{"id":79410,"date":"2025-09-20T15:41:25","date_gmt":"2025-09-20T15:41:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/79410\/"},"modified":"2025-09-20T15:41:25","modified_gmt":"2025-09-20T15:41:25","slug":"gas-russo-ja-teve-mais-peso-mas-continua-a-chegar-a-sines-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/79410\/","title":{"rendered":"G\u00e1s russo j\u00e1 teve mais peso, mas continua a chegar a Sines \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A R\u00fassia continua a ser um fornecedor com alguma import\u00e2ncia no g\u00e1s natural que entra em Portugal. De acordo com as estat\u00edsticas da Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Energia e Geologia (DGEG), at\u00e9 julho chegaram duas cargas de g\u00e1s natural liquefeito (GNL) com origem russa no total de 185,5 mil metros c\u00fabicos. Esta quantidade representa menos de 10% do g\u00e1s importado este ano \u2014 <strong>cerca de 7%<\/strong> \u2014, no entanto a R\u00fassia \u00e9 a terceira principal fonte de GNL que entra pelo terminal de g\u00e1s liquefeito de Sines.<\/p>\n<p>Este ano chegaram a Sines duas cargas vindas da R\u00fassia, a segunda das quais em maio, quando j\u00e1 era necess\u00e1ria uma autoriza\u00e7\u00e3o das autoridades nacionais.<\/p>\n<p>At\u00e9 julho, o principal fornecedor de Portugal foi a Nig\u00e9ria, com mais de 50%, seguida dos Estados Unidos com 30%, da Espanha (atrav\u00e9s de gasoduto) e da R\u00fassia.<\/p>\n<p>O g\u00e1s russo chegou a abastecer 12% das importa\u00e7\u00f5es nacionais em 2021, mas com o eclodir da guerra da Ucr\u00e2nia o peso desta origem caiu para menos de 10%, oscilando entre 5% em 2022 (primeiro ano do conflito) e os 7,5% no ano seguinte. Em sentido contr\u00e1rio, Portugal refor\u00e7ou as compra aos Estados Unidos, que s\u00e3o agora o segundo maior fornecedor a seguir \u00e0 Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia quer antecipar a prevista proibi\u00e7\u00e3o de compra de GNL russo para entrar em vigor at\u00e9 1 de janeiro de 2027, no quadro do 19\u00ba pacote de san\u00e7\u00f5es \u00e0 R\u00fassia. A medida conta com a oposi\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses pr\u00f3ximos de Moscovo, nomeadamente a Eslov\u00e1quia e a Hungria, que nunca deixou de contar com o g\u00e1s russo.<\/p>\n<p>O g\u00e1s russo que entra em Portugal tem sido associado a contratos de longo prazo com um fornecedor espanhol, a Naturgy, que nunca deixou de comprar \u00e0 R\u00fassia por causa da guerra na Ucr\u00e2nia. Uma parte deste g\u00e1s \u00e9 usado para abastecer os clientes da empresa espanhola em Portugal. A Naturgy surge como o segundo maior fornecedor de g\u00e1s no mercado nacional, com cerca de 20%, superada apenas pela Galp. Esta quota \u00e9 assegurada sobretudo por grandes clientes industriais.<\/p>\n<p>A Naturgy tem um contrato\u00a0para compra de g\u00e1s com origem na Sib\u00e9ria que vence apenas em 2038, refere o El Pais. Este g\u00e1s chegava inicialmente atrav\u00e9s de gasoduto, que era gerido pela empresa estatal Gazprom, mas agora vem por mar e tem como parceiro um cons\u00f3rcio privado russo, a Yamal GNL.\u00a0A<a href=\"https:\/\/elpais.com\/economia\/2023-08-30\/los-paises-de-la-ue-compran-a-rusia-un-40-mas-de-gas-natural-que-antes-de-la-invasion-de-ucrania.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> Espanha aparece como um dos pa\u00edses europeus<\/a> que mais GNL tem comprado \u00e0 R\u00fassia ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, o terminal de Sines consolidou-se como a grande porta de entrada em Portugal, a partir do contrato de longo prazo que a Galp tem com a Nig\u00e9ria, mas tamb\u00e9m por via dos contratos mais recentes com fornecedores americanos que abastecem a Galp e a EDP.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A R\u00fassia continua a ser um fornecedor com alguma import\u00e2ncia no g\u00e1s natural que entra em Portugal. 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