{"id":81433,"date":"2025-09-22T07:50:07","date_gmt":"2025-09-22T07:50:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/81433\/"},"modified":"2025-09-22T07:50:07","modified_gmt":"2025-09-22T07:50:07","slug":"deco-vence-acao-judicial-contra-operadoras-de-telecomunicacoes-40-milhoes-podem-ser-devolvidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/81433\/","title":{"rendered":"Deco vence a\u00e7\u00e3o judicial contra operadoras de telecomunica\u00e7\u00f5es. 40 milh\u00f5es podem ser devolvidos"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\nA decis\u00e3o, do Tribunal de Primeira Inst\u00e2ncia, ainda n\u00e3o \u00e9 definitiva, j\u00e1 que as operadoras podem recorrer para o Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o e, posteriormente, para o Supremo.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nComo explicou \u00e0 Lusa o assessor estrat\u00e9gico e de rela\u00e7\u00f5es institucionais da Deco, Paulo Fonseca, o tribunal considerou nulas as comunica\u00e7\u00f5es das operadoras sobre os aumentos de pre\u00e7o nesse per\u00edodo, por n\u00e3o informarem corretamente os clientes nem lhes darem direito a rescindir contratos sem penaliza\u00e7\u00e3o.&#13;\n<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/bg_playeraudio_4.jpg\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>&#8220;A decis\u00e3o simplesmente faz aquilo que sempre defendemos: obriga as operadoras a devolver a diferen\u00e7a cobrada indevidamente durante cerca de oito a dez meses&#8221;,<\/b> sublinhou.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA a\u00e7\u00e3o da Deco, contra a dona da Meo (Altice), a Nos e a Nowo (atualmente da Digi), surgiu ap\u00f3s v\u00e1rias reclama\u00e7\u00f5es de consumidores, que n\u00e3o sabiam os valores exatos que seriam cobrados nem tinham no\u00e7\u00e3o de que podiam rescindir o contrato sem custos.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/bg_playeraudio_4.jpg\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA Vodafone n\u00e3o foi inclu\u00edda porque, segundo a Deco, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 registo de aumentos a consumidores particulares&#8221; nesse per\u00edodo.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Em causa est\u00e1 a altera\u00e7\u00e3o da lei das comunica\u00e7\u00f5es eletr\u00f3nicas de 2016, que passou a obrigar as operadoras a informar o consumidor sempre que alterassem unilateralmente os contratos<\/b>, incluindo o pre\u00e7o, e a indicar a possibilidade de rescis\u00e3o sem penaliza\u00e7\u00e3o.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nSegundo a associa\u00e7\u00e3o, entre agosto e setembro de 2016, os clientes come\u00e7aram a receber notifica\u00e7\u00f5es de aumentos muito acima da infla\u00e7\u00e3o &#8212; quase 1.000% superiores ao valor registado na altura, que era particularmente baixo. Al\u00e9m disso, essas comunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o inclu\u00edam detalhes claros sobre os valores exatos a cobrar nem sobre a possibilidade de rescindir sem penaliza\u00e7\u00e3o. Pouco depois, nos meses seguintes, os pre\u00e7os foram efetivamente aumentados sem que os consumidores tivessem sido devidamente informados ou orientados sobre os seus direitos, denunciou o respons\u00e1vel. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA Deco reuniu com as operadoras, que mantiveram a posi\u00e7\u00e3o de que a comunica\u00e7\u00e3o estava correta. Ap\u00f3s den\u00fancia \u00e0 Anacom, o regulador concluiu que a comunica\u00e7\u00e3o era deficiente e determinou que fosse repetida,<b> mas n\u00e3o obrigou \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o dos valores, o que levou \u00e0 a\u00e7\u00e3o judicial interposta pela Deco em 2018.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Pelas contas da associa\u00e7\u00e3o, cerca de 1,6 milh\u00f5es de consumidores podem estar abrangidos pela decis\u00e3o,<\/b> sobretudo aqueles sujeitos a per\u00edodos de fideliza\u00e7\u00e3o. No entanto, pode ainda haver lugar a um recurso, como adianta Paulo Fonseca.&#13;\n<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/bg_playeraudio_4.jpg\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO valor a devolver foi calculado multiplicando &#8220;o aumento mensal indevidamente cobrado&#8221; pelo n\u00famero de meses em que vigorou, considerando a data da altera\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 decis\u00e3o judicial. Ou seja, foram somados os montantes correspondentes, resultando num total pr\u00f3ximo de 40 milh\u00f5es de euros &#8212; um n\u00famero que a associa\u00e7\u00e3o admite poder ser superior, \u00e0 medida que forem afinados os c\u00e1lculos.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Em m\u00e9dia, cada consumidor poder\u00e1 reaver entre 14 e 30 euros<\/b>, a que acrescem juros de mora acumulados desde 2018, o que aumentar\u00e1 o montante se a decis\u00e3o se tornar definitiva.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nPaulo Fonseca mostrou-se confiante num desfecho favor\u00e1vel para os consumidores e destacou que mesmo quem n\u00e3o tenha guardado faturas poder\u00e1 ser ressarcido, uma vez que os dados devem ser recuperados nos sistemas das operadoras.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>O respons\u00e1vel sublinhou ainda que a decis\u00e3o tem um peso simb\u00f3lico<\/b>: &#8220;Esta \u00e9 uma boa oportunidade para tornar o mercado mais confi\u00e1vel para o consumidor, que seja uma forma de [levar os clientes a deixar de terem] receio at\u00e9 de mudar de operador&#8221;, concluiu.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nc\/Lusa&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; A decis\u00e3o, do Tribunal de Primeira Inst\u00e2ncia, ainda n\u00e3o \u00e9 definitiva, j\u00e1 que as operadoras podem recorrer&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":81434,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,5798,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-81433","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-deco","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-portugal","23":"tag-principais-noticias","24":"tag-principaisnoticias","25":"tag-pt","26":"tag-top-stories","27":"tag-topstories","28":"tag-ultimas","29":"tag-ultimas-noticias","30":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81433","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81433"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81433\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81434"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81433"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81433"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}