{"id":80635,"date":"2025-09-21T15:56:11","date_gmt":"2025-09-21T15:56:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/80635\/"},"modified":"2025-09-21T15:56:11","modified_gmt":"2025-09-21T15:56:11","slug":"querem-ter-uma-marca-de-luxo-esquecam-que-querem-ter-uma-marca-de-luxo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/80635\/","title":{"rendered":"\u201cQuerem ter uma marca de luxo? \u201cEsque\u00e7am que querem ter uma marca de luxo\u201d"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<\/p>\n<p><strong>Steve Jobs ou Giorgio Armani nunca disseram que queriam ter marcas de luxo.<\/strong> \u201cQuem criou marcas de luxo nunca disse que queria uma marca de luxo. Disse apenas: <strong>vou criar algo de muita qualidade, n\u00e3o vou comprometer a excel\u00eancia\u201d, <\/strong>diz Ant\u00f3nio Para\u00edso, professor da Porto Business School, mentor do programa Leading the Luxury Business, na apresenta\u00e7\u00e3o do estudo <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/eco.sapo.pt\/2025\/09\/19\/segunda-mao-qualidade-e-outras-recomendacoes-no-ey-luxury-client-index\/\" rel=\"nofollow noopener\">EY Luxury Client Index 2025<\/a>, o primeiro da consultora para esta \u00e1rea, num momento em que o sector enfrenta perdas. <strong>\u201cEsque\u00e7am que querem ter uma marca de luxo\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a resposta do consultor na \u00e1rea do luxo aos muitos que, \u201ctodas as semanas\u201d, lhe fazem a pergunta do milh\u00e3o de euros: como ter uma marca de elevado reconhecimento e valor. \u201c<strong>Com o tempo, talvez se torne luxo, mas n\u00e3o s\u00e3o voc\u00eas que ditam isso<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>O conselho, repetido esta quinta-feira, durante a apresenta\u00e7\u00e3o do primeiro EY Luxury Client Index, na Porto Business School, surge no momento em que o setor se v\u00ea numa \u201cencruzilhada\u201d, distante do crescimento de dois d\u00edgitos pr\u00e9-pandemia covid-19, como explica S\u00e9rgio Ferreira, partner da consultora, diante dos resultados. <strong>\u201cForam 240 milh\u00f5es de d\u00f3lares que desapareceram da valoriza\u00e7\u00e3o bolsista das grandes maisons\u201d.<\/strong> S\u00e9rgio Ferreira salientou que os clientes mais ricos n\u00e3o alteraram h\u00e1bitos de compra, mas \u201cos aspiracionais \u2014 como todos n\u00f3s, como eu pr\u00f3prio, que tamb\u00e9m gostamos de ter estas pe\u00e7as \u2014 est\u00e3o a desaparecer\u201d.<\/p>\n<p>\u201c<strong>O pre\u00e7o subiu, mas a qualidade n\u00e3o acompanhou. O cliente deixou de aceitar<\/strong>\u201d, resume S\u00e9rgio Ferreira sobre as conclus\u00f5es do estudo, realizado entre 1600 clientes do setor, a partir de Fran\u00e7a e It\u00e1lia e com a participa\u00e7\u00e3o de 10 outros pa\u00edses, centrado na rea\u00e7\u00e3o dos consumidores aos personal luxury goods \u2014 moda, marroquinaria, joalharia, relojoaria, perfumaria e cosm\u00e9tica \u2014 que s\u00e3o a porta de entrada para o mercado e permitem extrapola\u00e7\u00f5es para \u00e1reas como carros, hospitality, vinhos e bebidas espirituosas, fine dining, decora\u00e7\u00e3o, arte, avia\u00e7\u00e3o e barcos, cruzeiros.<\/p>\n<p>Qualidade \u00e9 mais importante do que nunca<\/p>\n<p>O estudo confirma a viragem: <strong>71% dos consumidores dizem comprar pela qualidade, enquanto apenas 32% ainda o fazem por status.<\/strong> Tamb\u00e9m mostra que o chamado \u201cluxo discreto\u201d \u00e9 um mito. \u201c26% s\u00f3 compram com log\u00f3tipo vis\u00edvel, o dobro dos que dispensam o logo\u201d, explicou o respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Outra tend\u00eancia em destaque \u00e9 a valoriza\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia. De acordo com o estudo, <strong>70% dos clientes est\u00e3o dispostos a pagar por experi\u00eancias, mesmo os que gastam menos de cinco mil euros por ano.<\/strong> Para Hermano Rodrigues, diretor da EY-Parthenon, a explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 na viv\u00eancia diferenciada. \u201c<strong>O canal f\u00edsico continua a ser o preferido dos consumidores. A satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais alta em lojas de marca, pela personaliza\u00e7\u00e3o e contacto humano<\/strong>\u201d. Mas o digital est\u00e1 a crescer pela conveni\u00eancia, pela variedade e pelo acesso a cole\u00e7\u00f5es exclusivas. \u201cO futuro ser\u00e1 omnicanal.\u201d<\/p>\n<p>\u201c<strong>Hoje, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ter. \u00c9 tamb\u00e9m o que experienciamos. E isso precisa de ser melhor comunicado pelas marcas<\/strong>\u201d, refor\u00e7a Ant\u00f3nio Para\u00edso, notando que \u00e9 que o j\u00e1 fazem v\u00e1rias marcas quando abrem hot\u00e9is (Armani) ou caf\u00e9s (Bulgari, Tiffany) ou restaurantes (Gucci). \u201cNuma entrevista, o anterior CEO da Gucci disse a Gucci est\u00e1 no neg\u00f3cio da moda e continuar\u00e1. Os restaurantes s\u00e3o ferramentas de marketing. O nosso objetivo n\u00e3o \u00e9 ganhar dinheiro com eles, \u00e9 o breakeven. O objetivo \u00e9 comunicar o estilo de vida da marca e que as pessoas no dia seguinte v\u00e3o comprar \u00e0 loja\u201d.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Para\u00edso nota, por\u00e9m, que as experi\u00eancias podem ir al\u00e9m disso \u2013 <strong>\u201cO Four Seasons tem barco e avi\u00e3o privados, oferece um servi\u00e7o de hotelaria no oceano e a 10 mil metros, h\u00e1 marcas a alugar villas privadas para clientes que compram o suficiente para isso\u201d<\/strong> \u2013 mas o servi\u00e7o tem de acompanhar. \u201cUma americana que desenha experi\u00eancias para milion\u00e1rios norte-americanos diz que n\u00e3o encontra hot\u00e9is com servi\u00e7o de mordomo em Portugal e que isso \u00e9 um problema\u201d.<\/p>\n<p>Financiamento: a solu\u00e7\u00e3o pol\u00e9mica<\/p>\n<p>O estudo refere ainda a possibilidade de financiamento como modelo de neg\u00f3cio a considerar, Ant\u00f3nio Para\u00edso discorda. \u201cA flexibilidade de pagamento num sector de nicho como este pode atrair a classe m\u00e9dia que quer mas n\u00e3o pode e afastamos quem pode\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 lenda urbana, mas conta-se que a Jaguar quando comprou a Rover e come\u00e7ou a fazer carros para classe m\u00e9dia mais acess\u00edveis, um conjunto de lordes combinaram vestir-se de fraque e cartola entregarem as chaves das suas limousines para dizer \u2018n\u00e3o queremos mais ter jaguares\u2019\u201d, conta, e frisa: \u201cAs marcas t\u00eam de saber se querem ter classe m\u00e9dia ou ricos educados. N\u00e3o concordo em mostrar flexibilidade, o \u00fanico que permite isso \u00e9 o Brasil, onde at\u00e9 quem pode n\u00e3o tem pejo em comprar parcelado. Aconselharia a que n\u00e3o se fizesse\u201d.<\/p>\n<p>Novos modelos de neg\u00f3cio<\/p>\n<p>O <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.ey.com\/en_gl\/newsroom\/2025\/09\/ey-luxury-client-index-2025-in-house-secondhand-sales-and-rentals-could-revive-sluggish-luxury-market\" rel=\"noopener nofollow\">estudo<\/a> aponta novas avenidas de neg\u00f3cio: artigos de segunda m\u00e3o, aluguer e subscri\u00e7\u00f5es. \u201cDurante anos as marcas tiveram medo de destruir valor, mas os clientes querem que sejam as pr\u00f3prias maisons a certificar. Mais de metade dos inquiridos compraria artigos de segunda m\u00e3o se fossem certificados pelas marcas\u201d, diz S\u00e9rgio Ferreira.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a sustentabilidade surge como imperativo. \u201cHoje \u00e9 t\u00e3o importante como o pre\u00e7o\u201d, sublinhou. Para\u00edso acrescenta: \u201cO cliente de luxo valoriza qualidade, e esta est\u00e1 ligada \u00e0 longevidade. \u00c9 uma oportunidade para comunica\u00e7\u00e3o e diferencia\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Steve Jobs ou Giorgio Armani nunca disseram que queriam ter marcas de luxo. \u201cQuem criou marcas de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":80636,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,20718,89,90,15513,8759,11858,32,33],"class_list":{"0":"post-80635","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-ecoavenida","10":"tag-economy","11":"tag-empresas","12":"tag-experiencias","13":"tag-luxo","14":"tag-negocios-eco-avenida","15":"tag-portugal","16":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80635","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80635"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80635\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80636"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80635"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80635"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80635"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}