{"id":79857,"date":"2025-09-20T22:33:12","date_gmt":"2025-09-20T22:33:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/79857\/"},"modified":"2025-09-20T22:33:12","modified_gmt":"2025-09-20T22:33:12","slug":"os-trabalhadores-estao-fartos-cgtp-marchou-no-porto-e-em-lisboa-contra-pacote-laboral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/79857\/","title":{"rendered":"&#8220;Os trabalhadores est\u00e3o fartos&#8221;. CGTP marchou no Porto e em Lisboa contra pacote laboral"},"content":{"rendered":"<p>                    Cerca das 15h30, v\u00e1rias centenas de pessoas perfilavam-se j\u00e1 no Marqu\u00eas de Pombal. De entre os manifestantes, erguiam-se cartazes com palavras de ordem como \u201c35 horas para todos\u201d, ou \u201cn\u00e3o ao pacote laboral\u201d. <\/p>\n<p><b>A marcha contaria com personalidades da esquerda parlamentar, desde logo do PCP, do Bloco de Esquerda e do Livre, nomeadamente o secret\u00e1rio-geral dos comunistas, Paulo Raimundo, a ex-coordenadora bloquista e candidata presidencial Catarina Martins e a deputada Patr\u00edcia Gon\u00e7alves<\/b>, do partido de Rui Tavares. Tamb\u00e9m <b>o candidato do PCP a Bel\u00e9m, Ant\u00f3nio Filipe, marcou presen\u00e7a<\/b>. A manifesta\u00e7\u00e3o deste s\u00e1bado decorreu sob o mote Mais Sal\u00e1rios e direitos &#8211; Outro rumo \u00e9 poss\u00edvel!, contando com trabalhadores dos distritos de Leiria, Castelo Branco, Santar\u00e9m, Lisboa, Set\u00fabal, Portalegre, \u00c9vora, Beja e Algarve.<\/p>\n<p>Ouvido pela RTP, durante o desfile na Avenida da Liberdade, <b>o secret\u00e1rio-geral da CGTP afirmou que \u201cos trabalhadores est\u00e3o fartos de estarem sempre sujeitos a um conjunto de circunst\u00e2ncias que lhes penalizam a vida\u201d<\/b>. <\/p>\n<p><b>\u201cA quest\u00e3o central, neste momento, \u00e9 informar os trabalhadores, discutir com os trabalhadores e traz\u00ea-los \u00e0 rua para lutar\u201d<\/b>, vincou Tiago Oliveira.<\/p>\n<p>A Intersindical &#8211; que durante a manh\u00e3 promovera j\u00e1 uma <b><a href=\"https:\/\/www.rtp.pt\/noticias\/politica\/centenas-integram-protesto-da-cgtp-contra-revisao-da-lei-laboral_v1684967\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">primeira a\u00e7\u00e3o de protesto no Porto<\/a><\/b> &#8211; protagoniza no atual momento um <b>\u201cgrande momento de luta no sentido de derrotar a inten\u00e7\u00e3o do Governo\u201d<\/b>, nas palavras do dirigente da Intersindical. Trata-se, segundo Tiago Oliveira, de <b>\u201cum profundo ataque aos direitos dos trabalhadores\u201d<\/b>.Na mais recente reuni\u00e3o da Concerta\u00e7\u00e3o Social, a 10 de setembro, o Governo prometeu apresentar uma nova vers\u00e3o do anteprojeto de revis\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o laboral \u201ccom evolu\u00e7\u00f5es\u201d em mat\u00e9ria de fam\u00edlia e parentalidade. Isso mesmo foi adiantado pela UGT e pela Confedera\u00e7\u00e3o Empresarial de Portugal.<\/p>\n<p>Questionado sobre o aparente recuo do Governo em parte das medidas, Tiago Oliveira sublinhou que o que o poder executivo fez \u201cfoi apresentar um conjunto de mais de 100 medidas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma coisa que os trabalhadores nunca nos perdoariam. <b>Os trabalhadores nunca perdoariam \u00e0 CGTP que se invertesse uma ou outra medida num pacote de mais de 100 e que as restantes 98 medidas fossem penalizadoras<\/b> para os trabalhadores\u201d, frisou.<br \/>&#13;<br \/>\n\u201c\u00c9 um ajuste de contas\u201d<br \/>&#13;<br \/>\nA jornada nacional de luta deste s\u00e1bado culminou com uma interven\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio-geral da Intersindical perante os manifestantes. <b>Tiago Oliveira repetiu as cr\u00edticas ao que descreveu como \u201cum dos maiores ataques feitos aos trabalhadores\u201d<\/b>.<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/38937aa58bb5c4a7fab5c572cf1206d5_N.jpg\"\/><\/p>\n<p>\u201dEstamos aqui hoje na Avenida da Liberdade e muitos milhares estiveram tamb\u00e9m de manh\u00e3 no Porto, respondendo a este apelo da CGTP de <b>virmos para a rua, de virmos lutar, rejeitar e exigir ao Governo a retirada do pacote laboral, um dos maiores ataques feito aos trabalhadores<\/b>. Estamos aqui a exigir que sejam revogadas as normas gravosas que j\u00e1 hoje marcam a legisla\u00e7\u00e3o laboral e n\u00e3o a tornar ainda pior\u201d, acentuou.<\/p>\n<p>\u201cConfront\u00e1mos o Governo com os problemas dos trabalhadores, com a precariedade \u2013 1,3 milh\u00f5es de trabalhadores com v\u00ednculos prec\u00e1rios, 54 por cento dos jovens com v\u00ednculos prec\u00e1rios -, confront\u00e1mos o Governo sobre a desregula\u00e7\u00e3o cada vez maior dos hor\u00e1rios de trabalho \u2013 1,9 milh\u00f5es de trabalhadores s\u00e3o j\u00e1 hoje v\u00edtimas de hor\u00e1rios de trabalho desregulados -, confront\u00e1mos o Governo sobre os sal\u00e1rios \u2013 a necessidade de aumentar significativamente os sal\u00e1rios, o poder de compra\u201d, enumerou.Em resolu\u00e7\u00e3o, a CGTP prop\u00f5e-se avan\u00e7ar \u201ccom toda a &#13;<br \/>\ndetermina\u00e7\u00e3o no desenvolvimento de todas as formas de luta necess\u00e1rias, &#13;<br \/>\ncom todos os que queiram convergir, com a unidade na a\u00e7\u00e3o a partir dos &#13;<br \/>\nlocais de trabalho, para derrotar o pacote laboral, valorizar o trabalho&#13;<br \/>\ne os trabalhadores, por uma sociedade mais justa, ancorada nos valores &#13;<br \/>\nde Abril e na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa\u201d. <br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>\u201cConfront\u00e1mos o Governo com a contrata\u00e7\u00e3o coletiva, a necessidade de revogar as mat\u00e9rias que j\u00e1 hoje existem na legisla\u00e7\u00e3o laboral em vigor e que atacam a contrata\u00e7\u00e3o coletiva, como a caducidade, e a necessidade de reintroduzir plenamente o princ\u00edpio do tratamento mais favor\u00e1vel ao trabalhador. Confront\u00e1mos o Governo com a liberdade sindical e os bloqueios constantes que existem \u00e0 interven\u00e7\u00e3o dos sindicatos nas empresas e locais de trabalho, o acesso dos trabalhadores \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, o ataque \u00e0 democracia que este caminho nos conduz. Confront\u00e1mos o Governo com o aumento do custo de vida, nos bens de primeira necessidade, na habita\u00e7\u00e3o, na energia. Confront\u00e1mos o Governo com a fiscalidade e afirmamos que sim, \u00e9 preciso rever os escal\u00f5es e as tabelas do IRS mas de forma a permitir que quem tem menos tenha uma vida melhor e n\u00e3o no sentido de favorecer os mesmos de sempre\u201d, prosseguiu o secret\u00e1rio-geral da CGTP. <\/p>\n<p><b>\u201cSabem qual foi a resposta? N\u00e3o nos revemos nas vossas posi\u00e7\u00f5es. \u00c9 isto que temos\u201d, enfatizou Tiago Oliveira, para acrescentar que \u201cas mais de 100 mat\u00e9rias que este Governo do PSD e do CDS apresentam de revis\u00e3o das leis do trabalho t\u00eam objetivos profundos. \u00c9 um ajuste de contas\u201d<\/b>.<br \/>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\nc\/ Lusa<br \/>&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cerca das 15h30, v\u00e1rias centenas de pessoas perfilavam-se j\u00e1 no Marqu\u00eas de Pombal. 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