{"id":81141,"date":"2025-09-22T00:15:13","date_gmt":"2025-09-22T00:15:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/81141\/"},"modified":"2025-09-22T00:15:13","modified_gmt":"2025-09-22T00:15:13","slug":"ela-perdeu-o-marido-num-acidente-de-mergulho-a-familia-construiu-lhe-um-memorial-no-fundo-do-oceano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/81141\/","title":{"rendered":"Ela perdeu o marido num acidente de mergulho. A fam\u00edlia construiu-lhe um memorial no fundo do oceano"},"content":{"rendered":"<p>\t                Ashley Bugge visita um recife memorial feito a partir dos restos cremados do seu falecido marido, Brian. Situa-se a 12 metros abaixo da superf\u00edcie do oceano e n\u00e3o muito longe de onde ele morreu na costa do Havai<\/p>\n<p>O vapor com cheiro a \u00e1rvore de ch\u00e1 do duche matinal do marido ainda pairava no ar quando o telefone de Ashley Bugge tocou.<\/p>\n<p>Bugge estava a preparar os seus dois filhos pequenos para uma ida ao supermercado. Gr\u00e1vida de seis meses, movia-se devagar enquanto remexia na confus\u00e3o de chaves, snacks e brinquedos de pl\u00e1stico na sua mala para encontrar o telem\u00f3vel.<\/p>\n<p>Era um n\u00famero desconhecido. Atendeu, e tudo mudou.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a mulher do Brian?\u201d perguntou uma voz em p\u00e2nico. \u201cHouve um acidente no barco de mergulho.\u201d<\/p>\n<p>O marido dela, Brian Bugge, estava a terminar nesse dia um curso especializado de mergulho aut\u00f3nomo perto de casa, em Honolulu, Havai. Ele tinha sa\u00eddo nessa manh\u00e3 para um mergulho no Sea Tiger, um navio afundado a 27 metros de profundidade. Ela esperava a sua chamada mais tarde, dizendo que tinha terminado.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1401\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1758500111_241_f_webp.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   Ashley e Brian Bugge viviam em Honolulu, onde ele estava destacado em Pearl Harbor.\u00a0Cortesia de Ashley Bugge <\/p>\n<p>Mas algo tinha corrido terrivelmente mal.<\/p>\n<p>Minutos depois, Ashley Bugge encontrava-se na rece\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o de urg\u00eancias, a implorar por informa\u00e7\u00f5es sobre o marido. Um m\u00e9dico aproximou-se dela acompanhado por outra pessoa que parecia um seguran\u00e7a. Foi ent\u00e3o que percebeu que Brian n\u00e3o tinha sobrevivido.<\/p>\n<p>Ashley desabou no ch\u00e3o, os seus gritos penetrantes estranhos at\u00e9 para os seus pr\u00f3prios ouvidos. \u201cN\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o,\u201d solu\u00e7ou.<\/p>\n<p>Pouco depois daquela chamada, a 20 de maio de 2018, Bugge soube que o marido tinha, por engano, deixado o fornecimento de oxig\u00e9nio desligado, ficando de repente sem ar debaixo de \u00e1gua.<\/p>\n<p>O mundo dela desmoronou-se. Mas nos meses que se seguiram, encontrou uma forma \u00fanica de homenagear o marido atrav\u00e9s do oceano que ele tanto amava.<\/p>\n<p>Os momentos mais importantes deles aconteceram dentro e em torno do mar <\/p>\n<p>O casal conheceu-se no Oregon, no final da adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Na altura, ambos viviam na \u00e1rea de Portland, onde Brian tocava numa banda punk com um amigo do irm\u00e3o de Ashley. Ela ia frequentemente aos concertos, e ela e Brian come\u00e7aram a namorar pouco tempo depois.<\/p>\n<p>Passavam a maior parte dos encontros a explorar locais ao longo da costa do Pac\u00edfico. Aos 20 anos, Brian Bugge tinha a sua vida planeada \u2013 ia entrar na Marinha ou na Guarda Costeira, e depois casar com Ashley, conta.<\/p>\n<p>Ashley sentiu que eram demasiado jovens para assentarem, por isso seguiram caminhos separados. Mas permaneceram nos mesmos c\u00edrculos e, no in\u00edcio de 2013 &#8211; quase uma d\u00e9cada depois &#8211; reconectaram-se depois dele ter deixado uma mensagem flirty no seu Instagram.<\/p>\n<p>\u201cFoi algo est\u00fapido\u2026 algum tipo de coment\u00e1rio sobre o tempo ou algo assim,\u201d conta. \u201cMas eu sabia, tipo, oh, se ele est\u00e1 a tentar falar, algo se est\u00e1 a passar.\u201d<\/p>\n<p>Depois disso, as chamadas entre eles duravam horas, como se n\u00e3o tivesse passado tempo nenhum, recorda. Mais tarde nesse ver\u00e3o, depois dele regressar de uma miss\u00e3o da Marinha, encontraram-se para trocar presentes de anivers\u00e1rio atrasados &#8211; o dele era em junho, o dela em agosto. Ambos, sem saber, tinham escolhido a mesma coisa: aulas de mergulho. Foi o momento em que tudo mudou.<\/p>\n<p>Perceberam que n\u00e3o queriam ficar afastados um do outro e prometeram fazer tudo o que fosse necess\u00e1rio para que funcionasse.<\/p>\n<p>\u201cNesta segunda vez, ambos sab\u00edamos, \u00e9 isto. Tu \u00e9s a minha pessoa. Vamos resolver isto,\u201d conta. \u201cE ent\u00e3o dissemos, \u2018temos de casar e viver felizes para sempre.\u2019 E assim o fizemos.\u201d<\/p>\n<p>Casaram-se em Manzanita, um trecho c\u00e9nico da costa do Oregon conhecido pelas suas fal\u00e9sias \u00edngremes e pores do sol ardentes &#8211; e o mesmo local onde tinham trocado o primeiro \u2018amo-te\u2019 nove meses antes.<\/p>\n<p>O oceano foi sempre o pano de fundo da hist\u00f3ria de amor deles.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que a carreira de Brian Bugge na Marinha o levou pelo mundo, aproveitaram oportunidades para mergulhar juntos no Jap\u00e3o, Austr\u00e1lia e Fiji.<\/p>\n<p>E no ver\u00e3o de 2017, Brian foi destacado para a base naval em Pearl Harbor, no Havai.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"737\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1758500111_929_f_webp.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   Ashley Bugge e os seus filhos, Izzy, Hudson e Addy.\u00a0Cortesia de Ashley Bugge <\/p>\n<p>Seis minutos ap\u00f3s iniciar o mergulho, ele afogou-se <\/p>\n<p>O curso especializado de mergulho desse dia era uma aula de mergulho com rebreather.\u00a0Tinha sido adiado v\u00e1rias vezes, e Brian Bugge estava ansioso para finalmente conclu\u00ed-lo.<\/p>\n<p>A certifica\u00e7\u00e3o no sistema de rebreather, que recicla o ar do mergulhador, marcaria outro marco oce\u00e2nico para ele. \u00c9 uma habilidade t\u00e3o elitista que os Navy SEALs \u00e0s vezes a usam em opera\u00e7\u00f5es furtivas, porque n\u00e3o produz bolhas debaixo de \u00e1gua.<\/p>\n<p>A mulher dele relatou os acontecimentos desse fat\u00eddico mergulho: Brian preparou-se no barco para garantir que a m\u00e1quina estava a funcionar, depois desligou-a para economizar oxig\u00e9nio. Mas esqueceu-se de a ligar novamente antes de entrar na \u00e1gua, ficando sem ar ap\u00f3s descer, recorda. E afogou-se seis minutos depois de entrar na \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u201cFicou hip\u00f3xico, adormeceu, o tubo\u00a0saiu da boca dele e depois inalou simplesmente \u00e1gua salgada\u2026 o instrutor ainda nem estava na \u00e1gua,\u201d revela Ashley Bugge. \u201cNo in\u00edcio, o instrutor pensou que fosse uma brincadeira, por isso observou brevemente ele a descer e bater no fundo do oceano. Depois percebeu que se tratava de algo mais grave e desceu atr\u00e1s dele.\u201d<\/p>\n<p>Brian Bugge tinha 35 anos. Ashley estava com seis meses de gravidez do filho mais novo, Addy, quando recebeu a chamada. Os dois filhos mais velhos, Hudson e Izzy, tinham, respetivamente, 1 e 3 anos.<\/p>\n<p>Num momento, ela era uma mulher feliz a sonhar com nomes para beb\u00e9s. No seguinte, era uma jovem vi\u00fava com dois filhos pequenos, um terceiro a caminho e epis\u00f3dios de uma dor esmagadora.<\/p>\n<p>E perguntava-se: como poderia honrar o amor da sua vida de uma forma que refletisse o seu esp\u00edrito mar\u00edtimo?<\/p>\n<p>Uma chamada inesperada deu-lhe a resposta <\/p>\n<p>Seis meses ap\u00f3s a morte do marido, recebeu uma chamada da Living Reef Memorial, uma empresa da Calif\u00f3rnia que ajuda fam\u00edlias a colocar restos cremados em estruturas ecol\u00f3gicas concebidas para o fundo do oceano.<\/p>\n<p>Ashley Bugge nunca tinha ouvido falar de algo assim. Mas, para ela, um recife memorial parecia ideal para um homem que ansiava por aventuras no mar.<\/p>\n<p>\u201cAssim que percebi que isso existia, disse: \u2018sim, temos de fazer isto\u2019,\u201d conta.<\/p>\n<p>Ashley enviou-lhes algumas das cinzas do marido e, algumas semanas depois, um homem entregou o recife memorial \u2013 coberto com uma bandeira americana \u2013 em Honolulu.<\/p>\n<p>O recife memorial combina as cinzas de um ente querido com bet\u00e3o para criar estruturas que repousam no fundo do oceano, explicou Matthew Bracken, professor de ecologia e biologia evolutiva na Universidade da Calif\u00f3rnia, Irvine.<\/p>\n<p>S\u00e3o uma varia\u00e7\u00e3o \u00fanica dos recifes artificiais que os cientistas constroem para apoiar a vida marinha e substituir os sistemas de recifes naturais, que t\u00eam sido prejudicados pelo aquecimento dos oceanos.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1758500112_195_f_webp.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   Ashley Bugge e os seus filhos no anivers\u00e1rio da morte do marido, perto do local onde o seu memorial est\u00e1 no Pac\u00edfico. Cortesia Ashley Bugge <\/p>\n<p>Os habitats de recifes artificiais n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o eficazes como os naturais, mas, quando colocados com cuidado e orienta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, podem ser ben\u00e9ficos para os ecossistemas marinhos, explica Bracken.<\/p>\n<p>Ben Ruttenberg, professor associado na Cal Poly e diretor do <a href=\"http:\/\/marine.calpoly.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Centro de Ci\u00eancias Marinhas Costeiras<\/a>, disse que realizou um mergulho para contagem de peixes no Neptune Memorial Reef, um cemit\u00e9rio subaqu\u00e1tico perto de Key Biscayne, na Fl\u00f3rida.<\/p>\n<p>\u201cSe tiver um grande peda\u00e7o de areia e alguma estrutura, os peixes adoram isso e v\u00e3o l\u00e1 passar tempo\u2026 vai atrair toda uma comunidade,\u201d afirma.<\/p>\n<p>Os recifes artificiais fazem parte de uma estrat\u00e9gia mais ampla para enfrentar os desafios das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. \u201cSe n\u00e3o come\u00e7armos a reduzir agressivamente as nossas emiss\u00f5es de carbono e a enfrentar as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas como a amea\u00e7a global que s\u00e3o, os recifes de coral como os conhecemos podem deixar de existir,\u201d explica\u00a0<a href=\"http:\/\/www.marineconservationlab.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Ruttenberg<\/a>.<\/p>\n<p>Os recifes memorial s\u00e3o t\u00e3o raros que os dados cient\u00edficos sobre o seu efeito nos ecossistemas locais s\u00e3o praticamente inexistentes, acrescenta.<\/p>\n<p>\u201cMas se cada pessoa no planeta de repente decidisse que queria ser cremada e colocada nestas estruturas, isso seria uma hist\u00f3ria diferente,\u201d afirma.<\/p>\n<p>Ashley continua a paix\u00e3o do marido pelo oceano <\/p>\n<p>O amor de Brian Bugge pelo oceano era profundo.<\/p>\n<p>Em julho de 2017, partiu de Gig Harbor, Washington, rumo a Honolulu com tr\u00eas amigos a bordo do seu veleiro, Stay Gold. Mudava-se para o Havai para iniciar o seu servi\u00e7o em Pearl Harbor. Ashley viajou com os filhos e encontrou-os em Honolulu.<\/p>\n<p>No final da viagem de tr\u00eas semanas, Brian escreveu uma entrada no seu di\u00e1rio:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tenho uma lista de desejos. N\u00e3o tenho a viagem da minha vida. Cada viagem \u00e9 a viagem da vida porque pode ser a \u00faltima que farei. Uma lista de desejos insinua que temos tempo para fazer coisas antes de morrer. N\u00e3o temos\u2026 Hoje \u00e9 a tua vida. Amanh\u00e3 pode nunca chegar.\u201d<\/p>\n<p>Para Ashley Bugge, essas palavras ganharam um novo significado ap\u00f3s a perda do marido. Ao continuar o amor dele pelo mar, disse que encontrou uma liga\u00e7\u00e3o mais profunda com ele &#8211; e redescobriu-se a si pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, mudou-se para Vancouver, Washington, com os tr\u00eas filhos e recentemente obteve um doutoramento em lideran\u00e7a educativa com especializa\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias do oceano. Co-fundou a <a href=\"http:\/\/www.theseabirds.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">The Seabirds<\/a>, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que educa jovens sobre ci\u00eancias do oceano.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m escreveu um livro de mem\u00f3rias, <a href=\"http:\/\/www.ashleybugge.com\/product-page\/always-coming-back-home-1\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Always Coming Back Home<\/a>, sobre o seu amor, perda e a <a href=\"http:\/\/www.ashleybugge.com\/product-page\/the-ocean-is-calling\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">jornada de encontrar-se a si pr\u00f3pria<\/a> ap\u00f3s a trag\u00e9dia.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1498\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1758500112_921_f_webp.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   Em julho de 2017, Brian Bugge velejou com tr\u00eas amigos desde os sub\u00farbios de Seattle at\u00e9 ao Havai.\u00a0Chief Petty Officer Daniel Hinto\/US Navy <\/p>\n<p data-end=\"178\" data-start=\"0\">\u201cN\u00e3o h\u00e1 separa\u00e7\u00e3o entre mim e o oceano. Ele faz parte da minha identidade agora. Cada grande acontecimento na minha vida est\u00e1 ligado ao oceano\u201d, afirma Bugge, agora com 42 anos.<\/p>\n<p data-end=\"318\" data-start=\"180\">Ashley espera que a sua hist\u00f3ria ajude outras pessoas &#8211; especialmente jovens esposas de militares &#8211; a terem conversas abertas sobre o luto.<\/p>\n<p data-end=\"530\" data-start=\"320\">\u201cQuero que as pessoas se sintam empoderadas, que se esta louca m\u00e3e vi\u00fava de tr\u00eas filhos passou por tudo isto e conseguiu\u2026 outras mulheres tamb\u00e9m podem. \u00c9 dif\u00edcil\u2026 mas tens de tentar e encontrar a tua paix\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p data-end=\"633\" data-start=\"532\">O mergulho \u00e9 uma das formas que encontrou para manter viva a hist\u00f3ria do marido para os filhos.<\/p>\n<p data-end=\"990\" data-start=\"635\">A 20 de maio de 2019, no primeiro anivers\u00e1rio da morte de Brian, Ashley e os amigos dele da Marinha mergulharam at\u00e9 ao naufr\u00e1gio do Sea Tiger, onde ele morreu. Mais tarde nesse dia, colocaram o seu memorial &#8211; uma estrutura em forma de cone com cerca de um metro de altura &#8211; no fundo do oceano, no local pr\u00f3ximo de onde o casal partilhou o primeiro mergulho.<\/p>\n<p data-end=\"1058\" data-start=\"992\">Tornou-se uma tradi\u00e7\u00e3o anual para homenagear a mem\u00f3ria de Brian.<\/p>\n<p data-end=\"1258\" data-start=\"1060\">No pr\u00f3ximo ano, quando o filho Hudson fizer 10 anos, o menino vai mergulhar at\u00e9 ao memorial do pai pela primeira vez, entrando no mundo de um homem que nunca teve a oportunidade de realmente conhecer.<\/p>\n<p>Uma vida para recordar <\/p>\n<p data-end=\"1341\" data-start=\"1290\">Atualmente, Brian Bugge faz parte do oceano e da terra.<\/p>\n<p data-end=\"1665\" data-start=\"1343\">Algumas das suas cinzas est\u00e3o sepultadas no National Memorial Cemetery of the Pacific, em Honolulu, um cemit\u00e9rio militar frequentemente chamado de \u201cArlington do Pac\u00edfico\u201d. Gravadas na sua l\u00e1pide est\u00e3o palavras pelas quais viveu: \u201cVive uma vida que ir\u00e1s recordar\u201d &#8211; tiradas de uma letra de uma das suas m\u00fasicas favoritas.<\/p>\n<p data-end=\"1743\" data-start=\"1667\">Ashley doou os \u00f3rg\u00e3os e tecidos dele, mas n\u00e3o conseguiu entregar os olhos.<\/p>\n<p data-end=\"1843\" data-start=\"1745\">\u201cEle tinha estes belos olhos azuis\u2026 e eu simplesmente n\u00e3o conseguia imagin\u00e1-lo sem eles\u201d, afirma.<\/p>\n<p data-end=\"1902\" data-start=\"1845\">E num \u00faltimo ato de amor, contou que devolveu-o ao mar.<\/p>\n<p data-end=\"2054\" data-start=\"1904\">O oceano era o seu ref\u00fagio, o seu recreio, a sua voca\u00e7\u00e3o. Pode t\u00ea-lo levado, mas tamb\u00e9m lhe deu um prop\u00f3sito e clareza enquanto estava vivo, afirma.<\/p>\n<p data-end=\"2185\" data-start=\"2056\">\u201cSempre foi a nossa coisa juntos. E isso n\u00e3o mudou agora que ele morreu no oceano \u2014 \u00e9 ainda uma parte maior da nossa hist\u00f3ria.\u201d<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"951\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1758500113_458_f_webp.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   L\u00e1pide de Brian Bugge num cemit\u00e9rio militar em Honolulu. Cortesia de Ashley Bugge <\/p>\n<p data-end=\"2248\" data-start=\"2187\">Na sua mais recente visita ao memorial, em maio, Ashley Bugge mergulhou sob a superf\u00edcie do Pac\u00edfico em equipamento completo de mergulho, seguindo as coordenadas do oceano que agora conhece de cor.<\/p>\n<p data-end=\"2639\" data-start=\"2479\">Acima das ondas, amigos e os tr\u00eas filhos reuniram-se num barco &#8211; como fazem todos os anivers\u00e1rios desde que o recife memorial foi colocado no fundo do oceano.<\/p>\n<p data-end=\"2714\" data-start=\"2641\">Tocaram a m\u00fasica favorita do marido, \u201cThe Nights\u201d, de Avicii, no barco.<\/p>\n<p data-end=\"2810\" data-start=\"2716\">\u201cEle dizia: um dia, deixar\u00e1s este mundo para tr\u00e1s<br data-end=\"2768\" data-start=\"2765\"\/> Ent\u00e3o vive uma vida que ir\u00e1s recordar \u2026\u201d<\/p>\n<p data-end=\"3075\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\" data-start=\"2812\">A doze metros de profundidade, Ashley Bugge abra\u00e7ou gentilmente o memorial do marido e descansou a cabe\u00e7a sobre ele. Colocou uma coroa de flores roxas ao redor dele, enquanto uma tartaruga marinha flutuava nas \u00e1guas turquesa, testemunha silenciosa do seu amor e da sua dor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ashley Bugge visita um recife memorial feito a partir dos restos cremados do seu falecido marido, Brian. 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