsto \u201cacomodar sulfato de l\u00edtio de espumodena. N\u00e3o estamos a trabalhar com eles\u201d, disse em refer\u00eancia aos projetos da Savannah e da Lusorecursos (que tamb\u00e9m tem prevista uma refinaria).<\/p>\n<p>A companhia diz que potenciais fornecedores de l\u00edtio para refinar poder\u00e3o vir do Sudeste asi\u00e1tico, como a Mal\u00e1sia, ou da Am\u00e9rica do Sul como Argentina ou Chile.<\/p>\n<p>Um dos temas do sector atualmente \u00e9 o pre\u00e7o do l\u00edtio, que tem vindo a recuar nos mercados internacionais. Bart Packer disse que a Lifthium \u201cconsegue operar dentro da gama atual de pre\u00e7os\u201d, mas \u201c\u00e9 \u00f3bvio que os n\u00fameros s\u00e3o melhores com os pre\u00e7os mais altos\u201d.<\/p>\n<p>A companhia quer produzir l\u00edtio verde, isto \u00e9, vai recorrer a processos de eletr\u00f3lise, evitando o uso de reagentes qu\u00edmicos, que s\u00e3o usados normalmente na refina\u00e7\u00e3o, num processo com emiss\u00f5es poluentes baixas.<\/p>\n<p>\u201cUsamos eletricidade em vez de reagentes qu\u00edmicos para produzir l\u00edtio\u201d, explicou. E tamb\u00e9m pretende usar mat\u00e9ria-prima proveniente das baterias em fim de ciclo de vida para produzir carbonato de l\u00edtio reciclado.<\/p>\n<p>Antes, numa apresenta\u00e7\u00e3o feita perante uma plateia de investidores, o diretor tecnol\u00f3gico da Lifthium revelou algumas das mais-valias para localizar o projeto em Portugal, incluindo custos energ\u00e9ticos muito mais baixos (30\/40 euros\/MWh, incluindo PPA verdes) face \u00e0 Alemanha (250 euros\/MWh) e ao Reino Unido (200 euros\/MWh). Os custos laborais mais baixos face \u00e0 m\u00e9dia da Uni\u00e3o Europeia (-35%) e \u00e0 Alemanha (-56%) tamb\u00e9m foram destacados.<\/p>\n<p>Mas o sector vive um paradoxo frustrante: existe procura e esta vai disparar nos pr\u00f3ximos anos, mas os pre\u00e7os do l\u00edtio teimam em n\u00e3o subir, com a Fastmarkets a prever que s\u00f3 subam a partir de 2030 (pois os mineiros chineses t\u00eam vindo a acumular stock). At\u00e9 l\u00e1, \u00e9 preciso ter os projetos de minera\u00e7\u00e3o, refina\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de baterias a funcionarem em pleno, mas os pre\u00e7os baixos est\u00e3o a prejudicar o financiamento dos projetos que deveriam estar prontos at\u00e9 2030.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Unidade vale 450 milh\u00f5es. Decis\u00e3o final ser\u00e1 tomada em dezembro. 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